
Os monitores ficam pra semana que vem, pois esses dias rolou uma polêmica que vai ser legal discutir com vocês um pouquinho.
Nesse mês rolou um evento bem legal, que todo mundo conhece e que fez meus chefes viajarem pra São Francisco e me deixar aqui morrendo de inveja! Lá rolou uma entrevista com um cara super influente no meio PC-ático: Peter Molyneux, ou pra quem não conhece, o cara por trás de Black & White, Dungeon Keeper, Fable e Theme Park.
Ele fez alguns comentários interessantes sobre o estado dos jogos de PC no atual paradigma midiático-gamístico mundial: primeiro, ele diz que embora todo mundo tenha um PC em casa, ninguém compra softwares. Sem dúvida, considerando que 99% da população mal sabe o que é Ctrl+Alt+Del, é justificável. Fora que em PC ainda está bem difícil controlar a pirataria, e acho muito pouco provável que comecem a usar coisas como chaves iLok para programas tão populares quanto os jogos.
Menos vendas, menos lucros e menor vontade de portar jogos dos consoles para os PCs. Antigamente era muito comum ver jogos só sendo lançados para PC, mas hoje você pode contar nos dedos da mão quantos são realmente exclusivos. Outro problema também é que não há um “representante do PC” extremamente forte que convença os fabricantes a darem exclusividade do PC às suas superproduções. Afinal, quem tem mais influência, uma Microsoft e seu reinado de Xbox 360 ou a nVidia?

Então eis que o UOL Jogos noticia o fato mais risível do dia. Metal Gear Solid 4, aquele MEGATON que vai agraciar o desagraciado* PlayStation 3 em junho próximo só falará uma língua de cada vez. A versão americana só terá diálogos e legendas em inglês, enquanto a versão japonesa só terá diálogos e legendas em japonês, e por aí vai.
Isso, em si, não é nada absurdo. O que realmente pega nesse papo todo é o motivo alegado pela Konami: falta de espaço em disco. Detalhe: falta de espaço em disco no todo-poderoso Blu-ray, o Senhor dos Discos Gigantescamente Enormes, com seus nada modestos 50GB de capacidade de armazenamento.
Mano, 50GB… Vamos parar pra pensar.
Uma das maiores pavoneadas a que a Sony recorria para cantar as superioridades da mídia escolhida para o PS3 era justamente o fato de que, com tanto espaço em disco, os desenvolvedores teriam espaço de sobra colocar muito conteúdo extra, gráficos e texturas em máxima definição e… múltiplas faixas de áudio. E agora, no primeiro grande jogo da máquina, uma produtora grande e respeitada como a Konami fala uma coisa dessas?
Eu não compro essa história nem por um segundo. Espaço em disco meu ovo, os caras estão é com preguiça. Sabem que vai vender que nem broche de brócolis em convenção de vegetariano e não estão nem aí pra essas trivialidades, por mais que alguns gamers achem isso importante. É o mesmo raciocínio por trás da decisão da Rockstar de não fazer um demo para GTA IV. Vai vender de qualquer jeito… Why Bother?
Ou isso ou MGS4 tem mais diálogo do que um episódio de Gilmore Girls. Eu não achei que isso fosse possível, mas pra encher 50GB…
*Sim, eu tenho consciência de que essa palavra provavelmente não existe.

Como é bom ser blogueiro de games. Primeiro temos o anúncio, pelo amor de Deus, de um jogo das Chiquititas. Depois, rumores de um jogo sem opção de pausar. Em seguida sai o trailer de um Street Fighter bizarríssimo para PC, que é online e controlado só pelo mouse. Tudo isso em menos de uma semana.
Adicionando mais uma notícia bizarra à lista dessa semana tão farta, vi hoje no UOL Jogos um link para algo extraordinariamente interessante. Em Sorocaba, interior de São Paulo, um homem chamado Marcelo Camparini inaugurou uma filial da mega cadeia de lojas de games GameStop. Mas como?!
Marcelo tentou um contato direto com a rede americana para ter uma loja afiliada no Brasil, mas, cansado de não receber resposta, resolveu ele mesmo registrar a marca e lançar a sua nova loja com padrões internacionais (diga-se de passagem, muito superior a grande maioria das lojas GameStop nos EUA).
Brasileiro não desiste nunca mesmo, né? Isso é que é exemplo! Em vez de se resignar e escolher outro nome, tipo “GameTop”, o cabra macho foi lá e registrou o nome e a marca da GameStop no Brasil. Ele podia, então por que não fazer? E numa volta por cima digna de palmas, ele nem se mostra preocupado com ameaças da gigante americana:
“Eu registrei e tenho os direitos sobre a marca GameStop no Brasil, então agora são eles que terão que vir conversar comigo.”
Não é legal pra caramba? Pra falar a verdade eu não sei se é, não entendo nada de leis de marcas e esse tipo de coisa. Mas parece que o cara aí deu uma de esperto e se deu bem. Se tivermos algum leitor de Sorocaba, por gentileza mande os meus cumprimentos ao inteligente Marcelo.
Saiba mais no post do GamesBrasil.

Chris Kohler, do Game|Life (o blog de games da famosa WIRED), é um cara com um DS e muito bom gosto. Quando Elite Beat Agents saiu, ele postava quase todos os dias sobre como o jogo era bom, na esperança de fazer algumas pessoas conhecerem. Agora, com Professor Layton & The Curious Village lançado ontem mesmo, está sendo quase a mesma coisa.
A última que saiu de lá é a melhor notícia que se poderia esperar: a sequência de Curious Village, já lançada no Japão, vai chegar ao ocidente também. A última página do manual de instruções revela que “a senha será revelada no próximo jogo”. Mas que senha? Uma que deve ser digitada em um ponto secreto do jogo que, pelo que eu entendi, também será revelado no próximo capítulo.
Será que Professor Layton será a próxima série a trilhar o caminho de Phoenix Wright, cujo sucesso no ocidente parecia improvável mas aconteceu? Tomara. O jogo é absolutamente excelente. Duvida? Jogue o demo online.

Isso é o que eu chamo de trabalho de pesquisa, minha gente. O blog Vintage Computer Gaming, que, como você pode ver pelo nome, é especializado em jogos antigos/clássicos e coisas do gênero, compilou seis enormes listas comparando os preços dos jogos no Virtual Console do Wii com os preços que você pagaria por cópias reais desses mesmos jogos.
Os preços para os cartuchos foram determinados usando os preços diariamente atualizados do site VideoGamePriceCharts.com, datados de 24 de Janeiro de 2008, que, por sua vez, são coletados de múltiplas fontes, incluindo resultados de leilões recentes no eBay, Amazon.com e Half.com.
Dando uma bizoiada nas tabelas é fácil descobrir algumas coisas. A mais óbvia delas é que, do ponto de vista da grana, vale muito a pena comprar jogos como Sin & Punishment (Nintendo 64) e Alien Soldier (Mega Drive), que só foram lançados no Japão. O preço das cópias físicas desses jogos chega a 40 e 90 dólares, respectivamente, enquanto no serviço do Wii você paga 12 e 9 dólares, também respectivamente. D’oh.
No geral, o único videogame cujos jogos em geral saem mais caros no VC é o saudoso Nintendinho. Boa parte dos cartuchos dele podem ser achados por menos de 4 dólares, enquanto as cópias virtuais ficam quase todas sob o preço tabelado de five bucks (seis pelos mais raros, como Ninja JaJaMaru-kun).
Mas as suas conclusões são melhores do que as minhas, então clique aqui e dê uma bela olhada nas ditas-cujas.
[dica do meu amigo Naka -- valeu!]
Vocês lembram quando comentamos que uma possível seqüência de PaRappa the Rapper, jogo rítmico que foi sucesso no PlayStation, poderia estar a caminho do Wii? Pois é, parece que não é bem assim.
Masaya Matsuura e Rodney Alan Greenblat, respectivamente o game designer e o artista responsáveis pelo jogo do cachorro gangsta, agora estão trabalhando juntos para desenvolver Major Minor’s Majestic March, a aliteração mais bagaceira dos últimos tempos. [Nota do Bracht: Ei, eu gostei!] No jogo, seu wiimote vira uma batuta mágica, ou algo assim, que será usada para conduzir uma tropa de bichinhos músicos. De acordo com informações do Game|Life:
Os jogadores usarão a batuta para manter o tempo, recrutar novos membros para a banda e pegar itens especiais, de forma a criar o desfile mais impressionante já visto. Você poderá adicionar até 15 instrumentos ao desfile, e será julgado dependendo do quão bem seus músicos mantêm o ritmo e desviam de obstáculos.
Rá! Genial, devo dizer. O que eu poderia querer mais do que bichinhos marchantes tocando até 15 instrumentos diferentes, enquanto desviam de obstáculos e pegam itens? Algumas imagens, quem sabe? Então tá bom, veja uma delas aí abaixo e o resto de toda arte conceitual liberada até agora, na galeriazinha bonitinha.


Em dezembro do ano passado, Jordan Mechner, pai do clássico Prince of Persia, comentou que a história em quadrinhos baseada na franquia - ou nem tanto - estava pronta. Retirado da entrevista para o Gamasutra, em dezembro de 2007:
Como sempre, os projetos nos quais eu mais estou trabalhando no momento são os que eu ainda não posso comentar. Mas eu posso dizer que a graphic novel de Prince of Persia está finalizada, e muito bonita. A história e os personagens são totalmente diferentes dos jogos ou do filme, diferentes mesmo. Ela será publicada pela First Second Books no próximo ano.
Além disso, ele comentou ter gostado tanto de trabalhar com essa equipe de artistas, que está trabalhando em outro projeto em quadrinhos com os mesmos caras. De acordo com Mechner, será uma história original, uma “swashbuckling action-adventure” baseada em eventos históricos, nos moldes de Os Três Mosqueteiros.
Mais recentemente, o Game|Life apresentou uma página da aventura quadrinhística do Príncipe - é uma só página, mas já é uma prévia. É essa que adorna o cabeçalho do post, juro que dessa vez não inseri nenhuma piadinha infame na imagem. Na minha opinião, o estilo da coisa lembra bastante The Two Thrones. Cidade em chamas, guerreiros em cavalos, palácio caindo, um príncipe para salvar todo mundo…
Se a graphic novel de Prince of Persia for boa como foram Sands of Time e The Two Thrones, e essa aventura de espadachins for boa como a graphic novel de Prince of Persia, eles já têm um comprador para as duas. Ou pelo menos um comprador teórico, caso elas não sejam lançadas por essas bandas.

Sim, é possível: Super Smash Bros. Brawl praticamente nem foi lançado no Japão e já está esgotado. As lojas já estão avisando aos consumidores que reservaram uma cópia na pré-venda que não vão receber unidades suficientes da Nintendo, graças a problemas de fabricação inesperados.
Oh, grande novidade! Como se a Nintendo conseguisse suprir a demanda de alguma coisa. Sinceramente, não sei se o problema é com o sistema de fabricação de produtos da empresa (céus, desde quando é tão difícil prensar um DVD de jogo assim!?!) ou com essas pessoas doentes que não param de comprar produtos da casa do Mario. *Olha para o Wii com culpa*
Enfim, só nos resta esperar (não é só isso que fazemos mesmo?) que até o jogo chegar por essas águas a Nintendo já tenho conseguido normalizar a produção. Porque depois de umas e outras, até eu estou ansioso por este maldito joguinho.

É isso aí, a fabulosa “demo generosa” de Gran Turismo 5 está chegando aos PlayStation 3 ocidentais, com lançamento marcado para 17 de abril. O engraçado é que Prologue é como uma prévia do jogo final, mas terá 60 carros das mais diversas fabricantes e, se seguir o modelo japonês, por volta de 5 pistas. Mas o mais divertido é que quem quiser terá que pagar por ele.
Tanto comprando pela PlayStation Network quanto endiscado em um blu-ray, são 40 dólares de pura adrenalina, regozijo visual e espera. É, espera, porque pelo jeito vai ser difícil ter uma demo dessas e não ficar ansioso por Gran Turismo 5. Ou seja, agora o pessoal vai ter que esperar até 17 de abril para pôr as mãos em GT5 Prologue, para então esperar mais sabe-se lá quanto tempo para finalmente jogar a versão definitiva. Se não é crueldade em forma de lucro, não sei o que é.
Gran Turismo 4 Prologue, o jogo que precedeu o sucesso de PS2, tinha 50 carros, mas sua versão definitiva disponibilizava 721 veículos de 80 fabricantes diferentes. Se for nesse ritmo, pode esperar uma porrada de carrões “quase não virtuais” para Gran Turismo 5. E agora, ó céus? Gastar 40 mangos em uma demo para aliviar a dor, ou esperar meses - talvez anos -, pela versão definitiva?
Dúvida cruel, né? Ainda bem que eu nem tenho um PS3, para me atormentar com essas questões existenciais.

Os dois de vocês que lêem meu blog - o No Controle, mantido juntamente com Gui Stadler - sabem: não foram poucas as vezes em que eu bati nessa tecla, e também não foram poucos os comentários que eu comecei com “não vou entrar na questão da violência nos jogos porque tenho que fazer um post só pra isso”. Nunca cheguei a escrever algo mais elaborado sobre o assunto, porque preferia ganhar um pouco de credibilidade antes de postar um texto polêmico desses. Acontece que o Fabio sugeriu que eu escrevesse uma Discussão de Fim de Semana tangenciando a recente polêmica sobre Mass Effect.
Então tá aí, finalmente eu exponho minha opinião, e depois abro espaço para que vocês comentem, discordem ou me chamem de lindo nos comentários. Tenham em mente que a discussão pode se tornar mais política que gamer, então se você fica facilmente ofendido por sangue, sexo ou teorias acerca do Tio Sam, não continue lendo.