
Você também achou a participação da Square Enix na E3 2008 meio chata? Ok, eles comentaram sobre os jogos que todo mundo já conhecia e foram responsáveis pelo ponto alto do evento… na conferência da Microsoft. Mas na hora de falar dos seus jogos, na sua própria keynote, a coisa se resumiu a comentar sobre a versão multiplataforma que nem existe ainda de Final Fantasy XIII.
E Kingdom Hearts? E Parasite Eve? E os outros 131.976.474.900.182.321,56 jogos de Final Fantasy que eles estão fazendo? E o bambu? Tudo isso eles guardaram para o seu próprio evento fechado que rolou em Tóquio nesse fim de semana, o DKS3713. E nós reunimos tudo o que foi dito por lá aqui, depois do Continue.

A Sony do Japão comunicou à imprensa que realizará um teste beta fechado de seu mundo virtual, a PlayStation Home. O beta terá a participação de 10.000 proprietários do PS3 japonês e deve começar no final de agosto. Há rumores de que em um momento posterior o teste se extenderá ao ocidente e a Home passará a operar como um beta permanente, de forma similar ao que acontece com o Gmail, por exemplo.
A novidade agora é uma das novas funções da Home: graças a uma parceria da Sony com a Namco Bandai, os participantes terão acesso à diversos jogos clássicos da desenvolvedora, como Galaga, Dig Dug, Xevious e Pac Man, direto em máquinas de fliperama disponíveis na Home. Além dos jogos clássicos da Namco, foram confirmados arcades baseados em Echochrome e em outros lançamentos da Sony para a PSN e PSP.
Podemos esperar por rankings online dos melhores jogadores, com certeza. E não, não sabemos se o fliperama é liberado ou se tem que comprar ficha!
[via IGN]

Pra quem ainda não sabia, a Nintendo juntou-se a mais 54 empresas de software — entre as quais figuram Arc System Works, SNK, Capcom, Koei, Jaleco, Square Enix, Sega, Taito, Tecmo, Hudson, Bandai Namco Games, The Pokémon Company e Level Five — em uma ação legal contra empresas que importam o famoso R4 Revolution, equipamento que possibilita o uso de jogos baixados pela internet no Nintendo DS, sem necessidade de desbloquear o aparelho. Como se você já não conhecesse.
As empresas alegam competição desleal e requisitam a interrupção das vendas, marketing e importação do acessório. Com razão.
O problema é que uma ação dessas causa duas impressões: a de se estar assistindo a uma batalha perdida (tipo Cicarelli versus YouTube) e, paradoxalmente ao mesmo tempo, um senso de urgência em quem queria comprar um R4 e ainda não o havia feito. O resultado, obviamente, foi um estrondoso aumento na procura pelo treco.
Tudo isso no apenas Japão, claro, ou você achou que o Brasil tem alguma importância pra esse monte de gente?
Embora a Nintendo e as suas colegas de auditório estejam completamente em seus direitos legais de lutar contra esse tipo de coisa, todo mundo sabe que não adianta: cada vez que a Nintendo anuncia que X unidades foram apreendidas, como se isso fosse grande coisa, o mundo pensa por dois segundos e chega à conclusão de que ainda existem 10.000.000X unidades de R4 à solta pelas lojas de todo o planeta Terra.
As únicas maneiras realmente efeitivas que as fabricantes de consoles têm para lutar contra a pirataria são 1) investir muito mais em métodos de validação de software, ou então usar mídias estranhas como os discos proprietários do antigo GameCube, ou 2) fazer como a Microsoft fez com a Xbox Live: desenvolver uma série de serviços bacanas que envolvam autenticação de hardware no servidor, bloqueando o acesso a quem for pego usando equipamento modificado para rodar pirata.
É igual treinar gato. Não adianta dizer “NÃO!!” toda vez que ele fizer algo que você não quer. A única coisa que funciona é mostrar pra ele como ele vai ter mais vantagens ou diversão sempre que fazer a coisa certa. Funciona.

Este é só um trechinho do texto genial que me foi passado ontem pelo meu grande amigo Julio Bassi (que também atende pela alcunha de Imperial°Spirit):
Sempre que você vir ‘jogos casuais’ nas notícias, simplesmente troque a palavra ‘casuais’ por ‘retardados’ e você verá como ela realmente é percebida pela indústria. “Há uma explosão de jogos casuais!” deve ser traduzido para “Há uma explosão de jogos retardados!”. “EA Casual Games Division” realmente é traduzido para “EA Retard Games Division”. “Por que você está chamando jogadores casuais de retardados!?” rosna um leitor.
Eu não estou. Estou dizendo que a indústria hardcore é quem pensa assim. Para eles, ‘casual’ é apenas uma forma de dizer ‘bobo’.
O texto foi escrito (muito bem escrito, diga-se de passagem) por um cidadão chamado Sean Malstrom em seu site/blog pessoal e comenta sobre a estratégia da Nintendo para conquistar novos jogadores e como suas atitudes vêm sido erroneamente interpretadas pelos analistas, third parties, jornalistas, a indústria como um todo e até VOCÊ, gamer hardcore.
Não poderia ter vindo em momento mais oportuno, já que todos ainda estamos perplexos com a falta de atenção aos games “não-casuais” na conferência da Nintendo para a imprensa na E3. Recomendado pra todo mundo que se pergunta quais serão os próximos passos tomados pela Nintendo e àqueles que acham que nunca mais terão um Zelda ou um Metroid de verdade.
Depois de clicar no continue, você vai descobrir porquê os jogos de empresas como a Big N e a Blizzard reúnem mais fãs que as demais, a verdade por trás da estratégia do blue ocean da Nintendo, a causa do fracasso nas tentativas de outras produtoras de embarcar no sucesso do Wii e, principalmente, porquê o Zelda mais hardcore de todos os tempos pode ser só uma questão de tempo.
Antes de prosseguir, apenas um aviso: o texto a seguir é um dos mais geniais já publicados no Continue. Mas também é um dos maiores, senão o maior.
O final da conferência da Microsoft nessa tarde foi arrepiante, ao menos para mim. Quando o presidente da Square Enix, Yoishi Wada apareceu, pensei que ele iria falar de jogos como Last Remnant, Infinite Undiscovery e no máximo, do novo Star Ocean. Como vocês sabem, ele falou desses jogos. Saiu de cena. E o apresentador e eu estavamos dando por encerrada a conferência, quando o Wada retorna, interrompe o sujeito com um sorriso maluco no rosto e fala no seu sotaque muito engraçado: “Só mais uma coisa. Por favor, assistam esse vídeo”.
E aí começou o minuto e meio mais derrubador de queixo da E3 2008 até agora. Pra mim e acho que também pra muita gente. No começo, admito que fiquei pensando que alguma coisa ia aparecer. Ou Final Fantasy VII Remake ou Final Fantasy XIII. Logo apareceram os soldados amarelos e tive certeza de que era o novo jogo, aquele que desde sempre fora uma das grandes jóias do PlayStation 3. Tive medo por um segundo só, de que o tiozinho soltasse a fatídica frase “Exclusive for…”. Seria um baque muito forte para a Sony, como foi durante o anúncio de Final Fantasy VII para o PSX, para a Nintendo. Não chegamos a tanto hoje, mas não há como negar que a bomba foi de um efeito moral devastador.
Eu estava cobrindo a conferência para o site Hardgamer. E quando a Lightining apareceu no fim do vídeo e em seguida o nome do jogo na tela, era só ir lá e escrever: Square Enix anuncia Final Fantasy XIII para o Xbox 360! Mas na moral, meus dedos estavam errando as teclas. Não conseguia digitar.
Agora a pouco rolou a conferência da Square Enix. O assunto principal, claro, era a revelação que seu presidente fizera momentos antes. Ainda não se sabe quantos discos a versão do Xbox 360 ocupará. A Square Enix disse que está pronta para começar o desenvolvimento do jogo e que o mesmos será feito em paralelo com a localização do FF XIII para o PS3. O jogo será lançado primeiro no Japão no console da Sony mas as versões americanas e européias terão lançamento simultâneo em ambas as plataformas.
Não acho que o objetivo da Microsoft fosse ganhar mercado no Japão. Mesmo que lançassem simultâneo com a versão do PS3 por lá, não venderia muito mais consoles do Tio Bill por isso. Acredito que o objetivo deles com essa conquista é diminuir as vendas do PlayStation 3 no ocidente. Tirar mais uma exclusividade.
Independente de qual seja a estratégia planejada pela Microsoft, admito que foi a notícia mais mega-blaster do dia. E sei que muitos proprietários do Xbox 360 devem estar com o mesmo sorriso que eu estou até agora.

Não entendeu o título desse post? Nem eu! Isso é sinal que nós somos compradores em potencial de um dos novos títulos da Ubisoft para o Nintendo DS, revelado ontem por intermédio das sempre úteis listas de softwares classificados pela ESRB.
Depois de My Spanish Coach (que eu deixei passar como se fosse uma indesejável titica de pombo) e My French Coach (que eu joguei, achei interessante, mas larguei devido à minha falta de interesse pela língua), agora é a vez My Japanese Coach, fazendo a alegria dos otakus do mundo. Finalmente você vai poder aprender aqueles símbolos místicos que compõem os nomes dos episódios dos fansubs de Naruto que você baixa religiosamente!
Japonês me parece uma língua tão complicada que eu sinceramente nem imagino como esse jogo vai funcionar. Mas, na boa, se eu aprender meia dúzia de kanjis, já vou me considerar satisfeito.
Outros jogos descobertos no processo foram Ratchet & Clank Future: Quest For Booty, para PS3, que provavelmente vai ser anunciado com estardalhaço na semana que vem e Phantasy Star IV: The End of the Millenium, clássico RPG a aportar o Virtual Console do Wii em breve. Quanto ao primeiro, ótimo! É exatamente desse tipo de jogo que eu sinto falta no PS3. Quanto mais desses saírem, mais vontade eu terei de comprar um. Quanto ao segundo, agora seria a hora em que eu comentaria algo do tipo “só lançam esses RPGs aí que eu nunca vi mais gordo! Cadê as pérolas do Super NES? Cadê Chrono Trigger?!”. Obviamente, é uma grande felicidade pra mim não ter mais que dizer ou pensar nada do tipo.
Ah, Chrono Trigger…
[via Kotaku]

Parabéns, CAPCOM! Não é todo mundo que chega aos 25 anos Resident Evil, MegaMan, Street Fighter, Phoenix Wright, Devil May Cry, Silent Hill, Metal Gear Solid, Super Mario, Pokémon, King of Fighters, Sonic, Mortal Kombat, Crash Bandicoot, Bubsy e outras tantas séries de sucesso!
Mas mandar cartão bonitão assim pros jogadores nada, né? Só pros investidores. Tá bom. A gente perdoa. Mas lança logo Street Fighter IV, pô!

Fato: os gamers japoneses adoram jogos de corrida. A Sony sabe disso muito bem, dado o sucesso da série Gran Turismo na terra do Hiro Nakamura. E a Codemasters decidiu investir no público nipônico também.
A produtora inglesa está preparando uma edição de seu recente sucesso GRID para o mercado japonês. O jogo será totalmente localizado com vozes e texto no idioma local e também com novas ambientações em Tóquio e Yokohama. Para tornar o jogo ainda mais atraente, a versão japonesa de RaceDriver: GRID terá incluso o game de rally DiRT, também da Codemasters. (E vencedor do Top 5 Melhores Menus dos Games que o Bracht fez aqui há um tempo. :P)
O jogo ainda não tem data de lançamento mas chegará ao Japão, tanto para PlayStation 3 quanto para a meia dúzia de americanos nacionalizados japoneses que compraram um Xbox 360 por lá.
Quem sabe um dia teremos jogos assim, em versões exclusivas, para o mercado brasileiro também? Sonhar não custa nada. Que bom.
[via HardGamer]

A notícia da semana até agora é o caso Itagaki/Tecmo. Um dia antes do lançamento de Ninja Gaiden II (ou seja, ontem), — provavelmente de propósito, como forma de protesto ou algo assim –, Tomonobu Itagaki soltou para a imprensa mundial um comunicado anunciando a sua saída da Tecmo, onde ele era um dos principais diretores, comandando carros-chefe como as séries Ninja Gaiden e Dead or Alive. Saída AND movimento de processo contra a empresa.
O motivo? Nada amigável. Segundo o próprio, “eu não consigo mais trabalhar com o Presidente [da Tecmo] Yoshimi Yasuda, um homem que escolhe não cumprir suas promessas mesmo quando pode fazê-lo”. O comunicado, que você confere na íntegra depois do continue, explica toda a treta, mas em resumo tudo gira em torno de um bônus que o tio Yasuda prometeu ao Itagaki por ter completado Dead of Alive 4 e nunca pagou, além de “comentários danosos” que o presidente fez sobre o diretor dentro da empresa, causando, segundo Itagaki, “stress emocional significativo e piora das minhas relações pessoais e ambiente de trabalho”.
Sabe como é quem começa um barraco, né? Não pára enquanto ainda sobrar pedra sobre pedra. Por isso, sobre o caso do bônus não pago, o ex-diretor de Ninja Gaiden ainda soltou mais um podre: “[o] Presidente Yoshimi Yasuda não apenas optou por quebrar este acordo, como também me desafiou, dizendo: ’se você não está satisfeito com a minha decisão de não pagar os bônus, peça demissão ou processe a empresa’”. Pega fogo, cabaré!
Fim da história? Tomonobu Itagaki obviamente não terá nada a ver com o eminente Dead or Alive 5 e também declarou que Ninja Gaiden II foi a sua última participação na série. Vi uns caras comentando num fórum gringo que ele deveria ir para a Platinum Games. Sobre isso eu digo: DEMOROU!
E aí, essa notícia te afeta? Você é fã do trabalho dele? Ficou triste?
[via 1UP]
Responda rápido: de zero a dez, qual a sua vontade de controlar um jogo onde a personagem principal consegue meter um chute bem no meio da face de um inimigo e, sem mover nenhum músculo extra, estourar aquilo que o infeliz chama de cara disparando uma espécie de “trezoitão tunado” acoplado ao calcanhar? E tudo isso usando roupa de couro e um daqueles sapatos de salto altíssimo que só as mulheres mais sexies do mundo conseguem usar!
Como você pode ver no trailer acima, é exatamente isso é o que você vai conseguir fazer no jogo Bayonetta, que foi anunciado esta semana e será dirigido pelo criador de Devil May Cry, Hideki Kamiya. Trata-se de um Action Shooter cuja protagonista é uma espécie de bruxa moderna que caça anjos. Mas quem se importa com isso quando a menina tem pistolões amarrados aos pés, cáspita?
E não é só pelo fator cool que você vai querer jogar esse jogo, amigo. Pra quem não sabe, ele é um dos três projetos anunciados esta semana pela Platinum Games (formada pelos cabeças da extinta Clover Studios, do genial Okami). Só isso já bastaria para elevar a ansiedade de muitos a níveis quase MetalGearSolidianos. Você vai conhecer tudo que se sabe sobre os outros dois assim que clicar no continue!