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Reloading!

Archive for the ‘Indústria’ Category

Square-Enix: “FFXIII é PS3. O resto é port”, ou quase isso

Vamos encarar a realidade: a era das franquias exclusivas third-party acabou. Já falei isso em um monte de fóruns, listas de discussões e até mesmo no refeitório do trabalho. Agora estou afirmando isso aqui no Continue. Quem sabe um dia não ganho crédito por ter feito essa afirmação? :)

É por isso que o “anúncio bombástico” da MS na E3 2008 não me abalou, e é por isso que eu acho que foi uma notícia tão banal quanto qualquer anúncio da Nintendo nessa E3. É uma indústria, e esse é o tipo de coisa que se esperaria de uma indústria.

Porém, hoje, os três consoles que brigam pelo mesmo mercado, na verdade, são um tanto diferentes entre si. Isso é inegável. Para um jogo rodar tanto no Xbox 360 quanto PlayStation 3, ele deve ser lançado em DVD, e não em BluRay ou — como era mesmo o nome? — HD-DVD. Os gráficos devem ter pelo menos uma escalabilidade, para rodarem no Wii e no 360, e assim por diante. Assim sendo, os jogos multi-plataformas têm que ser nivelados por baixo, para poderem rodar igualmente em todas as plataformas em que forem lançados, certo?

Bom, a Square-Enix acha que não.

Yoshinori Kitase e Shinji Hashimoto deram uma entrevista para a PlayStation Magazine Australia e afirmaram que Final Fantasy XIII está sendo desenvolvido com o PlayStation 3 em mente e que será maximizado para esse console. Depois de pronto ele será portado para o 360, aproveitando as capacidades da caixa da MS.

Interpretem como quiserem…

PS: Eles disseram também que o jogo está com 80% da parte artística pronta, mas isso não importa muito, não é?

[via PS3Fanboy]

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  • A minha paixão por videogames não começou quando comprei o meu primeiro console, um N64 com Super Mario 64, muito embora eu tenha ficado maravilhado com as possibilidades do novo universo 3D (e meio confuso com a alavanca analógica, praticamente o Wii Remote de dez anos atrás). Tampouco durante as tardes em que eu passava jogando PSX com meus vizinhos, mesmo que essas fossem deveras divertidas (aposto que ninguém nunca aproveitou o multiplayer de Medal of Honor como nós). O verdadeiro estalo só veio mesmo aos meus 9 anos, quando fui à banca e tomei coragem para gastar minhas preciosas economias na tal revista chamada Nintendo World. Eu não sabia — e estou correndo o risco de soar de piegas demais — mas essa decisão, bem à la Efeito Borboleta, desencadearia uma série de acontecimentos no meu insignificante futuro.

    Isso, caros leitores, foi para dizer que há cerca de 10 anos estava nascendo aquela que ficaria marcada como uma das maiores e mais duradouras publicações de games do país. Como mal tinha saído das fraldas, não posso dissertar sobre a ruptura que a revista causou no mercado editorial nacional ou como ela veio para elevar o nível de profissionalismo no meio da imprensa de videogame, mas eu sei que foi lendo aquelas páginas que descobri algumas coisas em mim; a fascinação pela indústria dos games, a vontade de ganhar a vida escrevendo sobre coisas que eu gosto, e a admiração por caras como Pablo Miyazawa são apenas algumas delas.

    É claro, os tempos mudaram. Hoje em dia a NW (assim como as publicações impressas em geral, para minha infelicidade) podem não possuir a mesma relevância de 10 anos atrás, e boa parte daqueles que ajudaram a construir o nome da revista já seguiram em frente, mas é inegável sua importância para boa parte daqueles que lêem o Continue e compõem boa parte da blogosfera gamer nacional. Por isso, deixo aqui registradas minhas insifgnificantes congratulações a todos que fizeram e fazem parte desta história de alguma forma. E como esse já é o post mais puxa-saco da história do blog, convido você a fazer o mesmo.

    [Nota do Bracht: a minha vida também mudou quando eu peguei aquela edição 13 na banca e li o detonado de Pokémon Red/Blue "por: Pablo Miyazawa". Deixo aqui os meus parabéns a todos os editores, redatores, colaboradores e todos em geral que contribuíram de alguma forma com esses 10 anos de história. Orlandão, continua tocando esse barco aí em velocidade máxima!]

    E vida longa à Nintendo World! \o/

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  • Toma essa EA: isso sim é bônus de pré-venda!

    A Activision mostrou hoje como é que se faz uma pré-venda: na compra antecipada do “super-bundle com tudo dentro” de Guitar Hero: World Tour, a empresa está dando de brinde uma guitarra extra. Ou seja, agora o baixista não precisa ficar com a guitarra antiga.

    O único ponto (muito) negativo é que a promoção por enquanto só vale na Inglaterra, tanto para lojas online quanto nas lojas tradicionais (offline?). Quem sabe não rola uma promoção dessas por aqui?

    Haha.

    [via MCV]

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  • AH, NÃO! Novo jogo de 50-Cent é cancelado

    Tá ligado em 50-Cent: Blood on the Sand? Continuação de um dos jogos mais violentos da Tailândia, estrelado pelo gangsta-rapper-pipocado-de-balas 50-Cent, era um jogo que prometia “muita ação, uma história com um misterioso interesse romântico e toneladas de sangue” ou seja, mais um jogo de ação genérico no qual você iria usar cobertura e mandar bala em alta definição, certamente com os mesmos problemas de câmera, história clichê e bugs de sempre. Tudo isso ao som dos raps do Sr. Meio-Dólar, claro.

    Então, a boa notícia é que o estúdio Swordfish, responsável pela produção, será vendido e já circula na Internet o rumor de que Blood on the Sand foi cancelado. Não vai fazer a menor diferença para o Cinquenta Centavos, mas pelo menos é um jogo ruim a menos no mundo!

    [via Kotaku]

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  • Nintendo realizará grande evento misterioso mês que vem

    Logo agora, quando todos os fanboys já estavam superando a conferência da Nintendo na E3 2008 e se conformando com a perspectiva de passar o fim de ano fazendo mímica de instrumentos musicais, a Big N anuncia um evento exclusivo para a imprensa no dia 2 de outubro. E pelo que andam dizendo nos bastidores, será nos moldes daqueles de quando a empresa tem algo de importante para revelar, com apresentações acontecendo em mais de um continente no mesmo dia. Outro detalhe importante é que esta data é logo antes da Tokyo Game Show, evento ao qual a Nintendo não comparecerá.

    Mas é melhor pensar duas vezes antes de pensar “OMG! Já tô vendo o novo Zelda!!1!”. A época é estranha para um Megaton, e pode ser que a Nintendo esteja só querendo consolidar a lineup de fim de ano já revelada para seus consoles, uma vez que na E3 ela deixou passar boas exclusividades para os jogadores hardcore — como Fatal Frame, The Conduit, Dead Rising, Wario Land: Shake It!, Tenchu 4 e Tales of Symphonia — o que gerou todo aquele escarcéu sobre esquecer os verdadeiros fãs e tudo mais.

    Sem contar o megaboga Disaster: Day of Crisis, que parece ser o grande título de fim de ano para o Wii — ao menos no que diz respeito ao tipo de gente que não está afim de fazer mímica de instrumentos musicais.

    [Nota do Bracht Nintendista: foda-se, já tô hypado. Novo Zelda!!1! \o/]

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  • Confirmado: EA é mão-de-vaca; cobra até pra dar beijo na mãe

    Sabe quando você olha um anúncio de lançamento de jogo lááá no futuro, tipo pra daqui uns seis meses, mas mesmo assim os caras já estão fazendo pre-order, e você pergunta “Mas que diabos eu ganho dando meu dinheiro pros caras agora?”

    Pois é, parece que os caras em questão estão ouvindo essa pergunta muitas vezes. Tanto é que, geralmente, o pre-order vem acompanhado de alguma bobeira para te dar a impressão de que vale a pena deixar seu rico dinheirinho parado na mão dos produtores de jogos. LittleBigPlanet, por exemplo, está dando personagens super-legais para você baixar quando chegar seu jogo, entre outras coisas.

    A EA entrou nessa e anunciou que quem já comprou Mirror’s Edge (cuja data de lançamento foi confirmada para 11 de Novembro — marquem aí nos seus Google Calendars) vai receber um código para destravar o modo time trial no demo do jogo.

    Destravar um modo de jogo no DEMO? Ah, faça-me o favor…

    Isso é motivo suficiente para fazer você comprar o jogo antes de sair? Pra mim, não é.

    [via PS3Fanboy]

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  • Fable 2 vai punir os trapaceiros sem-vergonhas?

    Essa eu quero só ver! Em entrevista ao IGN, o nosso amigo Pedrinho Molinete disse algo que, se for verdade, eu vou respeitar profundamente: que o bug no Fable 2 Pub Games foi intencional e que os jogadores que fizeram uso dele para enriquecer “não perdem por esperar”. 

    Pra quem não tá sabendo da história, um tempo atrás foi lançado na Xbox Live Arcade o Pub Games, um joguinho estilo cassino ambientado no mundo do vindouro Fable 2. O jogo em si é péssimo, mas a graça dele é que todo ouro que você ganhar pode ser transferido depois para o seu personagem de Fable 2, quando o jogo sair. Só que logo foi descoberto um bug que aumentava — e muito — os ganhos de quem usasse. A imprensa reportou, os jogadores se esbaldaram, a Lionhead corrigiu (quer dizer, corrigiu? Eu não sei)… E agora vem o Molyneux falando isso?

    Caso este “bug” tenha sido realmente intencional, e o Fable 2 tenha um mecanismo que identifique o jogador que chegou com um saco cheio de ouro como um ladrão, ladrão, ladrãozinho e reaja a este fato, esta será uma das melhores idéias já concebidas para um jogo. 

    Sim, ninguém pode garantir que o bug não foi somente isso mesmo, um bug acidental, e toda essa história de reconhecer os cheaters foi implementada no jogo final depois da merda feita. Mas dada a proximidade do lançamento, eu tendo a acreditar que não. E mesmo que sim, continua sendo genial. 

    [via Game|Life]

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  • Assim que passamos da fase da desconfiança, entramos na fase de curtir a nostalgia de Mega Man 9. Um jogo old-school até os ossos, mas com um probleminha: seria vendido por distribuição digital. Nada nesse mundo pode ser menos old-school do que distribuição digital, hoje em dia. Seria muito legal se um jogo como MM9 pudesse ser vendido em sua forma “verdadeira”: um cartucho de NES, com boxart tosquera e descrição clichê na contra-capa. 

    Aí entra a Capcom. Eles são deuses. Eles fizeram exatamente isso

    Bom, não exatamente. Por conta de problemas legais e aquela parada toda, o cartucho de NES não pôde vir com o jogo em si dentro dele. Mas ele vem com um CD cheio de coisas bacanas sobre o jogo, além de um vale-download do jogo. 

    A má notícia é que por enquanto essa é uma novidade exclusiva para os membros da imprensa (ei, Capcom, eu meio que, de certa forma, sou um membro da imprensa, sabia? :D). Depois eles vão fazer uma edição limitadíssima, só com 200 unidades, para vender na Capcom Store. Tudo bem, pelo menos eles fizeram!

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  • Activision: um jogo do 007 a cada 365 dias!

    A nossa amiga Activision anunciou que os jogos baseados no espião de Ian Flemming vão sair ano a ano, faça chuva ou faça sol (leia-se: independente se haverá ou não filme do agente inglês nos cinemas).

    Jogos baseados em filmes geralmente sempre são uma porcaria, mas o primeiro dessa franquia — Quantum of Solace– foi apresentado na feira de Leipzig esse ano e parece que agradou. O estranho dessa história toda é que, de acordo com o PS3 Fanboy, o jogo está em desenvolvimento há mais de dois anos. Até aí tudo bem, pois vááários jogos estão em desenvolvimento há mais tempo (vide Duke Nukem Forever). O que não bate é justamente o anúncio que a franquia vai gerar um jogo por ano, sendo que o primeiro está em desenvolvimento há dois.

    Das duas, uma: ou só o primeiro jogo vai prestar, ou os caras nem terminaram esse e já estão fazendo o segundo. Porém, se a coisa for assim mesmo, logo a Activision deverá ter pelo menos três equipes diferentes trabalhando só na franquia James Bond. Tá certo que a EA faz isso com os Need for Speed (aliás, já deu, né?), mas, como diriam os cachorrinhos da TV Colosso: “Eu não acre-di-to!”

    [via PS3 Fanboy]

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  • Making of Metal Gear Solid 4


    • Nas categorias: Indústria

    [Sim, temos um novo colaborador! Daniel Trezub digivoluiu de "leitor participativo-mon" para "escravo explorado-mon"! Dêem as boas-vindas ao cara e era isso.]

    Sempre quis saber como um super-hiper-mega-blaster jogo é feito? Bom, pelo menos a parte gráfica você pode conhecer. A Softimage, empresa que produz o software usado para criação de MGS4 e Assassin’s Creed, publicou um pequeno grande artigo sobre a produção da saga final de Snake.

    Da direção de arte à iluminação final das cenas, passando pela modelagem dos personagens, armas e veículos, está tudo lá. É uma grande propaganda da Softimage, claro, mas para quem quer um dia tentar entrar nessa indústria é um prato cheio. Você não vai aprender a usar o Softimage|XSI, mas dá pra ter uma boa noção de como uma coisa dessas é feita.

    Por exemplo: está pensando em juntar dois amigos e criar o próximo equivalente ao MGS4? Esqueça. A Kojima Productions contava com nada menos que 100 pessoas trabalhando só na parte de criação de conteúdo 3D. Durante as épocas de pico eram adicionadas mais pessoas ao projeto, e no final eram mais de 180 indivíduos. Trabalhando durante mais de três anos e meio! Só programadores eram mais de 40, ao final do projeto. E ainda tem gente que chma MGS4 de joguinho… Só a termos de comparação: a Media Molecule, produtora do genial LittleBigPlanet, pra quem ousa não saber, é uma empresinha londrina com menos de 30 funcionários.

    Então, muna-se de seu dicionário de inglês e divirta-se. Se você não entende lhufas da língua de Shakespeare, pelo menos aprenda alguma coisa com as figuras.

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