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Reloading!

Archive for the ‘Retrô’ Category

[Esta semana, André Breder nos relembra de um dos meus maiores clássicos pessoais, o grande QuackShot -- que não sei como ainda não foi lançado no Virtual Console. Já que você vai desempoeirar aquele Mega Drive para jogar Pier Solar, aproveite para se aventurar com o Pato Donald também.]

O ano de 1991 foi realmente especial para os fãs do Pato Donald, que receberiam de forma praticamente simultânea três jogos para todos os consoles da SEGA da época: enquanto o Master System e o Game Gear ganharam o jogo The Lucky Dime Caper, o Mega Drive ganhou o espetacular QuackShot.

Os jogos de ação/plataforma eram febre na época, mas QuackShot conseguiu trazer boas inovações para o estilo, sendo um jogo até hoje considerado por muitos como um dos melhores já lançados para o Mega Drive. Uma grande diferença que este jogo trazia em relação aos outros do mesmo gênero era a questão de não ser um jogo linear, no qual o jogador deve simplesmente passar várias fases numa ordem pré-estabelecida. 

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  • A notícia mais interessante que já publicamos em muito tempo aqui no Continue, sem dúvidas, foi quando ficamos sabendo sobre o Pier Solar, um jogo completamente novo e inédito às portas do lançamento, 20 anos depois da estréia do velho console da SEGA (que também calha de ser o videogame que mais causa nostalgia a este blogueiro). 

    Como o jogo está sendo capitaneado por um brasileiro, corri atrás de tentar um contato com ele para que respondesse algumas perguntas. Muito simpático, o Tulio Adriano respondeu com detalhes todas as minhas perguntas. E o resultado do bate-papo você confere agora.

    » Pra começar, fale um pouco sobre o projeto. Como começou? Quando, onde e de quem surgiu a idéia?

    Há sete anos eu frequento um site chamado Eidolon’s Inn, que conheci no tempo onde achar emuladores e ROMs era extremamente difícil. Este site é frequentado por grandes mentes da emulação, especialmente relacionado à Sega. Em 2004 surgiu um tópico no fórum deste site, chamado The Tavern, onde alguns membros propunham juntar os conhecimentos e fazer um jogo para Mega Drive ou Sega CD. Eu tomei frente e escrevi um roteiro como se fosse um trailer do jogo… o pessoal adorou este roteiro (embora a história atual do jogo já não tenha mais nada a ver com este trailer) e me encorajaram a escrever a trama do jogo. Então algumas pessoas começaram a oferecer ajuda, dentre eles o Fonzie, um francês com excepcional habilidade para programar para Mega Drive… e ele começou a escrever a engine enquanto eu escrevia a história. Nomeamos o projeto Tavern RPG, por ter surgido no fórum do Eidolon’s Inn.

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  • Em um belíssimo post do OitoBits (sério, Vinícius, ficou até pequeno para o Continue), descobri que o Mega Drive vai ganhar um jogo novo 20 anos depois do seu lançamento — inclusive o jogo é comemorativo desta data. 

    O nome da criança tardia é Pier Solar - And The Great Architects e seu gênero é, como classificado por mim mesmo, “autêntico RPG 2D old-school all the way to the home”. No belíssimo site oficial há algumas telas, um trailer, descrição dos personagens, do enredo e até mesmo uma demo beta para você baixar e rodar em emulador! 

    Caso você ainda não tenha assimilado a realidade (eu sei que eu demorei), esse jogo está sendo PRODUZIDO DE VERDADE, será vendido em cartucho físico, DE VERDADE, igualzinho aos jogos que a sua mãe comprava para você em 1993. Tem até uma versão de colecionador, limitada em 500 cópias, que custa 50 dólares — em vez dos 35 da versão normal — e vem com um pôster e um CD com trilha sonora em alta qualidade, que pode ser executada junto com o jogo se você tiver um SEGA CD.

    Mas espere, não é só isso! Fazendo seu pedido da edição especial até o dia 28 de Outubro, você pode escolher algumas palavras para serem gravadas no manual de instruções e nos créditos do jogo! Não, é sério.

    Ah, se eu ainda tivesse um Mega Drive…

    PS.: O chefe do projeto Pier Solar é o brasileiro Tulio Adriano. Prova de que a gente não desiste nunca, mesmo. :D Parabéns para essa galera.

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  • Desde a segunda semana do lançamento do WiiWare que eu não olho mais para o conteúdo online da Nintendo. Primeiro porque eu, correndo o risco de parece esnobe, me acostumei com a Xbox Live (e o Steam, em menor escala) e não tenho mais saco para aturar aquela interface lenta e tosca. Segundo porque, em minhas andanças pela internet uma padrão tem se repetido às segundas:

    - Hm, vamos ver o que saiu de novo no WiiWare/Virtual Console.
    - Hm, ok, é isso.

    E cinco minutos depois a minha mente nem se lembra mais de tão importantes títulos. (Eu sei que saiu Ys I & II, que é pra ser kind of a big deal, mas minha recente repulsa por RPG que não seja Chrono Trigger entrou em ação).

    Mas essa semana a Nintendo resolveu se fazer notar de novo e lançou um dos jogos mais esperados do mundo para o Virtual Console: Super Mario RPG: Legend of The Seven Stars!

    Pra quem não conhece: é o último jogo do Mario que saiu para o SNES; é da Square em parceria com a Nintendo; tem personagens que nunca mais foram vistos pelo reino dos cogumelos, mas que não saem da memória de quem jogou (Geno!); tem um grupo de vilões formado por cinco componentes com roupas de cores diferentes; foi uma das primeiras vezes, senão a primeirona, que o Bowser se aliou ao Mario em um objetivo comum; é engraçadão; é foda.

    Se estiver querendo um grande clássico dos games e tiver aí uns 10 ou 15 dólares disponíveis, baixe já.

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  • [Depois de ceder uma edição da Retroatividade para o nosso amigo Adney Luís, que falou sobre Super Metroid na semana passada, André Breder retorna ao posto. Demonstrando o sempre ótimo timing, ele aproveita o hype em cima de Mega Man 9 para nos lembrar das origens do Blue Bomber.]

    Lançado em 1987 para o NES, Mega Man logo se tornou um dos jogos mais aclamados do sistema de 8 Bits da Nintendo. Mesmo sendo à primeira vista mais um jogo de plataforma estilo “Super Mario Bros”, Mega Man trouxe muitas novidades interessantes.

    A história do jogo é a seguinte: no ano 20XX, dois cientistas, Dr. Thomas Light e Dr. Albert W. Wily, desenvolveram oito robôs para ajudar a humanidade, fazendo trabalho pesado e em condições extremas que os humanos não agüentariam. Deram-lhes o nome de Robot Masters. Eles são: Mega (assistente), Roll (dona de casa), Cut Man (lenhador), Guts Man (operário), Ice Man (criado para trabalhar em lugares extremamente frios), Bomb Man (demolidor), Fire Man (incinerador) e Elec Man (trabalho em usinas de força). Quando o trabalho deles foi reconhecido pelo mundo, apenas o Dr. Light recebeu crédito. Dr. Wily enlouqueceu e quis vingança, roubando seis dos Robot Masters e os reprogramando para o obedecerem e ajudarem a dominar o mundo. Dr. Light então modifica Mega, seu assistente que ele cria como se fosse seu filho, e o transforma em um robô de batalha chamado Mega Man para salvar o mundo das loucuras de seu colega, Dr. Wily. [Nota totalmente não-sarcástica do Bracht: Fala sério, esse enredo é muito bom! Por que não fazem mais enredos assim hoje em dia?]

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  • Eu nunca tinha ouvido falar da Singing Mountain antes (mau fã! Mau fã!). Descobri há pouco tempo que trata-se de uma dungeon da época pré-histórica do jogo que ficou praticamente pronta para o original do SNES mas acabou sendo cortada. A Square-Enix já anunciou que Chrono Trigger DS terá novas dungeons. Somando dois mais dois, podemos estar vendo uma parte desse conteúdo inédito que teremos em mãos no dia 25 de Novembro. A dungeon contém, além dessa parte externa, uma caverna com cachoeiras de lava. Lava é sempre legal.

    Mesmo não tendo nada a ver com essa história de dungeons novas, eu li também uma teoria interessantíssima no Siliconera. Segundo eles, a S-E registrou a marca Echoes of Time durante a E3 desse ano. Isso passou batido pelo meu radar, mas todo mundo que ficou sabendo já concluiu automaticamente que seria um subtítulo para o remake. “Chrono Trigger: Echoes of Time”. Soa legal, né?

    É, mas a Square em nenhum momento disse que Chrono Trigger DS seria um título provisório, e há poucos dias saiu a boxart final que você vê acima… e o nome não mudou mesmo. Então por que a Square registou esse nome tão nada a ver? Aqui que a teoria fica interessante.

    Há alguns anos havia uma outra série da Square que não ganhava muita atenção: Valkyrie Profile. O que ela fez foi lançar um remake da versão original de PS1 para o PSP, seguido de perto por Valkyrie Profile 2: Silmeria, uma sequência super bem recebida e avaliada. Já pensou se a Square estiver usando esse “plano de revitalização” em Chrono também? Eu morro.

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  • Pixel Rocks!

    Essa é velha, faz quase um ano, mas eu só vi há poucos dias e achei muito foda pra não postar. O fórum de pixel artists (como o nosso leitor e meu camarada JP Nogueira, pra quem dedico este post) Way of The Pixel fez uma competição amigável cujo tema era “Game Boy De-Makes”. Ou seja, pegar algum jogo atual e fazer uma screenshot de como ele ficaria no Game Boy original, inclusive seguindo as limitações técnicas do aparelho. Como só usar quatro tons da mesma cor nos cenários, e três nos sprites (já que um dos quatro é sempre reservado para a transparência).

    Muito jogo legal foi de-makezado, de Resident Evil 4 a Psychonauts, Yoshi’s Story, Final Fantasy XII, ICO e Animal Crossing. Os meus favoritos eu coloquei levemente ampliados aí na abertura do post (você consegue identificar os quatro logo de cara?), os outros você confere aqui. Tem um monte!

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  • [Retroatividade #09] Super Metroid

    [Hoje a coluna Retroatividade, excepcionalmente, não foi escrita pelo nosso incansável leitor André Breder. Se você gostar deste texto, pode parabenizar o esforçado Adney Luís, pois a "culpa" é toda dele! E mais: se quiser ter o seu texto publicado aqui, é só entrar em contato e a gente vê se rola!]

    Lançado para o Super Nintendo em 1994, Super Metroid revolucionava a série iniciada no NES. O terceiro capítulo da série (sucessor de Metroid II – Return of Samus, lançado para Game Boy) trazia ótimos gráficos, uma jogabilidade bastante fluida e, principalmente, trazia como grande inovação um imenso mundo a ser explorado nos seus mínimos detalhes.

    Todas essas qualidades apresentadas resultaram em milhões de vendas dos cartuchos, aparições nas mais variadas listas de melhores jogos de todos os tempos e, o mais importante, a consolidação da série (e da sua personagem principal) no panteão da “Tríade de Ouro” da Nintendo, composta também por Mario e Link.

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  • Quer um bom motivo para sentir inveja do pessoal do primeiro mundo? Então lá vai: a Microsoft anunciou que quem fizer a pré-compra de Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts vai ganhar um código especial para baixar de graça, e semanas antes do lançamento oficial, o Banjo-Kazooie original de N64, que será refeito para a Xbox Live Arcade. E a notícia fica melhor ainda: o Nuts & Bolts, assim como o novo Viva Piñata, está custando $39.99, sendo que o preço padrão para os jogos de Xbox 360 e PS3 é de 59.99!

    Aí é que vem a parte ruim: essa pré-venda é, obviamente, só para algumas lojas, e, mais obviamente ainda, nenhuma brasileira. Até daria para comprar na Amazon, por exemplo, eles até entregam aqui, mas o preço aí já não vai valer tanto a pena quanto de repente esperar o jogo sair e comprar no eBay e depois pegar o BK da XBLA de maneira convencional. (Correção: A Amazon não entrega games no Brasil, conforme alguns leitores esclareceram nos comentários.)

    Mas ainda assim é uma notícia boa. Um jogo esperadíssimo, quase certamente maravilhoso (de fato, acho que só perde para o Chrono Trigger DS em nível de empolgação pra mim), acompanhado de um grande clássico modernizado, e mais barato do que o normal, é sempre uma boa notícia. Isso que eu nem falei da integração entre eles. O seu progresso no Nuts & Bolts vai abrir conteúdo novo (que tipo? Não sei…) no BK! Eu acho que o mais apropriado seria o contrário, mas tá valendo.

    Ah, e a estratégia da RARE + Microsoft parece estar dando certo. Vai lá ver qual é o jogo de 360 mais vendido do momento na Amazon

    [PS: Eu estou louco atrás dessa imagem em formato wallpaper. Se você souber onde eu acho, favor avisar!]

    [via Destructoid]

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  • Super Effective!

    Mais um postzinho rápido: se você curte Pokémon e webcomics, já deve conhecer a tirinha Super Effective. Logo, este post é inútil. Exceto se você não conhece. Neste caso, o post é útil sim. Exceto no caso de você não gostar. (Hã?)

    A tirinha é relativamente nova (está na edição 13), é atualizada semanalmente, é tão engraçada quanto um homem de 30 anos caindo de bunda no chão (ou seja: não muito, para a maioria das pessoas) e é desenhada pelo mesmo cara que faz a VGCats — essa sim, uma das minhas favoritas.

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