Continue »

Laughing all the way to the bank

Archive for the ‘Reflexão/Discussão’ Category

DToid Pensativo

Neste primeiro de abril, como você já sabe, o blog americano Destructoid pregou uma peça mais digna de Halloween, aquele esquema bem gostosuras ou travessuras. No caso, só travessuras. Os caras trocaram de nome e de URL, passaram a ser o Foxtoid News, em uma clara tiração de sarro desmedida e sem medo de ser feliz ao canal/site de notícias mais anti-gamer dos EUA. Boa parte das vezes que Jack Thompson, o advogado mais querido dos games, apareceu falando groselha na televisão livremente, como se entendesse grande porcaria, foi no Fox News.

Como quem nem sabe da possibilidade de uma ação judicial, o pessoal do site postou um dia inteiro de notícias falsas, absurdas, muitas vezes sem sentido, fazendo-se passar (ainda que claramente de brincadeira) pelo preconceituoso site. As notícias falsas e preconceituosas do Foxtoid News eram de brincadeira, mas também uma carta aberta de repúdio ao modo real com que a Fox News trata os games e a cultura gamer em si, por consequência.

Conversando com o Prandoni, meu grande amigo e valioso colega, companheiro de madrugadas insones de trabalho e discussões filosóficas — e de partidas emocionantes de Brawl online  –, descobri que ele achou que aquilo claramente passava dos limites. Ele havia acabado de falar brevemente sobre o fato no Hadouken. “Dá pra evoluir numa questão mais profunda sobre ética jornalística e o dever da informação e outras coisas chatas de aula de faculdade”, disse o graduado rapaz.

Se ele talvez quiser enveredar o assunto por esse lado, ele que fique à vontade. Eu não vou. :P

O que eu quero é perguntar a você, meu absurdamente estimado leitor, qual a sua opinião sobre a coisa toda. Eles passaram dos limites? Se algo parecido com isso tivesse acontecido aqui no Continue (ou, sei lá, no Finalboss ou no Outer Space), você teria achado interessante ou não iria gostar? Um blog que assume um teor jornalístico, de compromisso com os fatos e a informação, precisa necessariamente adotar uma postura séria e rígida, nunca se permitindo uma “molecagem” como essa?

No Jornalismo de Games, você dá mais importância à palavra jornalismo ou à palavra games?

  • Comments
  • Happiness

    Quando pensei em fazer esta coluna semanal de discussão, a minha primeira preocupação foi: “e se chegar um sábado em que eu realmente não conseguir pensar em nenhuma discussão para propor?” Minha cabeça não é um poço sem fundo de idéias e temas capazes de gerar debates construtivos e provocadores. Mas hoje, após ter escrito já um bom número de Discussões de Fim de Semana, eu percebo: muitas vezes a melhor pauta não é aquela que você propôs, é aquela que foi proposta a você.

    Essa semana, durante a minha navegação básica atrás de notícias e informações, eu me deparei com um texto que me propôs uma ótima pauta. Após o continue, eu a proponho a você, já ansioso pelos comentários que se seguirão. Hoje o papo vai ser bom.

    Continue lendo!

  • Comments
  • Desde que comprei o Xbox 360, tenho conversado sobre ele com alguns amigos que também o têm, e descobri que há um mal que assola a todos nós, como uma espécie de vírus. O “Bicho do Online”, como eu gosto de chamar. Eu nunca fiz questão de multiplayer online, sempre fui da opinião de que o jogo é um desafio dos desenvolvedores para os jogadores. É uma experiência planejada e programada, “scriptada”. O maior exemplo recente disso é BioShock[bb]. Pra mim, isso é videogame. Ou, melhor dizendo, pra evitar polêmicas: esse é o tipo de jogo que eu considero “superior”, em que eu sempre me senti mais compelido a investir o meu tempo.

    Mas agora percebo, e tenho aqui a humildade de admitir, que isso era simplesmente porque eu nunca havia experimentado de fato o prazer do jogo competitivo online. É um prazer completamente diferente. Nele, os desenvolvedores dão apenas as ferramentas (armas, cenários, regras) e são os humanos segurando os controles que constróem as situações, as emoções.

    Depois do continue, eu me explico melhor e chego ao cerne da questão. Me acompanhe.

    Continue lendo!

  • Comments
  • Seumas McNally

    Hoje é sexta-feira, dia 21 de março. Não é dia de quarta-feira indie, por isso os mais desavisados talvez estranhem essa coluna por aqui. Mas eu achei que colocar este artigo em qualquer outro dia talvez não fosse o mais apropriado.

    Há oito anos, uma pessoa que começava a fazer alguma diferença no mundo dos jogos indie partiu deste mundo. Seu nome? Seumas McNally, o rapaz que passou a dar o nome ao grande prêmio do IGF. Muitos fãs de jogos independentes já se acostumaram a ver esse nome na lista de premiações do IGF, e a verem a explicação do porquê do nome como “o nome de alguém que havia ganhado o prêmio e morrera logo depois”. E o conhecimento da maioria das pessoas acaba por aí, e a impressão que fica é de que “ah, ele fazia jogos, morreu, e colocaram nome dele no prêmio por pena/consideração”.

    Não é bem assim.

    Continue lendo!

  • Comments
  • Nintendo WFC Quebrada

    Sabe uma coisa que eu simplesmente adoro? Quando vou comentar no blog de alguém e percebo que elaborei tanto o comentário que ele poderia servir como um post. É como se eu tivesse enganado a mim mesmo para escrever um post sem nem perceber!

    Isso aconteceu ontem, quando fui responder ao post do Daniel no Cabide, que por si só já era um post-resposta ao meu próprio texto de ontem, aqui mesmo no Continue, no qual dou a minha opinião sobre a incompetência da Nintendo no campo online. Leia os dois, depois clique no continue para ler o texto que quase se tornou um comentário no blog dele.

    Continue lendo!

  • Comments
  • Mario Kart Wii, com volantinho de plástico e tudo, vai ser lançado mês que vem. Tudo bem, é só na Europa, mas ainda assim: para um jogo que está tão perto do lançamento — e um jogo first-party, de uma série tão ou mais importante do que Smash Bros — , até que a Nintendo está se mantendo bem quietinha a respeito.

    Será que esse silêncio todo é sinal de que o jogo não é assim tão bom? Já li por aí que ficou fácil demais, que as manobras (uma das grandes novidades desse novo Mario Kart) são automáticas, que o famoso power-drift ficou muito simplificado… Mas não sei. Não sei o que achar. Mas quero saber o que você acha.

    Quais são as suas expectativas para Mario Kart Wii? Assista ao novo vídeo que saiu e comente.

  • Comments
  • Crianças hoje em dia…

    Eu nem sei porquê assinei aquela newsletter Thinking Out Loud, do 1UP. Sempre que ela chega, eu clico, passo o olho metodicamente e, em menos de três segundos, estou de volta à caixa de entrada no Gmail. Mas ontem ela me troxe um link bastante interessante: este. Que, por sua vez, me levou a este. Ambos são leituras extremamente interessantes para o gamer mais hardcore, que acompanha não só os lançamentos, mas também a indústria como um todo, e principalmente o mercado editorial.

    Mas não clique nos links ainda. Clique no continue e descubra que papo estranho é esse de crianças escrevendo reviews.

    Continue lendo!

  • Comments
  • Dead PC

    Os monitores ficam pra semana que vem, pois esses dias rolou uma polêmica que vai ser legal discutir com vocês um pouquinho.

    Nesse mês rolou um evento bem legal, que todo mundo conhece e que fez meus chefes viajarem pra São Francisco e me deixar aqui morrendo de inveja! Lá rolou uma entrevista com um cara super influente no meio PC-ático: Peter Molyneux, ou pra quem não conhece, o cara por trás de Black & White, Dungeon Keeper, Fable e Theme Park.

    Ele fez alguns comentários interessantes sobre o estado dos jogos de PC no atual paradigma midiático-gamístico mundial: primeiro, ele diz que embora todo mundo tenha um PC em casa, ninguém compra softwares. Sem dúvida, considerando que 99% da população mal sabe o que é Ctrl+Alt+Del, é justificável. Fora que em PC ainda está bem difícil controlar a pirataria, e acho muito pouco provável que comecem a usar coisas como chaves iLok para programas tão populares quanto os jogos.
    Menos vendas, menos lucros e menor vontade de portar jogos dos consoles para os PCs. Antigamente era muito comum ver jogos só sendo lançados para PC, mas hoje você pode contar nos dedos da mão quantos são realmente exclusivos. Outro problema também é que não há um “representante do PC” extremamente forte que convença os fabricantes a darem exclusividade do PC às suas superproduções. Afinal, quem tem mais influência, uma Microsoft e seu reinado de Xbox 360 ou a nVidia?

    Continue lendo!

  • Comments
  • Gamer

    Na página 68 da edição 71 da EGM Brasil — Resident Evil: Umbrella Chronicles na capa — há uma matéria que me chamou muito a atenção. Curiosamente, não é uma matéria escrita por um profissional, seja ele parte da equipe ou colaborador, mas sim pelo leitor Douglas Martins Oliveira. A matéria foi chamada “A discriminação e a afirmação gamer” e publicada na seção EGMZine (pra quem não sabe, uma seção onde são publicados textos enviados por leitores).

    Como percebe-se pela metade final do título, a matéria fala sobre afirmação. O autor dá o exemplo clássico da mesa de bar: se você está numa roda de amigos, papo animado, gatinha/garoto em vista, se divertindo, e alguém fala sobre cinema, literatura ou música, você traria à tona o assunto games, como se fosse apenas outra forma de entretenimento normal? Muito provavelmente não.

    Continue lendo!

  • Comments
  • Sem Start

    Credo, eu estou muito atrasado nos meus feeds. Dando aquela passada de olho esperta no sempre interessante feed do DToid, vi uma coisa que muito me chamou a atenção: segundo um preview do CVC, os desenvolvedores de Dead Space, um futuro survival horror espacial para Xbox 360, estão considerando seriamente abolir a possibilidade de pausar o jogo. Mais impressionante ainda é pensar que a desenvolvedora culhuda em questão é ninguém menos que a EA, não muito conhecida pelo seu costume de inovar.

    Agora, é claro que tirar o precioso botão de pause do jogador é uma manobra cuja possibilidade de se tornar um belo d’um tiro no pé é real e bem grande. Mas é só fazer direito que tem tudo para ficar fenomenal.

    Não precisa nem entrar no assunto óbvio de que a vida real não tem pause. É só lembrar de que em qualquer jogo com história, e principalmente em survival horrors, o que o desenvolvedor mais busca é evitar ao máximo a quebra da quarta parede. E por mais que o coitado se esforce e tire do jogo tudo que te lembre que você está jogando (barras de energia, música de fundo, HUDs), não há nada que ele possa fazer contra o pause — além de esperar que você por favor não o use. Tirar essa opção deliberadamente, enquanto balanceando o jogo desde o início com isso em mente (ele teria que ter uma boa distribuição de “lugares seguros”, onde você pudesse deixar o personagem protegido caso tenha que sair da frente da TV), pode sim ser algo extremamente curioso.

    Mas, jogando o balde de água fria, é bom deixar claro que a EA está apenas “brincando de ver como fica”. Não está confirmado que não vai ter pause mesmo. Mas eu voto a favor, ah se voto.

  • Comments

  • Comentários recentes



    Últimas resenhas


    Too Human (X360)


    Soulcalibur IV (360/PS3)

    Clique para ver a lista com todas as resenhas


    Continue pergunta

    Você gostou do novo Nintendo DSi?

    View Results

    Loading ... Loading ...

    Anúncios