
[Só para não perder o costume, o nosso leitor mais produtivo, o AyPyCy, lança mais um ótimo texto sobre um assunto relevante. Na verdade este foi o primeiro que ele me mandou, mas acabou ficando por último, pois já tínhamos assunto para as Discussões dos Fins de Semanas anteriores. Aproveitem!]
Acessibilidade, conforme a Wikipédia, significa não apenas permitir que pessoas com deficiências participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.
Sou daltônico, o que, resumidamente, significa que tenho limitações com cores. No meu caso a deficiência é bem leve, confundo algumas tonalidades, mas mesmo assim ela existe. Há casos mais extremos onde o indivíduo não consegue identificar nenhuma cor… Enfim, este é um distúrbio que atinge cerca de 8% da população mundial (estatisticamente, das 402 pessoas que estão lendo isso via RSS, 32 devem ser daltônicas), sendo que afeta principalmente os do sexo masculino. Que conhecidamente são os maiores usuários de games.

Vocês já devem ter lido por aí sobre um novo jogo dos Caça-Fantasmas. Previsto para outubro desse ano e com o roteiro assinado por Dan Arkroid e Harold Ramins, que também foram roteiristas e atuaram nos dois filmes da série, Ghostbusters pretende ser a sequência direta dos longa-metragens.
O game na verdade não é um só, são dois. Um para PlayStation 2 e Wii, com visual mais cartunesco, e outro para o PS3, Xbox 360 e PC, que será mais “realista”. Inclusive, a produção do jogo está focada na plataforma da Sony por motivos técnicos. Os produtores alegam que é mais fácil programar no PlayStation 3 com seus núcleos de processamento independente e depois “portar” para o 360 e para os computadores. Não entendo o suficiente disso e vocês pegariam no sono antes de completar a explicação técnica, que certamente envolve processadores e receptáculos ectoplasmáticos.
O que eu me pergunto é porque não fazer todo o jogo num visual cartunesco, similar ao desenho animado? Porque a necessidade de se apoiar em gráficos foto-realistas? E o quão realista o Geléia e o Monstro de Marshmallow podem ser? Com tantos jogos novos indo na contra-mão do realismo visual, como o belo Valkyrie of the Battlefield ou o novo titulo de boxe da EA, Facebreaker, será mesmo uma boa idéia Ghostbusters ser mais um game que copia a realidade?

Confesso que estou mais curioso para ver a versão do Wii e do PlayStation 2 do que a dos consoles mais poderosos… justamente por partirem para o surrealismo dos desenhos. Se for bem feito, o jogo pode explorar muito mais animações e movimentos que ficariam fora de lugar num game dito realista. E você, leitor do Continue, o que acha?

Todos vocês já leram o ótimo texto do AyPyCy sobre pirataria publicado esta semana, certo? Muitos, além de ler, fizeram questão de comentar, e nisso saíram altos comentários super pertinentes e exemplares. Por isso hoje eu acho apropriado trazer duas novas discussões baseadas naquela. Ainda sobre pirataria, porém mais específicas.
São dois pontos sensíveis, portanto estou ansioso para conhecer a opinião de vocês.
[Adivinha só de quem é este texto? Do AyPyCy, o nosso já quase redator-honorário! Agora sério: eu sei que muitos de vocês já viram a cara ao se depararem com "mais um texto sobre pirataria", mas este vale muito a pena ser lido. Eu fiquei realmente muito surpreso e impressionado com a qualidade do trabalho do nosso leitor dos três "y", e considero este o melhor dos textos que ele já me mandou. Ajeite-se na cadeira, porque o texto é longo, e vamos nessa.]
Antes de iniciar o texto gostaria de deixar bem claro que o objetivo dele não é criar polêmica, acusar alguém, nem discutir o preço das coisas. O objetivo é explicar o que é a pirataria (principalmente em conteúdo digital - games, música e filmes) e como ela nos afeta, diretamente ou indiretamente. Você pode concordar com o texto ou discordar dele, mas quero reforçar que o que está escrito abaixo não é simplesmente minha opinião, mas fatos provenientes de estudos e leituras.

Tudo na vida é uma trilogia, ultimamente, então aqui vai:
Explicando melhor, o que eu quero dizer é que a Discussão de Fim de Semana hoje é sobre as nossas resenhas. Primeiro eu pedi a opinião de vocês para saber mais ou menos como fazer quando as resenhas começassem a ser produzidas. Com base nisso, eu tentei bolar um esquema que não fosse experimental demais, mas que fosse substancialmente diferente daquilo com que estamos acostumados, essencialmente melhorando ou cortando as partes ruins. E hoje eu venho aqui explicar exatamente o que eu fiz e porquê eu fiz desse jeito, esperando ouvir de vocês as suas mais sinceras opiniões. Let’s-a go?

Li um texto no Gamasutra e decidi partilhar com vocês a opinião do cara e a minha.
É engraçado ver como estamos rodeados loucamente de novos jogos, sendo bombardeados com informações a cada segundo. Somos cobertos de hype por todos os lados, sobre qual seria o próximo grande jogo, a próxima sequência avassaladora; isso tanto na própria indústria quanto na imprensa e no nosso meio bloguístico.
Saindo desse mundo comercial-público e invadindo nossas vidas, muita gente nem se importa com o hype. Essas pessoas estão felizes em gastar seu tempo num jogo só.
Meu exemplo mais próximo sou eu mesma. Posso adorar meter bala na cabeça dos outros em Team Fortress 2 e UT3, experimentar novidades como Audiosurf e Portal ou até ler as novidades e ficar por dentro do hype, mas sou profundamente e inegavelmente uma jogadora de um jogo só, o que fica bem visível se você olhar as minhas horas de jogo no Xfire. Mesmo apesar dele não ter captado nem metade da minha presença gamer (maldito contou menos de 1 hora de Oblivion sendo que eu tenho pelo menos umas 100), já dá pra ter uma idéia. Também tem aqueles que jogam Counter Strike, os que jogam Call of Duty 4, os que gamam loucamente em Guitar Hero, os que nunca jogaram nada na vida mas que viram em The Sims sua cara-metade e viraram gamers, entre outros.

[Parece que o AyPyCy gostou da brincadeira de ter texto publicado no Continue. Depois do mão-na-roda Guia de Importações, ele resolveu discutir os finais dos jogos com a gente. Spoiler alert: esse texto não contém nenhum spoiler.]
Quando li a notícia de que o Fallout 3 teria cerca de 200 finais diferentes a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “preferia que fosse um só, mas bem feito.”
Não sei se todos têm esta percepção, mas sinto que não é mais tão divertido chegar ao final de um jogo. Claro que jogar o jogo todo, na maioria das vezes, é divertido, mas quando se passa a última fase você normalmente acaba vendo… Créditos! No máximo um gancho para uma possível continuação.
Voltando no tempo, na época do Telejogo e Atari, normalmente os jogos não tinham finais, você lutava por pontos no placar, na tentativa de fazê-lo zerar e começar a contar de novo (alguns jogos congelavam com pontuação 1,000,000). Missile Command, Enduro, River Raid, Pitfall, eram praticamente infinitos, apesar de na época existirem muitos boatos do tipo “meu primo conseguiu terminar River Raid, o avião pousa em um aeroporto”. (!)
Não é de hoje que declaro aqui no Continue o meu vício/fissura/amor/respeito por Guitar Hero (e, conseqüentemente, Rock Band — embora, provavelmente assim como você, ainda não tenha tido a chance de jogar). E, ao longo desta trajetória, venho notando que nem todos compartilham de milha idolatria: há opiniões adversas quanto a construtividade do jogo para a minha sanidade mental indústria da música.
Não só aqui no blog, já ouvi diversas coisas. Desde “dedique seu tempo a aprender um instrumento de verdade!” a “agora nem tem mais graça montar banda”, passando por absurdas afirmações decretando o fim da música e da criatividade. E pelo jeito não fui só eu.
O Carlos Corrales, do tremendão Delfos, fez um artigo falando sobre essas pessoinhas tão agradáveis que não nos deixam jogar em paz. Basicamente, ele resumiu tudo que eu sempre quis escrever mas não tive iniciativa para publicar. Acredite, vale dar uma lida.
Portanto, se você é dos que adoram se sentir o astro do rock na frente da TV, não há o que temer: você não está tirando o espaço das bandas de garagem nem fomentando a falta de crescimento na indústria musical. Se você é dos troozões from hell que desaprovam os tocadores de plástico, dê uma refletida: sempre é tempo de reconsiderar. Claro que, se ainda achar que tudo isso não passa de perda de tempo, ficarei feliz em responder seus argumentos logo abaixo, nos comentários.
E mesmo que você não tenha nada a ver com isso, não se acanhe. Que tal tentar uma partidinha?

Então hoje a Harmonix anunciou que os álbuns completos finalmente chegarão à loja online do Rock Band. O que fazer? Reclamar porque o nosso CD favorito não está lá, obviamente!
Mais como “discussão de sexta-feira” do que como protesto, os integrantes ativos da equipe do Continue responderam à pergunta “por quais álbuns eu pagaria 15 dinheiros estadunidenses sem pensar duas vezes”? E aqui estão as listas particulares de cada um:
Luiz “Metaaaaaaaal” Eduardo
05 » Symphony X - Paradise Lost
04 » Helloween - Keeper of the Seven Keys Part 2
03 » Angra - Temple of Shadows
02 » Iron Maiden - The Number of the Beast
01 » Nightwish - Century Child
Suzana “Virtuose” Bueno
05 » Allan Holdsworth - Secrets
04 » Joe Satriani - Surfing with the Alien
03 » Pink Floyd - The Wall
02 » Queensrÿche - Operation Mindcrime
01 » Frank Zappa - Baby Snakes
Pablo “Só os Clássicos” Raphael
05 » Metallica - Metallica (The Black Album)
04 » Pearl Jam - Ten
03 » Sepultura - Roots
02 » Ramones - Ramones
01 » The Beatles - Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
Cláudio “Pop” Prandoni
05 » Bob Dylan - Highway 61 Revisited
04 » Jet - Get Born
03 » The Offspring - Americana
02 » Oasis - Be Here Now
01 » Iron Maiden - The Number of the Beast
Fabio “Mais Pop Ainda” Bracht
05 » Foo Fighters - There’s Nothing Left to Lose
04 » The Offspring - Conspiracy of One
03 » Green Day - Nimrod
02 » Cake - Comfort Eagle
01 » Weezer - Pinkerton
Agora nos digam as listas de vocês! Ou só um álbum, ou só uma música, ou só uma palheta. Whatever.
E eu proponho transformarmos isso em um autêntico meme da blogosfera de games (ou não) brasileira. E como manda a lei dos memes, eu tenho que escolher alguns blogs para que respondam e dêem prosseguimento à brincadeira. Então, seguintes blogs, considerem-se convocados:

A maneira mais fácil de “arrumar” um assunto para tratar aqui na DFDS é olhar para as notícias que saíram na semana que passou, seja aqui no Continue, seja em outros lugares. Esta semana tivemos uma bem provocadora de opinião, que não pôde ser publicada aqui por motivos de falta de pessoal e/ou tempo livre. (Estamos procurando colaboradores!)
Ela tem como tema um dos “ismos” dessa vida. Mas não é nem nintendismo, nem sonysmo, nem microsoftismo, nem pczismo. É um ismo bem pior.