Comprei um iPhone há poucos dias e ainda pretendo escrever um texto sobre como ele se compara aos consoles portáteis, como é usar ele como videogame e tal. Mas por enquanto basta dizer que jogos são parte fundamental dele, e quanto mais, melhor.
Só que a maioria dos jogos ou são porcarias que algum desocupado programou em um fim de semana, ou são ports meio “nas coxas”. O recente anúncio da Hudson de que vai publicar o hit indie Crayon Physics no “JesusPhone” (como o pessoal de tecnologia se refere ao iPhone) pode até ser incluso na categoria “ports”, mas acredito que não na categoria “nas coxas”. Porque Crayon Physics é simplesmente perfeito para uma touchscreen grande como a do iPhone.
Segundo rumores, o jogo sai já, já, no primeiro dia de 2009, ou logo depois.
[via 1UP]
O vídeo acima explodiu a minha cabeça. É um indie game chamado Mightier, que faz parte do IGF deste ano. Nele, você desenha coisas (fases, personagens etc) em uma folha de papel e mostra para a sua webcam. A partir daí o jogo materializa os seus desenhos.
Se o jogo é divertido eu não sei, mas que é impressionante não resta dúvidas. Se restar alguma, você pode baixar o jogo – que é freeware – aqui.

Vocês lembram de Aquaria, aquele jogo indie com arte fantástica que ganhou o Independent Games Festival de 2007? Pois é, ele chegou no Steam e, quem comprar até 31 de Dezembro, economiza três quatro dólares.
Mesmo sem o desconto, o preço do jogo já foi abatido: originalmente, custava US$30. Agora, o custo normal no Steam e no site oficial é de U$19, 99, uma redução que veio a calhar, principalmente levando em conta que a maioria não compra jogos independentes que custem mais que um joguinho de WiiWare. Agora está bem mais viável, e é uma ótima maneira de incentivar os dois produtores. Para completar, o jogo ainda recebeu as famosas Conquistachievements, o que sempre aumenta um pouco o fator replay.
Para quem ainda não bota muita fé, veja screens na página na Steam Store do jogo e baixe a demo, o que eu vou fazer agora mesmo. Depois é pedir o jogo para o Papai Noel.
[via Kotaku]

Em 2004, um desenvolvedor de jogos japonês com muito tempo livre, auto-denominado Kikiyama, abriu o RPG Maker 2003 e deve ter resolvido que seria uma ótima idéia criar um jogo para deixar as pessoas que o jogassem um tanto perturbadas. O resultado foi que, algum tempo depois, surgiu Yume Nikki, um dos jogos mais bizarrões que eu já tive a oportunidade de jogar.
No jogo, que foi descrito como “Silent Hill encontra Earthbound para tomar uma ceva”, o jogador encarna Madotsuki, uma “Hikikomori” (pessoa que se exclui socialmente e passa a viver sozinha) que, sendo o que é, se recusa a sair de casa. Quando o jogo é aberto, você se encontra no apartamento da protagonista, que é muito simples: uma televisão com um videogame (que roda o minigame mais deprimente da história), uma mesinha e a cama da garota. Só. De cara, você tenta sair pela porta, mas ao pressionar o botão de ação, o sprite da garota balança a cabeça em negação, o fazendo ir testar os outros móveis.
Aposto como tem um monte de jogos atualmente que você quer, mas não tem, certo? Na falta de umas promoções aqui no Continue pra te dar estes jogos, eu apresento um ótimo plano B: jogos que você não sabe que quer, mas pode ter.
No The Indie Games database (TIGdb.com) você encontra uma pá enorme de jogos independentes, muitas vezes geniais (é só baixar Warning Forever ou Karoshi 2.0 para comprovar), e todos a maioria de graça. Prontos pra baixar, instalar e ser feliz.
É claro que há muitos jogos ruins no meio, e nessa hora é que entram as funções do próprio site. Os usuários podem dar avaliações para os jogos e fazer comentários neles, então é só uma questão de ouvir a voz do povo antes de clicar em download.
Olha a lindeza dessas duas categorias se fundindo. TubeRockers é um Joguete, mas também serve como o nosso Tube do Dia, pois é um vídeo do YouTube. Ou melhor, vários. Na verdade é o seguinte: é um joguinho musical em flash como vários que você já viu por aí, cria de Guitar Hero, só que com algo diferente: você toca a música enquanto o clipe dela, passa atrás, extraído direto do site de vídeos mais popular que o Mickey e o Pikachu juntos.
A lista de músicas tem muita porcaria, mas compensa com Here It Goes Again, do Ok Go (aquela do clipe deles dançando nas esteiras), uma versão do tema do Mario, The Pretender, do Foo Fighters, Run To The Hills, do Iron Maiden, e Knights of Cydonia, do Muse, que inclusive figura em GHIII. Entre outras.
E a melhor parte é que tem um editor para você fazer os seus próprios “clipes jogáveis” – e é fácil de usar! Você só coloca o ID do vídeo, aí ele vai carregar e começar a tocar. Você vai jogando e inventando as notas, que depois ficam gravadas. Depois de uma rápida edição (opcional), pra arrumar qualquer cagadinha, você pode salvar as músicas. Como? Em formato de texto! Ele gera um caminhão de caracteres, quase maior que as passwords de Ronaldinho Soccer 97, que depois você só cola no campo “Custom Track” e joga.
Idéias geniais são coisa de gênio.
Você chegou a experimentar os Community Games que a Microsoft disponibilizou para os donos de Xbox 360 há alguns meses? Eu joguei e, embora alguns fossem BEM crus e simples, outros pareciam extremamente promissores — sem contar que tinha o TriLinea, um puzzle-action feito por um pessoal brasileiro entre os quais se encontra o meu amigo e ex-colaborador da EGM Brasil Renato Pelizzari.
A Microsoft recentemente fez um evento lá nos EUA para mostrar os Community Games para a imprensa de novo, já que o line-up mudou para a estréia pública do serviço, junto com a New Xbox Experience. O Chris Kohler do Game|Life esteva lá e voltou falando maravilhas da coisa. Disse que tem alguns jogos realmente bem legais, em nível de Live Aracade mesmo, senão melhores.
Será que um canal de jogos independentes pode superar as minisuperproduções da Live Arcade, que tem jogos feitos pelas próprias grandes empresas? Eu boto fé que muita pérola ainda vai sair daí. Anotem.
Desde que eu conheci Mirror’s Edge e somei com Portal, foi como se uma verdade óbvia tivesse se materializado na minha cabeça, apesar de ter sido verdade por todo esse tempo: os jogos em primeira pessoa têm muito espaço para inovação.
E talvez, apenas talvez, eu não tenha sido o único para quem essa ficha caiu, como prova o vídeo acima. Pelo que eu entendi, é uma prova-conceito de um jogo em desenvolvimento para a plataforma de jogos independentes do Xbox 360 (que será lançada junto com a NXE em 19 de Novembro).
Eu até ia escrever um parágrafo redundante explicando como é o “jogo”, mas… redundância é redundante. Apenas assista ao vídeo e contemple o pensamento inovador em ação.
O mod de Portal que foi notícia em todos os sites de games do mundo (inclusive aqui) há três semanas finalmente foi lançado.
Quem tem o clássico do ano passado instalado no seu Steam já pode ir até a página de download do Prelude e baixar o executável, coisa que eu ainda não fiz porque por enquanto só está disponível no FilePlanet do IGN, e eu me recuso a me cadastrar num site só pra baixar um negócio que daqui a poucas horas vai estar disponível em tudo que é lugar.
A julgar pelos primeiros reviews em sites especializados em mods, parece realmente bom! Alguém aí já está jogando e pode confirmar? Eu vou jogar assim que tiver um tempo livre.

Unanimidade: o maior defeito de Portal é que ele acaba. E rápido. Você termina e fica naquelas de querer jogar mais e mais e mais e mais, mas não tem. Claro, eventualmente teremos uma sequência oficial, mas enquanto isso a gente se vira com mods… que surpreendentemente não vieram em grandes quantidades. Quer dizer, o único map pack do qual eu ouvi falar foi aquele que convertia os níveis do Portal: The Flash Version para 3D.
Quem também notou essa “lerdeza” foi Nicolas Grevet, um francês com vontade de brincar de GLaDOS. Era Janeiro deste ano quando ele olhou pela janela, o dia estava bonito, e de repente reparou que, apesar das ferramentas existirem, ninguém estava fazendo nada muito fodão em termos de mod para Portal. Arregaçou as manguinhos e pôs-se a trabalhar em Portal: Prelude, que só viria a anunciar oito meses depois. Er… essa semana.
Prelude não é um simples pacote de fases novas. Ele tem uma história, que se passa antes do primeiro — em um tempo em que a inteligência artificial maníaca-homicida que todos amamos ainda era um projeto de otimização da Aperture Science –, e esta história, junto com as 19 novas câmaras de teste, acaba sendo maior do que a do primeiro jogo.
O download aind não está disponível, mas quando estiver você pode pegá-lo aqui. E depois do continue, um trailer. Huge Sucess!