Já que o pessoal anda reclamando que o Zeebo é feio, que o controle do Zeebo é feio, que os jogos do Zeebo… (não, disso ainda não reclamaram), fui buscar alguma coisa um pouco mais bonitinha para postar por aqui. O site PS3life.nl publicou umas fotos bastante — ahem — interessantes da modelo Alison Carroll, também conhecida como Lara Croft fake.
A moçoila de 23 anos anda por aí promovendo os jogos da personagem em feiras de games pelo mundo, e já anunciou que quer, sim, estrelar um filme (quem sabe terminar a trilogia?).
O estranho é o pessoal do videogaming247 reclamar que ela não sorri em nenhuma foto… Eu, hein, que coisa para se reclamar.
[via videogaming247]

Assim é complicado: a gente nem pode tirar férias coletivas forçadas que a TecToy já aproveita para lançar um console. Ficamos jogando WoW, Team Fortress 2 e outras tranqueiras e não pudemos noticiar em cima do lance um dos acontecimentos mais relevantes da indústria nacional em 2008. A essa altura do campeonato, outros sites já publicaram tudo o que se sabe sobre a nova plataforma e a gente ficou para trás, certo?
Errado.
Depois do Continue você confere com exclusividade mundial tudo o que não foi dito antes sobre o Zeebo.
Nem eu nem você moramos nos Estados Unidos, portanto o que quer que aconteça lá não nos afeta tanto quanto a eles. Mas a cultura dos games é global (ou melhor: a americana é a que vale em boa parte do mundo, inclusive aqui), então neste caso específico é válido darmos uma olhada nas possíveis implicações da eleição do primeiro presidente a usar a internet, os celulares e os games como plataformas primárias de campanha.
O 1UP escreveu um artigo bacana sobre isso. Talvez o mais interessante sobre Obama seja o fato de que ele não é gamer, não joga nada, nem mesmo o todo-popular Wii (ele declarou durante a campanha que o último jogo que jogou foi Pong, há 30 anos), mas mesmo assim enxerga a nossa indústria, mercado e cultura como algo importante, normal. Ele não tem uma visão errada, estereotipada dos gamers. Ao que parece, nós nunca o veremos dizer que GTA é um “simulador de crimes” ou algo assim.
Isso é provado não apenas pelo fato dele ter sido o primeiro candidato a presidente a colocar publicidade dentro dos games, mas também pelo comercial exibido antes da eleição, chamando as pessoas a comparecerem às urnas. No comercial, a frase “você não constrói a história daqui” aparece associada a um sofá, uma mesa de escritório e… um Wii Remote. O intuito era dizer que, no dia da eleição, as pessoas não deveriam ficar em casa ou no trabalho, mas sim deveriam ir votar. Pode parecer uma frase negativa aos games (“largue esse Wii Remote e vá fazer algo de útil”), mas somente o fato de colocar um Wii Remote em vez de uma revista, uma bola de baseball, uma sala de cinema ou qualquer outro item de lazer já indica que os jogadores de videogame são considerados pelo político uma fatia importante da população. É uma forma de consideração.
Eu estava torcendo pelo Obama, acho que ele representa uma mudança de postura dos EUA em relação ao mundo. Ao mundo dos games, inclusive.

Confesso que a série Gran Turismo nunca havia chamado minha atenção. Eu joguei o GT do PS1 e joguei alguns do PS2, mas nunca fui grande fã da série. Sei lá por quê. Mas Gran Turismo 5 está na minha lista de “jogos a importar assim que for lançado”. E isso vai ser antes do que esperamos, diz Kazanori Yamauchi, criador da série.
Lars Schlömer, campeão da competição GT Academy, ganhou uma visita aos estúdios da Polyphony Digital, com direito a um tour guiado pelo próprio Yamauchi, entrevista e um brindezinho. A GT Academy foi uma competição que reuniu os 22 melhores pilotos de GT5 Prologue em Silverstone para uma corrida de verdade. A inveja começa por aí…
Durente uma rápida entrevista, o cara perguntou quando o circuito de Nurburgring vai aparecer no Prologue, e Yamauchi respondeu que a pista vai estar no GT5.
- Ah… GT5 está tão longe, ainda… — comentou Lars.
- Haha, por quê você diz isso? — perguntou Yamauchi.
- Porque pelo que eu sei a equipe de desenvolvimento não está nem pensando em estipular uma data de lançamento, e pra ser honesto eu não acho que o jogo saia antes de dois anos, o que é bastante tempo.
- Dois anos? Hahaha, não, não. Não se preocupe muito com isso. Vai ser antes do esperado.
- Alguma dica de quando?
- Hahaha! Logo.
Outro ponto interessante da entrevista foi que Lars perguntou como a equipe recebe feedback dos jogadores. A Polyphony Digital tem uma equipe que vasculha a internet atrás de fóruns, blogs, reviews e coisas do gênero. Se eles usam essa informação eu não sei, mas que isso é legal da parte deles, é.
A possibilidade de criação de jogos privados online foi confirmada para a versão final do jogo, e Yamauchi explicou por quê ainda não vemos Porshes e Lamborghinis no Prologue: basicamente é uma questão de contrato. A Porshe, por exemplo, tinha um contrato com outros jogos, e agora que esse contrato acabou eles estariam negociando para incluir os carros no GT5.
E quanto ao dano nos carros? De acordo com Yamauchi, o dano está a caminho. Mas eles tem um problema com alguns fabricantes. A Porshe, por exemplo, disse que está OK destruir os carros deles na pista, já a chata da Ferrari disse que não quer nem um arranhão no espelho retrovisor do lado do carona. Não sei como a equipe da Polyphony vai gerenciar isso, mas por mim podiam até tirar os carrinhos vermelhos do jogo e deixar só as marcas legais que sabem que seus carros estragam na vida real.
Daí, para aumentar ainda mais o já elevadíssimo nível de inveja que sinto por esse cara, na maior cara-de-pau do universo ele pergunta se tem alguma coisa nova que ele possa ver no jogo. Yamauchi-san pergunta se ele tem algum circuito em mente. “Nurburgring”. Algum carro? “F430″. E o cara pôde dar uma volta em Nurburgring com a F430. “Espera aí”, diz Yamauchi. Mexe em algumas coisas e diz: “Tenta esse. É Le Mans”. Aaaaaah!
Nem vou comentar sobre o brinde que o cara ganhou, das mãos do criador da série Gran Turismo. Entrem lá e vejam.
[via Videogaming247 e GTPlanet]
“Ui, ui, ui, ui! Brinquedos gamers! Que lixo, coisa de criança!” Não torra, mané. Gamer que é apaixonado de verdade certamente tem pelo menos dois ou três brinquedinhos, tranqueirinhas, enfeitinhos e demais diminutivos temáticos pela casa.
Tanto que o Radóquen começou um simpático meme sobre o assunto. A manha é tirar um retrato das suas quinquilharias e postar, passando a bola para outrem.
Na minha imagem temos, da esquerda para a direita:
Sim, eu sei que são predominantemente enfeites, e não brinquedos, mas EDAÍ? O importante é que as pessoas tenham inveja de mim a felicidade que eles trazem para a casa.
Como o Radóquen já convidou praticamente toda a blogosfera gamer que eu acompanho, simplesmente ecôo os convites e acrescento o glorioso Fabão-san — que eu sei que tem uma coleção deveras queixoderrubante –, Vinícius Silva — que deve ter pelo menos um pinguim de pelúcia — e o afortunado e popular pessoal do Save Game — que certamente vai acabar perdendo esse trackback em meio aos milhares de outros que recebem.
Toy ON!
Não adianta mais. Eu cheguei em um ponto em que um pedaço de papel de bala velho na rua vira o melhor pedaço de papel de bala velho do mundo se contiver as palavras Mirror’s Edge (e a musiquinha). Não que o trailer acima não seja do caralho.
Para promover o modo Time Trial do jogo (que, segundo impressões, é BEM mais legal do que os modos Time Trial que existem em outros jogos por aí todos os outros jogos), a DICE gravou umas cenas de Parkour um carinha chamado Sebastien Foucan. Nunca viu mais gordo? Pois bem, o cara é simplesmente o co-criador do Parkour e o criador do Freerunning — uma variação do Parkour que foca-se menos em eficiência (chegar lá rápido) e mais na beleza estética dos movimentos.
Sensacional. Eu coração Mirror’s Edge.
Eu acho muita mancada quando uma empresa manda aos críticos “instruções” sobre como analisar os seus jogos. O trabalho das empresas é fazer os jogos, o nosso é o de dar a nossa opinião sobre eles aos consumidores. Mas a carta do Peter “Pedrinho Molinete” Molyneux aos críticos até que traz um ponto interessante:
“Eu tenho um favor a pedir a você: nós fizemos este jogo não apenas para ser legal para gamers como você, mas para qualquer pessoa. Então por favor, por favor, por favor, por favor, por favor encontre alguém que não joga videogame, assista a esta pessoa jogar e veja como o seu mundo acaba ficando, pois eu acredito que apenas quando você enxerga essas diferenças é que você percebe o quão única a experiência é.”
Eu acho que isso é vital hoje em dia. Frequentemente os críticos de games hoje em dia precisam se colocar na pele do jogador casual para avaliar os títulos que são feitos para este nicho cada vez mais importante, e isso só se consegue através de observação. Todo jogo que se diz casual, mesmo que em parte, eu coloco a minha namorada para jogar e observo as dificuldades dela e o que ela considera divertido, e é sempre tudo muito diferente da minha experiência.
Você já observou um gamer completamente casual jogando? Quais foram as suas conclusões?
O título desse post era pra ser “[Rápido, antes que o Hadouken poste!] O tênis do Gears of War”, mas o Prandoni é o postador de calçados mais rápido do sudoeste brasileiro. Eu não sou páreo para tamanho faro gamer-calçadístico.
Então o post fica como mera desculpa para mostrar a quem ainda não viu a impressionante Sapataria do Hadouken. Dá até pra sentir o cheirinho de chiclete dos pisantes novos.
Let’s Tap. Vamos dar umas batidinhas. “O jogo que até um pinguim joga”, como é uma das suas descrições oficiais. É um jogo de Wii que você joga sem o controle. Sem o Wii Remote, sem o Nunchuck, sem nenhum acessório extra. Você coloca o Wii Remote em uma caixa, ou alguma superfície não muito rígida (uma pia de mármore provavelmente não funcionaria, mas eu também não consigo imaginar alguém pensando em jogar Let’s Tap usando uma pia de mármore — até porque pias normalmente são molhadas e o controle correria riscos de pegar umidade), e bate. Na superfície, não no controle. Assista ao trailer para entender.
Alguns podem dizer que isso não é nada que os bongôs de Donkey Konga não consigam fazer. Claro que é. Os bongôs nada mais eram do que dois botões e um microfone que captava palmas. Isso aqui trabalha com vibrações sensíveis.
Também é de se notar que Let’s Tap é o primeiro jogo da Prope anunciado desde a sua abertura, em 2006. “Quem é a Prope?”, pergunta o leitor que não clicou no link. É o estúdio do Yuji Naka, simplesmente o cara creditado por dar vida ao Sonic. Lembre-se: houve uma época em que o Sonic era realmente bom.
Eu só tenho minhas dúvidas quanto ao fato dele ser vendido em disco. Pela simplicidade, deveria ser WiiWare… Ou então ele é mais complexo do que parece.
PS.: Aproveitando o ensejo, a Prope também anunciou Let’s Catch (este sim para o WiiWare), um simpático joguinho de… bem, eu não entendi muito bem sobre o que ele é, mas o site é esse. ![]()

Nobi Nobi Boy, o novo jogo de Keita Takahashi — dono da mente insana da qual saiu a série Katamari –, foi confirmado como parte do line-up da Namco Bandai para a TGS 2008. O jogo já foi mostrado uma vez, e na ocasião ninguém entendeu nada. O jogo parece ter foco em física e em personagens que se esticam, e… nada mais se sabe.
De qualquer forma, Takahashi já conquistou a boa-vontade da maior parte dos jogadores e da mídia, de modo que muitos esperam para saber mais sobre qualquer coisa que venha a ser criada por ele.
Após o continue, a lista completa de jogos da Namco Bandai para a TGS.
[via Kotaku]