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Laughing all the way to the bank

Archive for the ‘Gente’ Category

Miyamoto está proibido de abrir o bico sobre seus hobbies

Não, você não entrou no site errado. É que os hobbies do Miyamoto — em casos que vão desde cuidar de seu jardim, dando origem a Pikmin, ou resolver fazer uma dieta, dando a idéia para Wii Fit — têm realmente mais relevância na sua vida do que o casamento de Alexandre Pires ou o novo corte de cabelo do Justin Timberlake. Ou pelo menos deveriam…

Enfim, o importante é que o pessoal do último andar do prédio da Nintendo pode estar mandando o tio Shiggy maneirar suas palavras. Não que ele tenha a boca suja, mas ao falar de seus novos passatempos o game designer poderia estar vazando informações sobre os novos games da Nintendo e, consequentemente, dando corda para a concorrência passar a perna na Big N. Para não parecer tão injusta, a política parece ser aplicada a todos os designers da empresa.

[via TimesOnline]

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  • 2009: O ano do Colossus?

    Suhey Yoshida, chefe da Sony Worldwide Studios, se referiu em uma entrevista recente ao Team ICO como o “time Olímpico” da Sony. Nem tanto pelo porte atlético de Fumito Ueda e seus colegas, mas sim pelo prazo de produção de seus jogos anteriores, que sempre chegaram ao mercado após quatro anos de produção.

    Pelo menos a espera sempre valeu a pena: Shadow of the Colossus é um dos jogos mais memoráveis e fantásticos que eu já joguei e eu tô ligado que o Bracht pode afirmar a mesma coisa sobre o ICO, o jogo anterior dos caras e grande clássico cult. O fato é que o jogo de matar gigantes do PS2 foi lançado três anos atrás… e o Team ICO está oficialmente trabalhando em um novo game para o PlayStation 3. Será que em 2009 colocaremos as mãos no misterioso projeto do Team ICO, seu primeiro jogo para o PS3?

    Se a previsão estiver correta e o jogo estiver mesmo a pouco mais de um ano do lançamento, o produtor Fumito Ueda é um cara muito zen. Em uma entrevista a revista inglesa gamesTM, ele disse que não se sente pressionado pela Sony, porque o tempo ainda não está crítico para seu projeto. Nas palavras de Ueda:

    A produção ainda não chegou num estágio crítico. A empresa têm sido bem razoável por causa das minhas realizações no passado. Então, embora eu possa ser pressionado, isso ainda não aconteceu (no atual projeto) e isso é algo pelo que sou grato, que a companhia nos dá a oportunidade de nos focar, nos dando tempo.

    Tem quem reclame da demora e é chato mesmo que eles não mostram nem contam nada do projeto, mas se algo tão bom quanto os jogos anteriores do Team ICO resultar disso, podem dar todo o tempo que ele pedir!

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  • [Resenha] Braid

    Desde Pong vemos isso acontecer. Quando um jogo faz sucesso estrondoso e é aclamado por público e crítica como o melhor no seu gênero — isso se não inaugurar ele mesmo um novo gênero –, torna-se inevitável o aparecimento de cópias e mais cópias.

    Porém, como um messias escolhido, às vezes surge um jogo que, apesar de se “inspirar” nas mecânicas difundidas ou instauradas por predecessores, vai além, tornando-se ele próprio algo a ser copiado e imitado à exaustão.

    Ontem, quarta-feira, dia 6 de Agosto de 2008, marcou o surgimento de um desses jogos.

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  • No começo da semana a Tailândia, terra conhecida dos gamers por seus habitantes ilustres como Sagat, Adon e M. Bison, foi palco de um crime estúpido e revoltante que colocou mais polêmica no currículo da série GTA. Um jovem de lá assassinou um taxista “para ver se era tão fácil quanto em Grand Theft Auto IV”. Como a culpa é CLARAMENTE do jogo em questão, e não da cabeça cheia de merda do jovem sociopata, o jogo foi banido das lojas pelo governo local. O rapaz descobriu que fugir da polícia não é tão fácil quando no GTA e foi preso.

    Agora o Ministro da Saúde da Tailândia divulgou a super necessária lista com os 10 jogos mais perigosos. Confira:

    01 » Grand Theft Auto (série)
    02 » Manhunt
    03 » Scarface: The World is Yours
    04 » 50 Cent: Bulletproof
    05 » 300: The Game (March to Glory)
    06 » The Godfather
    07 » Killer 7
    08 » Resident Evil 4
    09 » God of War
    10 » Hitman: Blood Money

    Repetindo: estes jogos são PERIGOSOS. Os jogos são PERIGOSOS! Não as pessoas, os jogos! Se você encontrar qualquer um deles na rua (especialmente o número 4), saia correndo, tranque-se em casa com seu kit de sobrevivência e chame uma autoridade.

    Toda lista é polêmica, mas, embora algumas escolhas do ministro tailândes sejam óbvias, me espantei com a presença de dois jogos aí: o primeiro é “300: March to Glory“, adaptação tosca do filme 300, para o PSP. Acho que é a primeira vez que vejo uma notícia relacionada ao jogo desde que ele foi lançado e em seguida rapidamente esquecido.

    O outro jogo que me chamou a atenção é Killer 7, jogo do mesmo criador de No More Heroes, Suda 51. Sensacional! O ministro deve jogar muito! Queria que um dia um político brasileiro conseguisse citar um jogo desse naipe e não “Pac Man”, “Doom” e “Counter Strike”. Ou não.

    [via Hardgamer]

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  • Eu não vejo o Wii MotionPlus tendo muita dificuldade em penetrar (ui!) no mercado. Quem tende a ver o copo meio vazio fica falando que isso é algo que o Wii Remote deveria ter desde o início, mas eu não consigo achar nada errado em melhorar algo que já era suficientemente bom.

    Sim, é verdade que a Nintendo cometeu o erro de não informar as third-parties sobre o acessório com antecedência suficiente para que alguns jogos com suporte a ele já aparecessem na E3, mas todo mundo sabe que Wii Sports Resort vai vender igual a pãozinho quente na Sibéria. Logo todos terão seus MotionPluSES e, assim, todo mundo vai poder fazer jogos que exijam o trequinho.

    Mas não nos esqueçamos que um Wii Sports Resort só virá com um MotionPlus — o que é um saco. Quem quiser jogar multiplayer vai ter que comprar outro — o que é o mesmo saco. Portanto, é bom que eles sejam baratos. Felizmente, nosso brother Satoru Iwata sabe disso e mandou todo mundo parar de reclamar ficar tranquilo. Disse ele, em uma entrevista ao Wall Street Journal:

    Haverá jogos que serão melhores com o Motion Plus, assim como jogos que só poderão ser jogados com ele. Os usuários precisarão de quatro se tiverem quatro controles, mas nós tentaremos oferecê-lo pelo menor preço possível. Nós ainda não anunciamos o preço, mas o custo para se fazer o Wii MotionPlus não é assim tão alto, então acho que poderemos deixá-lo [a um preço] bem acessível.

    Ueba!

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  • Crysis será uma colegial de trancinhas perto de Doom IV

    Ou pelo menos essa é a impressão que eu tive ao ler as declarações do veterano John Carmack, criador da série Doom e co-fundador da id Software, na QuakeCon desse ano. A festa organizada pela id e seus parceiros é o palco onde Carmack e outros executivos e desenvolvedores apresentaram ao mundo as novidades de seus jogos em desenvolvimento e títulos futuros. Tipo um stand da E3, mas bem maior e mais legal.

    Logo na abertura do evento o chefão da Id, Todd Hollenshead anunciou oficialmente o já “informalmente anunciado” Doom IV. O jogo está num estágio bem inicial de desenvolvimento e ao que parece ninguém lá na Id tem uma idéia clara de qual será o enredo. Mas Todd garantiu que os fãs não vão se desapontar pois o jogo preservará os elementos clássicos da série: “armas grandes, demônios, muito sangue e vísceras”.

    A logomarca do jogo foi mostrada no evento e por enquanto não tem um número quatro de nenhum tipo nem um subtítulo. Segundo Hollenshead, a equipe ainda está pensando no assunto. Na verdade, o presidente da Id Software não tinha muito o que revelar sobre o novo Doom, exceto o que já se sabe, que o game de tiro utiliza a engine proprietária Id Tech 5. A mesma de outro projeto da empresa, o FPS Rage.

    E é aí que entra John Carmack na história. O criador de Doom e diretor técnico da Id falou abertamente sobre as diferenças entre Rage e o novo Doom. De acordo com ele, mesmo que os dois jogos estejam em desenvolvimento paralelo e vão chegar às lojas na mesma época, quando as pessoas virem o quarto Doom rodando, vão pensar que é um jogo construído numa outra engine. O jogo vai exigir três vezes  mais desempenho de máquina do que Rage, afirmou Carmack. Tanto é que ele vai rodar a 30 frames por segundo, contra os 60 de Rage.

    John Carmack já avisou também que assim como Rage, o jogo será multiplataforma, mas diferente deste, Doom terá diferenças entre a versão de PC e a dos videogames. Carmack ressaltou: “quando o próximo Doom chegar aos consoles, o PC estará anos-luz à frente. O novo Doom vai ser desenvolvido com a próxima geração de tecnologia gráfica”.

    Embora a Id Software tenha aproveitado a QuakeCon para deixar claro que não levará outro ciclo de quatro anos para produzir o próximo Doom, quando questionado sobre a data de lançamento, Carmack disse apenas que o jogo só sai quando estiver pronto.

    [via UOL Jogos e Kotaku]

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  • [Resenha] Sid Meier’s Civilization Revolutions (X360)


    • Nas categorias: Gente, Resenhas

    [Faltando seis minutos para o fim do dia, entra no ar a segunda resenha da nossa Semana das Resenhas aqui no Continue. Mas não é só isso! Esta também é a primeira resenha escrita pelo Pablo Raphael para este blog. Na verdade é a primeira escrita por qualquer pessoa que não seja o Fabio Bracht, que acaba de fazer referência a si mesmo na terceira pessoa.]

    No passado, os computadores eram fortalezas sombrias habitadas pelos jogos de estratégia, RPGs ocidentais e games de tiro em primeira pessoa. Lá do alto, seus usuários, temidos como os verdadeiros core gamers, entusiastas que passavam dezenas de horas entre vasculhar dungeons, mandar bala em nazistas pixelados ou demônios marcianos e planejar a conquista mundial com seus exércitos, riam dos garotinhos que se divertiam pulando em cascos de tartaruga ou brigando nos fliperamas em esquinas suspeitas. “Rá! Olhe lá a plebe com seus controlezinhos de seis botões!”, dedilhavam os senhores feudais em seus teclados padrão ABNT2 enquanto atiravam as embalagens de seus famigerados kits multimídia contra os cartuchos dos jogadores de videogame.

    O tempo passou e o avanço tecnológico inevitável diluiu o antigo poder dos PCs. Praticamente todos os símbolos de seu reinado migraram para os consoles e assim boa parte da raça dos core gamers também se adaptou e partiu para os videogames. Mas um segmento ainda resiste, irredutível, à mudança. O dos jogos de estratégia. Não mais um império como outrora, mas um nicho persistente e fiel. Alguns vão argumentar que há jogos de estratégia muito bem adaptados para a atual geração de consoles. Concordo. Mas quantos jogos de estratégia desenvolvidos especificamente para consoles temos por aí? Não muitos. Jogos bons então, menos ainda.

    Encarar a tarefa de levar um gênero tão representativo não só de uma plataforma mas de um tipo de jogador para seu antigo rival, é uma tarefa inglória para qualquer designer de jogos. Muitos não ousariam. Mas Sid Meier, o criador da franquia Civilization, tão respeitado em seu segmento quanto Will Wright, Kojima e Miyamoto nos seus, tem cacife para tentar. E foi o que ele fez, com Civilization Revolutions, título desenvolvido para o PS3, Wii, Xbox 360 e com uma versão para o portátil Nintendo DS. Eu joguei Revolutions no Xbox 360 e o resultado da experiência de Sid Meier você confere depois do continue.

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  • [Resenha] Boom Blox

    (jogo wii Boom Blox spielberg) [bb]

    [Seja bem-vindo(a) à Semana das Resenhas no Continue! Como tem um monte de jogos na fila para serem avaliados, resolvemos dar um gás sobrehumano aqui e vamos avaliar um jogo por dia até sexta ou sábado. Se tudo der certo. Esperamos que dê.]

    Com tudo que tem se falado sobre casuais e hardcores, especialmente no Wii, fica fácil colocarmos cada jogo em seu suposto saco antes mesmo de jogarmos. Basta olhar para a capa e uma ou duas telinhas e já achamos que sabemos do que se trata.

    O problema é que as aparências muitas vezes enganam. Todo “hardcore” que olha um jogo como Kororinpa: Marble Mania, por exemplo, sente-se tentado a deixar o jogo de lado, classificando-o como casual, fácil e sem graça. E aí ficam sem saber dos desafios quase impossíveis de um jogo tão cuticuti. Coisas que deixariam até o mais l33t se sentindo como um noob. Experiência própria.

    E esse é só um exemplo. Do lado contrário, temos o próprio Mario Galaxy, que é considerado por todos os “jogadores de alto mercado” um dos poucos jogos “de verdade” do Wii. Ora, minha namorada discorda! Ela não sabe nem apertar corrida + pulo em um Mario 2D, mas pegou dezenas de estrelas no Galaxy.

    Onde entra Boom Blox nessa história? Pra saber, você vai ter que continuar lendo. ;)

    Continue lendo!

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  • Prevejo problemas. Peggle no PC tem um grau de vício semelhante a BIS de nicotina, mas você eventualmente precisa parar de jogar. Para ir ao banheiro, para comer, para ver se o sol já saiu. Enfim, há coisas que você simplesmente não consegue fazer em frente a um PC — logo, há coisas que você não pode fazer sem parar de jogar Peggle.

    Mas a mente humana é maligna. Em um ato que claramente visa a extinção da humanidade, a PopCap Games anunciou que planeja uma versão do insalubre joguinho para o portátil da Nintendo. E mais do que isso: sabe quem está a cargo dessa nova versão? A Q Entertainment, empresa do superbacana Tetsuya Mizuguchi. Como eles não fazem serviço pela metade, já anunciaram que o jogo terá características que Peggle nunca teve. E sabendo que a Q já fez outras coisas ridiculamente viciantes nos portáteis (Lumines no PSP e, o meu favorito, Meteos no DS), é suficiente para termos quase certeza que esse Peggle não vai prestar. No bom sentido, é claro.

    Mas sério, gente, isso vai dar merda. Preparem-se para ver pessoas com seus DS Lite[bb] abertos em todos os lugares. Comendo, dormindo, vendo se o sol já nasceu, sim, mas também comprando caldo de cana na feira, saindo de cueca do provador da C&A, atrás do balcão do Burger King, descarregando caminhões de mudança, fazendo apresentações de slides em reuniões de negócios e escrevendo posts. Principalmente escrevendo posts. Para o Continue.

    Terceiro trimestre de 2008.

    [via Kotaku]

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  • Este é só um trechinho do texto genial que me foi passado ontem pelo meu grande amigo Julio Bassi (que também atende pela alcunha de Imperial°Spirit):

    Sempre que você vir ‘jogos casuais’ nas notícias, simplesmente troque a palavra ‘casuais’ por ‘retardados’ e você verá como ela realmente é percebida pela indústria. “Há uma explosão de jogos casuais!” deve ser traduzido para “Há uma explosão de jogos retardados!”. “EA Casual Games Division” realmente é traduzido para “EA Retard Games Division”. “Por que você está chamando jogadores casuais de retardados!?” rosna um leitor.

    Eu não estou. Estou dizendo que a indústria hardcore é quem pensa assim. Para eles, ‘casual’ é apenas uma forma de dizer ‘bobo’.

    O texto foi escrito (muito bem escrito, diga-se de passagem) por um cidadão chamado Sean Malstrom em seu site/blog pessoal e comenta sobre a estratégia da Nintendo para conquistar novos jogadores e como suas atitudes vêm sido erroneamente interpretadas pelos analistas, third parties, jornalistas, a indústria como um todo e até VOCÊ, gamer hardcore.

    Não poderia ter vindo em momento mais oportuno, já que todos ainda estamos perplexos com a falta de atenção aos games “não-casuais” na conferência da Nintendo para a imprensa na E3. Recomendado pra todo mundo que se pergunta quais serão os próximos passos tomados pela Nintendo e àqueles que acham que nunca mais terão um Zelda ou um Metroid de verdade.

    Depois de clicar no continue, você vai descobrir porquê os jogos de empresas como a Big N e a Blizzard reúnem mais fãs que as demais, a verdade por trás da estratégia do blue ocean da Nintendo, a causa do fracasso nas tentativas de outras produtoras de embarcar no sucesso do Wii e, principalmente, porquê o Zelda mais hardcore de todos os tempos pode ser só uma questão de tempo.

    Antes de prosseguir, apenas um aviso: o texto a seguir é um dos mais geniais já publicados no Continue. Mas também é um dos maiores, senão o maior.

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