
Antes de mais nada, quero aproveitar para pedir desculpas antecipadas. O Discussão de Fim de Semana que o Lipedal nos proporcionou na semana passada abalou loucamente a minha autoconfiança. A discussão foi tão boa que ultrapassou os limites da nossa área de comentários. Casos de gente discutindo o assunto foram presenciados em fóruns diversos e em Birigui e adjacências.
Mas depois de uma crise emística (sim, sou emo. Não sabiam? Que bom, porque é mentira), concluí que somos apenas pessoas diferentes. Ele curte uma discussão mais política (e — por que não? — relevante), enquanto eu sou mais falar daquilo que discutiríamos se estivéssemos todos às três e meia da manhã rodeando uma mesa de bar — alguns certamente abraçados em suas cervejas.
Então famos falar de tendências de game design. Ou, como eu gosto de chamar, embora saiba que o nome é errado, as “modinhas”.

Isso é o que eu chamo de trabalho de pesquisa, minha gente. O blog Vintage Computer Gaming, que, como você pode ver pelo nome, é especializado em jogos antigos/clássicos e coisas do gênero, compilou seis enormes listas comparando os preços dos jogos no Virtual Console do Wii com os preços que você pagaria por cópias reais desses mesmos jogos.
Os preços para os cartuchos foram determinados usando os preços diariamente atualizados do site VideoGamePriceCharts.com, datados de 24 de Janeiro de 2008, que, por sua vez, são coletados de múltiplas fontes, incluindo resultados de leilões recentes no eBay, Amazon.com e Half.com.
Dando uma bizoiada nas tabelas é fácil descobrir algumas coisas. A mais óbvia delas é que, do ponto de vista da grana, vale muito a pena comprar jogos como Sin & Punishment (Nintendo 64) e Alien Soldier (Mega Drive), que só foram lançados no Japão. O preço das cópias físicas desses jogos chega a 40 e 90 dólares, respectivamente, enquanto no serviço do Wii você paga 12 e 9 dólares, também respectivamente. D’oh.
No geral, o único videogame cujos jogos em geral saem mais caros no VC é o saudoso Nintendinho. Boa parte dos cartuchos dele podem ser achados por menos de 4 dólares, enquanto as cópias virtuais ficam quase todas sob o preço tabelado de five bucks (seis pelos mais raros, como Ninja JaJaMaru-kun).
Mas as suas conclusões são melhores do que as minhas, então clique aqui e dê uma bela olhada nas ditas-cujas.
[dica do meu amigo Naka -- valeu!]

Super Smash Bros é provavelmente a série com maior concentração de boas idéias que eu já vi. Mesmo que você não goste, não dá pra achar que colocar um monte de mascotes e personagens principais de diferentes jogos pra trocar porrada numa arena seja uma má idéia. Aí depois teve o lance de trocar as barras de energias tradicionais dos jogos de luta por um marcador de porcentagem de dano. Aí depois teve a idéia de colocar um sem-número de troféus colecionáveis para manter a pessoa jogando até conseguir ver todos. Pra mim, não tem jogo mais genial em termos de fan service.
Agora no Brawl os caras tiveram outra sacada de gênio. Saiu hoje no DOJO¹ que o jogo vai vir com versões demo da maioria dos jogos clássicos dos personagens. Os primeiros confirmados foram Super Mario Bros, o primeiro Zelda, Star Fox 64, Ice Climber, Kid Icarus, Kirby’s Adventure e Super Metroid. Outros poderão ser desbloqueados, provavelmente por meio daquele muro de Challenges que já citaram.
Aí a gente especula: de acordo com os personagens presentes, não é difícil esperar que títulos como Yoshi’s Island, Metal Gear e EarthBound cheguem ao Virtual Console muito em breve, não é?
Os demos serão exatamente as mesmas versões vendidas no Virtual Console, só que com uma limitação tempo. Você pode jogar apenas alguns minutos, só para sentir o gostinho. Em casos de jogos “lentos” como Super Metroid, a demo já virá com saves para você poder começar de diferentes pontos.
Se dia nove de março fosse amanhã, ainda ia demorar muito.
¹ O próprio Smash Bros DOJO é uma puta idéia, né? Com esse esquema de soltar notícias todos os dias, o jogo tem todo o potencial de aparecer na mídia várias vezes por semana. Provavelmente o Brawl é o jogo que mais apareceu no Continue até hoje, e olha que a gente só faz um post quando é algo excepcional.