Videogame: a coisa mais importante entre as menos importantes
Hoje pela manhã a SEGA fez aquilo que dela se esperava, tirando o véu do semi-misterioso Project Needlemouse. O que era apenas potencial virou promessa: o novo jogo do Sonic será tudo que os fãs sempre pediram, e que a empresa se recusava a fazer.
O primeiro trailer divulgado hoje e o teaser da trilha sonora que saiu essa semana entregam o ouro. Nada de 3D (adeus, problemas de câmera e jogabilidade), jogabilidade clássica (corra para a direita, pegue anéis, pule nos inimigos, evite espinhos, chegue ao fim da fase com a sensação de não ter visto metade dela), musiquinhas bacanas, presença de velhos movimentos (como o Spin Dash), aventura solo do Sonic (sem coadjuvantes desnecessários), inimigos e cenários da época do Mega Drive refeitos em alta definição. É como se a SEGA estivesse dizendo em alto e bom som: “É isso que vocês queriam, né? Então tá, vamos fazer exatamente isso.”
Demonstrando extrema confiança no próprio taco, ainda batizaram o jogo de Sonic The Hedgehog 4. Não tiveram medo de posicionar o jogo lado a lado com Sonic 3, que é um dos mais citados quando se discute qual o melhor jogo da série.
Bolas. A SEGA tem.
Mas será que é suficiente?

Curte um MegaMan das antigas? Curte um FPS das antigas, tipo Doom? Então fechou o esquema, meu amigo/amiga. Estão neste exato momento fazendo um mod especialmente para você: o MegaMan 8-bit Deathmatch.
O mod está em versão Alpha, ou seja, totalmente cru. Quando estiver pronto, a ideia é incluir todas as armas dos primeiros seis MegaMan, mas desenvolvedor avisou que não vai mais trabalhar nele por algumas semanas ou meses, mas que em 2010 quer finalizar o jogo, e pra isso está coletando opiniões desde já.
Se quiser ver com seu próprio monitor, aqui está o arquivo e as breves intruções de como fazer para instalá-lo (você vai precisar de uma cópia de Doom 2).
[via Destructoid]

Você ainda lembra que o Virtual Console existe? Eu já tinha sinceramente esquecido. O tão empolgante serviço caiu vítima da lerdeza da Nintendo em adicionar mais e melhores jogos, e como resultado, a grande maioria dos donos de é como eu: comprou uns três ou quatro joguinhos quando a coisa toda era uma novidade, depois nunca mais nem lembrou de ver.
Se depender da Nintendo, porém, você vai voltar a lembrar do VC: três dos jogos mais pedidos da galera chegam ao serviço nesse fim de ano. Em datas não especificadas, chegarão ao Virtual Console Super Smash Bros, o original do N64, e Pilotwings, o clássico injustiçado do Super Nintendo. E caso você não tenha reparado, nessa segunda-feira já entrou Mario Kart (800 Wii Points), outro clássico do 16 bits da Nintendo; este, porém, nem um pouco injustiçado.
A Nintendo foi muito inteligente com o Wii, e o sucesso do console é totalmente merecido. Mas ela não acertou tudo, e uma das coisas em que a empresa errou — e feio, na minha opinião –, foi com o Virtual Console. Imaginem como o troço estaria fazendo muito mais sucesso se os jogos fossem incluídos às dezenas todo mês, e então rolassem promoções de um ou dois por semana, junto com, sei lá, vídeos promocionais pra incentivar o povo a comprar? Seria quase tipo o Steam, só que rodando num console e só com jogos antigos. A Nintendo poderia fazer até uma espécie de videocast retrô, falando só sobre os games mais bacanas de outrora que estão incluídos no VC. Aposto que as vendas seriam muito melhores.
Mas enfim. Você vai comprar algum desses três? Smash Bros e Mario Kart podem apodrecer no inferno, por mim, já que eu tenho Brawl e MK Wii. Mas Pilotwings, ah… esse eu acho que vou ter que comprar. Sempre que a Nintendo sequer menciona o nome desse jogo, qualquer que seja o contexto, eu me encho de esperanças de uma sequência para o Wii. Seria perfeito.
Quase todo mundo sabe que ToeJam & Earl é um dos meus jogos favoritos, certamente Top 3 se contarmos só os do saudoso 16 bits da Sega. E não é só eu que acho isso — o jogo é considerado um dos maiores clássicos (ainda que meio “cult”) daquela época. Mesmo assim, a Sega nunca inclui a dupla de alienígenas de Funkotron nas suas coletâneas ou nos jogos do tipo Sega & Sonic All-Star Racing. A razão é simples: pão-durismo.
Pelo menos é o que diz o co-criador e detentor dos direitos dos personagens, Greg Johnson, em um post do fórum oficial da SEGA. Sim, o cara foi no fórum da empresa falar que os personagens não vão aparecer no jogo porque a ela não tá afim de pagar os direitos. Respect.
Nós adoraríamos que ToeJam e Earl fossem incluídos. Acontece que a Sega não quer pagar por isso. Eles essencialmente querem os personagens de graça, e também querem assegurar direitos sobre a propriedade no futuro, e nós respondemos “não” para as duas coisas. Nós já demos permissão para a Sega lançar ToeJam & Earl no [Virtual Console do] Wii de graça (não ganhamos um centavo por isso). Se vocês querem ser pró-ativos, por favor se façam ouvir em frente à Sega e digam que vocês querem, e que eles devem pagar as taxas justas de licensa aos detentores da propriedade intelectual.
Me sinto até sujo por ter comprado TJ&E no Virtual Console, sabendo que o dinheiro não parou nas mãos de quem merecia ganhar.
Mas a melhor parte foi outra resposta dele no mesmo fórum sobre o mesmo assunto, quando ele deixou escapar que tem vontade e vive sugerindo à Sega para fazer um novo jogo com a dupla:
Não posso prometer nada, mas eu vou tentar de novo e ver se eu consigo conversar de novo com o pessoal da Sega ao telefone. Sem promessas, mas eu vou ver qual o nível de interesse deles. Espero que eles percebam os fãs incrivelmente dedicados que a série tem. Um viva ao FUNK! (…) E eu vou continuar tentando fazer um novo TJ&E decolar. Nenhuma publisher até agora concordou em pagar as contas, mas nunca diga nunca. O “funky duo” ainda retornará.
Parafraseando o famoso vendedor do Resident Evil 4: “I’ll buy it at a HIGH price!”
[via GoNintendo][imagem incrível via jkendall deviantart]
O que a internet não faz, não é mesmo? Agora o site PlaySEGA, que antes só tinha joguetes normais e um ou outro caça-níquel com a cara do Sonic estampada, disponibiliza jogos completos de Mega Drive para jogar no navegador! E não são um ou dois não: há uns 20, incluindo grandes clássicos como Golden Axe, Streets of Rage, Gunstar Heroes, Alex Kidd, Comix Zone, Ecco The Dolphin, Shining Force, Virtua Fighter 2, Kid Chameleon, Ristar, Shinobi 3, Decap Attack, Vectorman, uns 3 ou 4 do Sonic e mais a porcaria do Altered Beast. Ô jogo chato.
Os jogos são applets Java e só estão disponíveis para assinantes VIP do site. Mas há um período de 5 dias de teste grátis, que eu testei pra fazer esse post. O que dá pra concluir é que os jogos estão impossivelmente perfeitos. Aparentemente rodam na resolução e velocidade nativas, sem mudar nada. Quem assina o site por no mínimo três meses ainda ganha o presentão ao lado: um controle USB que, esquecendo as cores berrantes, é uma réplica quase perfeita do controle de 6 botões do Mega Drive. É claro que o presente (e possivelmente a oportunidade de assinar o site) não devem estar disponíveis no Brasil, já que o PlaySEGA é europeu, mas não consegui encontrar essa confirmação em lugar nenhum. Vai que rola?

Sparkster: The Rocket Knight Adventures. Quem lembra? Eu lembro, com muito carinho, e parece que a Konami resolveu lembrar também. O antigo mascote da companhia, nascido na época em toda empresa de games precisava necessariamente de um mascote, vai voltar em um jogo totalmente novo para XBLA/PSN/Steam, segundo uma reportagem de capa do 1UP.
Uma pena é que o jogo será naquele estilo 2,5D que eu não gosto muito. Eu sempre percebo uma queda na precisão quando esse estilo gráfico é utilizado. Sprites são muito mais confiáveis em jogos de plataforma sidescrolling, já que você sempre sabe exatamente em que pixel uma plataforma ou inimigo começa e termina. O lado bom é que o jogo fica realmente lindo, como você pode ver nas screenshots depois do continue.
O 1UP tem um enorme preview do jogo, que ainda está meio longe do lançamento (só ano que vem, amiguinhos), mas eu resumo: Sparkster é um personagem que reúne a personalidade forte e divertida de um autêntico mascote 16 bits, o cool factor de um jetpack (admita: em jogos que possuem jetpack, ele é sempre o seu equipamento favorito), com o design original baseado clássicos como Contra e Gradius. Chances de dar errado? Eu diria “bem baixas”.

Esse post foi dividido em três partes. Eu poderia escrever três posts e ganhar três vezes mais coxinhas no fim do mês, mas como sou um cara magro e o médico me recomendou diminuir as frituras, vai tudo em um só. Quer você conheça Thexder ou nunca tenha ouvido falar, continue lendo.

Em um mundo que tinha Street Fighter e Mortal Kombat, ClayFighter se segurou surpreendentemente bem. Também pudera — nenhum dos seus concorrentes partiu de uma ideia tão bizarra: um meteoro feito de massinha de modelar radioativa cai dentro de um circo, transformando todo o pessoal em versões exageradas de si mesmos. E feitos de massinha, claro.
Era um divertido jogo de luta, com gráficos que rivalizavam (ou quase) com o ainda futuro Killer Instinct. E agora ele vai voltar.
A informação é do GoNintendo, com release oficial da InterPlay falando que uma versão “atualizada” está em produção, liderada pelo diretor original do jogo, e será lançada para WiiWare e DSiWare na metade do ano que vem.
Agora é só rezar pra minha definição de “versão atualizada” ser parecida com a da InterPlay.
Algumas das principais pautas são um jogo do Michael Jackson para Mega Drive, um clássico RPG do Super NES, a coleção de remakes e adaptações recebidos por Super Street Fighter II, uma entrevista com o garoto propaganda do Sega Saturn, um dossiê das atividades da Atari no Brasil e uma lista bem humorada com 25 razões para se odiar (e duas para se amar) Yo! Noid, um jogo de NES. Ou seja, nada que tenha acontecido nos últimos dez, talvez quinze anos.
E mesmo assim a Old!Gamer, nova revista de games da Editora Europa a chegar nas bancas do Brasil, é muito provavelmente a mais moderna publicação impressa de games que você pode sair de casa agora mesmo e comprar na banca enquanto faz de conta que não está olhando de canto de olho para as capas das revistas pornográficas da prateleira de cima.

Às vezes a Sega dá umas bolas dentro, mesmo quando se fala sobre Sonic. Completando a coleção dos clássicos do ouriço na XBLA — que já tem os Sonic 1, Sonic 2 e Sonic 3 –, a Sega anunciou que Sonic & Knuckles chegará semana que vem, dia 9 de setembro. E vira dá melhor forma possível: com Lock-On.
Quem não viveu a gloriosa era de ouro dos games e não sabe o que é o sistema de Lock-On pode ler este trecho da Wikipedia ou a minha breve explicação: era uma abertura na parte de cima da “fita” que permitia que você encaixasse outro jogo qualquer no S&K. Qualquer jogo que você colocasse ali gerava uma pá de fases bônus aleatórias… exceto se fosse o Sonic 2 ou o 3. Se fosse encaixado o Sonic 2, era possível jogar com Knuckles nas fases daquele jogo, ganhando acesso a novas áreas e até alguns itens novos.
Já com o Sonic 3 encaixado, você tinha algo que, na minha insignificante opinião, é simplesmente o melhor jogo do Mega Drive: Sonic 3 & Knuckles. (Em um post da semana passada eu expressei muito amor por ToeJam & Earl, e realmente é o meu favorito, mas não é melhor.)
Eu sou da opinião que S3 e S&K são jogos muito bons separados, mas juntos eles são muito mais que a soma das partes. A história ganha significado, você pode aproveitar todas as fases dos dois jogos, são 16 esmeraldas para pegar, rola transformação não só em Super, mas também em Hyper Sonic/Tails/Knuckles. Acho que nem Sonic CD é tão épico.
E tudo isso vai estar disponível no 360 quando S&K for lançado. Quem tiver baixado também o Sonic 3 vai poder fazer o encaixe virtual e curtir um jogo do Sonic com a qualidade que a Sega provavelmente nunca mais vai alcançar.