Quer um bom motivo para sentir inveja do pessoal do primeiro mundo? Então lá vai: a Microsoft anunciou que quem fizer a pré-compra de Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts vai ganhar um código especial para baixar de graça, e semanas antes do lançamento oficial, o Banjo-Kazooie original de N64, que será refeito para a Xbox Live Arcade. E a notícia fica melhor ainda: o Nuts & Bolts, assim como o novo Viva Piñata, está custando $39.99, sendo que o preço padrão para os jogos de Xbox 360 e PS3 é de 59.99!
Aí é que vem a parte ruim: essa pré-venda é, obviamente, só para algumas lojas, e, mais obviamente ainda, nenhuma brasileira. Até daria para comprar na Amazon, por exemplo, eles até entregam aqui, mas o preço aí já não vai valer tanto a pena quanto de repente esperar o jogo sair e comprar no eBay e depois pegar o BK da XBLA de maneira convencional. (Correção: A Amazon não entrega games no Brasil, conforme alguns leitores esclareceram nos comentários.)
Mas ainda assim é uma notícia boa. Um jogo esperadíssimo, quase certamente maravilhoso (de fato, acho que só perde para o Chrono Trigger DS em nível de empolgação pra mim), acompanhado de um grande clássico modernizado, e mais barato do que o normal, é sempre uma boa notícia. Isso que eu nem falei da integração entre eles. O seu progresso no Nuts & Bolts vai abrir conteúdo novo (que tipo? Não sei…) no BK! Eu acho que o mais apropriado seria o contrário, mas tá valendo.
Ah, e a estratégia da RARE + Microsoft parece estar dando certo. Vai lá ver qual é o jogo de 360 mais vendido do momento na Amazon…
[PS: Eu estou louco atrás dessa imagem em formato wallpaper. Se você souber onde eu acho, favor avisar!]
[via Destructoid]

Saiu um belo artigo no site da revista EDGE (que eu tô louco pra assinar, mas sai quase 250 reais por ano!) falando sobre a “importância cada vez mais importante” da América Latina para o mercado de games mundial. É interessante ler um texto desses, escrito por e para as pessoas de fora, pra ver mesmo como a gente não existe.
Está no próprio texto: “É simples assim, as fabricantes e publishers third-party não têm representação oficial do México para baixo”. Apesar de ser um certo exagero — afinal, a Microsoft tem representação oficial no Brasil e em outros países aqui nas adjacências continentais –, na prática é isso mesmo. O problema dos altos impostos do Brasil foi citado explicitamente, o que é sempre bom:
“Quando eu estava [trabalhando] na Lik Sang, nós éramos bem reconhecidos nos círculos gamers brasileiros. Mas isso nunca se traduziu em vendas semelhantes às de, digamos, algum país da Europa Ocidental (eu não estou comparando com mercados como Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Sudeste Asiático ou Europa Ocidental porque não faria o menor sentido). A razão principal era simples: quando um brasileiro encomendava algo eletrônico de Hong Kong, ele podia contar com uma mordida de 60% do leão dos impostos mais tarde no processo. Dos 105 países para os quais a Lik Sang já entregou, as costas sul-americanas eram um dos destinos mais caros para que os nossos carregamentos chegassem.
O autor ainda comenta sobre o problema da pirataria e até mesmo dá idéias para as empresas tirarem vantagem dele. Ele tem um argumento muito bom e um tanto óbvio: a pirataria desenfreada nos países pobres dá a marcas como PlayStation um marketing gratuito massivo, fazendo com que a Sony praticamente não precise se focar em propaganda e ações para introduzir e apresentar a marca aos consumidores, mesmo que seja uma marca que nunca esteve realmente naquela região. É como se eles já estivessem presentes lá, mas sem gastar nenhum tostão (e sem ganhar também, claro).
É uma leitura muito interessante e recomendada para o povo brasileiro, especialmente para o pessoal de Brasília.
Falaí, pessoal de Brasília! Eu sei que vocês lêem o Continue, então, ó, tá na hora de ficar esperto e diminuir esses impostos, hein? Aposto como vocês querem o progresso do Brasil, né?
Né?

O homem da imagem acima tem um desejo: chutar bundas no Brasil. Mas há uma bunda que nem mesmo ele pode chutar — a do governo. Em entrevista exclusiva ao UOL Jogos, no evento NEX (Nintendo Experience), no Panamá, o presidente da Nintendo of America foi o mais mais claro possível:
Graças à estrutura tributária, que transforma um produto viável em qualquer lugar do mundo em algo muito caro, nosso negócio é muito pequeno no Brasil.
Sentar e reclamar dos impostos, no entanto, não é o que a Nintendo faz. Há milhões a serem lucrados neste país selvagem, e a empresa os quer e está se esforçando para tê-los.
Estamos discutindo com alguns membros do governo brasileiro mudanças nos impostos e, obviamente, ainda não funcionou. Vamos continuar com tais esforços e parte do que estamos compartilhando [com eles] é, primeiro, que o mercado de videogames é enorme e vibrante, (…) e, em segundo lugar, que é algo que pode gerar emprego para milhares de pessoas, mas enquanto os impostos não mudarem isso não vai acontecer.
Aí está, gurizada. A Nintendo quer entrar no Brasil, mas quer fazer a coisa direito. O nosso governo, por mais [insira o adjetivo pejorativo de sua preferência] que seja — e É –, não vai deixar de apoiar empresas gigantescas como a Nintendo e a Microsoft por muito tempo. E está escrita a receita de um futuro com games mais baratos e impostos que não sejam dignos de se bater com a cabeça na parede em descrença.
O único problema é que ninguém sabe quando esse diabo de futuro vai chegar.

Impensável! Ultrajante! Anormal! Anomalia! Xbox vende mais do que PS3 no Japão!
E não é qualquer mais, é praticamente o triplo. O motivo, claro, é um JRPG, o que me faz questionar:
Tipo, putaquepariu! Tem tanta coisa boa no mundo pra se jogar, e os japoneses só compram os malditos RPGs! Monster Hunter, Phantasy Star Universe Portable, Fire Emblem, Dragon Quest V, qualquer remake de qualquer Final Fantasy para qualquer plataforma… É de se admirar que inclusive jogos de outros gêneros sejam sequer lançados por lá. Pra quê? Todo mundo vai estar matando o mesmo monstrinho da semana passada, aumentando level cegamente pra matar um chefão apelão cujo objetivo é justamente fazer os jogadores terem que passar uma semana matando o mesmo monstrinho pra fazer level.
E o pior é que os caras, além de só jogarem RPG, só jogam os mesmos!! Quando sai um diferentão, por mais legal que seja (meu exemplo é The World Ends With You), encalha nas malditas prateleiras! Fico puto!
Fiquem com os números da NPD enquanto eu vou lá tomar um chá de camomila:
» HARDWARE
01. DS Lite 60,434
02. PSP 58,501
03. Wii 38,506
04. Xbox 360 24,962
05. PS3 9,673
06. PS2 8,503
» SOFTWARE
01. [PSP] Phantasy Star Universe Prtbl. (SEGA) 148,000 / 490,000
02. [NDS] Fire Emblem: New Drk Drgn &…(Nintendo) 145,000 / NEW
03. [NDS] Rythem Tengoku Gold (Nintendo) 130,000 / 343,000
04. [360] Tales of Vesperia (Namco Bandai) 108,000 / NEW
05. [NDS] Dragon Quest V (Square Enix) 73,000 / 1,019,000
06. [NDS] Sangokushi Taisen Ten (SEGA) 33,000 / NEW
07. [NDS] Summon Night 2 (Namco Bandai) 30,000 / NEW
08. [WII] Wii Fit (Nintendo) 27,000 / 2,470,000
09. [WII] Mario Kart Wii (Nintendo) 23,000 / 1,656,000
10. [PS3] Soul Calibur 4 (Namco Bandai) 23,000 / 97,000

A Criterion anunciou no blog oficial do PlayStation que seu jogo de corrida destruição automobilística, Burnout Paradise, será comercializado por download na rede online do console da Sony. De acordo com os produtores, a versão da PSN vai incluir todo o conteúdo adicional lançado desde janeiro até agora e mais alguns extras, como novos veículos (incluindo as duas motocicletas), calendário de eventos, noticiário in-game e 70 novos desafios para os jogadores.
A edição “completa” de Burnout Paradise custará 30 dólares e deve estar na PlayStation Store em setembro ou outubro.
[via PlayStation Blog]

Um belo dia, o designer Cliff Harris, da semi-desconhecida (eufemismo?) produtora Positech Games, fez-se esta pergunta. Como não pudesse responder, o rapaz teve uma idéia de gênio, que nunca ninguém teve: perguntar! Fez um post no blog dele pedindo para que pessoas mandassem emails explicando porquê optaram por jogar versões piratas dos jogos da empresa dele em vez de comprar os originais.
Sem auto-justificativas, sem hipocrisia, apenas o motivo, claro e reto. Se fosse porque os jogos são ruins, que fosse dito. Se fosse porque são caros, que fosse dito. E assim por diante.
Vários sites resolveram publicar uma nota avisando sobre este post, de modo que Harris conseguiu uma enorme quantidade de respostas — algumas bem, er… notáveis. Então ele publicou os resultados (e também o que pretende fazer a respeito) aqui. Leia, é bem interessante.
Entre os maiores motivos estavam, claro, o preço, a comodidade e a própria qualidade dos games. Também houve aqueles que declararam simplesmente piratear por saber que não haveria consequências.
Ao contrário dele, eu não quero saber porquê você pirateia, caso você faça isso. Nós já falamos sobre pirataria neste e neste post, não estou interessado em iniciar outra discussão sobre o assunto. Fiz este post apenas porque me surpreendi de ninguém nunca ter feito isso (perguntar diretamente aos gamers), e da quantidade de repercussão que a história gerou.
[dica do leitor Álvaro Victor Cavalcanti, valeu!]
“One love, rasta!” “C’mom! Test me! I’m so pumped!” “That’s how we roll!” “Wassap mai breda?” Se nenhuma dessas expressões fez o menor sentido, talvez você não tenha jogado GTA IV ainda. Esperando uma versão para PC, talvez? Sim? Então, sua hora chegou. Quer dizer… não ainda, mas quase.
Como era de se esperar, o arrasa-quarteirão Grand Theft Auto IV vai ganhar uma versão para PC. A Rockstar confirmou a informação e já deu a data do lançamento: 18 de Novembro nos Estados Unidos e 21 de Novembro na Europa.
Sam Houser, fundador da Rockstar Games disse em press release exatamente aquilo que esperaríamos ler em um press release: que toda a equipe está excitada com a nova versão e que o jogo está rodando muito bem no PC e que é ainda mais bonito e yada yada. Espero que isso signifique “com menos bugs do que nos consoles”. Ao que parece o jogo será produzido pela Rockstar North. Não há ainda informações sobre o preço e nem a configuração necessária para rodar GTA IV no PC.
[via Kotaku] - PS: Não entendeu a legenda? Clique na imagem!

Pra quem ainda não sabia, a Nintendo juntou-se a mais 54 empresas de software — entre as quais figuram Arc System Works, SNK, Capcom, Koei, Jaleco, Square Enix, Sega, Taito, Tecmo, Hudson, Bandai Namco Games, The Pokémon Company e Level Five — em uma ação legal contra empresas que importam o famoso R4 Revolution, equipamento que possibilita o uso de jogos baixados pela internet no Nintendo DS, sem necessidade de desbloquear o aparelho. Como se você já não conhecesse.
As empresas alegam competição desleal e requisitam a interrupção das vendas, marketing e importação do acessório. Com razão.
O problema é que uma ação dessas causa duas impressões: a de se estar assistindo a uma batalha perdida (tipo Cicarelli versus YouTube) e, paradoxalmente ao mesmo tempo, um senso de urgência em quem queria comprar um R4 e ainda não o havia feito. O resultado, obviamente, foi um estrondoso aumento na procura pelo treco.
Tudo isso no apenas Japão, claro, ou você achou que o Brasil tem alguma importância pra esse monte de gente?
Embora a Nintendo e as suas colegas de auditório estejam completamente em seus direitos legais de lutar contra esse tipo de coisa, todo mundo sabe que não adianta: cada vez que a Nintendo anuncia que X unidades foram apreendidas, como se isso fosse grande coisa, o mundo pensa por dois segundos e chega à conclusão de que ainda existem 10.000.000X unidades de R4 à solta pelas lojas de todo o planeta Terra.
As únicas maneiras realmente efeitivas que as fabricantes de consoles têm para lutar contra a pirataria são 1) investir muito mais em métodos de validação de software, ou então usar mídias estranhas como os discos proprietários do antigo GameCube, ou 2) fazer como a Microsoft fez com a Xbox Live: desenvolver uma série de serviços bacanas que envolvam autenticação de hardware no servidor, bloqueando o acesso a quem for pego usando equipamento modificado para rodar pirata.
É igual treinar gato. Não adianta dizer “NÃO!!” toda vez que ele fizer algo que você não quer. A única coisa que funciona é mostrar pra ele como ele vai ter mais vantagens ou diversão sempre que fazer a coisa certa. Funciona.
Alguém aí conhece o Beettlejuice, aquela assombração bizarra do longa metragem “Os Fantasmas se Divertem“? Lembram que para ele aparecer, bastava repetir o nome do coisa-ruim três vezes? Começo a acreditar que o mesmo vale para outras assombrações, como por exemplo, Mortal Kombat.
Eu falava do jogo com o Fábio ontem a tarde e quando vou dar uma olhada nas notícias no fim do dia, eis que me aparece esse “lançamento” da Midway. Mortal Kombat: Kollection - não devia ser Kollektion? - é um box com três jogos da franquia para o PlayStation 2. São eles: Mortal Kombat: Deception (2004), Mortal Kombat: Shaolin Monks (2005) e Mortal Kombat: Armageddon (2006). Dos jogos lançados originalmente no PS2, o único que nem a Midway teve coragem de incluir aí foi MK: Deadly Alliance (2002).
Dos três jogos, eu acho que Deception é inútil nessa coletânea, uma vez que todos seus personagens e boa parte de seus cenários também aparecem em Armageddon. Bastava incluir os minigames Chess e Puzzle Kombat que acompanham o jogo e pronto. Dava na mesma. Shaolin Monks é o melhorzinho: por um lado é uma aventura estilo Double Dragon com Liu Kang e seu amigo de chapéu, Kung Lao, o que é legal, para quem gosta desse tipo de jogo. Mas na moral, só vale a pena por ter Mortal Kombat 2 como extra.
MK: Kollection é um caça-níqueis da Midway para financiar o desenvolvimento de Mortal Kombat VS DC Universe e deve chegar às lojas norte-americanas em setembro.
[via UOL Jogos]

Jack Tretton anunciou ontem, na conferência da Sony — e com a ajuda do Sackboy –, a nova linha Greatest Hits do PS3.
Segundo o Kotaku, Resistance: Fall of Man, Motorstorm, Warhawk, Call of Duty 3, Fight Night e Need For Speed: Carbon serão os primeiros a começar a ser vendidos pelo novo preço de U$29.99, mas durante a conferência foram citados também Rainbow Six: Vegas, Assassin’s Creed, Elder Scrolls 4: Oblivion e Ninja Gaiden.
Nenhuma data foi divulgada para o início das vendas destes a jogos na linha Greatest Hits. Ms para jogos que chegavam a custar até 59.99, até que é um bom descontinho, hein? ![]()