Depois do caso Street Fighter IV e das repercussões que ele desencadeou, o Blogeek, blog-irmão do Continue que tinha acabado de começar as atividades, tomou um baque forte e teve que sair do ar. Tem um anúncio na página inicial — e agora única — explicando o status da coisa, mas como ela não foi atualizada desde o ocorrido, o Continue foi atrás do Douglas Pereira para descobrir realmente o que se passa. E o que a gente descobriu?
Em primeiro lugar, o blog volta mesmo em janeiro de 2008, seu Douglas?
“Sim, o site volta. Sim, em janeiro… A não ser que algo bem difícil de acontecer aconteça depois do que deveria acontecer. É, soou estranho.”
Estranho, de fato. Quando o site voltar, ele voltará maior, melhor, mais armado e mais perigoso?
“Depende. Mais armado e mais perigoso, com certeza. Melhor, talvez. Maior, é difícil dizer, mas de repente role uma mudança no design. Tomara!”
É, devo concordar como esse tomara.
Quanto aos colaboradores. O anúncio no site convida as pessoas a se oferecerem para escrever no Blogeek quando ele voltar. Tem recebido muitos emails de candidatos? Já tem alguns listados?
“Ainda estou recebendo emails. Se existe mais algum louco por aí que está lendo isso, tem até o dia 31/12 para mandar email com os quesitos escritos lá no blog. Não precisa mandar amostras por enquanto.”
A fama meteórica e momentânea do Blogeek fez mais bem ou mais mal para o site? E pra ti, como pessoa?
“Hum… 50-50? Bom, pro site acho que não fez tanta diferença, ele inda é um ‘tiny Brazilian blog‘ qualquer. E com esse shutdown temporário muita gente nem se lembra mais dele (embora eu saiba que vários que não conheciam vão passar a frequentá-lo… ou não). Mas pra mim foi ótimo. Deu vontade de investir mais pesado nele, botar umas idéias novas… enfim, crescer. É claro que na parte financeira a coisa foi bem ruim, afinal não escrevo mais para a EGM Brasil e a diretoria engrupiu uns 400 contos meus, mas a vida segue e, pensando bem, acho que estou menos quebrado que eles. Woops.”
Valeu pelas palavras, Douglas!

Uma das maiores cagadas que a Nintendo insiste em fazer é não dar atenção aos fãs ocidentais da série Mother (Earthbound). Os caras já provaram que são fãs fiéis, que comprariam os jogos aos montes, mas a Nintendo insiste em deixar o último jogo da série só no Japão. Às vezes eu penso (mentira, pensei agora nisso) que mesmo que o jogo não fosse dar o maior dos lucros a Big N poderia lançá-lo por aqui só pra agradar o pessoal, né? Mesmo que fosse até perder um pouquinho de grana. Afinal, não ia ser nem uma fração do que eles ganham com praticamente qualquer outra coisa que lançaram no último ano.
Mas aí eu lembro que Nintendo é uma empresa, e não nossa amiga.
Enfim, a notícia deste post é a que segue: a já famosa SurferGirl soltou mais alguns rumores esses dias, entre os quais se destaca o seguinte: “Série Mother/Earthbound chegando ao ocidente no Wii e/ou DS, muito possivelmente no ano que vem [2008]“.
SurferGirl é uma louca anônima que solta vários rumores nas internets. O lance é que de vez em quando ela acerta. E você, acredita ou não?

Talvez vocês já tivessem ouvido falar que vai sair um filme de God of War, mas até então era mais especulação e rumores do que qualquer outra coisa. Mas David Jaffe, diretor do primeiro jogo e diretor de criação da seqüência, comentou em seu blog que almoçou com o produtor do filme há algumas semanas.
Onde há produtor, há um filme em andamento, se minha lógica não falha. Nas palavras blogadas por Jaffe:
Tive um bom almoço com o produtor do filme de GOD OF WAR algumas semanas atrás. Grandes notícias PODEM estar vindo em breve, mas nada certo ainda. Mas sim, o projeto ainda está vivo! E parece forte! MAS a parte engraçada é que eu estava só sentado lá empolgado com filmes, o que assistir, o que estava pra vir, etc. Só sendo um fanboy. E ele - o produtor da adaptação de GOW e muitos outros filmes (…) - estava bem displicente com a coisa toda.
Usando e abusando de caixa alta, ele discorre sobre trabalho, sobre como isso acaba com a empolgação das pessoas em relação às mídias com as quais trabalham, e que queria dar uns chacoalhões no cara lá mesmo e berrar “MEU, vê se faz essa merda ser o filme mais foda do planeta!” pra ver se ele se liga. Se fosse eu, tinha feito isso mesmo. Adaptação de videogame para as telonas já tende a ser porcaria, pior ainda se o produtor do negócio trata aquilo como se fosse uma obrigação chata…
Já estamos entrando na terceira semana do Continue, e a essa hora você provavelmente já percebeu uma coisa: a gente é doido por piadinhas. A gente tenta fazer piada com quase tudo, porque, afinal, videogame é descontração quando você está jogando — então não há porque não ser também uma descontração quando você está lendo. Mas este assunto é maior do que qualquer piadinha. Eu vou falar do mais novo Bacharel em Arte e Design de Games pela Divisão Online do Instituto de Artes de Pittsburgh. Um tetraplégico chamado Robert Florio.
O cara sofreu um acidente há 11 anos e perdeu todos os movimentos do pescoço para baixo. É claro que ele ficou devastado. Mas um dia, controlando o golfista Tiger Woods por meio de um adaptador que permitiu a ele jogar usando somente a boca, ele percebeu que podia se mover completamente de novo. Só que na tela. Como se o corpo dele tivesse sido “miraculosamente recuperado”.
Isso o inspirou a estudar Design de Games, com o sonho de ajudar a criar jogos que possam ser aproveitados por deficientes e por pessoas saudáveis de igual para igual. E Robert já começou a realizar esse sonho. Ele já faz parte de um pequeno grupo de gamers/desenvolvedores chamado Project Top Secret, que está desenvolvendo “um jogo de corrida online com criaturas de outros mundos”. O projeto é encabeçado pelo programador e consultor veterano David Perry (presidente e fundador da Shiny Entertainment, já trabalhou em Earthworm Jim, MDK, Enter The Matrix e até em Paperboy) e será publicado pela Acclaim eventualmente.
Na próxima vez que alguém falar merda sobre videogame por aí, dizendo que ele torna as pessoas violentas, que é tão ruim quanto crack ou simplesmente que é uma perda de tempo, tenha o link deste post à mão.
P.S.: A imagem é do site Game Acessibility, que, no contexto da coisa, é uma perfeita leitura complementar.

Mark Bozon e Matt Cassamasina, os editores do IGN Wii, são grandes caras. O Bozon, por exemplo, é um cara muito grande, mas não é disso que eu estou falando. Eles são sujeitos extremamente bacanas e acabaram de subir no meu conceito, tudo por causa de uma pequena iniciativa que tem tudo pra ter sido inspirada pelo espírito natalino.
Em um vídeo publicado hoje no blog do Matt e logo mais abaixo, ele e Bozon lamentam o fato de muita gente estar querendo comprar Zack & Wiki: Quest For Barbaros’ Treasure (que eu estou jogando e você nã-ão!) enquanto a maioria das lojas está sem o jogo. Aí eles abrem uma caixa, e dentro dela existem 50 cópias novinhas do jogo, juntamente com uma pá de baús promocionais que bem que poderiam ser vendidos na Liberdade. Tudo para ser distribuído entre os leitores.
Eles ainda não deram muitos detalhes sobre como a promoção vai rolar, mas no vídeo foi explicado que 25 cópias irão para quem conseguir provar que não botava fé no jogo e depois mudou de idéia, e as outras 25 irão pra quem puder provar que sempre quis o jogo e agora não está conseguindo achar nas lojas. Eu paguei pau para essa iniciativa e para o modo como eles estão fazendo.
É bom lembrar que o IGN Wii já fez campanha para que as pessoas comprem Zack & Wiki, supostamente por ele ser um jogo absolutamente genial que teve o azar de ser feito com um nome bobo e gráficos “de criança”. Ou seja: fadado a vender mal lá nos EUA, país de macho. Por mais que seja tentador pensar que existe dinheiro da Capcom na jogada, eu prefiro acreditar que essa campanha é unicamente em benefício dos gamers. Afinal, se o jogo vender bem, virão outros.
Voltando à promoção, deve ser bem difícil de algum desses sair para um brasileiro. Mas certamente não é impossível. Então, esperançosos amigos, corram pro IGN, façam seus cadastros e fiquem ligados no blog do cara para mais detalhes.
Sim, Zack & Wiki vale o trampo.

Há algumas semanas, o nosso amigo Pablo Miyazawa, vulgo Gamer.br, vulgo Nelson Rubens dos games, declarou em seu blog que tinha em sua posse uma informação que faria “tremer” “uma certa plataforma de jogos, há muito abandonada”. Vários posts e comentários indignados de leitores querendo saber do babado depois, a verdade foi revelada na noite de ontem, na forma de uma entrevista com o dinossauro brasileiro dos games chamado Marcel R. Goto. E é bem diferente do que eu acredito que todo mundo esperava.
O Marcel é um cara multitalentos. Ele tem feito várias coisas, de colaborações com a EGM a trampo de produtor na Diverbrás, só pra citar duas. O lance é que o cara nunca ficou parado, sempre produzindo relevância para o mercado de games brasileiro de um jeito de outro. Agora ele está começando a DigiArts, uma produtora de games que fala português. Mas espere! Não é só isso! Nas palavras do próprio:
Imagino que neste primeiro momento o destaque seja para o jogo musical, mas eu prefiro pensar em termos mais gerais. Estou criando uma produtora que também vai atuar como publisher, distribuidora, pelo menos no segmento de fliperamas. Pretendo lançar pelo menos dois jogos em 2008, um musical, de ritmo, estrelando bandas nacionais, e outro de luta, que na verdade é um projeto favorito que está na minha cabeça desde 2004.
Sim, o mistério todo era este: um game musical 100% brasileiro, destinado às esquecidas casa de fliperama do país. A DigiArts está indo atrás de bandas nacionais para compor o repertório, e na entrevista também foi confirmada a presença de microfone [valeu pela correção, Marcel, viajei mesmo!] baixo e bateria, além das obrigatórias guitarras. Sinceramente, não acho que alguém tivesse esperado algo parecido com isso. (Você esperava? Não esperava mas curtiu a notícia? Não dá a mínima? Deixe um comentário e vamos discutir!)
Pelo menos na minha opinião, é uma notícia empolgante, de fato. Um jogo assim, se bem produzido e bem distribuído, com um gabinete bonito e que chame a atenção, pode certamente trazer um belo sopro de vida aos nossos arcades empoeirados. Só o tempo dirá.
Por enquanto, leia a entrevista completa no Gamer.br e saiba todos os detalhes.
Só não esqueça de apagar o blog do seu histórico depois da leitura — e nem pense adicionar aos seus favoritos! — senão você nunca mais vai voltar aqui pro Continue, e isso deixaria o Bracht aqui profundamente magoado.

Esse pessoal que faz jogos deve ser tudoloco. Mas dentre esses loucos todos, com certeza um dos mais mentalmente desafiados é Keita Takahashi, o criador da viagem de ácido em forma de videogame que é qualquer jogo da série Katamari. E a última dele não tem nada a ver com o mundo digital: ele vai realizar o seu sonho de projetar um parque. É, um parque desses de passear com o cachorro e botar as crianças pra andarem de balanço. Vai ser na cidade de Nottingham, na Inglaterra. Segundo o ótimo blog Game|Life:
Takahashi mencionou a Iain Simmons, diretor do GameCity Festival, o seu desejo de criar um parque quando os dois estavam em discussões a respeito de Takahashi realizar o discurso para o evento. Simmons lançou a proposta, conversou com o conselho municipal e os planos deram vários passos em direção a Takahashi ter seu pedido atendido.
Takahashi ainda comentou que “só quer fazer um parque onde uma criança queira tirar os calçados e sair correndo”. Aham, daí vem o Prince of All Cosmos e *PLICK!* — lá está o coitado rolando numa bola sem nem saber o que rolou.