É provável que você já saiba, mas é bom deixar claro: Guitar Hero é um jogo animal. Animal mesmo, a ponto de te viciar e não sair do driver do seu console por uns bons tempos. E se for com o controle guitarra, dê adeus a sua vida social (ou junte grana para um Rock Band), coloque o som no talo e jogue até seus dedos caírem. Guitar Hero é mais que um jogo: é um estilo de vida!
Tá bom, menos. Mas tudo isso foi só para fazer uma constatação: Guitar Hero não precisa mudar. Já é foda do jeito que está. É tão viciante que, fazendo uso do famoso ditado popular, podemos dizer que “se melhorar, estraga”. Não tem discussão. Fim de parágrafo.
Pois este sitezinho se atreveu a sugerir que Guitar Hero não é perfeito. Onde este mundo foi parar? Eles fizeram uma lista com cinco coisas que o jogo pode fazer para se manter atualizado em sua próxima versão, e inclui um pedal de distorção, solos opcionais e uma guitarra de dois braços. Pff…
Como tem que ser muito tr00 para fazer uma lista que preste, convoquei para o serviço a pessoa mais digna que eu conheço — eu mesmo — para criar coisas que poderiam deixar Guitar Hero em um grau ainda mais elevado de perfeição. Quer saber? Só depois do continue. Continue lendo!
Acho que não é novidade para ninguém que a pirataria tá comendo solta no Wii. Se você mora em cidade grande, não é preciso ir muito longe para encontrar barraquinhas que destravam o seu aparelho em troco de alguns trocados. Mas o que ninguém esperava é que o Wii pudesse rodar software alternativo sem o uso de modchips. Pois parece que os hackers descobriram o calcanhar de aquiles do console.
Até agora, tudo o que se conseguia era rodar códigos originais no “modo GameCube” do sistema, o que não era lá grande vantagem. Entretanto, confome foi demonstrado em um evento alemão de hackers realizado semana passada, um grupo conseguiu acesso ao código de encriptação de discos do Wii através do próprio videogame, e é capaz de fazer software não-oficial rodar no “modo Wii” do aparelho.
Na prática, o que isso significa? Bem, se tal descoberta for difundida, será possível rodar todo os tipos de homebrews, emuladores e até jogos piratas através de qualquer DVD (que contenha o código de encriptação) em qualquer Wii - mesmo que ele não esteja destravado. Caso nada seja feito para parar o grupo de hackers, poderemos proclamar o Wii como o console mais facilmente pirateável da nova geração.
O que traz a tona uma série de discussões que, de tempos em tempos, reaparecem como velhos fantasmas da indústria. A pirataria deve ser legalizada ou combatida? O que a Nintendo deve fazer para pará-los: seguir o modelo que a Microsoft criou ao expulsar da Xbox Live todos os membros com consoles manualmente adulterados? Criar firmwares periódicos e obrigar os jogadores a atualizar seus consoles? Simplesmente ‘liberar geral’ e cobrar atitudes das autoridades responsáveis?
Eu não sei. Aqui está muito calor para pensar…
[via WiiNintendo]
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Responda rápido: mais ou menos quantas listas de Melhores do Ano você já leu nos últimos dias? Parece que todo site ou blog tem que fazer a sua, ou uma espécie de anjo do apocalipse virá fritar o servidor. Bem, aqui no Continue nós estamos preparados para esse anjinho de merda, porque aqui não vai ter lista, não. *cospe no chão e coça o saco* Sem clichê, amigos.
Ao invés disso, vamos te dar o link para uma lista mais bacana, feito pelos caras do… é, de lá mesmo. São “Os ícones dos games de 2007″. A lista tem desde Companion Cube até Jade Raymond, passando por UR MR GAY. Se não sabe do que eu estou falando com “UR MR GAY”, é mais um motivo para ler a lista.
Aí, ó. Te diverte. Em 2008 a gente faz a nossa, quem sabe.
E fica ligado que a parte três tá pra chegar e o Continue não vai avisar, porque a gente não tem filho desse tamanho. ![]()

Passage é um jogo criado por Jason Rohrer e apresentado ao mundo no festival independente Gamma 256. Esse festival impõe algumas limitações técnicas aos desenvolvedores com objetivo de estimular a criação de novos conceitos e designs. Umas das limitações é que os jogos devem ter apenas 256 pixels de resolução e serem curtos, no máximo cinco minutos. Jason respeitou todas as regras e criou um jogo de exploração, limitado tecnicamente mas muito rico em conteúdo.
Em Passage o jogador deve explorar o seu mundo, apenas explorar. Sem muitas regras. Inicialmente pode até parecer sem graça explorar um mundo feito em resolução de 100×12 mas com o passar dos minutos o jogador entende a mensagem.
Eu vou explicar a mensagem após o continue, mas este — confie em mim — é um spoiler que você não quer ter antes de jogar o jogo. Portanto eu peço a você que baixe esta pérola de 90KB e gaste míseros cinco minutos da sua vida em um experiência que você provavelmente vai lembrar por muito tempo. Depois volte aqui pra gente conversar.

Se você ama os games, se você está lendo este blog (e provavelmente lê muitos outros) e se você tem cerca de 20 anos — ou mais –, são grandes as chances de você ter crescido lendo alguma revista de videogame. Eu cresci, e só escolhi escrever sobre videogames por ter lido tanto a respeito deles na infância, adolescência e até hoje. Ação Games, Gamers, SuperGamePower, Nintendo World… revistas clássicas que fazem parte das memórias de muita gente por aí e provavelmente das suas também.
Existe uma frase que eu ouvi algumas vezes e nunca me esqueci. Ela diz que “a única instituição mais conservadora que a igreja católica é o punk rock”. Sei lá por que eu nunca me esqueci disso, nem sei se faz tanto sentido, mas quero traçar um paralelo e dizer que as revistas de games (ao menos no Brasil) só não são mais conservadoras do que o punk rock e a igreja católiga juntos porque não têm tanto tempo de vida. Não há reinvenção.
E não há porque é difícil mesmo evoluir um esquema tão consolidado e que dá certo. As revistas de games são como são porque não existe muito como ser de outro jeito. Portanto, isso não é uma crítica às revistas. Elas não mudaram muito nos últimos anos, mas continuam sendo ótimas. Eu mesmo compro umas três ou quatro por mês.
Isso é uma crítica aos detonados das revistas. Aquela seçãozinha polêmica, que eu já vi render inúmeras discussões em fóruns e orcútis, mas que não sai das nossas páginas. Eu vejo a maioria vocal sendo contra eles, mas eles continuam lá. É claro que há um motivo para isso.
Quero que levante a mão quem concorda comigo quando digo que lugar de detonado é na internet. Eu sei que é detonado que vende revista em banca (é este o motivo que há), mas nada muda a minha opinião de que insistir em detonados em papel é como insistir em enfiar um jogo de GameBoy Color na entrada de um GBA. Eventualmente vai entrar, mas está errado.
Sim, tenho argumentos. Continue lendo!
Já estamos entrando na terceira semana do Continue, e a essa hora você provavelmente já percebeu uma coisa: a gente é doido por piadinhas. A gente tenta fazer piada com quase tudo, porque, afinal, videogame é descontração quando você está jogando — então não há porque não ser também uma descontração quando você está lendo. Mas este assunto é maior do que qualquer piadinha. Eu vou falar do mais novo Bacharel em Arte e Design de Games pela Divisão Online do Instituto de Artes de Pittsburgh. Um tetraplégico chamado Robert Florio.
O cara sofreu um acidente há 11 anos e perdeu todos os movimentos do pescoço para baixo. É claro que ele ficou devastado. Mas um dia, controlando o golfista Tiger Woods por meio de um adaptador que permitiu a ele jogar usando somente a boca, ele percebeu que podia se mover completamente de novo. Só que na tela. Como se o corpo dele tivesse sido “miraculosamente recuperado”.
Isso o inspirou a estudar Design de Games, com o sonho de ajudar a criar jogos que possam ser aproveitados por deficientes e por pessoas saudáveis de igual para igual. E Robert já começou a realizar esse sonho. Ele já faz parte de um pequeno grupo de gamers/desenvolvedores chamado Project Top Secret, que está desenvolvendo “um jogo de corrida online com criaturas de outros mundos”. O projeto é encabeçado pelo programador e consultor veterano David Perry (presidente e fundador da Shiny Entertainment, já trabalhou em Earthworm Jim, MDK, Enter The Matrix e até em Paperboy) e será publicado pela Acclaim eventualmente.
Na próxima vez que alguém falar merda sobre videogame por aí, dizendo que ele torna as pessoas violentas, que é tão ruim quanto crack ou simplesmente que é uma perda de tempo, tenha o link deste post à mão.
P.S.: A imagem é do site Game Acessibility, que, no contexto da coisa, é uma perfeita leitura complementar.

Não há dúvidas de que o mundinho dos games possui um dos processos evolutivos mais dinâmicos de toda a indústria do entretenimento. É só compararmos os jogos de hoje com os títulos de dez anos atrás - pode até ser que, na prática, pouca coisa tenha mudado, mas quem falar que preferia imaginar aqueles bonecões quadrados de Final Fantasy VII como pessoas do que admirar as lindas curvas do décimo terceiro episódio, é bobo.
Também não podemos negar que todo o avanço - não só tecnológico, mas de como a indústria se porta como um todo - trouxe inúmeros benefícios: só para citar alguns, temos controles que reconhecem movimentos, podemos jogar com pessoas do outro lado do mundo, lançamentos quase simultâneos em praticamente todas as partes do globo e podemos ver melhor as curvas de Lara Croft.
A questão é que algumas coisas mudaram para pior. Não, não vou começar a falar desta bobeira saudosista de que os jogos de luta eram melhores em 2D ou que o SNES ainda é o melhor console de todos os tempos. Me refiro a esta acomodada posição que as empresas de games tomaram de uns tempos pra cá. Parece que não tem mais equipe de revisão ou qualquer preocupação em lançar material “definitivo”: afinal, se foi pras lojas quebrado, não tem problema: depois é só consertar.
Os maiores exemplos são os jogos, com suas dezenas de atualizações baixadas pela internet para corrigir os mais diversos tipos de bugs. Mas não se limitam a eles. Essa velocidade acelerada que a indústria em detrimento do acabamento tem recebido proporções tão grandes que o grande destaque da nova geração não é nenhum título AAA ou grande exclusividade - mas sim as três luzes vermelhas do Xbox 360.
É claro que tem os exageros, como a nova “camisinha” e a corda mais firmes do Wii Remote para as pessoas sem o mínimo de bom senso que saem quebrando suas casas. Mas para cada caso desses, surgem mais e mais problemas. É um tal de patch de atualização pra lá, periférico quebrado pra cá…
O serviço porco da hora é a versão do Guitar Hero III para Wii, que aparentemente veio com som em mono. Ainda não pude jogar no console da Nintendo, então nem sei se faz tanta diferença assim, mas não deixa de ser absurdo ninguém do time da Neversoft ter percebido a mancada antes de pôr o jogo na loja. O pior é que pra resolver vai dar a maior confusão, já que a Nintendo, com seu jeito, digamos, “tradicional” de ser, não vai querer liberar atualização pela internet. Daí a Activision vai ter que se virar para manufaturar quantos discos com a versão consertada forem necessários. Trabalho porco dá nisso. Pelo menos podiam aprender…
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Para quem não notou, eu não sou o Fabio. Prazer, Luiz Eduardo Freitas, às suas ordens (nem tanto). O primeiro colaborador do Continue, mas não espero que seja o primeiro de muitos. Afinal, se isso aqui começar a dar dinheiro, a repartição tem que ser a menor possível.
O meu “longo” histórico você confere ali do lado, no “Quem Escreve”. Espero que goste dos meus posts, senão o Bracht me chuta daqui. E acho que é isso. Qualquer coisa, só chamar.