Muitas revelações vêm durante entrevistas meio nada a ver, e a última veio de uma que o mestre/farsante (ambas interpretações são possíveis, escolha a sua) Peter Molyneux deu para o site alemão GameKings durante uma feira chamada PICNIC 2009 na Holanda. É.
Tudo corria bem até que o entrevistador fez uma pergunta baseada no fato de que Fable III não usaria o Project Natal, ao passo que a Lionhead está também envolvida na produção de Milo & Kate — este sim uma prova de conceito e “jogo de lançamento” da tecnologia. Molyneux foi rápido em dizer epa epa epa epa peraí peraí parô parô parô parô como é que é?
Eu nunca disse isso. [Que Fable III não vai usar o Natal.]
Eu estou dizendo que ele vai usar o controle tradicional. Mas nunca disse que isso significa que não vai usar o Natal.
E obviamente o que provavelmente aconteceria se eu começasse a falar mais sobre isso é que você veria um pequeno pontinho vermelho se movendo perto da minha testa. E se eu continuasse falando depois disso, haveria um tiro, e eu seria assassinado. É uma informação muito sensível.
Mas me permita deixar uma coisa muito clara para você. Eu não disse que não vamos usar o Natal em Fable III. Tudo o que eu disse é que o jogo é uma experiência com o controle tradicional. Isso não significa que não terá espaço para o Natal.
Você acha mesmo… me conhecendo… que eu deixaria de usar algo como o Natal? Não seja louco.
O que esta divertida passagem quer dizer, na verdade, é que temos aquela que acredito ser a primeira confirmação de um jogo que, tal qual eu sugeri, vai usar o Natal como um acessório para amplificar a experiência de jogo normal, que estamos acostumados. Milo & Kate vai ser o Wii Sports do Natal, vai ser aquele “jogo” responsável por mostrar tudo que o novo acessório/upgrade/console é capaz de fazer. Enquanto Fable III pode vir a ser o Zack & Wiki (ou talvez exista um exemplo melhor), aquele jogo que pega um gênero já conhecido e mostra como ele pode ficar muito melhor com o uso da nova tecnologia.
+1000 Hype Points comigo.
[via Kotaku]

Peter Molyneux — um dos maiores developers do mundo, criador de jogos maravilhosos como Theme Park, Populous, Black & White e, mais recentemente, Fable II e o controverso Milo. Também conhecido como mestre do hype (mestre do marketing, diria eu), ele costuma exagerar as virtudes de seus jogos além do que é possível, mas não dá pra negar que suas ideias são revolucionárias e seus jogos, ainda que não tenham todo o conteúdo que ele promete, não deixam de ser muito bons.
Desde 2001, Molyneux demonstra um grande interesse em inteligência artificial, dando extensivas entrevistas sobre o assunto e testando o que for possível em seus jogos. Fez diversos avanços, como podemos ver na transição de Fable para Fable II, mas o maior deles sem dúvida é o Milo, ainda que (de acordo com o próprio Peter) o jogo seja composto de diversos truques para mascarar a real inteligência.
Nota-se ainda um tema comum a quase todos os seus jogos, especialmente os mais recentes e culminando com o projeto Milo: a presença de crianças e a importância da interação com as mesmas. Coincidência?
Exclusivo da IGN, o verdadeiro Projeto Milo. True story, juro!
Exagero? Se você acha, é porque não viu o naipe e o peso do que a Microsoft mostrou. Em uma conferência sem erros e sem momentos constrangedores, a empresa mostrou que a Nintendo não é imbatível no seu próprio jogo.
Poucos minutos antes da conferência começar, eu conversava com o Caio a respeito do PSP Go. Eu dizia que acho horrível o hábito que a Sony tem de se preocupar mais em tentar tirar uma casquinha dos sucessos dos outros (controles de movimento com o SixAxis; distribuição digital de games com o PSP Go) do que em tentar construir os seus próprios. Afinal, não há nada de errado em usar uma tecnologia já existente para competir com o pioneiro de tal tecnologia… desde que você traga algo de novo.
E algo de muito novo foi o que a Microsoft trouxe hoje.