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Videogame: a coisa mais importante entre as menos importantes

Archive for the ‘Mercado editorial’ Category

Resenhas, fatos e opiniões

Há uma grande controvérsia sobre a validade de resenhas, especialmente no meio gamer. Como fazer uma descrição factual de prós e contras de um jogo sem colocar no meio um pingo de opinião própria? Como saber se os seus contras não seriam prós para outras pessoas? Eu frequentemente me pergunto isso enquanto leio resenhas de jogos que gostei, algumas vezes percebendo um ponto que até então eu havia ignorado, e outras vezes tendo vontade de chamar uma carrocinha pra levar o canalha que escreveu tal heresia. Independente da minha reação, é fato conhecido que concordar com algo positivo é muito mais fácil do que concordar com algo negativo — e muitas vezes eu preciso passar por cima do meu ego e do meu amor incondicional pra chegar à conclusão de que eu gosto do jogo exatamente como ele é, mesmo com todos os seus defeitos.

Parece fácil, não? Mas muitas vezes, também, não há como concordar com alguns dos defeitos apontados. Muitas vezes, o autor usa de todo o seu intelecto e malícia pra transformar o jogo em uma criatura maligna que deve ser destruída a todo custo. E, muitas vezes, o cara é um bundão.

Este é um texto sobre resenhas, fatos, opiniões… e Assassin’s Creed 2.

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Fullgames traz Prince of Persia: The Two Thrones por uma bagatela

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Eu sou um gamer pobre, muito pobre. Consequentemente, me torno um gamer chato, muito chato, já que eu preciso escolher com bastante critério os jogos em que gastarei muitas dezenas de reais para adicionar à minha humilde coleção. Acabo olhando com senso crítico bastante aguçado os títulos que jogo e, com poucos minutos das sessões de jogatina na casa de amigos, já tento ir percebendo se tal game é digno ou não da minha atenção. E, com poucas exceções, só compro aquelas poucas obras primas que são excelências em originalidade ou execução.

Este, que fique claro, não é o caso de Prince of Persia: The Two Thrones. A jogabilidade, apesar dos malabarismos com truques visuais, não tem lá muita coisa que fuja ao genérico, os puzzles são os mais batidos possíveis, as lutas com inimigos não saem do comum e se tornam rapidamente repetitivas. O jogo não é ruim, lógico, mas na minha opinião, também não é digno de ser comprado por 200 contos. É o típico equivalente a um blockbuster vazio de Hollywood: segue uma fórmula, é muito bem produzido, mas falta alma.

Só que aí entra a Fullgames na equação e baixa o preço do jogo a um valor que corresponde a, sei lá, 10% do original. Carambolas, R$ 17,90. Se os jogos custassem isso no lançamento, eu seria um gamer bem menos chato. E bem mais feliz, jogando lá com o tal do Príncipe da Pérsia em vez de levar essa vidinha de pseud0-crítico de games.

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Algumas das principais pautas são um jogo do Michael Jackson para Mega Drive, um clássico RPG do Super NES, a coleção de remakes e adaptações recebidos por Super Street Fighter II, uma entrevista com o garoto propaganda do Sega Saturn, um dossiê das atividades da Atari no Brasil e uma lista bem humorada com 25 razões para se odiar (e duas para se amar) Yo! Noid, um jogo de NES. Ou seja, nada que tenha acontecido nos últimos dez, talvez quinze anos.

E mesmo assim a Old!Gamer, nova revista de games da Editora Europa a chegar nas bancas do Brasil, é muito provavelmente a mais moderna publicação impressa de games que você pode sair de casa agora mesmo e comprar na banca enquanto faz de conta que não está olhando de canto de olho para as capas das revistas pornográficas da prateleira de cima.

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Em uma das maiores digievoluções da história da imprensa de games brasileira, a revista GameMaster, da Editora Europa, vai se transformar na EDGE. Assim publicou o guru insider do mundo gamer tupiniquim, Pablo Miyazawa Rocha. Na verdade não é bem uma evolução, é mais uma substituição. A GameMaster acaba no número 50, e partir daí a EDGE começa do número um. A equipe continuará a mesma, inclusive o editor, o meu conterrâneo gaúcho Gustavo Petró (que agora será acompanhado do popular Fabio Santana nos trabalhos de edição).

Mesmo não sendo mais consumidor de revistas de games como um dia fui (meu sonho quando criança era ser dono de uma banca de revistas, true story), já fiz a minha assinatura. Primeiro porque não dá pra perder o a promoção de assinaturas do lançamento, depois porque quero acompanhar de perto se a EDGE BR vai fazer jus à classe e sofisticação da mãe gringa (inclusive nas lindas capas), ou se vai ser “apenas” a GameMaster com outro nome.

E você? Bota fé? Vai comprar/assinar? Vou até aproveitar pra colocar uma enquetezinha aqui depois do continue!

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Então, como foi o Troféu Gameworld ontem? Acima de tudo, foi divertidão. A cerimônia em si, apesar de bastante constrangedora em sua (des)organização, conseguiu fazer valer a noite basicamente na presença do figuraça Miranda.

Pra quem não ligou o nome à barriga pessoa, trata-se do jurado menos ortodoxo do programa Ídolos, do SBT, que eu nunca assisti mas sei direitinho como é. E se você já viu, sabe como o Miranda é. Em uma palavra: figuraça.

Em determinados momentos as falhas técnicas pareciam até previamente combinadas e ensaiadas, só para dar ao apresentador algo com o que brincar em uma cerimônia que certamente não teria sido tão bizarramente divertida se tudo tivesse corrido às mil maravilhas.

Mas a cereja do bolo, como quase sempre, veio antes e principalmente depois da cerimônia em si: aquele período bacana onde dezenas de pessoas que falam a mesma língua são largadas em um ambiente fechado sem ter muito o que fazer além de conversar. E é nessas horas que a coisa anda, profissionalmente falando. :P

Fora isso, a presença dos patrocinadores acabou por trazer oportunidades de testar coisas que de outra forma eu não teria podido. Depois do Continue você confere as minhas impressões sobre estas coisas – além da lista dos premiados da noite.
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Daqui a poucas horas eu vou estar lá na cerimônia do Troféu Gameworld, promovido pela Tambor (ex-Futuro [ex-Conrad] {ex-Acme}]). O evento vai premiar os melhores jogos, produtoras e personagens da indústria de games brasileira, mas isso… bem, não é tão interessante, a gente sabe.

O mais legal vai ser a oportunidade de encontrar e poder bater um papo com diversas pessoas importantes de diferentes empresas desta indústria vital. Entre as empresas patrocinadoras – e, portanto, com presença confirmada – estão Microsoft, Nintendo, NC Games, Hudson e nVidia, mas eu tenho certeza que vai ter gente de outras empresas, como Tectoy, Level Up! e talvez da loja Gamers. Isso sem contar o próprio pessoal da Tambor, que edita as revistas de games da casa, como EGM Brasil e Nintendo World.

O que eu quero saber é: o que você quer saber? Tem alguma pergunta para fazer diretamente a um representante dessas empresas? Se tiver, deixe aí nos comentários! Eu vou estar lá, de microfone em mãos, pronto para ser a voz do leitor do Continue!

E também pra filar uns canapés e bebidinhas no open bar, naturalmente.

[Atualização: Infelizmente (ou felizmente?) o clima lá no evento não estava nem um pouco propício a perguntas e respostas -- todo mundo animado demais --, de modo que só consegui trocar uma ideia com um representante da Hudson que estava lá para promover três games da empresa. Falo mais sobre isso em outro post. Também ouvi algumas fofocas bem suculentas, mas é uma pena que não possa compartilhá-las, sob pena de foder com a vida de pessoas diversas. :P ]

[Jabá] Revista Wii Brasil no ar!

Bem, este é o motivo porquê desapareci do Continue nas últimas semanas: estive finalizando a revista digital do Wii Brasil. Apesar do Bracht de muitos dizerem que é um formato fadado ao fracasso, não deixa de ser uma espécie de realização pessoal. Sempre fui fissurado por revistas, e ter a chance de encabeçar a projeção de uma (mesmo que virtualmente) foi extremamente gratificante.

Como se trata de uma espécie de edição “piloto”, ela tem suas falhas, mas acredito que a opinião dos austeros usuários do Continue pode ser de grande ajuda na evolução da revista. Portanto, se puder, comente! E voltamos à nossa programação normal. =P

100melhoresjogos

Essa semana consegui o meu exemplar do livro que está no título desse post, e logo fiquei louco para contar a vocês uma única coisa: o livro é F-O-D-A.

Infelizmente não pude conferir o A Arte dos Videogames (o primeiro livro da ainda recém-inaugurada “Gaming Books Division” da Editora Europa) quando saiu, mas depois botei as mãos no Guia GTA IV e fiquei impressionadíssimo com a qualidade. Mas, sério, não dá nem pra comparar com o 100 Melhores.

Pra quem ainda não sabe do que se trata, é um livro que não apenas faz uma lista (questionável e debatível, como qualquer lista de melhores nesse mundo) com os melhores 100 jogos desde que uma bolinha quadrada foi rebatida por uma haste no canto de uma tela, mas também tem a preocupação de fazer essa lista de acordo com os gostos do gamer brasileiro. Isso significa, sim, que Winning Eleven 6 está lá e não na versão britânica (o livro é uma adaptação de uma edição especial da revista inglesa EDGE), mas também significa, por exemplo, que Halo não ocupa uma posição tão alta.

A capa do livro, que você vê acima, é dez vezes mais bonita em pessoa, com aplicação de verniz localizado em todos os sprites e no título. E nas costas ainda tem uma turminha de Lemmings caindo com os seus tradicionais guarda-chuvinhas, e mais nada.

Mas o que realmente me chamou a atenção, e garantiu o elogio máximo logo no primeiro parágrafo, foram os textos e a diagramação das páginas. Os textos por serem completamente apaixonados, de gamer para gamer, falando dos jogos não pelos méritos dos gráficos ou da jogabilidade, mas sim de porquê eles se tornaram ícones inesquecíveis da breve história dos games – sem contar que boa parte deles foi escrita por nomes que conhecemos e gostamos, como Douglas Pereira, Alexei Barros e Fabio Santana.

Sobre a diagramação das páginas, basta dizer que você vai me entender quando ver uma tela de F-Zero, com os pixels estouradões exibindo toda a glória do SNES, ocupando 70% de uma página dupla. ;)

A não ser pelo salgado preço de R$70, não há como recomendar mais o Os 100 Melhores Jogos, livro que eu pessoalmente acho que merece figurar na estante de qualquer um que goste de games o suficiente para ler estar lendo um blog como este.

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fullgames-re4Sem fake! A Revista Fullgames deste mês trouxe, na real, Resident Evil 4 para PCs pelo módico preço de R$17,90! Quase mais barato que pirata, hein?

Só pro post não ficar vazio demais, seguem aí as especificações de hardware necessárias pra rodar:

Sistema Operacional: Microsoft® Windows® 2000/XP Processador: Intel Pentium 4 1,4 GHz ou AMD compatível Memória: 256MB (512 MB recomendado) Espaço em Disco: 7 GB livres Unidade de Mídia: DVD-ROM de 4X Sistema de Som: Placa de Som compatível com DirectX® 9 Placa de Vídeo: Placa 3D com 128MB, compatível com DirectX® 9.0c. Chipsets suportados: ATI Radeon séries X300/ 9500 ou melhor. NVIDIA GeForce série FX ou melhor. (GeForce 4 MX não é suportada). * O uso deste software requer proficiência em inglês *

Eu recomendo que você tenha uma máquina com pelo menos o dobro destas especificações pra ser feliz com Resident Evil 4. Como alguns podem lembrar, o porting desse jogo do PS2 pro PC não é  a coisa mais feliz do mundo.

Ah, só tem uma coisa. Ele não funciona lá muito bem com mouse e teclado (originalmente ele nem tinha suporte pra mouse!), então um joystick é altamente recomendado.

spaceinvader-dead

E o que meio mundo temia aconteceu: a revista Electronic Gaming Monthly foi cancelada lá nos States. A edição deste mês será a última, pondo um fim a uma publicação que existe há mais de 20 anos. Existia.

A Ziff Davis conseguiu vender o 1UP e o resto dos sites de games para a UGO, com a necessidade de produzir conteúdo exclusivamente para a publicação impressa, decidiu que seria inviável continuar com a revista.

É claro que a nossa principal preocupação é a edição tupiniquim da EGM. A palavra de ordem do pessoal que trabalha por lá é de que a revista continua a todo vapor, a partir de agora com conteúdo 100% brasileiro. E André Forastieri, diretor editorial da Tambor (editora que publica a EGM Brasil), tratou de acalmar os ânimos de todos e confirmou ao Gamer.br a continuidade da publicação — pelo menos até fevereiro. Disse ele:

O conteúdo da EGM Brasil é 85% produzido no Brasil. A maioria esmagadora das matérias de capa, inclusive, são produzidas aqui. Desde o início, nossa revista teve a proposta de elevar o nível do jornalismo de games no país, tratando os jogos com seriedade e com foco no público adulto. Foi assim que a EGM e se tornou uma referência e a melhor escola de bons profissionais da área.

A próxima EGM Brasil chega às bancas de São Paulo e Rio no dia 9 de janeiro, e no restante do país no dia 12. Neste momento trabalhamos na edição de fevereiro, com lançamento confirmado para os dias 10 e 13 de fevereiro. 

Mas a situação não deixa de ser alarmante, visto que com a desconsolidação da marca lá fora não há muito sentido em continuar com o nome por aqui. Pelo menos eu não vejo problema com uma “Revista Gameworld” ou algo do tipo. Potencial na equipe brasileira é o que não falta.

Apture


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Últimas resenhas


Mass Effect (PC)


Assassin's Creed II (X360)


Uncharted: Drake's Fortune (PS3)

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Qual deveria ser o critério de escolha para os jogos que recebem resenha aqui no Continue?

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