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Estava eu assistindo ao último Zero Puntuation quando me voltou à mente uma das “questões existenciais” que mais me ocupam nos últimos tempos. Sabe aquele tipo de coisa que você pensa, pensa, chega a várias hipóteses e vertentes de pensamento, mas todas elas parecem ser igualmente boas/ruins/inúteis e no fim é como se você não tivesse pensado porra alguma e ainda continuasse na estaca zero? Exatamente desse tipo de questão que eu estou falando. A questão dos reviews.
Mais especificamente, a questão de como levar os reviews para a próxima fase.
» Whatchamacallit?
Começando pela parte menos relevante do problema: como chamá-los? “Review” é um nome familiar para todo mundo, já foi amplamente usado pela maioria dos veículos… mas, tecnicamente, é errado. Eu não sou o cara mais técnico do mundo quando o assunto é linguagem — pra mim, o importante é que a mensagem seja passada ao leitor com eficácia e todo o resto é pura pirotecnia –, mas “review” é uma palavra em inglês e parece errado usar usá-la quando a língua portuguesa tem tantas palavras que podem substituí-la tão bem. Como “análise” e “resenha”. Qual a sua preferida? A minha é “análise” (mas vou usar “review” neste texto, porque já usei no título).
Mas a questão principal nem é o nome. Como eu disse, ela é a menos relevante. O que mais me preocupa é o sistema de avaliação em si.
Outro dia chegou um envelope para mim. O tapado aqui acreditou por um segundo que pudesse ser a milagrosa chegada do Super Mario Galaxy que foi comprado e ficou parado na alfândega tempo suficiente para uma equipe de lesmas mancas completar a São Silvestre, mas era “só” o meu exemplar da primeira edição da PS3W, a nova revista da equipe de games da Digerati. Como se receber de graça, a caráter de imprensa, a edição de lançamento de uma revista fosse pouca coisa pra um metido-a-jornalista em início de carreira como eu. Enfim.
Acompanhando a revista veio uma pequena carta assinada pelo editor Allan André, onde lia-se mais detalhes sobre a PS3W, além da seguinte frase:
“Sinta-se à vontade para uma resenha ou crítica sobre a publicação!”
Sorte deles é que uma vez eu li em algum site que eles tinham a política de sempre resenhar qualquer material enviado pela mídia, senão fica parecendo que a gente ganha brinde (quando isso é só uma fantasia que todos nós, jornalistas culturais, temos). Então vamos à tal resenha, após o continue.