A Capcom foi para a E3 2008 com um arsenal de grandes títulos: Street Fighter IV, Mega Man 9, Bionic Comando, o festejado Resident Evil 5… só para citar alguns. Mesmo soltando alguns demos jogáveis e trailers inéditos durante o dia, muita gente esperava com antecipação a conferência da produtora nipônica.
Chega a noite e depois de consideráveis 20 minutos de atraso, teve início a apresentação. O palco, vale ressaltar, era uma mesa redonda, como essas dos programas esportivos. Entre outras pessoas, estavam lá o senhor Inafune, pai de Mega Man e David Hayter. Sim, Solid Snake, em pessoa cordas vocais. E também roteirista dos filmes dos X-men.
Eles falaram sobre o novo projeto da Capcom, o filme de Lost Planet. Comentam como é bom trabalhar um com o outro. Rasgam seda durante um bom tempo. O produtor do filme também aparece. Hayter elogia o jogo, fala sobre o roteiro que vão escrever. Não há nada para mostrar. Comentam sobre o longa metragem em CG Resident Evil Degenaration, outro projeto cinematográfico da Capcom. Falam sobre como é legal que o David Hayter fala japonês e que isso vai facilitar o trabalho.
Quando o assunto se esgota, eis que o presidente da Capcom surge e agradece os dois, agradece o público presente e encerra a apresentação.
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Acabou. Fim.
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Sério. Nenhum hadouken. Nenhum mísero zumbi.
Definitivamente, o pior da E3 2008. Ou de todos os tempos. O pior da minha vida!
Jack Thompson e Uwe Boll são uns malas. Muito, muito malas. Mesmo. Mas, responda sinceramente: você gostaria que eles simplesmente desaparecessem? Eu não. O mundo dos games perderia muito da graça sem esses dois babacas falando merda a torto e a direito.
Pois esses dois espécimes peculiares podem mesmo estarem próximos à extinção, segundo acontecimentos recentes.
Jack Thompson, o adevogado do diabo, compareceu a uma espécie de julgamento (não entendo nada disso também), onde uma juíza julgaria, ou analisaria, 27 acusações de má prática profissional contra ele. No meio do negócio, o Sr. Thompson levantou-se e foi embora, afirmando que a juíza não teria envergadura moral para decidir o destino dele. No fim da história ela achou que dez anos sem praticar advocacia seria uma boa pena para o safadinho. Não sei como as coisas funcionam por lá, mas parece que essa decisão ainda tem que ser aprovada para entrar em vigor, e isso está marcado para acontecer no dia 2 de Setembro.
No outro canto, temos o alemão mais tosco desde Hitler, Uwe Boll. Há não muito tempo, ele respondeu duramente à criticas negativas do seu novo filme, a adaptação de Postal. Disse mais ou menos que os críticos não sabiam nada, que o filme dele era genial, não aquela porcaria de Hollywood e etc e tal. Ele parecia extremamente confiante no seu filme, como se a palavra dos críticos realmente não o estivesse abalando. Porém, a primeira exibição pública de Postal foi marcada não pelo barulho da pipoca ou das risadas, mas sim pelos pés se arrastando para fora da sala. A maioria dos 200 presentes à exibição se retirou, porque achou o filme muito ruim e/ou de mal gosto. Só pra lembrar, Postal faz piada com os atendados de 11 de Setembro e com Osama Bin Laden.
Eu acredito que Jack Thompson já possa ser considerado carta fora do baralho. Quanto ao Uwe, nunca se sabe. Pode ser que ele volte à tona, mas depois desse fiasco eu me esconderia no mesmo buraco que o Bin Laden. Ao menos por um tempo.

Big news: a Id Software anunciou que Doom 4 está em produção. A notícia surgiu em uma oferta de emprego, no qual a empresa procurava talentos para trabalhar no game. Rapidamente, o anúncio correu o mundo. Não foi um anúncio bombástico, mas o impacto nos fãs do gênero é o mesmo de um silencioso e preciso tiro de sniper na cabeça. Com a diferença que quem levou o tiro deve ter ficado contente.
Não se sabe nada ainda sobre Doom 4 (até porque não deve haver nada para se saber ainda), exceto que está em produção e, como a Id está desenvolvendo outro jogo, intitulado Rage, para os PCs, PlayStation 3 e Xbox 360, supõe-se que o próximo game da aclamada série de FPS também será lançado para essas plataformas.
Aproveitando a deixa, convido você a dar uma mergulhada no passado e relembrar brevemente os demais jogos da série. Depois do continue!

Vocês já devem ter lido por aí sobre um novo jogo dos Caça-Fantasmas. Previsto para outubro desse ano e com o roteiro assinado por Dan Arkroid e Harold Ramins, que também foram roteiristas e atuaram nos dois filmes da série, Ghostbusters pretende ser a sequência direta dos longa-metragens.
O game na verdade não é um só, são dois. Um para PlayStation 2 e Wii, com visual mais cartunesco, e outro para o PS3, Xbox 360 e PC, que será mais “realista”. Inclusive, a produção do jogo está focada na plataforma da Sony por motivos técnicos. Os produtores alegam que é mais fácil programar no PlayStation 3 com seus núcleos de processamento independente e depois “portar” para o 360 e para os computadores. Não entendo o suficiente disso e vocês pegariam no sono antes de completar a explicação técnica, que certamente envolve processadores e receptáculos ectoplasmáticos.
O que eu me pergunto é porque não fazer todo o jogo num visual cartunesco, similar ao desenho animado? Porque a necessidade de se apoiar em gráficos foto-realistas? E o quão realista o Geléia e o Monstro de Marshmallow podem ser? Com tantos jogos novos indo na contra-mão do realismo visual, como o belo Valkyrie of the Battlefield ou o novo titulo de boxe da EA, Facebreaker, será mesmo uma boa idéia Ghostbusters ser mais um game que copia a realidade?

Confesso que estou mais curioso para ver a versão do Wii e do PlayStation 2 do que a dos consoles mais poderosos… justamente por partirem para o surrealismo dos desenhos. Se for bem feito, o jogo pode explorar muito mais animações e movimentos que ficariam fora de lugar num game dito realista. E você, leitor do Continue, o que acha?

Segundo nosso bom, velho, grande e onanista amigo Judão, o filme do glorioso Gears of War está em produção sim, apesar de estar cuidadosamente escondido nas moitas de Hollywood. Não há bafafá, não há hype, não há nada ainda, mas o filme existe.
Parece que segundo o produtor da película, um cara chamado Wick Godfrey, a situação é a seguinte:
Nós já temos nosso roteiro e um diretor que estamos quase definindo. Esperamos fazer no começo do ano que vem para lançar no verão de 2010.
Ao contrário da maioria dos filmes de games, esse tem chances reais, grandes, altas — incríveis, até, eu diria — de se tornar um puta filme bom. O segredo é não portar qualquer jogo, mas sim um que já tenha potencial cinematográfico. Não Dead or Alive ou… The Sims. ¬¬
E eu acho que vocês concordam comigo que poucos jogos têm mais potencial cinematográfico-pipoca do que Gears of War, certo?

Quando a Microsoft fala em ampliar o acervo de conteúdo de alta definição através de distribuição digital, ela não está brincando. Além de poder baixar episódios recentes das séries mais famosas da TV paga, agora os usuários da Live terão ainda acesso a programas exclusivos, produzidos especialmente para os caixistas.
A conquista foi desbloqueada adquirida através de uma parceria com um tal de produtor Peter Safran. Segundo ele, inicialmente os programas terão cerca de 10 minutos, e serão focados em gêneros que atendem melhor às expectativas dos usuários do Xbox — vulgos jovens adultos nerds sedentos por sangue –, como terror e comédia.
Os primeiros programas deverão pipocar até o fim do ano na caixa verde mais próxima de você. Inicialmente exclusivos para o 360, eles podem acabar indo para outros lugares posteriormente.

Recentemente a Warner anunciou que um jogo do LEGO Batman estaria à caminho… mas e daí? Os fãs assíduos de jogos LEGO, do seu co-op super divertido e do seu humor infantil mas ótimo ainda estão esperando roendo as unhas pelo próximo épico da série: LEGO Indiana Jones!
Shawn Storc, produtor da LucasArts, falou ao GameSpot sobre o próximo rebento da série LEGO. Não haverá um modo co-op online, só o tradicional off-line, mas a engine foi reformada de modo a comportar um gameplay mais trabalhado, com mais interação com objetos ao invés de ser totalmente hack ‘n slash com lightsabers. Ele também seguirá a linha da série LEGO Star Wars quanto à sua relação com os filmes, mostrando todo o enredo original com ótimos toques de humor dos bonecos de plástico mudinhos mais charmosos do mundo!
LEGO Indiana Jones será lançado para PC, PSP, DS, X360, Wii, PS2 e PS3… ufa! A versão do DS terá alguns adendos que utilizem a interatividade da touch screen. Pelo menos até agora, dizem que sai no meio de 2008. Já tô lá comprando o meu!
Pra quem não entendeu a piada da figura aí em cima, clique aqui.

No recente evento da Brash Entertainment para a imprensa de jogos, os jornalistas tiveram o privilégio de assistir a um dos temidos vídeos de Jigsaw, o serial killer de Jogos Mortais. Nele, o boneco macabro da série dizia aos repórteres da IGN que eles estavam desperdiçando suas vidas na indústria de games, o que me deixou um pouco mais tranqüilo quanto a ter desistido de fazer uma faculdade na área. De quebra, o aviso serviu de teaser para Saw: The Game, o jogo baseado na série, que está sendo produzido pela Brash.
Pouco foi esclarecido sobre o jogo, exceto que ele deve sair por volta de outubro de 2009 e usará a Unreal Engine 3. Aparentemente, o roteiro vai ser paralelo ao já visto nos cinemas, conectando-se com a série em certos pontos, mais ou menos como em Enter the Matrix. Nada foi comentado quanto à plataforma ou o estilo de jogo, que pode ser desde um thriller em primeira pessoa, estilo Penumbra ou Portal, até uma coletânea de minigames a ser apelidada de survival minigaming horror. Quem sabe algo no estilo The Incredible Machine para que você crie suas próprias brincadeiras, por que não?
O site oficial do jogo - ou algo assim - oferece um formulário para que você preencha e receba informações no e-mail, conforme elas forem aparecendo. Se você quiser arriscar, tudo bem, mas eu é que não vou colocar meu nome e data de nascimento nesse negócio. Falando nisso, um ARG de Jogos Mortais iria bem, né? Não, espera. E se for um ARG? E se o ARG for um jogo mortal? E se o aviso aos jornalistas de games for sério?
Fabio, Suzana, Lef, aproveitem. Vocês têm até o fim de 2009…

[Só para caso você não tenha lido ali em cima: desta vez, quem está escrevendo o Discussão do Fim de Semana não é o Fabio. Monopólio nunca mais.]
Outro dia, quando estava sendo entrevistado pela Jade Raymond, Hideo Kojima disse algumas coisas que me deixaram meio balançado. Caso você não se lembre (ou esteja com muita preguiça para clicar no link), o japonês afirmou que gostaria de tratar a violência em seus jogos como algo mais real, de forma a fazer o jogador se sentir responsável por causar dor e frustração nos inimigos. Seria mesmo possível?
Particularmente, creio que sim. Se você já jogou os demais jogos da série Metal Gear Solid, sabe muito bem que Kojima sabe como brincar com os sentimentos do jogador. No final de Metal Gear Solid 3, por exemplo, [spoiler] o jogador é obrigado a disparar um tiro na cabeça de The Boss após uma série de revelações chocantes. Poderia muito bem ser uma cena como várias outras, não-interativa. Mas os momentos de hesitação antes de apertar o gatilho botão fazem com que você se sinta muito mais imerso na história.[/spoiler]
A principal pergunta talvez seja: a indústria está pronta para isso? Em meio a tantos jogos de Segunda Guerra Mundial com ação frenética e descerebrada, fica difícil estabelecer o papel dos videogames na formação intelectual e ideológica de um indivíduo. Afinal, se um jogo com as críticas que Kojima prega realmente influencia o modo através do qual as pessoas enxergam a violência, o que impediria games como Grand Theft Auto de fazer o mesmo?
E então a discussão poderia se tornar mais abrangente a partir deste ponto. É impossível negar que existem outras formas de entretenimento além dos videogames que fazem apologia à violência maior que grande partes dos jogos mais polêmicos juntos. Mas há um fator imprescindível que deve ser levado em consideração: como a Mafalda bem sabe, esses demais meios de comunicação raramente permitem algum tipo de reflexão aprofundada.
Já com os games, não é bem assim. Bem, pelo menos não precisa ser assim. Afinal, o fluxo de informações, na maioria das vezes, é totalmente adaptável a diversos quesitos - incluindo a vontade do jogador. E, mais importante ainda: o jogador faz parte da trama. Dependendo do jogo, ele ainda pode decidir o curso dos acontecimentos. E é em ocasiões como essas que o videogame, como expressão artística, pode exprimir vertentes únicas: fazer o expectador pensar, refletir sobre os seus próprios atos, duvidar sobre escolher o caminho mais fácil ou o caminho mais correto.
É claro que, como uma forma de entretenimento relativamente recente, os videogames ainda apresentam diversas deficiências ao tentar explorar todo o potencial que o meio teoricamente permite. Até porque, como não poderia deixar de ser, os criadores que realmente propõem este tipo de abordagem ainda são poucos. Como maior exemplo, posso citar o idealista Peter Molyneux, principal precursor dos jogos do tipo “vamos brincar de Deus”.
Muita gente não o leva a sério, justamente por suas idéias quase sempre audaciosas demais - principalmente para o dono de uma desenvolvedora ocidental. E como as idéias muitas vezes não são transportadas para o jogo exatamente como o dono da Lionhead Studios planejava, o seu discurso apaixonado e muitas vezes precipitado acaba não sendo levado a sério.
Mas é de iniciativas como esta que a indústria precisa. Fable, por exemplo, permite que o jogador escolha entre ser bom e mau dentro do jogo - sendo que qualquer uma dessas escolhas repercute de diversas formas: seja como as pessoas olham para você, como te tratam, o número de cicatrizes no seu corpo, etc. Mas é claro que o sistema poderia ser melhorado. Não só toda a imprensa, mas também Molyneux observou isso, e pretende fazer ainda melhor em Fable 2 - entre as principais novidades do jogo, está um cachorro que pretende deixar o jogador ainda mais emocionalmente imerso.
É claro que, depois de tanto falatório, queremos saber sua opinião. O que é videogame para você: simples diversão descompromissada ou algo que requer horas de reflexões filosóficas? Você pára pra pensar que está realmente fingindo matar pessoas que poderiam muito bem ter filhos ou esposa na vida real? Gostaria de ver seus inimigos se contorcendo de dor em Call of Duty 5? Quer que nós paremos com discussões bestas e comecemos a oferecer macetes para jogos?
Por fim, tente se lembrar: quantos jogos assim você já jogou? Ficaria imensamente interessado em títulos que ofereçam qualquer tipo de discussão semelhante.

Vi hoje no Judão imagens de uma coisa cuja existência eu desconhecia. Um filme da série Resident Evil que não tem nada a ver com a trilogia estrelada por Milla Jojovich, feito em CGI (animação) e estrelada pelos próprios personagens da série.
Eu não sou fã de Resident Evil, mas este é um filme que eu assistiria com toda certeza desse mundo, de preferência no cinema.
Enfim, confira as outras imagens ali no Judão. Eu até poderia colocar uma galeria com elas aqui, mas descobri que o limite de espaço do meu servidor não é tão grande quanto eu pensava. Melhor começar a maneirar.
[UPDATE - O leitor Daniel achou um trailer do filme e deu a dica pra gente. Valeu, Daniel, e segue o trailer logo abaixo!]