Videogame: a coisa mais importante entre as menos importantes
Hoje já faz quase uma semana que tivemos o anúncio do PlayStation Move na GDC. O que antes era conhecido informalmente como “Arc” passou a ser conhecido informalmente como “Sony Wiimote”. Um dispositivo em formato de bastão, com uma bola colorida na ponta e alguns poucos botões. Com a exceção do “Sub-Controler” — um controle auxiliar, com um direcional digital e uma alavanca analógica, além de mais alguns botões –, não tivemos praticamente nenhuma surpresa em termos de funcionalidade em relação àquilo que havia sido divulgado na E3 do ano passado.
E eu achei uma bosta.
Depois do continue eu explico porque eu achei isso, publico a opinião que um leitor mandou por email e peço a você que concorde comigo ou tente provar que eu estou errado.
por Henrique Barbosa
[Você sabia que pode enviar posts para cá através da página de contato? Se forem interessantes, a gente publica! Assim como este post estilo futurologia do leitor Henrique Barbosa. Ele dá uma bela viajada, mas no final das contas o post serve para aquilo que este blog mais gosta de fazer: provocar discussões nos comentários. Leia e opine!]
O futuro das plataformas portáteis de video game, na minha opinião, pode ser resumido em uma característica: interação com o mundo real.
A jogabilidade móvel vem caminhando nesse sentido desde o lançamento do Nintendo DS, e a tendência é só inovar, a ponto de um dia talvez fazermos gestos na frente de um handheld (como já meio que fazemos em WarioWare: Snapped!).
Há algumas semanas eu adquiri um Microsoft Sidewinder Mouse , de 319 reais. Quando vi o bonito mouse na prateleira, imediatamente me imaginei ownando todo mundo de Sniper e Scout em Team Fortress 2.
Hoje, várias horas de jogo(s) depois, posso dizer que não foi bem assim. Mas também não me arrependi de ter colocado a mão no equipamento.
Se você alguma vez considerou ou sonhou com a oportunidade de adquirir um mouse dedicado a games continue lendo, que eu vou falar um pouco sobre o meu e tentar dizer se vale a pena ou não.
Sabe aquelas notícias que caem como uma bomba na cabeça da maioria das pessoas mas na nossa só chega como um pequeno lembrete seguido de um mero “meh”? Então. Em uma recente entrevista com algumas formas de mídia impressa japonesa que podem incluir ou não a publicação em grandes cadernos de papel com figuras, manchetes e letrinhas conhecidos como “jornais”, Satoru Iwata, presidente da Nintendo no Japão, falou de uma porção de coisas. Ele começou a falar de coisas aparentemente irrelevantes, como a parceria da Nintendo com o McDonald’s japonês e os serviços oferecidos nessa união.
Quando perguntado sobre a inclusão de funções de celular no DS, porém, a coisa esquentou.
A resposta do Iwata foi simples “não, nós não estamos pensando nisso, nem mesmo em modelos futuros do DS”. Peraí, modelos futuros? Discretamente, ele continuou: “um sucessor do DS terá gráficos muito detalhados e terá que ter alguma forma de sensor para detectar os movimentos das pessoas jogando”.
Enquanto a imprensa em geral ficou muito animada com os gráficos e com sentimentos mistos em relação ao sensor de movimentos, eu achei bem pouco surpreendente. Um novo portátil com gráficos melhores é apenas o rumo natural que a Nintendo vem seguindo desde o primeiro Game & Watch, e uma função nova similar ao Project Natal da Microsoft também parece fazer sentido para uma empresa que está ganhando fortunas com as palavras “inovação” e “todos podem jogar, até a sua avó paraplégica”.
No fim da entrevista, Iwata também falou sobre o controverso Wii Vitality Sensor e que o novo Zelda de Wii vai ser lançado no final de 2010. “Mas Argus”, você diz, “como não está super animado?! Você é fã de Zelda!”. Caro leitor, Smash Bros Brawl ia ser lançado em outubro de 2007 e foi adiado várias vezes até cair em fevereiro de 2008. Poisé.
[via Kotaku e os leitores exigentes no post anterior]
A Activision fez cu doce pra mandar uma cópia para review de Tony Hawk RIDE para alguns sites e blogs americanos, mas o GiantBomb foi lá e comprou na loja, como todo mundo faz. Na volta, gravaram um vídeo de quase 30 minutos mostrando como o jogo é, e… bem… é uma caca. Ok, não posso dizer que é uma caca se eu não joguei ainda, mas você há de concordar comigo que certamente parece.
Incrível como uma produtora é capaz de projetar um jogo baseado em hardware especial, hardware caro, e lançá-lo sem ter certeza de que o software é bom o suficiente. Ninguém vai comprar esse jogo pra colocar o skatezinho de plástico numa moldura na sala de estar. As pessoas querem um bom jogo, não um jogo com um acessório diferente e interessante. Será isso fruto da mentalidade dessa era de três ou quatro Guitar Heroes por ano? Será que os desenvolvedores acham mesmo que a fórmula mágica para um jogo vender bem é incluir na caixa um controle de plástico no formato de um objeto qualquer que as pessoas queiram ter?
RIP franquia Tony Hawk. Vida longa à franquia Skate.

Resumindo: um carinha aí, leitor do Kotaku, tem um amigo francês chamado Nicolas Girard que ia voltar para o seu país de origem para comer croissant e camembert. Antes de deixar o Canadá, porém, ele pegou um NES e construiu em cima dele o mais fantástico joystick que eu já vi. Nasceu o NEStickle.
Ele é compatível com o 360, o PS3, o PS2 e qualquer computador rodando Windows XP pra cima (ou seja, qualquer um), Linux e Mac, tudo via um cabo USB que se conecta nas portas que costumavam ser as entradas dos controles do NES. Ironicamente, no site do dono do controle, o Wii não é listado.
Vocês podem ver mais imagens dessa maravilha no site linkado aí em cima. Com um desses, eu até comprava uns jogos tipo Super Street Fighter IV para conquistar vitória épica, e com sorte vencer Sheng Long para ter uma chance.

“[Nota do Editor: o leitor Rodrigo trouxe hoje à nossa atenção que este post é "uma pura tradução" de um post do blog The Consumerist, "com as mesmas piadinhas, os mesmos comentários ácidos", todos nos mesmos pontos do texto. O Continue sempre se esforçou para ter um conteúdo original, diferenciado, assim como para manter uma transparência com o leitor, e este post não condiz com esta postura. Fica esta edição como pedido de desculpas em nome da equipe, juntamente com os nossos agradecimentos e um abraço ao Rodrigo pela prestatividade.]“
O Xbox 360 estraga 5 vezes mais que seu concorrente na disputa por quebras, o Playstation 3, de acordo com uma pesquisa publicada na edição impressa da Game Informer.
O console mal-fabricado, propenso aos 3RL, tem uma taxa de falha (failure rate) de 54.2%, comparado a 10.6% para o PS3 e 6.8% para o Wii.
A revista pesquisou aproximadamente 5000 leitores para conseguir os dados. E enquanto a taxa do 360 é alarmantemente mais alta que as demais, ainda é espantosamente baixa, porque é impressionante que 45,8% dos consoles ainda não estragaram. Além disso, os números da Microsoft são inflacionados porque o 360 é o mais usado dos três consoles. Os resultados falam que 40,3% dos donos de 360 usam o console de três a cinco horas por dia, comparado à 37% dos donos do PS3. A maioria dos donos do Wii (41,4%) joga menos de uma hora por dia.
A Microsoft também ganhou a medalha de ouro no quesito SIAC (Serviço Inútil de Atendimento ao Consumidor), levando aproximadamente um mês para trocar um console, enquanto a Sony e a Nintendo levam próximo de uma semana. Apenas 37,7% dos consumidores da Microsoft acharam que o serviço de atendimento foi “muito útil”, comparado com 51,1% para a Sony e 56,1% para a Nintendo.
O número mais chocante da pesquisa — e assustador do ponto de vista do consumidor — é que apenas 3,8% dos donos de 360 disseram que nunca comprariam outro Xbox por causa de falha de hardware.
Vai entender esse povo…
[via FayerWayer Brasil]

Tá certo que Rock Band tem jogado pesado em termos de novidades substanciais, mas não dá pra negar que o pessoal da Activision tem se esforçado. Além de um punhado de músicas bacaninhas e a possibilidade de infernizar a vida do seu vizinho com duas baterias (ou ainda fazer um trio de guitarras à la Iron Maiden… ou ainda fazer um coro nos vocais meio Beatles -ignorando completamente o fato de que será muito mais divertido fazer isso no jogo dos Beatles propriamente dito), Guitar Hero 5 ainda tem uma novidade bem bacana nas mangas. Pelo menos para os donos de Wii — que, depois de pilhas de conversões porcas, poderão tirar algum sarro dos possuidores de consoles HD. Isso é, se pelo menos um DS eles tiverem.
Estou falando do novíssimo modo multiplayer Roadie Battle, cuja premissa humilha infinitamente games como Pokémon Battle Revolution e FFCC Echoes of Time. Isso porque ele usa a conectividade entre o Wii e o DS de forma realmente criativa, a ponto de realmente entendermos que a experiência não poderia ser reproduzida sem ambos os aparelhos.
Sim, TODOS, com todas as letras maiúsculas. Afinal, já que o belo e fofo PSP Go não tem UMD, era de se esperar que a Sony viesse com essa notícia uma hora ou outra.
O que se esperava era que todos os jogos lançados a partir de outubro (quando o Go será lançado) fossem colocados no mercado em UMD (para os donos do PSP grandão) e via PSN (para os sortudos donos do Go). Porém, de acordo com o Destructoid, toda a biblioteca do PSP até agora será disponibilizada para compra via download na PSN, mas alguns lançamentos ainda dependerão dos seus respectivos publishers disponibilizarem as duas formas de venda. Eu, pessoalmente, não vejo razão para algum publisher não querer vender via PSN, mas vai saber…
A Sony já afirmou que está desenvolvendo um sistema de boa-vontade para que aqueles que já tem jogos em UMD possam baixá-los para seus novos PSP Go, o que faz todo o sentido do mundo. Assim os donos de PSP Go não precisarão recomprar seus próprios jogos.
Lembrem que, na apresentação da E3 onde o Go foi oficialmente revelado, Hirai-san disse que o pequeno PSP é voltado para aqueles que sentem-se totalmente confortáveis com a vida 100% digital. Então, se você ainda acha que precisa de discos e caixinhas para viver, deixe o PSP Go passar em paz rumo ao futuro da distribuição de jogos.
[via Destructoid]

O post que eu escrevi sobre o Project Natal repercutiu legal. Muitas pessoas confessaram estar tão empolgadas quanto eu (ou talvez nem tanto, mas ainda assim um pouco). Porém, conforme esperado, existem sempre os céticos. Normal.
Entre eles, há um argumento que me deixou curioso: o de quem diz que tudo que o Natal aparenta ser capaz de fazer foi mostrado em um vídeo, e a maioria daquelas coisas pode muito bem nunca virar realidade nas nossas salas de estar, “afinal, o Wii Remote também apareceu em um vídeo bacana sendo usado de várias maneiras legais, e veja como ele acabou sendo utilizado hoje em dia”.
Boa ideia, amigo cético! É exatamente isso que eu vou fazer!
Confira, depois do continue, a análise quase quadro a quadro do vídeo de anúncio do Wii Remote, quando este foi anunciado na Tokyo Game Show de 2005, e a apuração sobre quais ideias mostradas lá realmente foram postas em prática.