Metroid: Other M é um assunto delicado para alguns dos fãs da franquia. Ninguém sabe o que esperar dele, e ninguém sabe como se sentir sobre os novos elementos sendo introduzidos.
Mas será que eles são tão novos assim?
Eu estou vendo em todo lugar reclamações de que a Samus está sendo sexualizada, de que Metroid não deveria ter história, de que o Team Ninja vai arruinar a franquia, de que vai ser diferente demais, e até de que não vai ser Metroid em nada! Dá pra ver do que eu estou falando, né?
Bom, eu sei tanto sobre o jogo quanto vocês, mas vamos começar do zero: Other M é resultado de uma parceria entre a Nintendo e o infame Team Ninja, responsável por jogos com Ninja Gaiden e Dead or Alive. Basicamente, peitos saltitantes com uma pitada de ação, e é perfeitamente compreensível que você se sinta apreensivo sobre esta equipe estar cuidando de sua loira de armadura. Errado é achar que o Team Ninja vai transformar Metroid em uma de suas próprias franquias. Por quê? Saiba após o continue.
por P. F. Paiva
Sou P. F. Paiva, desenvolvedor de jogos independente. Pedi pro Fabio Bracht um espaço aqui no Continue para mostrar algumas matérias que escrevi, sobre o processo de desenvolvimento de um jogo, e também pra falar um pouco sobre a situação da comunidade desenvolvedora independente, e da iniciativa Cérebro.
Os leitores fiéis do blog devem se lembrar de um post que falava da falta de ambição dos brasileiros na hora de fazer jogos. Sempre o mesmo joguinho do RPG Maker, sempre a mesma toscaria sem imaginação. Certamente ele contava com a compreensão de vocês quando postou isso no blog. Se postou, é porque achou que vocês entenderiam e até concordariam. É contando com essa compreensão que pedi esse espaço pra mostrar as minhas matérias. Não são técnicas, falam de conceitos que qualquer um que esteja familiarizado com os jogos eletrônicos pode entender. E é provável que vocês entendam essas matérias melhor do que muitos pretensos desenvolvedores, afinal, são leitores desse blog. Devem jogar bastante e conviver bastante com esses conceitos.
É por isso que quero que leiam, talvez dê para despertar algum desenvolvedor adormecido dentro de vocês. Quem sabe um de vocês não tem uma ótima idéia mas não sabe como executar? Tá aí a oportunidade e o convite. Vocês podem me encontrar no meu blog e no Cérebro, um fórum aberto recentemente com a proposta de sair desse marasmo e fortalecer a comunidade desenvolvedora com novas idéias. Os jogos independentes são, me arrisco a dizer, um movimento cultural lá fora. Por que não pode ser aqui? Se quiser apoiar essa iniciativa, dê uma passada no Cérebro, talvez valha a pena.
Agora vamos ao artigo!
[ UPDATE ] Um dos citados pediu que eu retirasse o nome dele do post. Tá feito, senhor!
[ UPDATE 2 ] Meu amiguinho criou uma comunidade no Steam em minha homenagem. Entrem aí, pessoal! Em retribuição, vou botar o nome dele de volta no texto, ele merece depois de tanto trabalho ):
Em um post que gerou BASTANTE discussão no ano passado, meu amigo que mais parece com o Salsicha do Scooby-Doo, Fabio Bracht, deu um pequeno sermão pela conhecida “filhadaputice” dos brasileiros em jogos online, além da sensacional ignorância, que já gerou todo tipo de meme genial nos Imageboards *chan por aí. Mas não é disso que eu venho falar, já que é passado e quem vive de passado é a Sega e suas Sonic Collections.
No segundo tópico de seu texto, o Fabio falou um pouco dos nicks estúpidos que infestam os jogos online. E eu, senhores, venho guiá-los pelo bom caminho! Após o nosso tradicional – mas imprevisível e até mesmo perigoso – continue, darei exemplos e dicas de como escolher um apelido para jogos online que não vai ser odiado por mim e por qualquer pessoa com mais de 17 anos.
É, minha gente, esse ano nós podemos ficar empolgados antes da E3: ontem foi dia de Nintendo Media Summit, um evento destinado a tudo que é Nintendo. Muita coisa foi revelada, e fanboys como nós demos pulinhos de alegria. Pulinhos másculos, que fique claro.
Eu lembro quando conheci o Steam, na casa de um amigo (@dooart), há uns três anos. Na época eu nem sabia o que era e pra que servia. Simplesmente vi aberto no computador dele e pensei “que programinha mais feio”. E desde aquele dia, o Steam pouco ou nada evoluiu em termos estéticos ou de interface. Até agora.
Ontem a Valve mostrou uma mais do que necessária renovação completa do seu programa/loja/gerenciador/portal mágico de ofertas imperdíveis.
Continue lendo!
Há algumas semanas eu adquiri um Microsoft Sidewinder Mouse , de 319 reais. Quando vi o bonito mouse na prateleira, imediatamente me imaginei ownando todo mundo de Sniper e Scout em Team Fortress 2.
Hoje, várias horas de jogo(s) depois, posso dizer que não foi bem assim. Mas também não me arrependi de ter colocado a mão no equipamento.
Se você alguma vez considerou ou sonhou com a oportunidade de adquirir um mouse dedicado a games continue lendo, que eu vou falar um pouco sobre o meu e tentar dizer se vale a pena ou não.
Neste início de ano, a Ubisoft soltou dois DLCs para o seu jogo mais cheio de italianos treinados em assassinato do ano passado, Assassin’s Creed II. Anunciados como “as sequências de memória perdidas, 12 e 13″, eles cobrem dois capítulos da história ausentes do jogo, que são nove anos na jornada de Ezio. Bastante coisa, hm? É o que acontece quando uma empresa quer fazer mais uma grana em cima de um jogo, principalmente um lançado em novembro de 2009.
Após o cremoso e interativo “continue lendo”, minha opinião sobre as tais sequências de memória. Alguns pequenos spoilers à frente, nada que incomode quem tenha chegado à sequência 14 do jogo.
Embora este texto possivelmente só esteja sendo publicado muitos dias depois, agora são exatamente 1:36 da madrugada do dia nove de fevereiro de 2010. Há pouco mais de vinte minutos eu terminei Mass Effect.
Mas o jogo é de 2007, você deve estar silenciosamente exclamando. Por que o Fabio só jogou agora?
Metade da culpa foi do Steam, que vendeu o jogo por absurdos $5 durante a última promoção de fim de ano. Confesso que comprei sem nem pensar duas vezes, mesmo tendo quase certeza que jamais iria jogar. “É um RPG”, pensava eu. “Não tenho mais tempo e paciência para RPGs”.
A outra metade da culpa – a maior metade, diga-se de passagem – foi do hype em cima de Mass Effect 2. Quando um jogo sai e subitamente você ouve falar dele todos os dias no Twitter, você começa a se perguntar se ele é tão bom assim. Quando um jogo avaliado de 0 a 100 por mais de 50 publicações especializadas fica com média 96 no Metacritic, você começa a ter sérias vontades de ir atrás de descobrir por si mesmo se ele é tão bom assim. Concluí que Mass Effect 2 era um jogo que eu não podia deixar de jogar se quisesse me considerar um gamer sério, um fã sério de narrativas digitais.
Só que eu não ia começar do 2 em um jogo tão centrado na história, né? Eu até cogitei a possibilidade, mas um grupo de amigos sensatos me colocou juízo na cabeça. Então fui lá e joguei o Mass Effect, o primeiro, o início, a origem.
E, cara, se o segundo conseguir ser ainda melhor do que o primeiro (como todos os sinais indicam que seja), eu não sei se vou ter na minha cabeça espaço para tanta adoração. Mass Effect já é, a partir de hoje, a minha série favorita – e a BioWare, que antes eu só conhecia do fraco Sonic Chronicles , já é uma das empresas que eu mais admiro nessa indústria.
Comentário recebido agora há pouco, do leitor Raffa:
Sério, Fabio? 16 dias sem um único post?
Uma coisa são alguns 5 dias sem post porque o computador quebrou, você viajou ou algo assim.
E o pior: tem vários colaboradores! Então o quê, todos eles desistiram? Acabou?
Então se acabou, se perderam o interesse (que é o que vem parecendo durante esses meses com 3 ou 4 posts) então faz um post sobre isso e acaba. Porque você tem leitores. Leitores como eu, que vêm lendo o blog desde O PRIMEIRO POST! Leitores que corriam no Fim de Semana para ir ler a Discussão de Fim de Semana. Tudo que eu queria era um post básico explicando o quê tá acontecendo, porque pelo menos você mostraria que liga para os leitores que você vem ganhando nesses anos. Mas, fazer o quê.16 dias e contando!
Valeu, Raffa. Sério mesmo, valeu. Meu sinceros — e até mesmo emocionados — agradecimentos a você e, e também aos outros que usaram o espaço de comentários para cobrar mais atualizações. Às vezes eu esqueço que tenho leitores tão legais quanto vocês. Agradecimentos especiais também ao Heenett, outro leitor antigo do blog, que veio falar comigo esta semana e se mostrou uma pessoa incrível. Já se tornou inclusive uma espécie de conselheiro pessoal meu para assuntos do blog. Mas enfim, eu não estou aqui só para agradecer.
Daqui a poucas horas entrará no ar um post normal (uma resenha), que já está agendado, e já tenho um outro 100% escrito, para o início da semana. Ambos são bem grandinhos e de conteúdo exclusivo, bem como vocês (e eu) gostam. Porém, agora eu estou aqui para dizer o que está acontecendo com o blog, e o que vai acontecer. À moda LOST, é hora de algumas respostas. Vamos lá.
Hoje pela manhã a SEGA fez aquilo que dela se esperava, tirando o véu do semi-misterioso Project Needlemouse. O que era apenas potencial virou promessa: o novo jogo do Sonic será tudo que os fãs sempre pediram, e que a empresa se recusava a fazer.
O primeiro trailer divulgado hoje e o teaser da trilha sonora que saiu essa semana entregam o ouro. Nada de 3D (adeus, problemas de câmera e jogabilidade), jogabilidade clássica (corra para a direita, pegue anéis, pule nos inimigos, evite espinhos, chegue ao fim da fase com a sensação de não ter visto metade dela), musiquinhas bacanas, presença de velhos movimentos (como o Spin Dash), aventura solo do Sonic (sem coadjuvantes desnecessários), inimigos e cenários da época do Mega Drive refeitos em alta definição. É como se a SEGA estivesse dizendo em alto e bom som: “É isso que vocês queriam, né? Então tá, vamos fazer exatamente isso.”
Demonstrando extrema confiança no próprio taco, ainda batizaram o jogo de Sonic The Hedgehog 4. Não tiveram medo de posicionar o jogo lado a lado com Sonic 3, que é um dos mais citados quando se discute qual o melhor jogo da série.
Bolas. A SEGA tem.
Mas será que é suficiente?