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History is written by the victor

Archive for the ‘Opinião’ Category

[Opinião] Power Gig: a realidade entrando de fininho nos jogos musicais


  • Nas categorias: Farpas, Opinião

Há alguns dias, acho que terça-feira, o Fabio me mostrou esta notícia e me pediu para fazer um post com a minha opinião de guitarrista purista. Trata-se de um novo jogo, chamado Power Gig, na mesma linha de musicais de Guitar Hero e Rock Band. A diferença se torna óbvia pela imagem acima: cordas. O controle é uma guitarra com três quartos do tamanho de uma normal (maior do que a do Rock Band). Conectada a um amplificador, é uma guitarra; sincronizada com seu 360 ou PS3, é um controle. Bacana, né?

O jogo está sendo produzido pela novata Seven 45, que clama que um pack com o jogo, uma guitarra e uma bateria (ainda não revelada) terá um “preço competitivo” em relação a Guitar Hero 5 e Rock Band 2. Ainda está em estágios iniciais de desenvolvimento, mas vocês sabem como essas coisas voam.

Mas não é disso que eu venho falar. A notícia não me interessou por si, era um futuro previsível desde que começamos a ver guitarrinhas de plástico com alavancas e botões coloridos. Precisou deste post neste mesmo blog para eu finalmente conseguir bolar este texto.

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O futuro dos games é a vida real?

O jogo mais bem-sucedido do mundo atualmente se chama FarmVille. Você muito provavelmente já ouviu falar. Talvez até jogue. Há mais jogadores de FarmVille no mundo do que pessoas cadastradas no Twitter, e o Twitter é tão famoso que até o Dalai Lama usa.

E o Wii Fit? Quando foi anunciado, lá em 2007, eu e todo mundo que eu conhecia na época coçou a cabeça e concluiu algo parecido com “é, talvez faça sucesso”. Hoje o Wii Fit é uma das marcas mais lucrativas dos games, tendo sido responsável pela impressão de mais de um bilhão de fuckin dollars à Nintendo. De Guitar Hero pode-se dizer algo bem parecido. Um jogo com musiquinhas e uma guitarra de brinquedo. Ok, legal. Mas ninguém esperava, até saírem talvez os primeiros reviews, que a marca Guitar Hero e o gênero de “jogos musicais com instrumentos” chegaria onde chegou.

O que o FarmVille (e o Wii Fit, e o Guitar Hero, e o Mafia Wars, e os Achievements do Xbox 360, entre outras coisas) pode nos ensinar sobre o futuro dos games? O vídeo acima fala exatamente sobre isso e, apesar de longo, todos os seus 28 minutos são extremamente interessante. Você realmente deveria assistir.

Mas se você está com preguiça, falta de tempo, ou não entende inglês o suficiente para entender muito bem, vou resumir e comentar aqui o que o Professor Jesse Schell, da Carneggie Mellon University, disse à sua plateia no DICE Summit 2010, na palestra sobre games mais discutida da atualidade, para que depois você mesmo possa dar a sua opinião. ;)

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O incrível pack de jogos violentos do Wii


  • Nas categorias: Opinião

Desde que o Wii se firmou como “console casual” no mercado, algumas produtoras enxergaram um mercado “alternativo” sedento por jogos: o dos jogadores “hardcore”. A discussão é antiga e ninguém mais quer saber dela, mas justamente por causa disso o console ficou conhecido como “lar dos casuais e jogos hardcore abaixo da média”.

Mas claro que isso é culpa dos jogadores, que não compram os jogos! Pensando nisso, a Sega anunciou semana passada um bundle, Welcome to Violence, com três dos seus MELHORES jogos cheios de ultra-violência do console: The Conduit, MadWorld e House of the Dead: Overkill, exclusivo para a Austrália (pelo menos por enquanto), para atacar esse mercado novamente, contradizendo anúncios anteriores.

Vou deixar clara a minha opinião: não importa se esses jogos tem um gazilhão de litros de sangue, ou monstros que arrancam órgãos e cérebros voando para todo o lado, Sega. A razão dos “hardcore” comprarem não é por teimosia, e sim que os jogos não são grande coisa. O Metacritic me contradiz (com a excessão de The Conduit), mas esses jogos não passam de restos de carne transformados em embutidos que a Sega está tentando usar para alimentar um público que há tempos não come uma boa picanha. São jogos que só são aceitos, quando são, porque não se acha coisa muito melhor do mesmo gênero no console, e a gente tem que se contentar com isso, porque não temos Halo 3, God of War ou um Dead Space de verdade no console.

Sabe, Sega, eu acho que preferiria um bundle com três jogos da franquia Super Monkey Ball. Nessa vocês acertam.

Sobre Metroid: Other M


  • Nas categorias: Opinião

Não tem versão maior não, tarado

Metroid: Other M é um assunto delicado para alguns dos fãs da franquia. Ninguém sabe o que esperar dele, e ninguém sabe como se sentir sobre os novos elementos sendo introduzidos.

Mas será que eles são tão novos assim?

Eu estou vendo em todo lugar reclamações de que a Samus está sendo sexualizada, de que Metroid não deveria ter história, de que o Team Ninja vai arruinar a franquia, de que vai ser diferente demais, e até de que não vai ser Metroid em nada! Dá pra ver do que eu estou falando, né?

Bom, eu sei tanto sobre o jogo quanto vocês, mas vamos começar do zero: Other M é resultado de uma parceria entre a Nintendo e o infame Team Ninja, responsável por jogos com Ninja Gaiden e Dead or Alive. Basicamente, peitos saltitantes com uma pitada de ação, e é perfeitamente compreensível que você se sinta apreensivo sobre esta equipe estar cuidando de sua loira de armadura. Errado é achar que o Team Ninja vai transformar Metroid em uma de suas próprias franquias. Por quê? Saiba após o continue.

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Hoje pela manhã a SEGA fez aquilo que dela se esperava, tirando o véu do semi-misterioso Project Needlemouse. O que era apenas potencial virou promessa: o novo jogo do Sonic será tudo que os fãs sempre pediram, e que a empresa se recusava a fazer.

primeiro trailer divulgado hoje e o teaser da trilha sonora que saiu essa semana entregam o ouro. Nada de 3D (adeus, problemas de câmera e jogabilidade), jogabilidade clássica (corra para a direita, pegue anéis, pule nos inimigos, evite espinhos, chegue ao fim da fase com a sensação de não ter visto metade dela), musiquinhas bacanas, presença de velhos movimentos (como o Spin Dash), aventura solo do Sonic (sem coadjuvantes desnecessários), inimigos e cenários da época do Mega Drive refeitos em alta definição. É como se a SEGA estivesse dizendo em alto e bom som: “É isso que vocês queriam, né? Então tá, vamos fazer exatamente isso.”

Demonstrando extrema confiança no próprio taco, ainda batizaram o jogo de Sonic The Hedgehog 4. Não tiveram medo de posicionar o jogo lado a lado com Sonic 3, que é um dos mais citados quando se discute qual o melhor jogo da série.

Bolas. A SEGA tem.

Mas será que é suficiente?

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