Tenho que admitir que por algum tempo The Conduit passou desapercebido por mim. A arte não era lá muito original e, bem, não tinha nenhum número no final do nome, então me parecia mais um daqueles tiros no escuro que as produtoras têm dado pra ver quando vão finalmente acertar o alvo no Wii. Felizmente, parece que eu me enganei. The Conduit é o shooter em primeira pessoa mais promissor do Wii desde… bem, desde Red Steel. Mas isso não vem ao caso!
O que importa é que o jogo dá uma aula de como fazer uso do console revolucionário, em vários aspectos. Para começar, no acabamento visual. O pessoal do IGN dizia estar jogando em uma TV de alta definição quando várias pessoas passava e perguntavam: “é de Xbox 360, esse?” tamanha era a beleza dos cenários e personagens apresentados na tela. E como você pode conferir nos vídeos, é tudo bem definido, com texturas extravagantes e cenários bem abertos, como em poucas outras aventuras de third parties em terras nintendisticas.
Mas não é só isso. Se você ligar agora The Conduit também conta com a jogabilidade mais fantástica que alguém já poderia ter imaginado no Wii simplesmente por um motivo: você pode customizar praticamente todas as opções de acordo com seu gosto! Dá pra controlar a velocidade que o personagem corre, o tamanho do ‘quadrado limitador’ que define até que ponto a partir do centro da tela a sua retícula pode estar mirando sem a câmera se mexer (mais ou menos o que muda em Metroid Prime 3 ao mudar a dificuldade dos controles) e uma penca de outras opções. E o melhor: tudo isso em tempo real! Ou seja, dá para testar imediatamente cada pequena mudança que você faz para deixar tudo nos trinques e sair destruindo monstrões.
O jogo também é promissor em outros aspectos, como no enredo e no visual sci-fi à la Metroid. Mas pouquíssimos detalhes foram revelados, então vamos nos ater ao que sabemos. Infelizmente, o jogo não tem data de lançamento definida porque, pasme, ele não tem distribuidora! Onde já se viu isso? Tem um monte de empresa publicando centenas de jogos bobíssimos para Wii e nenhuma se interessa em pegar um jogaço desses!
[via IGN]
Eu já sei como vou passar as noites de fim de sexta e sábado a partir de novembro: com mais quatro amigos, enfrentando a Horda de inimigos que vai estar me esperando em Gears of War 2. Chris Kohler, do Game|Life, jogou na E3 e, pelo que ele escreveu depois, no blog dele, eu concluo que essa pode vir a ser simplesmente a melhor experiência online do Xbox 360.
O modo (que vai ser chamado de “Horde”) é simples. Forme um time de cinco com os seus amigos e enfrente ondas infinitas de inimigos em mapas não muito grandes. As ondas (”swarms”) têm dificuldade progressiva e há 50 delas. A primeira é composta de nem meia-dúzia de inimigos que mal vão dar para o cheiro, mas na última eu imagino que apareçam cinco inimigos fortíssimos por metro quadrado do mapa. Segundo Kohler, o time da Epic só consegue ir, normalmente, até a 27ª onda.
Outra coisa que o gringo descobriu conversando com os representantes da Epic no estande é uma das melhores estratégias para se dar bem nesse modo: achar uma construção com muitas portas, se tocaiar lá dentro com o time todo e ficar matando os inimigos à medida que eles tentam entrar. Na minha época de GoldenEye 007 isso se chamava “guardar caixão” e era terminantemente proibido pelas regras informais da turminha!
Se você é do tipo que sempre come mosca e acaba tomando tiro demais, não se preocupe: em vez de morrer, você fica simplesmente rastejando de maneira humilhante pela fase, até que um inimigo venha pessoalmente pisar na sua cabeça. É claro que um dos seus colegas de time pode chegar até você e te reviver antes que o espaço entre o chão onde a sua cabeça deita e a bota de um inimigo seja de menos de três centímetros.
E mesmo que você realmente morra, ainda há uma chance. Se o resto do seu time conseguir derrotar todos os inimigos daquela onda, você volta vivo para enfrentar a próxima. É claro que isso não significa que você vai escapar de ser zoado pela galera. Se alguém jogar comigo e morrer antes das 25ª onda, o apelido vai ser “Noobus Fenix”, já tô avisando.
Imagine como vai ser lindo jogar isso. Ah, mal posso esperar!

Fique à vontade para roer as unhas com God of War 3, Resistance 2, MAG ou qualquer outro jogo de PS3. Para mim, nenhum jogo do console chega sequer perto da expectativa que LittleBigPlanet causa. Qualquer coisinha nova que alguém tenha a dizer sobre o jogo, para mim é como uma garrafa de Guaraná Kuat com Laranja no deserto (não recebi nada pra escrever isso, mas, pessoal do marketing, entre em contato que a gente conversa
).
E o Kotaku, que deu uma jogadinha em LBP lá na E3, trouxe mais algumas gotículas de informação:
Sede saciada! Por enquanto.
A cada dia que se passa eu gosto mais da empresa representada pelo logo aí em cima. Eles fazem bons jogos, eles têm game designers simpáticos, eles até vão abrir um estúdio no Brasil. E os caras sabem fazer uma conferência digna de uma E3, diferente de umas outras produtoras.
Não vou me estender falando de tudo o que rolou. Tivemos uma boa cota de números e principalmente de games casuais embaraçosos. Se por um lado Rayman Raving Rabbids TV Party parece ser a coisa mais divertida para se fazer com um Wii Balance Board, por outro lado jogos com aqueles PetZ, a linha Imagine It e os “for girls” são fofurices para ganhar uns trocados do tal público casual, principalmente de menininhas com menos de 10 anos de idade: o futuro da “brincadeira de boneca”. Duvido que a Jade Raymond ou as primas do blog Girls of War curtam um único desses “games for girls”.
O que interessa mesmo são os jogões que apareceram por lá. Confira conosco, depois do continue.

Ontem, no post sobre a super bacana conferência da Nintendo, eu só citei por alto os nomes dos jogos anunciados, sem entrar em detalhes. Como prometi um post com mais detalhes sobre eles, aqui está.

Assim que a conferência da Microsoft acabou, eu tive que tirar um tempinho para respirar. Talvez por eu ser facilmente empolgável, ou talvez por eu não ser tão íntimo da Microsoft como empresa de games (não faz nem um ano que eu tenho um videogame dela), eu não estava esperando muito.
Na minha cabeça, teríamos muito Halo, muito Gears of War 2 e o anúncio de um novo hardware ou controle com sensores de movimento. E talvez um redesign da Dashboard do console. Não tivemos tudo isso, mas tivemos um montão de outras coisas.
Ao entrar no palco, Don Mattrick (chefe da divisão de entretenimento eletrônico da Microsoft) não saiu destrinchando muitos números. Não, ele foi direto à ação. Em cinco minutos, estávamos assistindo ao primeiro trailer.

Quantos clones de GTA você conhece, leitor? Sem pensar muito me vêm ao menos cinco na cabeça, mas se eu parar para pensar um pouco, acredito que a lista é bem extensa. E nenhum deles têm o carisma do jogo que copiam. Alguns até são legais, mas a maioria fracassa vergonhosamente. Talvez por isso sempre que vejo as expressões “mundo aberto” e “liberdade de ação” nos press-releases que os produtores soltam por aí, fico com receio de que seja mais um clonezinho mixuruca da franquia da Rockstar.
Felizmente, não parece ser o caso de Ride to Hell, jogo recém-anunciado pela produtora inglesa Deep Silver, que tem elementos novos o suficiente para ser muito interessante sem precisar ser comparado a nada. O jogo explora o universo dos motociclistas dos anos 60 e 70. Pense em filmes como “Easy Rider - Sem Destino”: choppers estilosas, jaquetas de couro, bares de beira de estrada e claro, Steppenwolf tocando “Born to be Wild” ao fundo. Melhor ainda: para entrar no clima, assista a abertura do filme aqui embaixo
Basicamente, em Ride to Hell você e sua gangue viajarão de moto pelo oeste norte-americano, encarando outras gangues de motoqueiros. Simples, né? Claro que tem mais, afinal, os caras prometem uma história épica e cheia de ação, mas de uma forma muito resumida a premissa é essa. Se a minha opinião vale alguma coisa, é uma premissa muito foda!
Como sempre, o jogo promete muita liberdade de ação desde o princípio e, segundo o press-release dos desenvolvedores, é bastante imersivo, colocando o jogador dentro da cultura das gangues de motoclicistas da época: espere por bebedeiras, sexo, drogas, rock’n'roll, hippies, brigas violentas e muita ação. A Deep Silver está cuidando para que todo o projeto visual, cenários e também a trilha sonora do jogo se encaixe no estilo artístico do fim dos anos 60.
A Deep Silver é uma produtora européia com bastante tempo na estrada mas pouco conhecida nos Estados Unidos. Agora, a empresa aposta em Ride to Hell para acelerar de vez no mercado norte-americano.
E eu espero que Ride to Hell seja um jogo tão bom quanto GTA ou Máfia, capaz de se destacar dos outros tantos games parecidos que pululam por aí, porque o mercado está carente de boas idéias originais. Desde Full Throttle que não vejo um jogo de motoqueiros decente, já está na hora de alguém fazer isso. Se Ride to Hell vai ser bem-sucedido em sua proposta ou vai para a vala dos comuns, só saberemos com certeza no final de 2009. Se tudo der certo.
Um detalhe interessante: o press release comunica apenas que o jogo será lançado para “os consoles da nova geração e para o PC”. Xbox 360 e PlayStation 3
são escolhas óbvias, mas será que as gangues de motoqueiros invadirão também o pequeno Wii
?
[via Kotaku]

A Atlus anunciou durante o evento Anime Expo as datas de lançamento de seu novo RPG para o PlayStation 2.
Trata-se de Persona 4, continuação direta de um dos melhores RPGs de 2007, que ganhou uma versão expandida recentemente, lembram?
O enredo é novo e a aventura se passa no interior do Japão e não mais na metrópole de Persona 3. Há também mudanças no clima, que pode ser ensolarado, com neblina, chuva ou neve e afetará no desenrolar do jogo. Por outro lado, permanecem os sistemas de batalha por turno e os elementos de simulação social que constituem o diferencial da série.
Persona 4 chega ao PlayStation 2 no dia 10 de julho no Japão e no dia 09 de Dezembro nos EUA.
[via Finalboss]
FPS espacial do DS? Aham. Loading durante uma descida de elevador cilíndrico? Tem. Inimigos flutuantes? Confere. Tiros para abrir portas? Eu vi. Mapa semi-holográfico com distinção de cores entre os locais visitados e não visitados? Tá lá. Interface meio estilo andróide? Também.
Você acha que eu estou falando de algum Metroid? Até poderia estar, mas não. O jogo que eu estava descrevendo é Moon, futuro jogo da Renegade Kid, que já fez Dementiun: The Ward. Pelos vídeos que vi (e posto aqui), parece ser bem legal, especialmente para os órfãos de Metroid Prime: Hunters.
Detalhe: tem até algumas partes em que personagens conversam por alguma espécie de comunicador, e a tela que mostra esse diálogo é assustadoramente parecida com a das conversas por Codec de Metal Gear Solid. É isso aí.
Outro vídeo depois do continue.
[via SR388 Sanctuary]
A Blizzard é foda. Onze anos depois de praticamente criar o subgênero “RPG de ação” e oito anos depois de lançar aquele que eu considero o jogo mais top de todos, finalmente oficializou a terceira continuação da série Diablo. Já se suspeitava de algo assim vinha por aí desde que a produtora anunciou vagas para um novo projeto envolvendo o time responsável pelos jogos Diablo anteriores. Mas em se tratando da Blizzard, eu só acredito nos rumores quando a própria se manifesta. E no último sábado, dia 28 de junho, foi isso que aconteceu.
O maior clássico do hack’n’slash está de volta e você pode conferir tudo aqui no Continue. Mais detalhes e mais um (longo) vídeo estão à espera de quem clicar para ler o resto do texto. A gente pode até não postar primeiro, mas faz o possível para postar melhor!