
Você sabe, uma imagem vale mais que mil palavras. Como é perceptível, o Wii continua vendendo pra cacete. E a piada da vez é que a Nintendo se viu obrigada a cancelar qualquer campanha publicitária relacionada ao console neste feriado para tentar frear a demanda, que continua crescendo e crescenDO e cresCENDO e CRESCENDO.
Chega a ser engraçado, mas fato é que o Wii é um console que deu certo. Certo até demais. Há quem suspeite de que tudo não passa de uma forma satânica e conspiratória de promover o sucesso do produto anunciando-o antecipadamente. Sei lá, pra mim não faz muito sentido. Por que alguém teria mais vontade de comprar um Wii tendo que fazer reserva meses antes ou encarar filas quilométricas?

Como se já não bastasse sermos ludibriados no onanismo diário e até em anúncio de comida, agora tem jogo recebendo uma “ajudinha” pra fazer bonito nas feiras de games. Na última quinta-feira, Seb Downie, do Controle de Qualidade da Guerilla Games, empresa responsável pelo desenvolvimento de Killzone 2, admitiu que as últimas imagens liberadas do jogo passaram por alguns… ajustes, antes de serem apresentadas.
Semana passada o Kotaku comentou que as fotos estavam muito suaves. Suaves demais. Questionado, no fórum oficial do PS3, se essas imagens representavam realmente o gameplay sem nenhum tipo de modificação, Downie respondeu:
Elas estão só um pouquinho retocadas. A resposta curta é ’sim’. A resposta longa é que foi feita uma pequena correção nas cores e algum polimento. Mas ainda estão bem próximas da realidade. Fica melhor em movimento, na minha opinião.
Resta uma dúvida: será que junto com o jogo eles mandam uma cópia do Photoshop para eventuais “correções nas cores”?

Olá pessoal, apresento-me-lhes o mais novo integrante da equipe Continue! Como vocês podem ver lá no Quem Escreve, eu sou apenas uma criança indefesa um cara que sonha em fazer jogos, e até onde lembro sou 70% água, o que comprova que as estatísticas do Fabio são mentirosas.
Como provável não-futuro-game-designer, me interessa tudo que tem a ver com a criação de games, desde que não envolva programação. Gosto da teoria, de entender por que raios um negócio com batalha por turnos por meio de um menu em preto-e-branco é capaz de segurar alguém em frente a um videogame por cerca de 40 horas de sua vida, essas coisas. É aqui que entra Understanding Games.
Nos moldes de Understanding Comics, de Scott McCloud, Understanding Games é um jogo em quatro breves episódios, que fala sobre… jogos. Enquanto os bonecos explicam o que faz os jogadores quererem optar por determinados personagens em um game, você joga uma partidinha de pega-pega com eles, por exemplo. A idéia é boa, mas às vezes dá a impressão de que você tá vendo uma animação em Flash com traços de interatividade, ao contrário do livro citado acima, onde o autor explica os quadrinhos completamente via quadrinhos.
De qualquer modo, é legal pra sacar alguns conceitos fundamentais dos games, que talvez não tenhamos percebido ainda. Ainda mais se você é que nem eu e, entre ler e escrever sobre jogos na internet, dá uma brincadinha escondido no Game Maker.

Alguns dias atrás, quando o Bracht postou aqui no Continue sobre a história da fusão da grandona Activision com a lentíssima (mas competente) Blizzard, ele disse que a parceria não devia fazer tanta diferença na prática e que na verdade nem conseguia ficar empolgado com a notícia. Bem, ele estava certo: na prática, porcaria nenhuma vai mudar mesmo. Mas é claro que as piadinhas eram inevitáveis. O 1up saiu na frente e misturou algumas das franquias mais famosas de ambas as empresas. O resultado - que reúne desde Tony Hawk’s World of Guitarcrafts até Pitfall Harry vs. Diablo - é surreal.
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O ano nem acabou, mas a temporada de caça aos melhores jogos de 2007 já começou. A Spike TV deu o seu prêmio máximo para Bioshock, deixando para Super Mario Galaxy o título de melhor jogo de Wii e elegendo Ratchet & Clank Future: Tools of Destruction como o maior destaque de PS3. Justo? Não deixe de opinar.
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Hoje teve a inauguração da loja Gamers, em São Paulo. É aquela que promete trazer uma nova experiência em compras para o jogador brasileiro, com direito a regalias e atendimento de primeira. Alguém já foi lá no Shopping Morumbi conferir? Particularmente, estou muito ocupado com o meu recém-chegado Galaxy para encarar 6 horas de ônibus. Mas espero fotos.
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Aposto que você esperava um post com algo sobre o caso Blogeek. Bem, vai ter que esperar um pouco mais. Ainda estamos digerindo as conseqüências desta que foi uma das semanas mais agitadas do mercado editorial brasileiro desde… bem, desde sabe-se lá quando. Se serve de consolo, não só o próprio Blogeek, mas também o Gamer.br, o Kotaku e até o Dan Hsu, big boss da EGM americana, já tiraram suas conclusões. Não é a mesma coisa que o Continue, mas deve dar pro gasto.

É, a semana foi punk. Mas vamos terminar a sexta-feira com uma ótima notícia. Um ótimo rumor, pra falar a verdade: Zack & Wiki: Quest For Barbaros’ Treasure, considerado pela mídia o melhor jogo third party para o Wii, pode ganhar uma continuação!
O nome “Zack & Wiki 2″ foi encontrado em uma suposta lista de lançamentos divulgada apenas para o varejo. A lista (caso seja real) traz os nomes de todos os jogos da Capcom com lançamento esperado para Q4 2008 e Q1 2009. Ou seja, último trimestre de 2008 e primeiro trimestre de 2009. E não tem só Z&W lá, não:
Tá certo que ainda falta um ano, e que essa lista pode muito bem ser falsa ou mudar completamente até lá. Mas não custa se empolgar um pouquinho, né?
[via Destructoid - incluindo imagem]

Pode ser que tenha um ou outro querendo ouvir a versão do Bracht, mas eu vou me adiantar e contar logo: pode ser que a Sega esteja planejando lançar um novo Dreamcast.
[BRACHT UPDATE! A Sega negou. Ainda bem que não tinha ninguém achando que ela ia realmente lançar outro Dreamcast. Né?]
Na verdade, eu não usaria bem essas palavras, caso sensacionalismo não fosse a chave do negócio. Afinal, tudo o que se apurou até agora foi que a Sega teria registrado novamente o nome Dreamcast. O que deu motivo pro pessoal do Game|Life criar burburinho é o fato do registro original ainda estar ativo, e este novo incluir “floor pads” (aqueles tapetes de dança à lá Dance Dance Revolution, presume-se) e “flash cards” na descrição - coisas que não existiam no console original e que podem ser indicação de uma nova versão vindo por aí.
Quer saber? Acho bem difícil. Há rumores de uma nova versão do console com o logotipo mais hipnotizante de todos os tempos praticamente desde o seu falecimento, e agora a Sega já está praticamente estabelecida como softhouse. E se a companhia já tinha problemas em se estabelecer na época em que havia apenas a Nintendo como concorrente, imagine nos dias de hoje, em que a indústria dos games está infinitamente mais feroz.
É bem mais provável que seja apenas uma precaução para não saírem usando o nome Dreamcast em qualquer periférico barato por aí. Vai que a hipnose funciona?

Não há dúvidas de que o mundinho dos games possui um dos processos evolutivos mais dinâmicos de toda a indústria do entretenimento. É só compararmos os jogos de hoje com os títulos de dez anos atrás - pode até ser que, na prática, pouca coisa tenha mudado, mas quem falar que preferia imaginar aqueles bonecões quadrados de Final Fantasy VII como pessoas do que admirar as lindas curvas do décimo terceiro episódio, é bobo.
Também não podemos negar que todo o avanço - não só tecnológico, mas de como a indústria se porta como um todo - trouxe inúmeros benefícios: só para citar alguns, temos controles que reconhecem movimentos, podemos jogar com pessoas do outro lado do mundo, lançamentos quase simultâneos em praticamente todas as partes do globo e podemos ver melhor as curvas de Lara Croft.
A questão é que algumas coisas mudaram para pior. Não, não vou começar a falar desta bobeira saudosista de que os jogos de luta eram melhores em 2D ou que o SNES ainda é o melhor console de todos os tempos. Me refiro a esta acomodada posição que as empresas de games tomaram de uns tempos pra cá. Parece que não tem mais equipe de revisão ou qualquer preocupação em lançar material “definitivo”: afinal, se foi pras lojas quebrado, não tem problema: depois é só consertar.
Os maiores exemplos são os jogos, com suas dezenas de atualizações baixadas pela internet para corrigir os mais diversos tipos de bugs. Mas não se limitam a eles. Essa velocidade acelerada que a indústria em detrimento do acabamento tem recebido proporções tão grandes que o grande destaque da nova geração não é nenhum título AAA ou grande exclusividade - mas sim as três luzes vermelhas do Xbox 360.
É claro que tem os exageros, como a nova “camisinha” e a corda mais firmes do Wii Remote para as pessoas sem o mínimo de bom senso que saem quebrando suas casas. Mas para cada caso desses, surgem mais e mais problemas. É um tal de patch de atualização pra lá, periférico quebrado pra cá…
O serviço porco da hora é a versão do Guitar Hero III para Wii, que aparentemente veio com som em mono. Ainda não pude jogar no console da Nintendo, então nem sei se faz tanta diferença assim, mas não deixa de ser absurdo ninguém do time da Neversoft ter percebido a mancada antes de pôr o jogo na loja. O pior é que pra resolver vai dar a maior confusão, já que a Nintendo, com seu jeito, digamos, “tradicional” de ser, não vai querer liberar atualização pela internet. Daí a Activision vai ter que se virar para manufaturar quantos discos com a versão consertada forem necessários. Trabalho porco dá nisso. Pelo menos podiam aprender…
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Para quem não notou, eu não sou o Fabio. Prazer, Luiz Eduardo Freitas, às suas ordens (nem tanto). O primeiro colaborador do Continue, mas não espero que seja o primeiro de muitos. Afinal, se isso aqui começar a dar dinheiro, a repartição tem que ser a menor possível.
O meu “longo” histórico você confere ali do lado, no “Quem Escreve”. Espero que goste dos meus posts, senão o Bracht me chuta daqui. E acho que é isso. Qualquer coisa, só chamar.

E a notícia do momento (que saiu em pleno fim de semana, veja só) é a que segue: Blizzard e Activision vão se fundirem-se a si mesmas mutuamente e passarão a ser uma empresa apenas, de nome Activision Blizzard. Em todos os lugares onde eu li a respeito, só vi números, cifras e porcentagens de ações que sinceramente não me interessam. Eles já ganham uma cacetada de dinheiro mesmo, só vão ganhar um tanto a mais. O que eu posso dizer (embora não tenha certeza de não estar falando groselha) é que este é quase que certamente um movimento interessante para tirar de vez da Eletronic Arts o posto de maior, mais lucrativa e mais megalomaníaca empresa de games.
Quanto à questão mais importante — os games que ambas as empresas produzem, é claro — já foi dito que nada irá mudar. Muita gente vai perder o emprego nesta fusão, mas em geral será o “pessoal do trampo chato”. Os contadores, recursos humanos, secretárias e tal. As equipes de criação e desenvolvimento de ambos os lados permanecerão intactas, ao menos do lado da Blizzard, já que alguém precisa continuar fazendo aqueles joguinhos que a juventude transviada tanto gosta.
Sério agora: eu sei que isso é importante pra caramba, talvez até mesmo histórico, mas por algum motivo não consigo me importar muito. Tem alguém aí empolgado com tudo isso? Se sim, por quê? Ou a minha opinião é compartilhada pela maioria? Adoraria saber.
[via 1UP]
“Estamos em modo de crescimento”, disse Strauss Zelnick em matéria da Reuters, para calar os rumores de que a Take Two estaria para ser vendida. A empresa enfrenta alguns problemas financeiros e legais, já que este é o preço que se paga por lançar jogos que “questionadores”, como GTA, ou artisticamente revolucionários, como BioShock
. Mas, segundo o carinha de nome engraçado, que por acaso também é presidente da Take Two, vender a companhia não está nos planos. Muito pelo contrário.
A frase que me deixou mais feliz dentre as que ele proferiu é a seguinte: “(…) O que nós achamos mais atraente é construir a nossa coleção de propriedades intelectuais.” Na prática, o que o Sr. Zelnick quer dizer é que os próximos anos trarão jogos originais, novas franquias, potencialmente de qualidade semelhante ao maravilhoso BioShock. Nada de ficar lançando o mesmo jogo toda hora (como a própria Take Two costuma — ou costumava — fazer com GTA). Isso é sempre boa notícia.
Aliás, falando em GTA…
“Eu acredito que este lançamento, Grand Theft Auto IV, será muito melhor do que toda a expectativa — muito melhor –, e isto é difícil de se conseguir quando as expectativas são tão altas.”
Viu como ele frisou muito melhor? Ao mesmo tempo que é sempre emocionante e enche os nossos corações de esperança ouvir uma coisa dessas, eu não consigo deixar de pensar que, se não fosse por frases assim, a frustração com a baixa qualidade de jogos hypados como Assassin’s Creed seria bem menor.
Essa eu acho que passou despercebida pelo radar da mídia de games: para promover o seu laptop Vaio, a Sony aparentemente* encomendou um advergame para um estúdio chamado KillerViral. Só que a KillerViral esqueceu de encomendar criatividade, e me saiu com uma solução risível, o VaioWare.
(* Eu digo “aparentemente” porque não consegui encontrar confirmação de que isso foi mesmo encomendado pela própria Sony. Pelo naipe do site da KillerViral, não parece. Mas o jogo é claramente um advergame, e nunca ouvi falar de algum que tenha sido feito sem ser encomendado.)
Só pelo nome já dá para adivinhar que trata-se de um webgame que a) exibe a marca do laptop Vaio sem parar, b) consiste em uma série de microgames e c) não tem nenhuma vergonha na cara. Até o molequinho ali da foto que tá com um capacete lembra o personagem 9-Volt, do WarioWare!
Parece-me que essa campanha já existe há um bom tempo, mas eu nunca tinha visto e rachei o bico quando vi ontem. Você já conhecia?