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Archive for the ‘Retrô’ Category

[André Breder, o homem-nostalgia, nos traz mais um texto sobre um jogo que marcou época. O que será que ele vai aprontar na semana que vem?]

Em 1986, o primeiro jogo da série Castlevania lançado surge para o mundo no Famicon Disk System japonês, sendo portado para o NES americano no ano seguinte e logo se tornaria um dos jogos mais populares na época entre os viciados no 8 bits da Nintendo. Por causa da popularidade crescente do NES, muitos até pensam que Castlevania foi o legítimo primeiro jogo da série, mas antes dele a Konami havia lançado o jogo Vampire Killer para o computador doméstico MSX, no ano de 1986. [Nota do editor: Isso no Brasil e na Europa; no Japão Vampire Killer foi lançado alguns dias depois de Castlevania.]

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  • Capcom fazendo Mega Man 9 em modo full old-school?

    Lembra dos rumores de que Mega Man 9 estaria sendo feito? Pois é, amigo, eles estão cada vez mais reais. Graças a escarafunchadas de um pessoal mais curioso, agora sabemos que o jogo foi inclusive classificado em relação à sua faixa etária pelo OFLC (Office Film and Literature Classification).

    Logo após isso um misterioso homem identificado como “The Shadow” saiu das sombras com uma mão cheia de informações altamente rumorísticas. Segundo ele, o jogo terá dois personagens jogáveis — Mega Man e Blues (Proto Man). A história não fará, como muitos especulam, a ponte entre os enredos da série clássica e da série X, tendo apenas um enredo “tradicional”. Haverá muitos personagens novos, tanto aliados como chefes. Em relação ao online, o jogo terá leaderboards e um modo multiplayer cujo funcionamento ninguém ainda descobriu.

    Mas eu deixei o mais interessante para o final. Segundo esse cidadão assombroso aí, a jogabilidade será baseada nos Mega Man de 3 a 6 e os gráficos… terão um “estilo artístico de 8 bits, prestando homenagem aos jogos anteriores”.

    Sei não… você acredita? As empresas grandes como a Capcom, por algum motivo morrem de medo de fazer qualquer jogo que não seja moderno, atual, brilhante e com gráficos foda. Não vejo isso acontecendo da maneira que se imagina por essas informações. Mesmo o jogo não sendo grande o suficiente para ser lançado em disco (de acordo com esses mesmos rumores, ele será lançado para Xbox 360 e PS3 via download na Live e PSN; apenas para Wii é que não se sabe se virá em disco ou via WiiWare).

    [via 4 Color Rebellion] [Imagem: Glitcher's DeviantArt]

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  • Alex Kidd in Miracle World

    [André Breder, que, pra quem não sabe, também publica seus textos em sites como o Retrobits e o NES Archive, traz mais uma pastilha de nostalgia para os "velhos" e conhecimento para a nova geração de jogadores. Curta mais este inspirado texto do rapaz, porque depois só na segunda que vem!]

    Na metade dos anos 80 a SEGA apresentou ao mundo o personagem que passaria então a ser seu mascote, até ser “destronado” por Sonic em 1991. Trata-se de Alex Kidd, um jovem treinado em artes marcias e que possui grande força em seus punhos, sendo capaz de destruir rochas com um único golpe. Numa época em que o mundo havia ficado maravilhado com o encanador da Nintendo, Alex Kidd teve a difícil missão de suprir as necessidades dos usuários do Master System em relação a um jogo de igual qualidade, originalidade e diversão.

    Após Super Mario Bros, era comum que grande parte dos jogos que seguissem o gênero Ação/Plataforma fossem quase que um mera cópia da grande obra de Shigeru Miyamoto. Mas o produtores de Alex Kidd in Miracle World não pretendiam copiar Mario, e sim criar um jogo que fosse original e que trouxesse boas novidades aos jogadores. E eles conseguiram isso, criando um jogo com uma jogabilidade totalmente diferente de Mario, “power ups” próprios e estágios bem diversificados e originais.

    Até a história do jogo é bacana! Após algum tempo afastado de sua terra natal, o príncipe Alex descobre que um terrível vilão chamado Janken The Great sequestrou seu irmão gêmeo e está causando sérios problemas em seu reino. Como um verdadeiro herói, Alex deve passar por diversos perigos até poder enfrentar Janken e vencê-lo, salvando sua família e seu povo.

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  • Retroatividade #02 - Super Mario World

    [Nesta semana, André Breder traz novamente o sabor dos 16 bits à coluna Retroatividade, embora ele seja um fã confesso da era 8 bits. Como a estréia da coluna na semana passada foi com o ouriço Sonic, mascote-mór da SEGA, ele quis afirmar logo de cara que não nutre "ismo" algum, mandando ver um texto sobre um dos maiores clássicos da empresa rival.]

    Super Mario World, a tão esperada continuação de Super Mario Bros 3! Foi um dos primeiros jogos produzidos para o Super NES e é até hoje considerado um dos melhores já lançados para o console de 16 bits da Nintendo. Como não podia ser diferente, a dupla de gênios Shigeru Miyamoto e Koji Kondo trazia ao mundo mais um jogo fantástico da série Super Mario, que só ajudaria a popularizar ainda mais o encanador mundo afora!

    A história do jogo é batida, mas quem se importa: Mario, Luigi e a Princesa Toadstool foram tirar férias na Ilha dos Dinossauros. Mas, durante as férias, a Princesa Toadstool acaba sendo raptada mais uma vez pelo infame Bowser. O vilão cascudo, desta vez, além de seu vício em seqüestrar a nossa pobre princesa, deseja também se apoderar da Ilha dos Dinossauros, e para isso acabou aprisionando seus habitantes em ovos mágicos, que são guardados fielmente pelos seus sete filhos. Diante disso, Mario e Luigi irão se aventurar por sete mundos cheios de inimigos e desafios, até poder finalmente encarar o maldito Bowser e salvar a Princesa, junto com todos os habitantes da Ilha dos Dinossauros.

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  • Sonic The Hedgehog

    [Parte resenha, parte documentário, parte fanboyismo, mas 100% retrô. São assim os textos do nosso leitor André Breder Rodrigues, que ficou de assumir uma coluna sobre os fabulosos jogos que eram hardcore há anos e anos. Começamos com o ouriço Sonic, e sabe Deus onde iremos parar. Que seja a primeira de muitas!]

    Quem testemunhou a “briga” entre a Nintendo e SEGA nas décadas de 80 e 90, lembra muito bem o quão legal foi essa época. Foi uma disputa onde o principal ganhador era o jogador, já que as duas empresas sempre “lutavam” para conquistar os gamemaníacos, criando jogos que até hoje são inesquecíveis. Durante o período de 1985 e 1989, a Nintendo reinava praticamente absoluta no mundo dos games, com seu console NES, que realmente dava uma surra no seu concorrente, o Master System. O principal fator que garantia a vitória do console de 8 bits da Nintendo sobre o rival era a grande quantidade de jogos que este possuía, além do fato de que muitas empresas tinham contratos de exclusivade com a Nintendo, ou seja, havia muitas séries que já começavam a ser tornar consagradas (Mega Man, Castlevania, Contra, etc) que só poderiam ser jogadas no NES.

    Vendo que não havia como disputar com o NES, a SEGA resolveu então apostar em um novo console, que seria bem superior ao da concorrente. No quarto trimestre de 1989 o mundo então conhecia o Sega Genesis (que ficou conhecido por aqui e no Japão como Mega Drive), o primeiro console doméstico de 16 bits. Com seu novo console, a SEGA conseguiu enfraquecer de forma considerável a antes soberana Nintendo, mas no final do mesmo ano seria lançado o Super NES junto do excelente jogo Super Mario World. A Nintendo então voltava com força total para travar mais uma “briga” das boas. Para superar Mario era necessário que a SEGA criasse um mascote de peso para o Mega Drive. E ela conseguiu isso, com a criação do, hoje, ouriço mais famoso do planeta: Sonic.

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  • [Pixels Mortos #09] Sam & Max em dose dupla

    sammaxpm09.jpg

    Que coelhada de minha parte! Não apenas passei batido na semana passada, como ainda tive a pachorra de atrasar a Pixels Mortos seguinte.

    Enfim, após me recuperar da ressaca de Cherry Coke à qual o Bracht me submeteu como castigo, eis aqui a edição desta semana — a do feriado prometo que reponho em breve, podem cobrar.

    Homenageando a primeira promoção do Continue, discorrerei hoje sobre não apenas um, mas sim dois jogos cancelados de Sam & Max, ícones pops revigorados dos adventures aponte-e-clique.

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  • [Os Incansáveis #04] Starcraft

    Starcraft

    [Acho que não precisamos mais de apresentações, né? Com vocês... Daniel Trezub, o homem dos jogos Incansáveis!]

    Esse já é o quarto artigo sobre os nossos queridos jogos antigos. Estou há um mês escrevendo sobre eles. Depois de Transport Tycoon, Tetris e Age of Empires 2: The Age of Kings, creio que a escolha natural para hoje seja Starcraft.

    No texto da semana passada, escrevi que existem vários bons jogos RTS, mas Age2 continua tendo seu charme. Agora, escrevendo sobre Starcraft, entendo porque não mencionei o RTS espacial da Blizzard semana passada. Starcraft é outra coisa.

    Age é RTS. Starcraft é RTS. Mas qualquer um que já tenha jogado os dois vai concordar comigo que são coisas completamente diferentes. A experiência de jogar Age of Empires e de jogar Starcraft é diversa, apesar do gênero ser o mesmo. A atmosfera é diferente, sei lá. Na minha cabeça, Starcraft e Age não cabem na mesma caixa.

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  • [Os Incansáveis #03] Age of Empires 2

    Age2

    [Será que está rolando uma competição pelo melhor texto entre os nossos leitores-participativos? Na semana em que o AyPyCy se superou com o texto sobre pirataria, o Daniel Trezub ataca com esta que é, na minha opinião, a melhor edição da série Os Incansáveis até agora. Se eles estão mesmo competindo eu não sei, mas quem está ganhando é a gente!]

    Os jogadores encontram-se numa sala. Alguns se conhecem, outros nunca se viram antes. O host esclarece algumas regras simples para aquela partida. Um engraçadinho digita o número 7 e tecla enter. Uma risada abobada e quase insana enche o recinto. Outro responde digitando 14 e o coro grita “Start the game already”! Enquanto isso os demais jogadores discutem os times a serem formados, quantos computadores jogarão contra eles e em que nível.

    Aí 14, de novo. Alguém responde com um 31, e você nota que havia esquecido da existência dos padrecos. “Uoh-lo-loooo”. Enquanto divaga sobre o grau de sacanagem que esses padres carregam consigo, você nem percebe que só falta você clicar no “I’m Ready”. “Start the game already” ecoa várias e várias vezes em seu fone de ouvido. Envergonhado, você clica no “I’m ready” e a mensagem “Waiting for other players” aparece.

    Manda um dos peões catar comida, o outro pedras e o terceiro, madeira. Se você deu sorte de jogar com os chineses, tem mais peões à sua disposição. Assim que possível, você clica no scout à espera perto dos peões e marca waypoints ao redor deles, em uma espiral crescente, para fazer o reconhecimento do terreno. Um moinho, um barracks e logo seu exército está pronto para o primeiro raid. Torres, talvez, em locais estratégicos. Em último caso, cercas, que depois serão transformadas em muros.

    Então, enquanto você ordena que um dos novos peões comece a derrubar mais árvores (esse não é um jogo muito ecológico), o terrível, inconfundível e inexorável som de sirene toca. A primeira reação é olhar no mapa, no canto inferior direito. Um clique é o suficiente para ver sua população ser dizimada por um bando de bárbaros armados com clavas e lanças. O barulho de aço batendo, os gritos dos peões, e só resta tocar o sino para tentar salvar alguma coisa e rechaçar o ataque. Se você der sorte, pode ser que um peão consiga escapar e construir outro Town Center, mas aí as suas chances de sobrevivência serão remotas.

    Provavelmente sua civilização não chegará a ver outras eras, com castelos, cavaleiros em brilhantes armaduras e armas de fogo. Provavelmente essa partida de Age of Empires II: The Age of Kings estará perdida. Mas sempre há uma próxima.

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  • Retro Blonde Oblivion

    A coluna desta semana presta uma breve homenagem à Retro Studios, que sofreu nesta semana a debandada de três integrantes do time — o diretor de arte Todd Keller, o engenheiro de tecnologia Jack Mathews e, principalmente, o diretor de design Mark Pacini.

    Conhecida mundialmente intergalacticamente pela imbatível trilogia Metroid Prime, a Retro é considerada hoje uma das second parties de primeiro escalão da Nintendo.

    Todavia, nem sempre tudo reluziu bonito e brilhante como a Power Suit de Samus no estúdio texano. Nos primórdios da empreitada, a equipe tinha em mãos um grande número de jogos em desenvolvimento — além do futuramente glorioso Metroid Prime.

    Como muitos devem saber (se não sabe leia este excelente artigo da Escapist Magazine), o parto tridimensional de Samus foi um verdadeiro, bem… parto, de tão complicado. Diretores que se demitem, Miyamoto bravo, um tradutor traduzindo Miyamoto bravo e um espólio de três jogos cancelados. Esta é a trilha obscura deixada para trás, o sacrifício feito para que a loiraça da Nintendo renascesse em glória e esplendor após passar batido pela geração 64-bits — algo pelo qual hoje em dia sou grato.

    Assim, focamos nossas lupas retrô-abutres hoje para essa tríade de games esquecidos pelo tempo: Raven Blade, Thunder Rally e NFL Retro Football.

    (more…)

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  • [Os Incansáveis #02] Tetris

    Tetris!

    [Em mais uma edição da sua série extraordinária de posts sobre jogos que resistiram à maldição do tempo, Daniel Trezub nos fala um pouco mais sobre este que é, provavelmente, o maior clássico da história dos games.]

    Diferente do jogo anterior (Transport Tycoon Deluxe), o dessa semana pode ser encontrado em qualquer lugar. Para você ter uma idéia, até a minha TV da sala tem uma versão dele instalada de fábrica. Mesmo se você achar que não tem versão alguma por perto que possa jogar, é só dar uma procurada no seu computador que é bem provável que encontre. No uTorrent, por exemplo, se você teclar T enquanto olha para a tela de About, ele aparece para comer preciosos minutos do seu dia enquanto você espera seus downloads terminarem.

    Eu arriscaria dizer que Tetris (1988) é um dos maiores sucessos do mundo dos games até hoje. Meu pai tinha um daqueles aparelhinhos do Paraguai com mais de não sei quantas variações do jogo. Praticamente todos os videogames do universo têm um port de Tetris para seus sistemas. Celulares, televisões, agendas eletrônicas, geladeiras e qualquer outra coisa que tenha uma tela, teve, tem ou terá uma versão de Tetris. Isso é uma lei imutável do universo dos jogos eletrônicos.

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