
Que o Wii não tem recebido muitos jogos hardcore é uma verdade. Os hiatos entre grandes jogos como Zelda: Twilight Princess, Super Mario Galaxy, Metroid Prime 3: Corruption e Super Smash Bros. Brawl (não por coincidência, todos da Nintendo) podem estar diminuindo, mas ainda não são suficientes para satisfazer todos os jogadores. Principalmente Mike Capps, o chefão da Epic Games.
O cara comprou um Wii e, pelo jeito, não está lá muito satisfeito. Em uma entrevista ao IGN, onde supostamente deveria falar sobre o próximo projeto de sua desenvolvedora, Gears of War 2, o Wii acabou roubando espaço - de uma forma ou de outra.
Depois do continue, leia as respostas de Mike, que, compiladas, ficaram mais parecendo uma carta de indignação do que qualquer outra coisa (daquelas dignas de separação de banda, sabe? =P).
Não é de hoje que declaro aqui no Continue o meu vício/fissura/amor/respeito por Guitar Hero (e, conseqüentemente, Rock Band — embora, provavelmente assim como você, ainda não tenha tido a chance de jogar). E, ao longo desta trajetória, venho notando que nem todos compartilham de milha idolatria: há opiniões adversas quanto a construtividade do jogo para a minha sanidade mental indústria da música.
Não só aqui no blog, já ouvi diversas coisas. Desde “dedique seu tempo a aprender um instrumento de verdade!” a “agora nem tem mais graça montar banda”, passando por absurdas afirmações decretando o fim da música e da criatividade. E pelo jeito não fui só eu.
O Carlos Corrales, do tremendão Delfos, fez um artigo falando sobre essas pessoinhas tão agradáveis que não nos deixam jogar em paz. Basicamente, ele resumiu tudo que eu sempre quis escrever mas não tive iniciativa para publicar. Acredite, vale dar uma lida.
Portanto, se você é dos que adoram se sentir o astro do rock na frente da TV, não há o que temer: você não está tirando o espaço das bandas de garagem nem fomentando a falta de crescimento na indústria musical. Se você é dos troozões from hell que desaprovam os tocadores de plástico, dê uma refletida: sempre é tempo de reconsiderar. Claro que, se ainda achar que tudo isso não passa de perda de tempo, ficarei feliz em responder seus argumentos logo abaixo, nos comentários.
E mesmo que você não tenha nada a ver com isso, não se acanhe. Que tal tentar uma partidinha?

Ou ao menos é o que parece, com o anúncio oficial de que o bundle do PlayStation 3 e GTA IV será lançado… só na Europa.
Rumores apontam que o pacote que chega às lojas no dia 29 de Abril e contém um PS3 com HD de 40GB, um SIXAXIS e o jogo Grand Theft Auto IV, também vai ser vendido na Austrália.
Faz sentido. São mercados onde o PS3 tem levado vantagem sobre o concorrente Xbox 360. E com essa jogada, a Sony procura ampliar ainda mais a sua liderança. Enquanto isso, nos EUA (e Brasil, por consequência), quem pensa em adquirir o console da Sony por causa de GTA IV, terá de se contentar em comprá-los separadamente.
Deixar o mercado americano de fora desse lançamento não é uma ação tão estúpida quanto parece à primeira vista. O PS3 não vende tão bem na América quanto na Europa ou na Austrália, e a rival Microsoft conta com conteúdo exclusivo para o tão aguardado jogo, o que é mais atraente do que uma caixa bacana. Por mais bonita que ela seja.
[via Kotaku]

A comunidade virtual prometida pela Sony como uma resposta do PlayStation 3 ao sucesso da Xbox Live encontra-se em estado de “closed beta”, ou seja, um teste fechado, só para convidados. O beta teste aberto ao público estava previsto para começar no verão desse ano nos EUA – ou seja, para os próximos meses. Porém a Sony divulgou hoje que a Home só será aberta para a galera no segundo semestre de 2008, durante o outono do hemisfério norte.
O lançamento original da PlayStation Home seria entre setembro e outubro de 2007. Depois passou para o começo do ano e agora ao que parece, a “casa” da Sony só abrira as portas no final de 2008. Posto que é um serviço online, por que não começar de uma vez e ir incrementando aos poucos?
[via Kotaku]

Sim, meus amigos, por incrível que pareça! Em entrevista à revista inglesa Edge, Hideo Kojima falou sobre o aguardado Metal Gear Solid 4 e, para a surpresa geral, afirmou que está desapontado com o resultado.
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O designer disse que os gráficos, a movimentação e o tamanho do mapa, por exemplo, não acompanharam a sua visão original, e que isso o deixou insatisfeito. Hideo Kojima culpa as limitações do hardware do PS3 (!!) pelo resultado abaixo do esperado, assim como a expectativa dele e de sua própria equipe com relação ao console da Sony.
Mesmo usando o processador Cell até o limite e enchendo um disco de Blu-ray até o limite, o criador de Solid Snake afirma que não conseguiu produzir o game revolucionário que gostaria. Nas palavras dele, sua visão original do quarto episódio de Metal Gear Solid está uns dez passos à frente do game que chega ao Playstation 3.
Kojima-san é conhecido por ser perfeccionista. Mas mesmo assim, parece impressionante que ele não esteja satisfeito com o jogo. Quero dizer, vejam as imagens, trailers e tudo o que já foi divulgado sobre MGS 4. É o ápice da série e tem tudo pra ser uma obra prima dos videogames. A pergunta que não quer calar é: o que mais Hideo Kojima queria fazer?
[via Kotaku]

Que o lançamento mundial de GTA IV é no dia 29 de abril, todo mundo já sabe. A novidade agora é que os gamers que optarem pela versão do PlayStation 3 terão que aguardar um pouco mais para jogá-lo. Cinco minutos a mais, para ser exato.
Pelo menos é o que diz Skip, resenhista do site 1UP, um desses sortudos que já pôs a mão no jogo. Segundo um post dele no fórum NeoGAF, a versão de GTA IV para o console da Sony exige uma instalação obrigatória de cinco minutos. O espaço que isso vai tomar do HD ainda não foi revelado.
Trezentos segundos até que é pouco depois dos mais de 20 minutos de espera para instalar Devil May Cry 4, mas ainda assim é uma decepção para quem ainda acredita na tão falada superioridade tecnológica do PS3. Esse processo de instalação, ao que parece, é feito para compensar a menor velocidade do Blu-ray na leitura de dados. Depois de instalados, os jogos rodam com o mesmo tempo de carregamento das versões de Xbox 360.
Depois de tantos meses de espera, será que a gente consegue esperar mais cinco minutinhos?
[via UOL Jogos]

Em uma entrevista ao site GameDaily BIZ, Greg LoPiccolo (Vice-Presidente de Desenvolvimento de Produto), da Harmonix, colocou os pingos nos is e falou com todas as letras: o plano da Harmonix é trabalhar para que os usuários possam programar suas próprias faixas em Rock Band.
Confira abaixo o trecho específico em que ele fala isso (e clique aqui para ler a entrevista completa, onde, entre outras coisas, ele explica porquê o jogo demorou tanto para chegar ao Wii):
BIZ: Eu não sei se foi você, o Alex [Rigopulos] ou outra pessoa da MTV [quem falou], mas eu li uma entrevista há alguns meses falando sobre a possibilidade de termos basicamente um “Song Creator”. Se existem jogadores que têm inclinações musicais e podem criar suas próprias músicas e compartilhá-las com os outros jogadores — e a grande buzzword hoje em dia é conteúdo criado por usuários, com a XNA Community no Xbox e com jogos da Sony como LittleBigPlanet — esta parece praticamente a situação perfeita para um modo de criação de músicas e músicas geradas por usuários. É por este caminho que você acha que [a Harmonix] está andando?
GL: Com certeza. Há alguns caminhos que podem ser bem excitantes. Um é aquele onde Rock Band se torna uma plataforma onde novos artistas podem estrear seu material e colocá-lo na frente das outras pessoas. Eu acredito que nós nos encaminhamos para uma realidade onde pessoas estarão realmente escrevendo [músicas] já pensando na plataforma, e nós inclusive já vimos isso porque há algumas bandas internas da Harmonix que lançaram músicas no jogo e por aí vai, e nós começamos a um pouco essa tendência em que as pessoas, ao comporem, já pensando “Como isso vai ficar no jogo?”, e isto os ajuda nas composições. Mas ter Rock Band como uma plataforma para artistas novos lançarem seus materiais é muito emocionante para nós. Nós adoraríamos ver isso acontecendo.
YouTube do Rock detected!

A maneira mais fácil de “arrumar” um assunto para tratar aqui na DFDS é olhar para as notícias que saíram na semana que passou, seja aqui no Continue, seja em outros lugares. Esta semana tivemos uma bem provocadora de opinião, que não pôde ser publicada aqui por motivos de falta de pessoal e/ou tempo livre. (Estamos procurando colaboradores!)
Ela tem como tema um dos “ismos” dessa vida. Mas não é nem nintendismo, nem sonysmo, nem microsoftismo, nem pczismo. É um ismo bem pior.

Eu adoro o tipo de trama em que o personagem principal não é exatamente o mocinho, o cara “do bem”, e o antagonista também não é exatamente mau, ele só tem os motivos dele — tão bons quanto os do protagonista — para foder com a vida do outro cara. Por mais que os vilões clássicos (Darth Vader me vem à mente) tenham seus motivos para fazerem as suas maldades, você sempre sabe que os motivos deles são errados, enquanto os dos mocinho são certos.
Miles Edgeworth não é um vilão clássico. Ele é o advogado que sempre fica do lado oposto do tribunal em relação a Phoenix Wright. Enquanto você fica lá, lendo e relendo as fichas dos casos para encontrar alguma contradição e inocentar o acusado, ele faz a mesma coisa do outro lado, só que tentando enfiar o infeliz no xilindró. E quem pode julgá-lo? É o trabalho dele, e pelo pouco que eu sei da história até agora, ele realmente tem os seus motivos.
Em resumo, eu gosto do Miles. Não mais do que gosto do Wright, mas gosto. Por isso gostei dessa notícia que saiu ontem:
Capcom Bring Phoenix Wright Spin-off to Nintendo DS.
Se as scans divulgadas pela Famistu revelam alguma coisa, dá pra se dizer que o estilo de jogo será bem diferente. A começar pelo protagonista, que agora é um promotor, tal como Miles Edgeworth, isso se não for o próprio. Perfect Prosecutor (este é o nome do jogo) não será em “primeira pessoa” como a série Ace Attorney, mas sim em um estilo adventure mais clássico, com os personagens andando pela tela para verificar as diferentes partes da cena do crime. O detetive Dick Gumshoe já esta confirmado. Tomara que ele seja uma espécie de Max para o protagonista.
Eu mal posso esperar pra lançarem esse jogo. Tomara que até lá eu tenha conseguido finalmente terminar este último caso do primeiro jogo da série — e quem sabe até os outros três.

Ou quase isso. Conforme reportado aqui no Continue, a versão de Wii para Rock Band vai ser tão escrota quanto a versão de PS2: não vai ter gráficos legalzões, nem possibilidades infinitas de personalização e simulação, muito menos sistema de som muito avançado. (De fato, deveríamos ficar felizes caso o jogo venha em estéreo…)
Mas a ausência mais sentida é, definitivamente, a dos modos online. Um dos recursos mais legais nos demais consoles é justamente ter disponível para baixar músicas novas toda semana, o que simplesmente eleva ao infinito (ou pelo menos até o lançamento de Rock Band 2) o fator replay do jogo da plataforma musical. E parece que tem gente “do lado de lá” que concorda comigo.
Vamos lá, Nintendo, precisamos de um hard drive! É o que queremos [sobre a possibilidade de conteúdo adicional], mas não há nenhum lugar para armazená-lo. É algo que dissemos a Nintendo, que era algo que gostaríamos de fazer. Quem sabe o que vai acontecer no futuro? Nem eu sei o que vai acontecer no futuro, mas esse é o porquê de não haver músicas para download de Rock Band do Wii.
Palavras de Rob Kay, diretor de design da Harmonix. Ou seja: espero REALMENTE que a Nintendo esteja neste exato momento mexendo os pauzinhos para adicionar esse recurso o mais rápido possível. Porque uma coisa é perder armaduras extras ou atualizações para correção de jogos de aventura, a outra é perder uma das idéias mais bem sacadas para um dos jogos que mais têm a ver com a proposta do Wii.
Isso só não explica uma coisa: o que diabos isso tem a ver com a ausência do multiplayer online?
[via CVG]