Hoje à noite não tem TF2, não tem Lock’s Quest, não tem Sonic Chronicles, não tem HL2: Episode Two, nem nenhum dos jogos que eu estou jogando. Hoje à noite eu vou finalmente experimentar a história de um dos meus RPGs mais esperados, Mother 3, em uma língua que eu entendo!
O patch de tradução e adaptação não-oficial, mas de qualidade profissional, feito pelo pessoal do Starmen.net já está disponível para download no bonitaço site que eles fizeram. É incrível ler as notas sobre o processo no site e descobrir que eles não apenas traduziram o texto do japonês para o inglês, mas alteraram sprites de coisinhas simples (como um casinha que tinha a palavra “LABO” e eles mudaram para “LAB”) para ficar coerente com as adaptações feitas ao EarthBound durante a sua localização.
E mesmo fora do jogo, o serviço está completo: tem esse detalhadíssimo ReadMe online, notas de tradução, instruções de instalação, um detonado para quem trancar no jogo mesmo entendendo os diálogos…
MOTHER 3 is filled with secrets and rarities. Characters say new things after even the tiniest of events. Take your time to explore the game’s intriguing world - you won’t be disappointed!
Aposto que não.
É aquela coisa: se a Nintendo não quer fazer, tem quem queira. Depois de um ano e onze meses de trabalho duro, a comunidade de fãs Starmen.net, frequentemente citada como um exemplo de como fãs podem se organizar e conseguir grandes feitos ao redor de seu objeto de fanatismo, anunciou que o patch de tradução da ROM japonesa de Mother 3 ficará pronto esta semana.
Este post do blog oficial do projeto é o último a sair antes do lançamento do que todos esperam: a possibilidade de jogar a sequência de Earthbound em inglês.
Mesmo eu não sendo fã da série (na verdade eu curto muito o estilo e o senso de humor, mas o sistema de batalha de Earthbound me irritou profundamente), ter acompanhado via RSS o trabalho desse grupo de voluntários pelos últimos meses me deu uma certeza: eu tenho que jogar este jogo, nem que seja só para prestigiar o pessoal.
No post, eles já avisam: vá correndo atrás da sua ROM em japonês e de um emulador de GBA de sua confiança (tente pegar um atualizado) e veja se tudo funciona bem. Quando sair o patch é só mergulhar no jogo. Eu já fiz exatamente isso.
[via Mother 3 Fan Translation]
W-I-N.

Você é um dos puristas que gostam daquela lenga-lenga de procurar Ink Ribbon e ter que ir até uma máquina de escrever pra salvar o jogo em todos os Resident Evil? Se sim, pode usar aquele dinheirinho do porquinho que estava reservado para RE5 em outra coisa (sugiro Mirror’s Edge), porque a Capcom acabou com a tradição. Com a palavra, o produtor Jun Takeushi:
Na verdade eu gosto mesmo das máquinas de escrever; elas são uma coisa muito típica da série Resident Evil. Mas desta vez o sistema de save será uma combinação de capítulos e checkpoints.
Ficou tristinho? Ou vai engrossar o côro do “já vai tarde”?
[via 1UP]

Esse ano o Gamespot está fazendo a famigerada Batalha de Personagens Capcom. Em vez de colocar todos os personagens do mundo dos games para duelar, desta vez resolveram fazer só com os principais e mais conhecidos personagens da empresa que faz Street Fighter.
Na verdade, a idéia é colocar dois personagens lado a lado e você vota em quem acha que ganharia uma hipotética luta entre eles. São vários rounds, e os vencedores de um round passam para o próximo, até ser declarado o vencedor dos vencedores dos personagens Capcom. Esse tipo de coisa é sempre divertida.
Quem você acha que venceria uma luta entre Alec Mink (quem???) e MegaMan (super hype)? E entre Ryu e Dr. Willy? E entre Carlos Oliveira e M. Bison? Não, é sério, eles fazem perguntas desse tipo, mesmo.
Então vai lá e vota. Pelo jeito dá pra passar o dia todo votando, então aproveita. Round One… Fight!
[via Capcom.unity blog]

[Nesta semana com gostinho de NES -- você já baixou Mega Man 9 no Virtual Console? -- o ninja André Breder fala da estréia do seu colega Ryu Hayabusa. Shuriken neles!]
O primeiro jogo da trilogia Ninja Gaiden no console de 8 bits da Nintendo foi lançado em 1988 no Japão e em 1989 nos Estados Unidos. Apesar da série Ninja Gaiden ter ganhado fama entre os gamers do Brasil somente a partir do segundo episódio, boa parte disso graças a divulgação deste jogo nas páginas da antiga e extinta revista Videogame, muitos destes jogadores procuraram depois pelo primeiro jogo da série Ninja Gaiden para saber como tudo começou.

A semana que vem vai ser excelente para todos os fãs do rôbozinho azul da Capcom, principalmente para aqueles que aguardam ansiosamente o nono título da série principal de Mega Man. Sim, aquele com visual 8-bits, com bugs “opcionais” e jogabilidade clássica. Aquele que tem uma “arte de capa” sensacional de tão brega, mesmo que na prática ele nem tinha capa, afinal será vendido por download… mas que acabou ganhando uma caixa de verdade e muito mais, em edição limitadissíma.
Mais do que todas as pirações envolvendo o lançamento de Mega Man 9, o que você quer saber é quando vai finalmente jogá-lo, certo? A resposta é: muito antes do que você esperava. A Capcom acaba de divulgar as datas de lançamento para cada plataforma. O jogo chega primeiro ao Nintendo Wii: no dia 22 de Setembro Mega Man já estará no Wii Ware. Na quinta-feira, dia 25, é a vez dele aparecer na PlayStation Network. E finalmente, no dia 1º de Outubro, Mega Man 9 agraciará a Xbox Live.
A única pergunta que fica no ar é: onde está Street Fighter II HD Remix, que também é da Capcom e foi anunciado décadas antes de MM9?
[via Capcom Unity]

Assim que passamos da fase da desconfiança, entramos na fase de curtir a nostalgia de Mega Man 9. Um jogo old-school até os ossos, mas com um probleminha: seria vendido por distribuição digital. Nada nesse mundo pode ser menos old-school do que distribuição digital, hoje em dia. Seria muito legal se um jogo como MM9 pudesse ser vendido em sua forma “verdadeira”: um cartucho de NES, com boxart tosquera e descrição clichê na contra-capa.
Aí entra a Capcom. Eles são deuses. Eles fizeram exatamente isso.
Bom, não exatamente. Por conta de problemas legais e aquela parada toda, o cartucho de NES não pôde vir com o jogo em si dentro dele. Mas ele vem com um CD cheio de coisas bacanas sobre o jogo, além de um vale-download do jogo.
A má notícia é que por enquanto essa é uma novidade exclusiva para os membros da imprensa (ei, Capcom, eu meio que, de certa forma, sou um membro da imprensa, sabia? :D). Depois eles vão fazer uma edição limitadíssima, só com 200 unidades, para vender na Capcom Store. Tudo bem, pelo menos eles fizeram!

[Qual retro-jogo o nosso camarada André Breder vai trazer hoje para nossa apreciação? Ei, volte aqui! Leia o parágrafo direito! Não adianta, esses fãs de Final Fantasy VII são muito ávidos para ler um simples parágrafo de introdução...]
O jogo que marcou o fim do elo, que antes parecia inquebrável, entre a Nintendo e a Square: Final Fantasy VII. De acordo com a criadora da série isso ocorreu por causa da insistência da Nintendo em continuar usando cartuchos no então próximo console da empresa, o Nintendo 64. Qualquer um que já tenha jogado Final Fantasy VII sabe que o game, cheios de vídeos em CG, não conseguiria ter todo o seu conteúdo em um mero cartucho. A mídia CD é muito maior que o hoje aposentado cartucho, e mesmo assim, Final Fantasy VII teve que ser dividido em três CDs, pois o jogo era realmente enorme…

Você sabia que a espada e o cajado de Link no Zelda: Link’s Awakening (Game Boy) são o mesmo sprite, só pintado de cor diferente e invertido? Incrível, né?
Igual àquela história da nuvem e do matinho em Super Mario Bros.
Tá, agora já podemos tocar a vida normalmente de novo.
[via GoNintendo]