“O sol se põe na savana africana e eu tento ignorar os mosquitos e as gotas de suor em minha face enquanto avanço cautelosamente, escondido em meio às folhagens. Qualquer movimento brusco pode entregar minha posição e semanas de preparação se perderiam.
Venho seguindo essa criatura há tempos, desde que sua existência não passava de um rumor, imagens confusas apresentadas em uma conferência distante dois continentes daqui. Informações vagas me trouxeram até o Kilimanjaro, uma das maiores reservas naturais do mundo e berço da própria humanidade. Passei por zebras, girafas e antílopes. Vi os grandes hipopótamos mergulharem no lago para espantar o calor e os mosquitos.
Argh! Esmago um deles rapidamente enquanto me deito junto ao solo. Estou diante do covil da misteriosa fera selvagem. Preparo minha câmera e ajusto a objetiva. Em alguns instantes ela irá aparecer. Penso em quanto os caras do Discovery pagarão por essas imagens e levo alguns segundos para perceber que o lendário e feroz felino não está em sua caverna. Está atrás de mim.”
Quem disse que a vida de um foto-jornalista em meio à exuberância selvagem não tem seu lado emocionante? É o que vamos descobrir no dia 28 de julho, quando Afrika chegar às lojas — ao menos as japonesas.
Enquanto o site oficial continua com seu anúncio de “coming soon”, eis que vazaram de uma dessas lojas gringas as características do recluso e misterioso projeto da Sony. A GameStar relacionou as características do jogo e o site gringo GamingToday traduziu e publicou. Finalmente sabemos do que se trata e… quem apostou em “Pokemon Snap“, acertou!
Eu fiquei decepcionado no começo. Imaginava que seria um simulador de vida selvagem, tipo um “SimJungle”. Mas pensando bem, se tivermos passagem de tempo e mudanças climáticas bem produzidas, animais que se comportam como suas contra-partes reais… isso pode ficar bem interessante. E vocês, leitores? O que acham?

Quando rolou aquela entrevista com o Marco Túlio sobre o projeto de lei para normalizar (não falo diminuir porque eles são irreais de tão altos) os impostos que jogam os preços dos nossos consoles e games nas alturas, eu fiquei, e tenho certeza que vocês também ficaram, muito triste em saber que o processo todo até a aprovação da lei ainda poderia levar um bom par de anos, no mínimo.
Porém, saiu hoje no MeioBit Games uma notícia potencialmente animadora, vinda de um lugar improvável: o 9º Fórum Brasil – Mercado Internacional de Televisão, que começou ontem e vai até amanhã. Segundo um dos agentes secretos do blog de games mais lido do Brasil (um dia a gente chega lá, embora já sejamos o 3º), que está presente no evento, isto foi o que aconteceu:
Sílvio Da-Rin, secretário de audiovisual do Ministério da Cultura, disse que já estão negociando com a área de Comércio Exterior para reduzir os impostos dos consoles no país. Eles também estão trabalhando no projeto de um laboratório de novas mídias, que tem como um dos objetivos criar demos jogáveis.
Não entendidi a segunda parte — demos jogáveis? De quê? Pra quê? –, mas a primeira é potencialmente animadora. Digo potencialmente porque já tivemos a nossa cota de políticos falando groselha sobre o mercado de games no Brasil, e nunca é demais ter um pé atrás nesses casos. E outra: como bem nos explicou o nosso amigo Marco Túlio, na entrevista linkada lá em cima, o negócio não ia demorar mais um par de primaveras pra acontecer? A não ser que estejamos falando de uma liminar, ou medida provisória, ou seja lá como eles chamam esse processo de colocar uma lei em vigor antes que ela seja realmente aprovada. Mas só eu acho isso extremamente improvável?
Também tem a possibilidade do Deus Ex Machina do tal lobby das grandes empresas de games (Sony, Nintendo, Microsoft, EA etc), que supostamente estariam fazendo pressão no governo há tempos, já, com o objetivo de tornar o Brasil um mercado propício para as suas entradas oficiais. Essa história do lobby rola desde nem lembro quando, e nunca foi confirmada ou desmentida.
Enfim… Veremos! Eu espero notícias boas, mas não vou me decepcionar se for fogo de palha. Otimismo cauteloso.
[valeu pela dica, Dori Prata!]
Foi inaugurada a primeira loja Sony Style no Brasil. Trata-se do ponto de venda oficial da Sony e fica no novo shopping paulistano Cidade Jardins, voltado para o consumidor AAA ou, como aprendi no MBA, “pessoas não-sensíveis ao preço”. A Sony fez um investimento total de dois milhões de reais que resultou em um belo espaço de 700 metros quadrados, divididos em dois andares: um para comercialização e outro para treinamentos e serviços especializados ao cliente.
Embora a Sony Style tenha o PlayStation 3 em exposição, ela não vende o console. Não vende nenhum console. Nada de videogames por lá. Imagino que lá você encontre televisores Bravia ultra-mega-fodões ou Notebooks Sony Vaio iguais ao do James Bond. Deve ter câmeras fotográficas, walkmans e outras quinquilharias chiquérrimas. Mas por algum motivo, o PS3 não é vendido na loja. Nem como leitor de blu-ray.
Deve ser uma estratégia para que jovens nerds desarrumados não infestem a loja e assustem os engomados clientes AAA. Supostamente, pessoas super-ricas não sensíveis aos preços não jogam videogames. Nem os filhos delas.
De qualquer forma, dá pra encontrar um PlayStation 3 por aí por uns R$1600,00 hoje em dia. Se viesse oficialmente, não custaria menos de três mil e ficaria encalhado na loja. Mas ainda assim parece uma oportunidade desperdiçada. Quem sabe nos próximos meses, os caras do marketing da Sony se lembrem de colocar o PS3 e uns jogos à venda por lá?
Ok, pára tudo. Pára, zit, stop, HALT! Assista ao trailer acima e me responda: sem contar a moda dos anos 80, essa não é a coisa mais ridícula que você já viu?
[via Kotaku]

Acredito que todo mundo aqui já tenha presenciado um verdadeiro OWNED, seja em fóruns, no MSN, nos comentários de algum blog, ou onde for. Um Owned bem feito é uma coisa linda de se ver. Memorável. Eu posso dizer que já vi alguns muito bons, mas nenhum que chegasse perto do que tomou o fulaninho identificado por DDF (Denis Duckfat, segundo me consta).
Um troll por vocação e paixão, DDF dedicava seus dias a trollear pela internet, falando mal de tudo e todos. Mas especialmente da popularíssima tirinha/blog Penny Arcade. Ele odiava tudo que tivesse mininamente a ver com Tycho e Gabe (os personagens da tirinha), especialmente o jogo da dupla que saiu recentemente para Live Arcade, PC, Mac e Linux.
Eu daria o meu chaveirinho do GTA IV para ver a cara dele quando, no último dia 21, o jogo foi lançado e com ele vieram as peças promocionais usando as palavras do troll para anunciar o jogo de maneira auto-depreciativa e humorística:

Um jogo que ele tanto se esforçou para xingar e menosprezar, agora usa suas próprias palavras para alavancar as suas vendas!
Repitam comigo: OWNED!!!

Ninguém sabe o que aconteceu, mas o fato é que a versão brasileira de GTA IV, trazida ao país pela NC Games, sofreu um atraso de cerca de duas semanas. O que, para um jogo como este, pode ser descrito como um atraso descomunal. Independente do que diabos tenha acontecido, parece que finalmente os mano resorvero as treta, certo, e vamos começar a ver o jogo em estoque nos sites e lojas do país.
Digo isso porque, há exatos dezesete minutos, a minha cópia foi entrege aqui em casa. E o pacote é tão bacana que eu resolvi escrever um Hands-on (Mãos-nele!) e mostrar para vocês. Não no sentido “morram de inveja”, mas sim para informar e ajudar na decisão de quem ainda não se decidiu por comprar ou não o jogo. (Hahaha, a quem eu estou enganando? :P)

Saiu no Nintenerds na semana passada e eu só vi (e fiquei de boca aberta) hoje: segundo um dos leitores do blog, o Tiago Pádua, um amigo dele comprou um Wii bonitinho, original e pãns, do Submarino, pagou R$1.700,00 e recebeu uma grande caixa de incomodações. Sei lá se é verdade mesmo, mas como estamos longe do primeiro de Abril, resolvi acreditar.
Você pode ver as fotos do produto clicando no link que inicia esse post, e segundo o texto enviado pelo Tiago Pádua ao Nintenerds, a coisa foi feia mesmo. O Wii:
Eu obviamente me recuso a acreditar que o Submarino tenha qualquer culpa nessa história. É claro que esse Wii foi adulterado antes de chegar ao estoque do site e tal, mas duas coisas não dá pra negar. A primeira é que alguém deveria ter notado que a caixa já havia sido aberta (por mais que tenham lacrado de novo, duvido que não dê pra perceber) e a segunda e mais importante é que o serviço de atendimento ao consumidor do Submarino tem uma missão especial nas mãos. Eles precisam resolver este problema de maneira exemplar, senão a coisa vai ficar feia pro lado deles sob a ótica do mercado gamer. Segundo relatos da vítima, não é isso que está acontecendo, e é por isso que é importante espalhar o fato em blogs e sites por aí.
O mais impressionante é que essa não é a primeira vez que isso acontece. Há não muito tempo, um carinha comprou um PS3 no mesmo Submarino e recebeu um tijolo rebocado. E não foi tão bem atendido.
Atualização importante em 11/06/2008: foi trazido à minha atenção por um leitor do Continue o fato de que este texto, publicado pela Suzana Bueno, é “praticamente uma tradução” do texto Are all videogames doomed to irrelevance?, do blog Controler Freak, cujo crédito não foi dado. Com o intuito de preservar a transparência que este blog sempre teve para com os seus leitores, quero informar que já dei uma “bronca” na Suzana — que disse que, “na pressa, simplesmente esqueci de linkar” — e agora estou aqui dando o crédito onde é merecido.
Fabio Bracht, editor e apagador de incêndios.

[Fabinho viajou, então estou tomando conta da Discussão, e decidi abri-la mais cedo pois o feriado vai ser longo, assim podemos fofocar mais intensamente (ui!). Créditos da imagem vão ao Platy, um de nossos comentaristas diários. Valeu!]
Se Laranja Mecânica, do gênio Stanley Kubrick, tivesse sido lançado hoje, em vez de em 1971, eu tenho certeza absoluta que ele seria aclamado pela crítica como um dos maiores filmes de todos os tempos, com o mesmo fervor e polêmica que causou trinta e poucos anos atrás. É uma obra de arte atemporal, tal como quadros de Leonardo da Vinci ou as igrejas medievais européias.
Mas peguemos Super Mario Bros. É um jogo impressionante, mas e se ele fosse lançado hoje, em vez de em 1985? Ele teria sido o fenômeno que foi há exatos 23 anos? Provavelmente não.

[Atualização: como sempre, os leitores dão um show à parte aqui nos comentários. Não deixe de ler, já que as informações postadas lá são mais esclarecedoras do qualquer uma que eu poderia ter escrito.]
Fresquinha do Gamer.br: por decisão da Microsoft Brasil, o Kit Nacional do Xbox 360 passa a ser comercializado por R$2.229,00 a partir de hoje, sofrendo uma redução de 11% do preço antigo, R$2.499,00 — que já era uma redução de 17% do preço praticado até poucos meses atrás, R$2.999,00.
Reproduzo abaixo o comentário que deixei no respectivo blog:
Não adianta baixar o preço. O problema não é o preço, o problema é o modelo: até onde eu sei — posso estar errado, mas acredito que não –, o modelo de Xbox vendido no Brasil é o antigo, ainda sem a placa-mãe Falcon. Qualquer um que der uma busca no Google a fim de se informar sobre o que deve ter em mente antes de comprar o seu Xbox, vai encontrar claramente a informação: “se não for com a placa Falcon, NÃO COMPRE porque dá 3RL”. Aí pode estar R$999 que nego não compra.
Sem contar a falcatrua da venda casada, que te empurra três jogos bem “marromenos” e uma faceplate que, convenhamos, só ocupa espaço.
Eu sou felicíssimo pelo fato da Microsoft estar presente e atuante no Brasil, e de certa forma até torço para que um bom número de troux… desinformados compre o console, já que só assim teremos a Live oficialmente no Brasil.
Mas melhor do que fazer, é fazer bem feito.
Opiniões dos leitores do Continue, por favor?

Se eu fosse fazer um Top X de “jogos que eu gostaria MUITO MUITO MUITO de ter jogado na época do lançamento, porque agora certamente não vou jogar mais”, Shenmue estaria entre os primeiros, com certeza. O clássico da SEGA para o Dreamcast é um daqueles jogos que, quem jogou, faz questão de espalhar que jogou. E de dizer como é bom, e de comentar sobre a pura maldade da Sega de não dar continuidade à história da série — que, segundo me consta, terminou sem concluir nada, já que o jogo foi pensado desde o início para ter mais de dois capítulos.
Se depender de um forte rumor que está rolando por aí, eu vou poder tapar esse buraco no meu currículo gamer. Segundo uma revista de games sueca (é, da Suécia) a SEGA pode estar planejando remakes dos dois primeiros episódios para o Wii. Saiu isso na revista:
Shenmue de volta!
A Sega recentemente relançou clássicos como NiGHTS, Bass Fishing e House of the Dead. Agora parece que Shenmue é o próximo. Mas não pense que se trata de um jogo novo; ao invés, eles vão trazer de volta os dois jogos originais com minigames-de-Wiimote extras, que serão lançados para o Wii.
Primeiro eu vi esse rumor no GoNintendo, que é um blog muito bom mas aparentemente não tão confiável (os caras postam tantas coisas no mesmo dia que eu duvido que verifiquem todas as informações). Mas agora já se espalhou por todos os lugares, e tem bastante gente acreditando que pode ser verdade. Eu não sei. Não duvido, mas também não acredito.
Mas que eu gostaria, não há dúvidas.