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Laughing all the way to the bank

Archive for the ‘Reflexão/Discussão’ Category

Videogames podem mudar a sua vida?

Créditos da imagem: Easy Skywalker @ Flickr

Outra noite estava eu indo para casa quando me encontrei com um amigo de longa data. Vamos chamá-lo de Piuí, para preservar sua identidade. Cara esperto, inteligente, produtor de vídeo. Conversa vem, conversa vai, acabei puxando um assunto que foi discutido aqui no Continue tempos atrás. A questão da longevidade dos games. E levamos o tema para outras mídias, como a música e o cinema. Lá pelas tantas, ele falou uma coisa que me perturbou:

“Filmes, videogames… é tudo entretenimento. E isso não muda a vida de ninguém.”

Será que não? Tudo bem, é só um jogo. É um hobbie. Uma diversão. Tem quem diga que é uma válvula de escape das pressões do cotidiano. E há aqueles que enxergam os games como um estilo de vida.

Mas será que eles não são mesmo capazes de mudar as nossas vidas?

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  • Você já deve ter lido por aí. Mega Man 9, o novo jogo da série principal de um dos mais tradicionais e adorados personagens de videogame de todos os tempos, só terá de “novo” o número, porque os gráficos… serão ao estilo Nintendinho de ser. Sim, um jogo de 8 bits será lançado em 2008! As scans da Nintendo Power (que deu o furo e deve ter adorado) e mais algumas screenshots estão no site Rockman Perfect Memories.

    Em uma jogada surpreendente, a Capcom resolveu apostar no retrô (e no moderno ao mesmo tempo: o jogo vai ser vendido exclusivamente por meio de distribuição digital, no WiiWare). Em um primeiro momento, fiquei estupefato com a ousadia da empresa de fazer isso. Um jogo com cheiro de mofo em plena era da High Definition?! Mas depois de pensar um pouco, a suposta ousadia foi ficando mais e mais com jeito de preguiça ou falta de criatividade.

    Mas o que eu estou falando? Eu nem joguei algum Mega Man anterior ao X na época certa! Definitivamente, não tenho propriedade para opinar sobre isso. Mas conheço quem tem, e fiz uma pesquisa de opinião com o pessoal mais oldschool que eu conheço. Perguntei o que eles acharam dessa surpreendente decisão, e as opiniões foram as mais diversas e surpreendentes possíveis. Tudo o que me disseram está a um clique de distância. Depois do continue, como sempre.

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  • MGS4: Analisando as análises

    A poeira começou a baixar no campo de batalha do PS3, e entre os frangalhos dos Gekkou e as cinzas do cigarro de Solid Snake, muita coisa já foi dita. Uma rápida olhada nos sites internacionais confirma aquilo que todo fã da obra máxima de Hideo Kojima já sabia: o jogo é excelente e foi a razão para muitas pessoas adquirirem um console novo. Mas é tudo isso mesmo? Como um jogo de ação com um protagonista idoso e várias horas de sequências não-interativas pode ser o apogeu de uma era, o novo referencial para quando se for avaliar um game em busca de uma nota 10, 100 ou de um 40/40?

    Para os mais práticos, o jogo levou um belo 94 (de 100 pontos) do Metacritics. Uma média excelente, baseada em 43 reviews de diversos veículos. As notas variam de 10 até 8,0. Nunca abaixo disso. Claro que para os fanáticos mais irrásciveis fanboys, qualquer coisa abaixo de um 10 é uma ofensa mortal.

    Pensando nisso, fui ler o que diziam os analistas. Entender as razões para notas perfeitas e para notas não tão perfeitas. Alguns são mais exigentes que os outros? Confira depois do continue algumas das opiniões que me chamaram a atenção.

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  • [Fabio Bracht está com medo. A conexão de internet dele está engasgando o tempo todo, e fazia tempo que isso não acontecia. Por isso, aliás, que este texto não entrou ontem, conforme seria apropriado.]

    Eu sinto que essa semana já tivemos uma DFDS, só que na quinta-feira. O que começou como um simples post “enche-linguiça”, cujo único propósito era divulgar mais uma enquete — visto que as anteriores sempre demoravam para juntar um número de votos que me deixasse satisfeito –, acabou virando uma ótima conversação sobre quais blogs cada um lê, não lê e recomenda. Mais de uma pessoa veio até mim agradecer pelo post (como se o mérito fosse meu), já que graças a ele acabou descobrindo vários outros blogs legais.

    Então, já que vocês gostam tanto de blogs, vamos discutir algumas outras pequenas questões sobre ele.

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  • Estava aqui pensando: acho que as enquetes são uma ferramenta poderosa que eu tenho para conhecer melhor vocês, leitores, e que eu não tenho tirado o máximo de proveito delas. Sendo assim, eu decidi que vou tentar trocar a enquete com mais frequência, ao mesmo tempo em que começarei a fazer um pequeno post sempre que publicar uma nova. Afinal, algumas enquetes podem gerar boas discussões.

    Hoje publico uma questão que sempre passa pela minha cabeça. Quantos blogs nacionais de games vocês lêem além deste? Pergunto por dois motivos. Primeiro é por mera curiosidade, pra saber se o pessoal ainda tem o hábito de acompanhar só os sites gringos.

    Mas pergunto também por um motivo mais importante para o Continue. Eu tenho tempo de escrever três posts por dia, no máximo quatro. Muitas vezes eu separo um post hoje para escrever e só conseguir publicá-lo de fato no dia seguinte. E aí eu me pergunto “publico mesmo esse aqui ou procuro uma notícia mais atual?” Se eu deixar de lado em favor de uma notícia mais atual, é uma informação a menos que eu queria passar e não estarei passando. E aí eu fico me perguntando se tem pessoas que acompanham só o Continue e vão deixar de ficar sabendo aquilo porque eu não publiquei. Sei que é besteira, que 99% deve acompanhar mais uma caralhada de blogs, mas gostaria muito de saber “o tamanho desse 1%” que só lê o Continue. Se é que chega a 1%. :P

    Bom, chega de papo e vamos à enquete de hoje. Você pode responder por aqui mesmo ou ali na barra lateral, dá no mesmo.

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    Sem contar o Continue, quantos blogs brasileiros de games você lê com regularidade?

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  • I feel good!

    Uma das coisas que mais me fez pensar essa semana foi um post que eu publiquei na segunda. Aquele do flash demo do Boom Blox. Ele me fez lembrar de um texto que eu li ano passado no Gamasutra, chamado “Game Feel: The Secret Ingredient“.

    (Aliás, fica a dica: para quem gosta de textos mais “cabeça”, discutindo vários aspectos dos games além da diversão, o Gamasutra é um bom site para se acompanhar.)

    O texto foi um dos mais marcantes que eu já li, porque toda santa vez que eu jogo um jogo realmente bom, eu lembro dele. Basicamente, ele trata daquele elemento X, aquela mágica, aquele ingrediente secreto que os bons jogos têm e se diferenciam por isso. Quantos jogos de plataforma 3D você já jogou? Muitos, aposto, e também aposto que a maioria é bem mais moderna do que o clássico Mario 64. Mas ainda assim, muita gente ainda hoje considera Mario 64 um dos melhores do gênero, senão o melhor. Por quê? Segundo Steve Swink — o autor do texto –, porque, em Mario 64, a Nintendo acertou o “feel” do jogo.

    A tradução de “feel”, para quem não sabe, é sensação. Mas que sensação é essa?

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  • GTA: Whore

    O Destructoid, sempre ele, publicou no mês passado mais uma série de posts muito interessante, chamada “If you love it, change it”. Nela, eles discutiram como melhorar grandes franquias, dando idéias de coisas que podiam ser incluídas em jogos novos e tal. Um exercício de fanboyismo, até. Mas um exercício produtivo.

    Em um post recente dessa série (o último, na verdade), Jonathan Holmes sugere uma simples mudança na série GTA. Até agora, todos os GTA foram estrelados por homens, sociopatas e sem muito a perder. Eu não conheço muito CJ, Tony Vercetti e o outro cara, mas Niko Bellic, que todos afirmam ser o protagonista mais profundo e convincente da série, nada mais é do que alguém sem limites e que só se interessa por dinheiro. Ele tem um passado, tem desejos, tem sonhos, mas em nenhum momento ele é simplesmente obrigado a entrar no mundo do crime. Entra porque é um sociopata, e parece gostar. Tudo que ele tem é um primo distante, afinal. O que está em risco?

    A idéia do redator é mudar algo simples, mas que alteraria completamente o peso narrativo e a importância cultural do jogo. Ele sugeriu que fosse mudado apenas um detalhe: o sexo do protagonista.

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  • KillZone 2: Inovar é preciso

    Já não vi isso antes?

    Uns dias atrás apareceram umas novas imagens de KillZone 2, o FPS da Guerilla exclusivo do PlayStation 3. Soldados com armas grandonas, explosões, aliens mal encarados. Já não vimos isso antes?Não digo que o jogo seja ruim. Pelo que é mostrado desde a E3 do ano passado, KZ2 vai ser um shooter bacana, com um visual bonitão e um multiplayer divertido.

    Mas até aí, não têm nada que o diferencie da concorrência, tem? Eu acho que pra sobreviver nesse mercado mega-competitivo, onde fazer jogo é caro e comprá-los também, o game tem que se diferenciar dos outros. E tem que fazer isso logo de cara. Dizer a que veio e conquistar o jogador nas primeiras imagens, têm que deixar os críticos babando e viciar completamente nos primeiros quinze minutos de jogatina.

    Algum executivo lá da indústria gamística incluiria “e tem que vender um milhão de unidades na primeira semana” mas isso eu acho que é consequência da qualidade e do hype provocado pelo jogo. Como me disse uma vez o amigo Marcos Diniz, lá do GoLuck, “novidades, Pablo, novidades”.

    Tem quem diga “Ah, mas é um jogo de tiro. Como é que vai inovar num jogo de tiro?” e se contente que o jogo faça o arroz-com-feijão do gênero bem feito. Halo, BioShock e Battlefield são só alguns exemplos de FPS que trouxeram novidades ao gênero. Ou seja, épossível. É só ter talento.

    Então, caras da Guerilla e da Sony, cadê as novidades? Não precisa ser um jogo igual ao primeiro e fatídico vídeo de KillZone 2. Quem sabe no próximo vocês cheguem lá. Mas para agora mostrem algo que não tenhamos visto em outras dezenas de jogos. Me dêem algo novo!

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  • Atualização importante em 11/06/2008: foi trazido à minha atenção por um leitor do Continue o fato de que este texto, publicado pela Suzana Bueno, é “praticamente uma tradução” do texto Are all videogames doomed to irrelevance?, do blog Controler Freak, cujo crédito não foi dado. Com o intuito de preservar a transparência que este blog sempre teve para com os seus leitores, quero informar que já dei uma “bronca” na Suzana — que disse que, “na pressa, simplesmente esqueci de linkar” — e agora estou aqui dando o crédito onde é merecido.

    Fabio Bracht, editor e apagador de incêndios.

    laranjamote1.jpg

    [Fabinho viajou, então estou tomando conta da Discussão, e decidi abri-la mais cedo pois o feriado vai ser longo, assim podemos fofocar mais intensamente (ui!). Créditos da imagem vão ao Platy, um de nossos comentaristas diários. Valeu!]

    Se Laranja Mecânica, do gênio Stanley Kubrick, tivesse sido lançado hoje, em vez de em 1971, eu tenho certeza absoluta que ele seria aclamado pela crítica como um dos maiores filmes de todos os tempos, com o mesmo fervor e polêmica que causou trinta e poucos anos atrás. É uma obra de arte atemporal, tal como quadros de Leonardo da Vinci ou as igrejas medievais européias.

    Mas peguemos Super Mario Bros. É um jogo impressionante, mas e se ele fosse lançado hoje, em vez de em 1985? Ele teria sido o fenômeno que foi há exatos 23 anos? Provavelmente não.

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  • Biito!

    Olha eu aqui, escrevendo a minha primeira “Discussão de Fim de Semana”! :D

    Sempre gostei dos tópicos abordados nessa coluna e mais ainda dos comentários e discussões que surgem na sua sequência. E agora o Bracht me deu a chance de começar uma eu também. E o tema de hoje, como o título já diz, é moda. Moda Gamer, para ser mais preciso. E não falo do estilista Karl Legerfeld ser DJ em Libert City, mas sobre o que nós, jogadores entusiastas de videogame, vestimos.

    Parece um assunto frívolo, mas não é. Eu já trabalhei com Moda e antes que alguém faça um comentário engraçadinho, adianto que é um negócio sério e quando analisado de um ponto de vista acadêmico, descobre-se que a Moda apresenta uma profundidade antropológica e sociológica impressionante.

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