
Se alguém ainda tem dúvidas de que o Brasil está no caminho certo para um futuro brilhante no mercado de videogames, esta dúvida deve ter se enfraquecido bastante nos últimos meses. Apesar de não ter rolado nenhum Megaton, as múltiplas boas novidades que aconteceram nos últimos, sei lá, 10 ou 12 meses são suficientes para concluirmos algo bem simples e direto: o mercado está aquecido.
Tão aquecido quanto aquela panelinha cheia de água no fogão, quase burbulhando, só esperando o miojo (de tomate da Turma da Mônica, no meu caso). Se tudo correr bem, em breve teremos uma bela porção de macarrão para colocar neste mercado aquecido, e aí são só mais três minutos até termos um suculento miojo sabor Desenvolvimento do Mercado acompanhado de um temperinho chamado Games a Preço Justo.
Estou viajando? Talvez. Mas se todo mundo estiver viajando como eu, essa viagem torna-se a única realidade possível.
Por isso a discussão deste fim de semana pergunta: o que podemos fazer? Se o mercado está aquecido, nós podemos ser considerados o fogo, ou pelo menos o gás que o acende. Precisamos fazer a nossa parte. Mas como? Mandar emails para os homens de Brasília cobrando aquele projeto de lei? Comprar originais em lojas nacionais? Adotar um pirata e tentar “convertê-lo”? Tenho certeza que tudo isso ajuda, mas deve haver formas mais criativas. Vamos nos unir e pensar em ações concretas que todos possamos fazer, se é que elas existem.
Alternativamente, um outro tópico que pode ser discutido é o bem menos positivo, mas talvez tão relevante quanto, “Vai mudar mesmo?”. Sempre tem quem ache que tudo é fogo de palha e que o Brasil ainda está bem mais longe do que a gente acha de se tornar um mercado decente. Eu gostaria de ouvir o argumento desses caras também, já que isso também rende assunto.
[Nota do Bracht: eu fiquei "offline" no fim de semana e combinei com o Pablo Raphael para que ele escrevesse e publicasse uma Discussão no Fim de Semana por conta própria, sem ter que passar pela minha edição. Mas acho que o camarada esqueceu, porque cheguei aqui hoje e vi o post "Pending Review".
Tudo bem, PR, a gente te perdoa. Mas só porque a discussão é realmente muito pertinente e bem apresentada!]
Uma das melhores coisas desse mundinho conectado deveria ser a tal da versão demo. Não é novidade, principalmente para quem joga no PC, mas se popularizou bastante com a consolidação das redes online nos consoles domésticos. Antes de comprar, baixe o demo e sinta um gostinho do jogo. É a experiência em primeira mão, com um impacto potencial no usuário muito maior do que previews, reviews, propagandas de página dupla ou vídeos na Internet. Se você gostar, vai comprar para continuar o jogo.
Essa é a teoria. Na prática, todo tipo de resultado possível e imaginável acontece quando se trata de versões de demonstração. Jogos ruins parecem melhores do que são e bons títulos podem parecer chatos e entediantes. E as vezes o jogo é exatamente o que estamos vendo, mas pensamos “é só o demo, no final vai ser melhor”. Dá pra confiar no demo? Vou compartilhar algumas experiências, a minha opinião e esperar as opiniões e histórias de vocês, depois do Continue.

O leitor Daniel Trezub prometeu que vai continuar com a há muito tempo abandonada série Os Incansáveis (já tem até o jogo escolhido para escrever, e é um dos preferidos da galera, que eu sei), mas por enquanto ele resolveu traduzir um texto ótimo que encontrou no Ars Tecnica, sobre os problemas enfrentados atualmente pela Microsoft com o Xbox 360.
Uma leitura muito interessante e que pode gerar boas discussões. Mesmo que o Fim de Semana tenha acabado do terminar.

Quando o Phantom foi anunciado, em 2002, a promessa de uma biblioteca de games inteira sendo distribuída apenas em formato digital, sem opção de usar mídia física, parecia algo diferente demais para ser verdade. Diferente demais para dar certo. Hoje, apesar do Phantom estar sentado à direita de Duke Nukem Forever no reino do vaporware, ninguém em sã consciência pode negar que a distribuição digital de games veio para ficar. No mínimo.

Eu não sei como é com vocês, mas eu não tenho tanto tempo quanto gostaria para jogar videogame. Quando era pequeno, o mundo era mais simples e livre de responsabilidades. Chegava o fim de semana, era hora de passar na locadora: meu pai pegava uns filmes, e meu irmão e eu alugávamos um jogo cada um. E assim tinha algumas horas do sábado e do domingo para me divertir com o bom e velho Nintendinho. Nas férias de julho, nas quais eu não viajava, passava a semana toda debulhando joguinhos em frente à televisão. Minha mãe tem fotos da gente jogando Punch Out! e Battletoads, no verso das quais está escrito “Férias de Julho de 1990″.
Saudosismo inútil? Nostalgia inglória de dias mais simples? Talvez. Mas servem para ilustrar o ponto que gostaria de discutir nesse fim de semana.
Os jogos eletrônicos são uma mídia nova, sim, mas já não tanto. Os primeiros jogadores já têm filhos há tempos, talvez até netos, e mesmo muitos dos que chegaram um pouco atrasados à festa — lá pelos idos dos 8 ou 16 bits — já têm seus rebentinhos torrando a paciência para pegar num controle. Ou seja, jogatina entre pais e filhos já não é nenhuma novidade.
Neste que é o primeiro dia dos pais da história do meu filho (o Continue! :P), aproveito a discussão de fim de semana para perguntar a vocês: como é sua relação pai/filho/game? Se você é um papai, quais jogos gosta de jogar com o pequeno (ou pequena)? Quais não deixa ele jogar? Quais gostaria mais que ele jogasse? Você acha que os jogos desempenham um papel relevante na educação da criança?
E se você é filho de pai gamer, como é a experiência de jogar com o velho? Quais jogos vocês já detonaram juntos, quais ainda pretendem detonar?
Mal posso esperar para ouvir as histórias de vocês.
Quanto a mim, não tenho nada para compartilhar sobre esse assunto. O mais próximo de um filho que eu já tive é a minha gata Zelda, e o mais próximo de um videogame que o meu pai chegou foi meia partida de boliche no Wii ano passado. Mas tem um jogo que eu já separei na estante para jogar com o meu futuro mini-me: Viva Piñata. É.
O tema da discussão do fim dessa semana (ou início, já que já é domingo…) não poderia ser mais simples. Portanto, vou direto ao ponto: quero perguntar a todos qual foi o momento — ou um dos momentos — mais catártico da sua história gamer?
Falo daquele momento em que você literalmente largou o controle, levantou do sofá e comemorou como se fosse o último gol marcado em uma disputa de pênaltis de final de copa do mundo. Aquele momento em que você fez algo que deixou de ser apenas mais um objetivo cumprido para se tornar uma espécie de realização pessoal, tão importante quanto ter passado de ano depois de um último semestre completamente pendurado nas notas.
Eu tenho dois ou três desses momentos para compartilhar, e depois é com vocês.
[Spoiler Alert!] Pequenos spoilers de Gears of War e grandes spoilers de Call of Duty 4 à frente.

Este é só um trechinho do texto genial que me foi passado ontem pelo meu grande amigo Julio Bassi (que também atende pela alcunha de Imperial°Spirit):
Sempre que você vir ‘jogos casuais’ nas notícias, simplesmente troque a palavra ‘casuais’ por ‘retardados’ e você verá como ela realmente é percebida pela indústria. “Há uma explosão de jogos casuais!” deve ser traduzido para “Há uma explosão de jogos retardados!”. “EA Casual Games Division” realmente é traduzido para “EA Retard Games Division”. “Por que você está chamando jogadores casuais de retardados!?” rosna um leitor.
Eu não estou. Estou dizendo que a indústria hardcore é quem pensa assim. Para eles, ‘casual’ é apenas uma forma de dizer ‘bobo’.
O texto foi escrito (muito bem escrito, diga-se de passagem) por um cidadão chamado Sean Malstrom em seu site/blog pessoal e comenta sobre a estratégia da Nintendo para conquistar novos jogadores e como suas atitudes vêm sido erroneamente interpretadas pelos analistas, third parties, jornalistas, a indústria como um todo e até VOCÊ, gamer hardcore.
Não poderia ter vindo em momento mais oportuno, já que todos ainda estamos perplexos com a falta de atenção aos games “não-casuais” na conferência da Nintendo para a imprensa na E3. Recomendado pra todo mundo que se pergunta quais serão os próximos passos tomados pela Nintendo e àqueles que acham que nunca mais terão um Zelda ou um Metroid de verdade.
Depois de clicar no continue, você vai descobrir porquê os jogos de empresas como a Big N e a Blizzard reúnem mais fãs que as demais, a verdade por trás da estratégia do blue ocean da Nintendo, a causa do fracasso nas tentativas de outras produtoras de embarcar no sucesso do Wii e, principalmente, porquê o Zelda mais hardcore de todos os tempos pode ser só uma questão de tempo.
Antes de prosseguir, apenas um aviso: o texto a seguir é um dos mais geniais já publicados no Continue. Mas também é um dos maiores, senão o maior.
Quem está no clima para uma boa enquete e um punhado de flame wars? Eu estou!
Aqui estão os nossos posts sobre cada uma das três conferências: Microsoft, Nintendo e Sony. Responda a enquete abaixo e depois, na melhor parte, justifique seu voto nos comentários. Especialmente se você votar na Nintendo.
Só lembrando que, sim, a feira ainda não acabou, muita coisa ainda pode acontecer e ser mostrada. A pergunta aqui é a julgar pelas conferências, quem ganhou? E por quê?
A tirinha foi uma dica do leitor Bocão. Valeu!
Pode acontecer de alguns não gostarem do que eu vou fazer agora, classificarem como preguiça ou qualquer outra coisa, mas eu vou fazer porque me deu vontade. Não é assim que funciona um blog, afinal?
Eu tenho um assunto na manga, mas ele vai ficar para semana que vem — se ainda for relevante. Hoje o Fabio “Fabão” Santana publicou no seu blog, talvez não por coincidência, um ótimo debate. Qual a serventia dos críticos de games? Para que serve aquele carinha que senta na frente do computador, batuca num teclado suas opiniões sobre um jogo durante alguns minutos e depois publica, crente que serviu para iluminar a vida de alguém? Falar sobre reviews/resenhas/análises/criticas é falar sobre um dos meus assuntos favoritos.
Portanto, não vou fazer o que eu costumo fazer sempre — pegar o gancho de outra discussão e trazê-la para cá. O que eu proponho dessa vez é que todos nós cliquemos aqui e comentemos lá. Por quê? Primeiro porque lá o assunto já foi lindamente iniciado, e seria ideal que lá mesmo ele se desenvolvesse. Segundo porque, por mais que eu queira fazer do Continue o maior e melhor blog de games do Brasil, eu nunca vou cometer o erro de achar que somos o único blog que você pode gostar (razão pela qual não poupamos links por aqui). E terceiro porque eu acho uma puta injustiça que nós tenhamos mais de 500 assinantes de feed, enquanto o Fabão — que põe num post a qualidade que a gente se esforça ara alcançar em uma semana de posts — não tenha nem 50 (ainda). As nossas Discussões de Fim de Semana costumam ter quase 40 comentários, então eu quero ver esse número de gente comentando lá no Gamer LifeStyle.
Go and make me proud.