
Ah, as maravilhas da tecnologia. Não é incrível que, em vez de um grupo de jornalistas seletivo, qualquer gamer (que tenha uma rede online decente) pode simplesmente baixar demos dos jogos mais esperados um bom tempo antes do lançamento?
Pois chegou a vez de Devil May Cry 4. Amanhã a Capcom disponibilizará um demo de um dos seus maiores games para 2008 - tanto na Xbox Live quanto na PlayStation Network. Você conhecerá Nero e poderá fazer uso de algumas de suas habilidades em um pequeno pedaço da aventura que, completa, sai apenas no dia 5 de fevereiro.
[via Destructoid]
Quando eu comecei essa coluna, a minha intenção era compartilhar com você vários dos ótimos webgames que eu conheci enquanto atualizava um site com esse tipo de jogo. Eu tinha — tenho, aliás — um repositório com dezenas de ótimos jogos só esperando para serem apresentados a você. Mas esta semana eu conheci tantos bons que os antigos vão ter que esperar.
Os de hoje são especialmente viciantes porque dois deles são online — um multiplayer, outro com conteúdo gerado pelos usuários — e o terceiro é tão ridiculamente simples que é impossível largar. Sem zoeira: eu perdi muito tempo dessa semana que passou jogando esses três joguetes.
Então aproxime-se do monitor, certifique-se de que o chefe não está no ângulo de visão, e vamos a eles!

Ou quase isso. Foi revelado anteontem (OLD!!11!) durante a CES que o PSP vai passar a ter suporte ao Skype, famoso software de conversas que faz uso da tecnologia VOIP. O produto poderá ser baixado através da própria rede online do aparelho e, é claro, será preciso de um headset para conseguir falar com os seu amigos gamers. Assim como na versão para PC, você também poderá comprar créditos caso queira fazer ligações para telefones convencionais.
Não chega a ser um iPhone, mas é uma alternativa bastante válida para quem quer se comunicar de forma prática e barata. O único porém é que a versão antiga do portátil vai ficar de fora da brincadeira. Segundo a Sony, devido à incompatibilidades técnicas.
Sei…
[via 1UP]

Recebi do leitor Rodrigo Van Kampen não um texto, mas uma dica e um pedido de ajuda. Como eu não sou louco de recusar um favor a alguém com um sobrenome tão imponente, vai a dica: o projeto mmmask - Massive Multiplayer Masks.
Trata-se de um projeto do Rodrigo que visa descobrir quem são as pessoas por trás dos personagens que você vê andando por aí nos mundos virtuais diversos. Além disso, é o seu trabalho de conclusão de curso um trabalho na faculdade. Até agora os resultados obtidos são interessantes em nível de curiosidade, mas ele me contou que depois tudo será compilado e convertido em um relatório único.
O único problema é que ele não está conseguindo muita participação na pesquisa. Então, se você joga ou conhece alguém que joga regularmente algum MMO, favor seguir as instruções do site e entrar em contato com o guri. Ele é gente-fina! ![]()
O primeiro post de verdade de 2008 já estréia uma nova seção/coluna/periódico/recorrente aqui no Continue: o Joguetes. Inventei este nome há exatos mais ou menos 37 segundos, quando o escrevi no campo de título, porque na verdade o nome pouco importa. O conteúdo é que é importante, e, sobre ele, prevejo que alguns vão amar e outros vão achar a coisa mais inútil do mundo: webgames. Joguinhos de passatempo que você pode jogar do conforto do seu navegador, enquanto espera entrar no ar o próximo post deste glorioso projeto de site.
Existe muita gente que tem um certo preconceito contra este gênero tão prolífico de games. Especialmente os chamados “hardcore”. Só que, assim… Eu sou um sujeito que pode ser classificado facilmente como hardcore, e nem por isso ignoro o fato de que existem idéias incríveis escondidas nos mais simples joguinhos, em arquivos que muitas vezes não chegam a 100Kb. Idéias que você rezaria para que fossem implementadas no próximo jogo de uma das suas séries favoritas.
Aqui na coluna Joguetes você vai ser apresentado a três destes por semana, toda segunda (é, eu sei que hoje é quarta, mas conta como segunda porque ontem foi feriado). Considerem isso a minha tentativa de amenizar um pouco o tédio de início-de-semana que assola todos os trabalhadores de escritório do Brasil. Depois do Continue você confere os primeiros três, e segunda que vem tem mais.
Como eu estou enrolando para começar esta seção desde que o site começou, vamos logo com isso.

Hoje não é quarta, mas apareceu no Kotaku bateu vontade de falar sobre um projeto independente. Project Valkyrie é um mod de Half-Life 2 baseado em Metroid Prime. Aparentemente, é uma tentativa de fazer Metroid funcionar em multiplayer. E, se é possível julgar pelos vídeos e imagens liberados até agora, parece funcionar.
Ah, mas tem um detalhe: o mod não é exatamente baseado em Metroid. Ou pelo menos é isso que a equipe de desenvolvimento quer que os advogados da Nintendo pensem. Sendo assim, só resta encarar as personagens femininas com armaduras deformadas, os canhões nos braços e as bolas que soltam bombinhas como uma grande “homenagem”.
O projeto tem lançamento previsto para março do ano que vem. Confira mais informações no link abaixo.
[Project Valkyrie, via Kotaku]

O Windows Media Player sempre foi, pra mim, um objeto de completa inutilidade. Desde que eu me conheço por gente, eu nunca precisei dele. Para ouvir música, comecei no Sonique, depois pulei pro Winamp e hoje uso o iTunes. Nunca fui de assistir muitos vídeos, mas hoje uso o BSPlayer que abre qualquer coisa. E ainda bem que eu não jogo World of Warcraft, senão iria ter que começar a usar o WMP.
Primeiro foi o pessoal dos fóruns europeus, depois o negócio se espalhou e os americanos também ficaram sabendo. Mas quando o WoW Insider testou o negócio e viu que funcionava, aí virou oficial: deixar o Windows Media Player aberto no background enquanto joga WoW acelera os tempos de loading! Não é bizarro?
Assim escreve NEX (Earnest Cavalli), antigo Destructoider que agora escreve para o Game|Life:
Depois de notar que os cidadãos do WoW Insider ofereciam suas próprias evidências anodotais para a viabilidade dessa hipótese, eu tentei o método por mim mesmo. Por abrir o Windows Media Player, deixá-lo em repouso, minimizado, e então jogar WoW, eu de fato percebi tempos de loading mais curtos, especificamente em seções de alto tráfego do jogo.
E a Blizzard já anunciou que está “de olho na questão”. Eu me pergunto, pra quê?

Há algo de podre no reino de Norrath. Mais especificamente, entre seus desenvolvedores e uma guilda de guerreiros. Há alguns dias, a Massively espalhou o boato de que uma guilda do Test Server de EverQuest 2, Unhallowed Triad, tinha sido movida para o servidor Unrest por meio de alguém da Sony Online Entertainment. Agora a coisa se confirmou.
“Tá, e…?”, você pode estar se perguntando. A questão é que um Test Server é um lugar mais hippie, onde você não precisa penar tanto pra ser feliz, você pode até logar e encontrar a arma mais legal do jogo dando sopa no chão, por exemplo. Ao menos essa foi minha experiência com Tibia [Nota do Bracht: TIBIA?! HAUAHUAUHAUHAUHAUH!!!], mas em EverQuest não deve ser muito diferente. Então imagine a maravilha que é evoluir e criar uma guilda em um server “de sacanagem”, pra então alguém chegar e mandar você e seus amigos viver em um lugar de verdade! É mais ou menos como se você pudesse entrar na Matrix, pegar a Jessica Alba e duas Ferraris de lá e trazer para a vida real!
É óbvio que uma coisa dessas é proibida pelos Termos de Serviço, mas aconteceu. Ao que parece, um membro da equipe de desenvolvimento do jogo é integrante da Unhallowed Triad. Tudo bem que ele jogue junto, mas fazer uma roubada dessas é algo que eu não via nem quando jogava em servidor caseiro de Ultima Online, com cinco pessoas nos horários de pico, dos quais três eram Game Masters.
De acordo com Alan Crosby e Bruce Ferguson, respectivamente diretor das Relações de Comunidades Globais (ahn?) e Produtor Sênior de EverQuest 2, isso foi feito pra “recompensar certos jogadores por seu trabalho duro no Test Server”. Ah, tá, trabalho duro no Test Server? Não seria mais legal eles terem trabalhado duro no servidor normal, como as pessoas que não têm amigos na equipe de desenvolvimento?
Sério, acho que nem em Tibia acontece esse tipo de coisa.
Ontem saiu no Gameblog que a Editora Europa havia lançado o seu tão necessário site de games. Até então, todas as revistas de games da editora vinham saindo com o endereço do Gameblog na capa, e ele nem de longe é um site apresentável para uma editora daquele porte. O que importa é o conteúdo, claro, mas aquilo era um blog com gambiarras e nada mais. E eles concordam comigo, eu acredito, ou o site não teria sido uma prioridade.
Eurogames é o nome da criança (belo nome, por sinal!), e o pai dela aparentemente é o meu grande amigo Gilsomar Livramento quem toma conta é a Flávia Gasi (que também assume, junto com o Nelson Alves Jr., a edição da ótima Revista Oficial do Xbox). O resto da redação européia de games participa também, claro.
O site já entrou no ar com bastante conteúdo. Tem desde notícias até os tão procurados detonados. E eu sou totalmente a favor de detonados na internet. Melhor lá do que ocupando espaço nas páginas que eu paguei pra ter.
O único problema ainda está sendo o layout. Como você pode ver na telinha acima, ele é bem bonito, mas tem várias coisas a serem ajeitadas. Especialmente em relação às fontes e à falta de um background que facilite a leitura. Os detonados são simples Ctrl+V do que foi publicado nas revistas. Não teria como ser diferente, claro, mas o problema é que o resultado vira um gigantesco bloco de texto assustadoramente grande. Sem nenhuma imagem, formatação ou conteúdo visual extra pra dar uma arejada na página, ler e seguir aquilo fica impraticável. Mas tudo isso são coisas que podem ser arrumadas com o tempo — e provavelmente serão.
A Europa vem fazendo um trabalho cada vez melhor de jornalismo de games, e o Eurogames, ainda que lhe falte amadurecimento técnico, é mais um passo nessa direção. Quem ganha somos nós, com o perdão do clichê.