
Parece que esta semana foi ótima para os donos de Wii. Depois de lançar o Nintendo Channel e dar aos jogadores oportunidade de baixar demos de DS de graça (conheço gente que está se divertindo até hoje com a demo do Ninja Gaiden), ontem foi a vez do esperadíssimo serviço WiiWare estrear.
Como ele é? Bem, é milimetricamente igual ao Virtual Console, só que os jogos são novos e originais, exclusivos para o Wii, em vez de velharias/clássicos dos consoles de outrora. Até mesmo o processo de baixar é igual. Entre no Wii Shop Channel, clique no canal correspondente, escolha o jogo, faça o download (se tiver Wii Points para isso) e depois clique no Wii Channel gerado pelo seu novo brinquedo.
O Continue não é rico nem patrocinado (ainda! Mwahahaha!), então não tivemos como comprar todos e trazer primeiras impressões para vocês (eu só comprei o Lost Winds, e dele você pode esperar primeiras impressões em breve). Mas o Game|Life tem grana e fez exatamente isso. Então, como pobre blogueiro brasileiro, é meu dever apontar vocês ao conteúdo que eu não pude gerar. Como aqui o serviço é completo, até a imagem eu chupinhei do post deles (mas isso foi mais porque eu admiti mentalmente que não conseguiria fazer uma melhor do que aquela).
Abaixo, a lista dos jogos de lançamento do WiiWare, com seus preços e respectivos links para as primeiras impressões do Game|Life:

Eu declarei aqui esses dias, não lembro agora exatamente em qual post, a minha predileção pelos ninjas em vez dos piratas na eterna batalha informal travada entre as duas classes pelos gamers do mundo. Tenho que admitir que metade dessa predileção se deve ao honorável Joe Musashi, mas não é mentira que uma boa parte também pode ser atribuída ao ninja anônimo de N, o freeware mais amado (e citado, e linkado, e recomendado) por este blogueiro que vos escreve.
Quando eu baixei o jogo original para PC, há alguns meses, não sabia em que estava me metendo. Logo me tornei escravo do jogo, um autêntico platformer no sentido original da palavra: apenas você, plataformas, inimigos invencíveis e a sua suposta habilidade para passar por todos eles e ainda chegar à saída da fase usando a sua única arma: o pulo (e suas variações, como pulo oblíquo em rampas e wall jump).
Os mais informados entre vocês devem conhecer a ultra-famosa webcomic Penny Arcade, e também devem saber que vai sair um jogo inspirado nela, o RPG episódico Penny Arcade: On The Rain-Slick Precipice of Darkness. O jogo foi anunciado há um bom tempo, já apareceu em feiras, já teve previews publicados… mas ainda não se sabia quanto custaria ou quando sairia.
Hoje, com um anúncio bastante interessante, o pessoal do site respondeu essas perguntas (U$19.95; em breve) e ainda uma terceira, que pouca gente havia perguntado: onde?
No fim das contas, o episódio um de PA:OtRSPoD (siglas enormes FTW!) vai sair no Greenhouse! Claro, você não conhece o Greenhouse. Porque ele ainda está em beta e acabou de ser anunciado (mais detalhes em uma entrevista exclusiva do Game|Life). Trata-se de um sistema de distribuição digital, aparentemente semelhante ao Steam, que está sendo lançado pelos multi-empreendedores do Penny Arcade (que também fundaram a feira PAX, sucesso de público, e a Child’s Play, a extremamente popular instituição de caridade gamer, para provar que os games também trazem o bem ao mundo).
É uma boa notícia para o universo dos jogos independentes, já que um serviço novo como este vai precisar juntar o maior número de jogos para o seu acervo. Aí entram os desenvolvedores independentes, que vão ter mais um lugar para comercializar os seus jogos (pra quem não sabe, greenhouse significa “estufa”, aquele lugar para cultivo de plantas em ambiente ideal). E aí entram os jogadores que curtem esses jogos mais diferentões, que vão achar um lugar centralizado para baixá-los. É bom pra todo mundo.
Sucesso para o Greenhouse!

Há uns dois anos eu li no Finalboss um review altamente favorável a um jogo que jamais havia ouvido falar até então: Darwinia. Era um jogo bizarro para PC, provavelmente Indie — ou não. Poucos dias depois eu fui à casa do meu amissíssimo amigo Thiago Duarte, e ele tinha uma demo do jogo instalada. Eu joguei um pouquinho, mas larguei. A desculpa foi: “Pô, parece muito interessante esse jogo. Mas tenho certeza que vai ser demorado pra entender.” Aí larguei e nunca mais peguei.
Lembro vagamente que tinha um quê de RTS, outro quê de Lemmings e uns personagens que eram planos (tipo os do Paper Mario, saca?). Mas posso estar errado.
Enfim.
O que importa é que saiu há poucas horas no Kotaku, numa hora em que calhou de eu estar observando os novos itens no meu leitor de feed (sim, às vezes eu faço isso às 4 da manhã), que o tal Darwinia vai ser relançado para Xbox Live Arcade, sob o nome de N+. Quer dizer… Darwinia+. Desculpa, confundi.
O jogo justifica o “+” por ser, na verdade, dois jogos: o Darwinia original, que eu poderei tentar entender novamente, e multiplayer Multiwinia: Survival of the Flattest, a respeito do qual eu nunca ouvi falar.
Quaisquer outras novidades, você terá que descobrir sozinho. Afinal, só postei sobre esse jogo porque não achei nenhuma outra notícia interessante e precisava agendar um post para entrar neste momento, no qual espero já estar jogando Smash Bros Brawl. ![]()

Hoje é sexta-feira, dia 21 de março. Não é dia de quarta-feira indie, por isso os mais desavisados talvez estranhem essa coluna por aqui. Mas eu achei que colocar este artigo em qualquer outro dia talvez não fosse o mais apropriado.
Há oito anos, uma pessoa que começava a fazer alguma diferença no mundo dos jogos indie partiu deste mundo. Seu nome? Seumas McNally, o rapaz que passou a dar o nome ao grande prêmio do IGF. Muitos fãs de jogos independentes já se acostumaram a ver esse nome na lista de premiações do IGF, e a verem a explicação do porquê do nome como “o nome de alguém que havia ganhado o prêmio e morrera logo depois”. E o conhecimento da maioria das pessoas acaba por aí, e a impressão que fica é de que “ah, ele fazia jogos, morreu, e colocaram nome dele no prêmio por pena/consideração”.
Não é bem assim.
Então, você já viu algumas edições da Quarta Indie por aqui. Já descobriu qual seu maior evento, algumas de suas filosofias, alguns jogos que têm chamado a atenção, além de ler sobre o desenvolvimento de jogos no Brasil. Até mesmo já viu como os desenvolvedores independentes estão afetando o mercado. Mas você ainda não está convencido de que deveria gastar alguns minutos do seu dia jogando algo independente ou descobrindo algo novo a esse respeito, ou alguns reais da sua carteira incentivando esses criadores.
Se esse é o seu caso, clique logo no continue porque o artigo de hoje é para você.

No penúltimo artigo, eu falei sobre jogos indie que chegaram ao grande mercado. Casos americanos e europeus. Mas há outro caso ainda, um caso que eu não poderia me esquecer ao falar sobre jogos independentes que chegaram ao mercado de massa. Ao menos não ao falar sobre isso em um blog brasileiro, já que é um exemplo claro de que não, não é só lá fora que você pode perseguir seu sonho de conseguir partir do desenvolvimento independente e chegar às mãos das multidões.
Você conhece a MDev? A menos que seja realmente aficcionado pelo assunto de desenvolvimento de jogos no Brasil ou fanático por conteúdo para celular, é provável que não. Mas você vai ficar sabendo sobre ela e algumas coisitchas mais, após o continue.

World of Goo, premiado no 10º Independent Games Festival por “Excelência Técnica” e “Inovação em Design”, será lançado em breve para PC e Wii, e já mostra a que veio na pré-venda. Se você nunca ouviu falar de World of Goo ou Tower of Goo, largue o Winning Eleven agora e fique a par da cena indie aqui, na coluna de quarta-feira passada da nossa Miss Indie Gamer.
Basicamente, Tower of Goo e Tower of Goo Unlimited faziam o jogador construir uma torre feita de bolas de goo, uma gosma preta, baseando-se apenas em sua noção de equilíbrio e engenharia básica. World of Goo promete estender essa idéia, apresentando uma espécie de Lemmings de gosma, colocando o jogador para realizar as atividades mais bizonhas no comando dos seres melequentos.
Até aí vocês já sabiam. A novidade da coisa é que World of Goo já está disponível para pré-venda, com alguns bônus interessantes. O primeiro deles é que os compradores antecipados poderão baixar o primeiro capítulo do jogo agora mesmo, como uma demo para atiçar a vontade. Além disso, esse pessoal que decidir pela pré-venda terá acesso ao download do game completo uma semana antes do lançamento oficial.
Mas a parte interessante mesmo é o terceiro bônus: o Profanity Pack, que faz com que as vozes normais do jogo sejam substituídas por palavrões. As “vozes normais” dos bonecos de goo são um monte de resmungos engraçadinhos, mas os discursos profanos prometem ser tão divertidos quanto ouvir as minhocas de Worms Armageddon gritando “desgraçado” a cada ataque inimigo. Só que mais boca-suja.
A quem interessar possa, é possível fazer preorder de World of Goo no site oficial, por 20 dólares. É o dobro do preço do ótimo Audiosurf, mas parece valer a pena.
Ah, e tem um trailerzinho bem legal depois do continue.
[via Ars Technica]

Enquanto eu estou afogado nas burocracias, sistemas jurássicos e perfeito (des)atendimento ao cliente do Mercado Livre e ainda não tenho meu Xbox 360, você que possui uma dessas máquinas bacanas já tem o que fazer hoje: ir até a Live Arcade e desembolsar 800 microsoftpilas em prol da causa indie. Porque N+ para XBLA finalmente chegou.
Pra quem ainda não sabe do que eu estou falando, mesmo depois disso e disso, eu explico pela terceira e última vez. N+ é a versão para consoles de N, um dos freewares mais absurdamente legais (e difíceis) que esta pobre alma já jogou. N+ vai sair em três sabores. Os outros dois, “DS” e “PSP”, sairão só em Abril. Ambos serão muito saborosos, eu aposto. Quem gosta do estilo plataforma, de dificuldades com potencial para te deixar careca e de ninjas (e quem não gosta de ninjas?!), não deve perder a oportunidade de jogar N. Nem N+.
Repito: nem N+.
O Vinícius falou, em outra Quarta Indie, sobre o maior festival dos jogos indie, o IGF (Indie Games Festival). Com seu prêmio maior no valor de 20.000 dólares, sua importância para o mercado indie de games é indiscutível. Estar com um jogo entre os finalistas é uma grande honra para seu criador, especialmente se ele estiver concorrendo ao Seumas McNally Grand Prize, o grande prêmio do festival.
Mas se o Vinícius já falou sobre esse festival, porque eu voltei a tocar no assunto? Para chamar a atenção para dois jogos em especial, que foram indicados ao grande prêmio: World of Goo e Crayon Physics Deluxe. Dois dos favoritos de muita gente: eu mesma torço bastante pelo Crayon Physics Deluxe. E o que eles têm em comum? Ao menos uma coisa: ambos foram desenvolvidos com base em protótipos desenvolvidos em uma semana para o Experimental Gameplay Project. É, você leu certo: uma semana.
Interessou? Então já sabe: clique no continue para ler o post inteiro!