
Não foi bem ontem que rolou toda a treta Jeff Gerstmann vs. GameSpot/CNET. Já faz um tempinho. A poeira já estava começando a baixar, o mundo já estava começando a esquecer… mas aí um cara chamado Sam Kennedy, que trabalha no 1UP, reacendeu todo o papo com o maior e melhor texto sobre o caso até agora.
Ele dissecou o episódio por completo, e o que era para ser apenas um post no blog dele acabou se tornando digno de ser exibido como matéria de capa no site (o que não aconteceu). Portanto, se você ainda tem alguma dúvida sobre o que exatamente aconteceu e o que tudo aquilo significou para o mundo dos games, especialmente para a imprensa, não deixe de ler GameSpot’s Sad State of Affairs.
É um texto longo, mas eu definitivamente recomendo.
Nada como uma grande marca estadunidense e um editor que não tem papas na língua. Dan Hsu, editor-chefe da Electronic Gaming Monthly lá de fora, fez um editorial bastante interessante na última edição da publicação. Eu ainda não tive a oportunidade de ler, mas de acordo com o site VGM Watch, Shoe lista os nomes de três empresas que baniram a EGM de fazer qualquer tipo de cobertura de seus futuros jogos, graças à reviews muito rigorosos. São elas a Ubisoft, a divisão de esportes da Sony, e o time de desenvolvimento de Mortal Kombat da Midway.
O assunto já virou recorrente na indústria. Depois do caso do Kotaku contra a Sony e da demissão do Jeff Gerstmann da Gamespot, cada vez mais se especula sobre a credibilidade dos veículos da mídia especializada de grande e (principalmente) médio porte. E o problema não é nem sobre os casos que vêm a público - afinal, se em cada um desses veículos alguém se manifestou, é porque há integridade em pelo menos uma das partes. O perigo mora nas situações onde tudo se mantém por baixo dos panos, geralmente por medo do site/revista em perder o material exclusivo de algum grande jogo ou produtora importante.
Com bem disse o sábio (?!) Bracht, o principal patrimônio de um veículo de informação é a confiança dos seus leitores. E é claro que nos enchemos de repulsa toda vez que vem à tona algum caso de falta de integridade- geralmente não por parte da imprensa, mas da própria indústria, que ainda precisa amadurecer bastante para chegar no patamar esperado pelos jogadores.
Enquanto isso, fico me perguntando com que freqüência coisas assim acontecem no mundinho da imprensa especializada brasileira, sem nunca chegar ao conhecimento do público. Não que faltem colhões, mas são poucos que têm a moral de um Dan Hsu e ainda uma marca de tamanho porte por trás para apoiar. Em contrapartida, há o argumento de que os nossos reviews não são assim tão relevantes quanto os de um Gamespot da vida. Ou são?
Lembra que a gente tinha dito que a próxima EGM americana ia sair com 16 capas, todas do Brawl? Então, aqui estão elas. No fim das contas o pessoal acabou fazendo “só” 12, e ainda tiveram a pixorra de tacar um “Collect them all” na página de anúncio. Mesmo que dinheiro não fosse um problema pra você, você compraria todas? Eu não.
Eu compraria a do Sonic. Ou a do Snake. TALVEZ as duas. No máximo.
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Estava eu assistindo ao último Zero Puntuation quando me voltou à mente uma das “questões existenciais” que mais me ocupam nos últimos tempos. Sabe aquele tipo de coisa que você pensa, pensa, chega a várias hipóteses e vertentes de pensamento, mas todas elas parecem ser igualmente boas/ruins/inúteis e no fim é como se você não tivesse pensado porra alguma e ainda continuasse na estaca zero? Exatamente desse tipo de questão que eu estou falando. A questão dos reviews.
Mais especificamente, a questão de como levar os reviews para a próxima fase.
» Whatchamacallit?
Começando pela parte menos relevante do problema: como chamá-los? “Review” é um nome familiar para todo mundo, já foi amplamente usado pela maioria dos veículos… mas, tecnicamente, é errado. Eu não sou o cara mais técnico do mundo quando o assunto é linguagem — pra mim, o importante é que a mensagem seja passada ao leitor com eficácia e todo o resto é pura pirotecnia –, mas “review” é uma palavra em inglês e parece errado usar usá-la quando a língua portuguesa tem tantas palavras que podem substituí-la tão bem. Como “análise” e “resenha”. Qual a sua preferida? A minha é “análise” (mas vou usar “review” neste texto, porque já usei no título).
Mas a questão principal nem é o nome. Como eu disse, ela é a menos relevante. O que mais me preocupa é o sistema de avaliação em si.
Tem três coisas nessa vida que eu pago pau, e uma delas é o Pablo Miyazawa. Além de ter um texto incrível, ele é sem sombra de dúvida uma das pessoas mais bacanas que eu conheci na vida. Eu não sou grande coisa, mas se não fosse por ele eu seria menos ainda. Bem menos, se isso for possível. Dito isso, eu afirmo que se o Pablo quer publicar a lista de Melhores do Ano dele mais de 36 horas depois do ano ter acabado, ele pode!
Como você não está fazendo nada de útil mesmo, clique aqui e dê uma olhada no que a imprensa de games nacional decidiu ser a lista não apenas dos jogos mais bacanas lançados em 2007, como também dos melhores e piores acontecimentos. O Continue votou também!
Apenas por curiosidade, meus votos para melhor jogo foram, nesta ordem: BioShock, Super Mario Galaxy e Portal (The Orange Box).
É, não fizemos uma lista de melhores do ano. Mas vamos fazer, juntos — o Continue e você –, uma lista dos melhores de 2008. Uma lista daquilo que a gente espera que seja bom neste ano que está chegando daqui a pouco mais de 48 horas. O que te deixaria feliz no fim de 2008? O que você simplesmente acha que vai acontecer, por nenhum motivo em especial? Ou o que precisa acontecer para o ano que vem ser melhor do que 2007?
Olha que é um páreo duro, hein? Sem entrar nos méritos da indústria, ficando apenas na parte que mais nos interessa — os lançamentos de games –, este ano tivemos Halo 3, The Orange Box, Super Mario Galaxy, Mass Effect, God of War 2, Rock Band, Sam & Max Season 1 (ei, eu colocaria ele numa lista dos melhores ano, fácil), Zelda: Phantom Hourglass… e olha que eu tenho certeza que essa listinha seria duas ou cinco vezes maior do que isso se eu lembrasse de todos os jogos que foram lançados.
E em 2008, se tudo der certo e entre outras coisa, teremos Smash Bros Brawl, Mario Kart Wii, Metal Gear Solid 4, Final Fantasy XIII e Gran Turismo 5. Talvez um novo projeto do Team Ico (este sim, mais do que qualquer outra coisa, um motivo real para se comprar um PS3).
Mas não fiquemos só nisso. Na lista que faremos juntos após o continue, eu quero ver todo tipo de expectativa. Quero saber o que vocês esperam da indústria de games como um todo, e talvez até mundo exterior que não tem nada a ver com os games mas que pode influenciá-los de alguma forma. Então, sem mais encheção de Mestre Linguiça, comecemos!
Daqui a 366 dias (2008 é ano bissexto, galera) a gente volta aqui pra dizer “eu já sabia!”. Ou pra ficar com cara de owned.
Depois do caso Street Fighter IV e das repercussões que ele desencadeou, o Blogeek, blog-irmão do Continue que tinha acabado de começar as atividades, tomou um baque forte e teve que sair do ar. Tem um anúncio na página inicial — e agora única — explicando o status da coisa, mas como ela não foi atualizada desde o ocorrido, o Continue foi atrás do Douglas Pereira para descobrir realmente o que se passa. E o que a gente descobriu?
Em primeiro lugar, o blog volta mesmo em janeiro de 2008, seu Douglas?
“Sim, o site volta. Sim, em janeiro… A não ser que algo bem difícil de acontecer aconteça depois do que deveria acontecer. É, soou estranho.”
Estranho, de fato. Quando o site voltar, ele voltará maior, melhor, mais armado e mais perigoso?
“Depende. Mais armado e mais perigoso, com certeza. Melhor, talvez. Maior, é difícil dizer, mas de repente role uma mudança no design. Tomara!”
É, devo concordar como esse tomara.
Quanto aos colaboradores. O anúncio no site convida as pessoas a se oferecerem para escrever no Blogeek quando ele voltar. Tem recebido muitos emails de candidatos? Já tem alguns listados?
“Ainda estou recebendo emails. Se existe mais algum louco por aí que está lendo isso, tem até o dia 31/12 para mandar email com os quesitos escritos lá no blog. Não precisa mandar amostras por enquanto.”
A fama meteórica e momentânea do Blogeek fez mais bem ou mais mal para o site? E pra ti, como pessoa?
“Hum… 50-50? Bom, pro site acho que não fez tanta diferença, ele inda é um ‘tiny Brazilian blog‘ qualquer. E com esse shutdown temporário muita gente nem se lembra mais dele (embora eu saiba que vários que não conheciam vão passar a frequentá-lo… ou não). Mas pra mim foi ótimo. Deu vontade de investir mais pesado nele, botar umas idéias novas… enfim, crescer. É claro que na parte financeira a coisa foi bem ruim, afinal não escrevo mais para a EGM Brasil e a diretoria engrupiu uns 400 contos meus, mas a vida segue e, pensando bem, acho que estou menos quebrado que eles. Woops.”
Valeu pelas palavras, Douglas!

Se você ama os games, se você está lendo este blog (e provavelmente lê muitos outros) e se você tem cerca de 20 anos — ou mais –, são grandes as chances de você ter crescido lendo alguma revista de videogame. Eu cresci, e só escolhi escrever sobre videogames por ter lido tanto a respeito deles na infância, adolescência e até hoje. Ação Games, Gamers, SuperGamePower, Nintendo World… revistas clássicas que fazem parte das memórias de muita gente por aí e provavelmente das suas também.
Existe uma frase que eu ouvi algumas vezes e nunca me esqueci. Ela diz que “a única instituição mais conservadora que a igreja católica é o punk rock”. Sei lá por que eu nunca me esqueci disso, nem sei se faz tanto sentido, mas quero traçar um paralelo e dizer que as revistas de games (ao menos no Brasil) só não são mais conservadoras do que o punk rock e a igreja católiga juntos porque não têm tanto tempo de vida. Não há reinvenção.
E não há porque é difícil mesmo evoluir um esquema tão consolidado e que dá certo. As revistas de games são como são porque não existe muito como ser de outro jeito. Portanto, isso não é uma crítica às revistas. Elas não mudaram muito nos últimos anos, mas continuam sendo ótimas. Eu mesmo compro umas três ou quatro por mês.
Isso é uma crítica aos detonados das revistas. Aquela seçãozinha polêmica, que eu já vi render inúmeras discussões em fóruns e orcútis, mas que não sai das nossas páginas. Eu vejo a maioria vocal sendo contra eles, mas eles continuam lá. É claro que há um motivo para isso.
Quero que levante a mão quem concorda comigo quando digo que lugar de detonado é na internet. Eu sei que é detonado que vende revista em banca (é este o motivo que há), mas nada muda a minha opinião de que insistir em detonados em papel é como insistir em enfiar um jogo de GameBoy Color na entrada de um GBA. Eventualmente vai entrar, mas está errado.
Sim, tenho argumentos. Continue lendo!

Alguns dias atrás, quando o Bracht postou aqui no Continue sobre a história da fusão da grandona Activision com a lentíssima (mas competente) Blizzard, ele disse que a parceria não devia fazer tanta diferença na prática e que na verdade nem conseguia ficar empolgado com a notícia. Bem, ele estava certo: na prática, porcaria nenhuma vai mudar mesmo. Mas é claro que as piadinhas eram inevitáveis. O 1up saiu na frente e misturou algumas das franquias mais famosas de ambas as empresas. O resultado - que reúne desde Tony Hawk’s World of Guitarcrafts até Pitfall Harry vs. Diablo - é surreal.
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O ano nem acabou, mas a temporada de caça aos melhores jogos de 2007 já começou. A Spike TV deu o seu prêmio máximo para Bioshock, deixando para Super Mario Galaxy o título de melhor jogo de Wii e elegendo Ratchet & Clank Future: Tools of Destruction como o maior destaque de PS3. Justo? Não deixe de opinar.
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Hoje teve a inauguração da loja Gamers, em São Paulo. É aquela que promete trazer uma nova experiência em compras para o jogador brasileiro, com direito a regalias e atendimento de primeira. Alguém já foi lá no Shopping Morumbi conferir? Particularmente, estou muito ocupado com o meu recém-chegado Galaxy para encarar 6 horas de ônibus. Mas espero fotos.
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Aposto que você esperava um post com algo sobre o caso Blogeek. Bem, vai ter que esperar um pouco mais. Ainda estamos digerindo as conseqüências desta que foi uma das semanas mais agitadas do mercado editorial brasileiro desde… bem, desde sabe-se lá quando. Se serve de consolo, não só o próprio Blogeek, mas também o Gamer.br, o Kotaku e até o Dan Hsu, big boss da EGM americana, já tiraram suas conclusões. Não é a mesma coisa que o Continue, mas deve dar pro gasto.
Ontem saiu no Gameblog que a Editora Europa havia lançado o seu tão necessário site de games. Até então, todas as revistas de games da editora vinham saindo com o endereço do Gameblog na capa, e ele nem de longe é um site apresentável para uma editora daquele porte. O que importa é o conteúdo, claro, mas aquilo era um blog com gambiarras e nada mais. E eles concordam comigo, eu acredito, ou o site não teria sido uma prioridade.
Eurogames é o nome da criança (belo nome, por sinal!), e o pai dela aparentemente é o meu grande amigo Gilsomar Livramento quem toma conta é a Flávia Gasi (que também assume, junto com o Nelson Alves Jr., a edição da ótima Revista Oficial do Xbox). O resto da redação européia de games participa também, claro.
O site já entrou no ar com bastante conteúdo. Tem desde notícias até os tão procurados detonados. E eu sou totalmente a favor de detonados na internet. Melhor lá do que ocupando espaço nas páginas que eu paguei pra ter.
O único problema ainda está sendo o layout. Como você pode ver na telinha acima, ele é bem bonito, mas tem várias coisas a serem ajeitadas. Especialmente em relação às fontes e à falta de um background que facilite a leitura. Os detonados são simples Ctrl+V do que foi publicado nas revistas. Não teria como ser diferente, claro, mas o problema é que o resultado vira um gigantesco bloco de texto assustadoramente grande. Sem nenhuma imagem, formatação ou conteúdo visual extra pra dar uma arejada na página, ler e seguir aquilo fica impraticável. Mas tudo isso são coisas que podem ser arrumadas com o tempo — e provavelmente serão.
A Europa vem fazendo um trabalho cada vez melhor de jornalismo de games, e o Eurogames, ainda que lhe falte amadurecimento técnico, é mais um passo nessa direção. Quem ganha somos nós, com o perdão do clichê.