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Laughing all the way to the bank

Archive for the ‘Japão’ Category

[Atualização: Ignore tudo isso. Todos os spoilers podem ser encontrados aqui mesmo...]

É como bem disseram os nossos amigões lá do Destructoid: “Se você está cansado de ouvir falar de Smash Bros Brawl, desligue a sua internet”. O lançamento japonês será esta semana, e com ele uma chuva de vídeos, discussões, análises e todo tipo de coisa cujo propósito no mundo é não deixar ninguém ficar um dia sem ouvir falar de Brawl. Pelo menos até o lançamento americano, em 9 de Março, data a partir da qual todos nos calaremos e jogaremos por dias e noites.

Mas já mudei de assunto (antes de mesmo de entrar nele, veja só). Caiu nas internets o vídeo completo de abertura do joguinho, veja aí em cima. Aos olhos mais atentos, ele revela três fatos que até então não haviam sido confirmados. Saiba quais após o continue.

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  • Fórmula da Perfeição

    O mercado japonês de games é bem estranho. Muitos jogos excelentes acabam com vendas ridículas por lá, e eles conseguem idolatrar várias coisas que são simplesmente passáveis para mim - sendo Final Fantasy uma delas. Mas como excentricidade é algo que muitas vezes cai bem, a Famitsu teve a idéia peculiar de convocar Jade Raymond, a famigerada produtora de Assassin’s Creed, para fazer uma entrevista com Hideo Kojima, o gênio por trás da série Metal Gear.

    Jade começou perguntando sobre as diferenças na cultura e na jogabilidade e como ele cria jogos que fazem sucesso tanto no oriente quanto no ocidente. Kojima discorreu sobre vários fundamentos do game design e, como bom criador, citou algum dos recursos que pretende implementar em Guns of Patriots.

    Os fundamentos do design e como o jogo é controlado vêm do meu instinto, então estes aspectos são estabelecidos primeiro. O resto nós ajustamos dependendo da região. Por exemplo, o novo sistema onde você pode ler livros para restaurar o seu espírito está em todas as versões do jogo, mas coisas como a velocidade da recuperação são alteradas de região para região.

    Bacana. Mas, com caras chatos como Jack Thompson tanta polêmica e discussões sobre como jogos violentos afetam o mundo contemporâneo, como Kojima lida com tudo isso? O pai de Snake quer mesmo que os jogadores entendam o verdadeiro significado da violência.

    Eu não acho que haja muitos jogos que combatam a violência. Quando você atinge alguém ou infringe dor, os rostos ficam desfigurados, por exemplo. Quero criar jogos que mostrem este tipo de coisa. Se você não percebe a dor, você não é capaz de entender o que você fez, e vai simplesmente passar pelas batalhas sem tomar responsabilidade pelas suas ações. Eu não quero que isso seja ignorado, mas sim que os jogadores pensem, mesmo que só um pouco, sobre o que é a violência e o que é a guerra.

    E isso não é da boca pra fora. Quem jogou Metal Gear Solid 3 até o final sabe que Kojima é mestre em manipular o sentimento dos jogadores e nos fazer sentir responsáveis pelos “nossos” atos.

    Por fim, houve aquela rasgação de seda clichê. Depois de Raymond ter admitido que MGS influenciou bastante Assassin’s Creed, Kojima decidiu elogiar o polêmico jogo da Ubisoft.

    Preciso escolher minhas palavras com cuidado para que não me entendam mal, mas eu penso que atualmente há menos desenvolvedores que pensam em fazer um bom jogo. Como criador, isso me entristece, mas quando vejo equipes como a de Assassin’s Creed fico mais confiante. Eu quero que Assassin’s Creed venda bastante.

    [via GameDaily]

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  • Earthbound Wars: A New Hope

    Lucas em Brawl

    Uma das maiores cagadas que a Nintendo insiste em fazer é não dar atenção aos fãs ocidentais da série Mother (Earthbound). Os caras já provaram que são fãs fiéis, que comprariam os jogos aos montes, mas a Nintendo insiste em deixar o último jogo da série só no Japão. Às vezes eu penso (mentira, pensei agora nisso) que mesmo que o jogo não fosse dar o maior dos lucros a Big N poderia lançá-lo por aqui só pra agradar o pessoal, né? Mesmo que fosse até perder um pouquinho de grana. Afinal, não ia ser nem uma fração do que eles ganham com praticamente qualquer outra coisa que lançaram no último ano.

    Mas aí eu lembro que Nintendo é uma empresa, e não nossa amiga.

    Enfim, a notícia deste post é a que segue: a já famosa SurferGirl soltou mais alguns rumores esses dias, entre os quais se destaca o seguinte: “Série Mother/Earthbound chegando ao ocidente no Wii e/ou DS, muito possivelmente no ano que vem [2008]“.

    SurferGirl é uma louca anônima que solta vários rumores nas internets. O lance é que de vez em quando ela acerta. E você, acredita ou não?

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  • Suda 51 x 0 Clientes

    nomorepapel_mario2.jpg

    Não sei se é impressão minha, mas parece que No More Heroes não está sendo muito feliz lá no Japão. Os produtores chegaram ao ponto de oferecer rolos de papel higiênico do jogo (e autógrafos!) para quem comprá-lo, mas nem isso deu resultado.

    O criador de No More Heroes, Suda 51, e seu produtor executivo, Yasuhiro Wada, que não tem números no nome mas é legal porque criou Harvest Moon, ficaram vinte minutos na frente da loja Sofmap, no bairro-dos-sonhos Akibahara, esperando compradores para que eles pudessem assinar cópias do jogo. Mas não rolou. Ao que parece o pessoal tava ocupado demais jogando Wii Fit em casa, sem muito motivo pra sair às ruas.

    O engraçado da história é que a imprensa de jogos japonesa estava lá pra cobrir o evento, mas não tinha compradores para fotografar. No fim das contas, de acordo com o Akiba Blog, que está em japonês mas o Kotaku traduziu pra mim, um funcionário da Enterbrain (empresa que publica a Famitsu) acabou comprando uma cópia do jogo para que Suda e Wada assinassem :’-(

    É interessante lembrar que a cada cinco segundos, um Nintendo DS é vendido no Japão, e os caras não conseguiram vender uma cópia de No More Heroes em 20 minutos. Pelas contas, enquanto eles ficavam lá, gritando “ooolha o papel higiênico!”, 240 DSs saíram. Eu não sei exatamente por que estou fazendo essa comparação, mas se eu fosse o Suda cairia no choro lá mesmo, no chão da loja.

    Ah é, tinha também uma japonesa de mini-saia pra ajudar nas vendas. Wii Fit deve ser bom mesmo!

    [via Kotaku]

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  • Os japoneses já podem baixar demos de DS usando o Wii

    Smash Bros Brawl? Ótimo. Mario Kart Wii? Totalmente merecedor. Mas os donos de Wii agora têm outra coisa, talvez ainda melhor, para esperar ansiosos. Uma coisa que os japoneses estão podendo aproveitar desde ontem: o Minna no Nintendo Channel.

    Em bom português, estou falando do Everybody Nintendo’s Channel (essas coisas não existem em bom português). Aquele canal esperto que a Nintendo meio que anunciou mais ou menos junto com o Check Mii Out, na E3 deste ano.

    O canal é basicamente uma “Central Nintendo” no seu Wii. O IGN testou a versão japonesa e explicou direitinho como funciona. Resumidamente…

    • Existe uma seção de vídeos que rolam via streaming em uma interface bonita e rápida. Não tem função de pular o vídeo para um determinado ponto. Tem conteúdo especialmente produzido (eles citaram um em que o Miyamoto e alguns especialistas em condicionamento físico comentavam sobre o Wii Fit, que será lançado este sábado no Japão), além de comerciais e trailers.
    • Em outra seção, o canal procura no seu histórico de jogo o nome de todos os games que você jogou mais de uma hora. Então você pode avaliar e opinar sobre cada um destes jogos, usando sliders e respondendo algumas perguntas. Dizendo se você acha que o jogo é apropriado para todas as idades, se é um jogo fácil de aprender ou se você acha que é só para os hardcores… coisas assim. Essa é a função que eu mais gostei, porque eu adoro participar de coisas.
    • Você vai poder baixar demos de jogos de DS. Segundo o IGN, é tudo muito simples: entra, escolhe o jogo, espera alguns segundos de download, aí passa pro DS e só alegria. O problema é que não tem muita variedade ainda.
    • Uma ótima idéia: na tela de preview do canal (aquela na qual você clica em “Start” para de fato entrar nele) aparece o resumo do conteúdo do canal, para que você não precise perder tempo entrando só pra ver se tem algo novo. Também tem uma opção para permitir envio de mensagens do canal para a Message Board, assim você é avisado das últimas atualizações.

    Eu, particularmente, mal posso esperar pelo lançamento dessa belezinha no ocidente (ainda não rolou uma data para marcarmos no calendário, mas não deve demorar… muito). É o tipo de coisa que eu acho que deveria ter sido incluída desde o lançamento, muito mais do que um canal de previsão do tempo que nunca acerta, um canal de notícias “sérias” mal atualizado ou mesmo de um concurso de popularidade entre Miis. Demorou, Nintendo.

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  • Redundância-master: Dragon Quest IV vende pra car*&$# no Japão

    Reservados

    Dizer que um novo Dragon Quest foi lançado no Japão e que ele não vendeu bem seria o equivalente a dizer que um bando de nerds se reuniu para jogar futebol. É impossível, quebraria metade das leis da física e aceleraria em 500% a chegada da nova era glacial. Logo, esta notícia não poderia ser diferente: Dragon Quest IV, o remake do velho-clássico de 1990 para o novo-clássico Nintendo DS, está vendendo estratosfericamente bem na terra do sol nascente.

    Ainda não fiquei sabendo de números oficiais, mas diz-se por aí (e ninguém é louco de duvidar) que 360 mil cópias do jogo foram vendidas para 360 mil japinhas insandecidos, munidos de 360 mil DSs… cada um. Para motivo de comparação, a Nintendo ficou toda fanfarrona semana passada anunciando que Super Mario Galaxy tinha vendido 500.000 cópias em uma semana.

    E por falar em Mario Galaxy, não esperem mais notícias minhas hoje: o meu chegou hoje (junto com Zack & Wiki) e eu não saio da TV enquanto não pegar váááárias estrelas. :D

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  • “Oh, meu Deus! É o CYBER FAMILATOR (Lite)!!”

    CYBER FAMILATOR!! Lite

    Com um nome desses, seria de se esperar um monstro típico de um episódio de Godzilla ou coisa assim. Um daqueles que chega em Tóquio e destrói todos os predinhos de papelão sem dó nem piedade das pessoas imaginárias que (possivelmente) vivem lá em baixo.

    Bem, não é um monstro. Disso estamos certos. Mas vem do Japão, como não poderia deixar de ser. O CYBER Familator Lite é um acessório que possibilita uso de cartuchos (ê palavrinha com cheiro de mofo) de Famicom no Nintendo DS Lite[bb]. Além de ser estiloso (naquele jeito todo especial que só o Japão tem de ser estiloso), a versão Lite do Familator vem com saída para TV. Ou seja, dá pra tacar o seu cartucho de Super Mario Bros. 3 ali dentro, ligar na TV e usar o DS como controle.

    Só pra constar: o CYBER Familator Lite é primo do CYBER Familator, um “Famiclone” que vem até com controlinhos semi-estilosos, mas não tem graça porque não é portátil.

    E, claro, em nenhum dos dois você pode usar os cartuchos americanos do NES. Precisamente por esse motivo eu usei a palavra Famicom três vezes neste texto, quando preferia estar escrevendo “NES”.

    E a palavra Familator, seis. Porque é uma palavra sensacional.

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