Suzana Bueno está doente, brigando contra a Telefónica por uma conta de 700 reais que não é dela, passou uma semana com problemas horríveis na internet e ainda recebeu seu corset com defeito, para então ver mais três guildas medianas de seu server quebrarem poucos dias antes do patch e agradecer que a sua ainda está de pé. Humor Atual: Berserking.
Não sei o que dá na cabeça desses caras. Sabe, é legal ter coisas difíceis num jogo. Algum equipamento inalcançável, símbolos de poder, e principalmente, algo que diferencie bons jogadores de ruins. A Live nos trouxe até aquela história de achievements, pra mostrar que alguns jogadores são especiais. Ter um último chefão e coisas para discutir com os colegas de trabalho “nossa, mas eu queria tanto conseguir matar tal cara!”.
Bem… a Blizzard não parece pensar assim. Aos poucos, todos os desafios que haviam no jogo estão indo embora, pois com o acesso facilitado a itens nível alto e com chefes sendo enfraquecidos a cada atualização, grande parte do jogo virou um belo passeio no parque.

Sabe uma coisa que eu simplesmente adoro? Quando vou comentar no blog de alguém e percebo que elaborei tanto o comentário que ele poderia servir como um post. É como se eu tivesse enganado a mim mesmo para escrever um post sem nem perceber!
Isso aconteceu ontem, quando fui responder ao post do Daniel no Cabide, que por si só já era um post-resposta ao meu próprio texto de ontem, aqui mesmo no Continue, no qual dou a minha opinião sobre a incompetência da Nintendo no campo online. Leia os dois, depois clique no continue para ler o texto que quase se tornou um comentário no blog dele.
Mesmo com toda a porcariada do online do Smash Bros Brawl, que foi lançado no início da semana é mais congestionado que a Paulista às 6:20 da tarde, todos nós sabemos que o jogo é realmente popular. Vende que nem água e nesse momento, ao menos nos US and A, todo mundo está jogando. O IGN, que definitivamente não é bobo, se adiantou e fez o site que deveria ser o oficial do Brawl. Conheça o Smash Bros. World.
Tem de tudo sobre os três jogos da série: imagens, vídeos, fórum, notícias, artigos, vídeos, enquetes… Mas tudo isso somado não é tão importante quanto a cereja do bolo (e provável motivo pelo qual o site foi construído, suponho eu): uma área onde você pode baixar estágios construídos pelos usuários, salvá-los em um cartão SD e usá-los no seu jogo. Obviamente o caminho inverso também funciona — publicar no site as fases que você construiu e salvou no seu SD.
Uma ótima idéia para os jogadores, que infelizmente é fruto da total incapacidade da Nintendo de “pensar online”. Enquanto a Sony e principalmente a Microsoft já estão completamente acostumadas com o uso da internet nos seus jogos, e provavelmente incluiriam um ambiente de troca de estágios dentro do próprio jogo, a Nintendo ainda está nessas de colocar capacidades online meio que por obrigação, de má vontade. Não dá pra entender. Sites como este da IGN, o WiiWasHere, o WiiMinder, o WiiCade e tantos outros não precisariam existir se a Nintendo, toda moderninha nas imagens promocionais, não fosse tão retrógrada na parte online.
[essa eu vi no Audiogame]

Sabe o Uwe Boll? Pois é, aquele que estraga com todos os filmes de jogos em que toca. Como se não fosse o suficiente ter insultado meio mundo e até chamado alguns membros da crítica especializada “pro fight”– ocasião na qual pôde extravasar um pouco da sua emisse dando uns socos em alguns jornalistas magricelos — Boll agora declarou guerra contra… Indiana Jones 4!
No fim de semana de Indiana Jones - 23 de maio - nós iremos e destruiremos Indiana Jones! Todos sabemos que Harrison Ford é tão velho quanto meu avô e seu tempo acabou - como diria Michael Moore!
Spielberg está piegas. Nós vimos isso em Guerra dos Mundos (por que diabos o irmão mais velho sobreviveu?) e também em partes de Tubarão, E.T. etc! Minha performance em Postal como o ‘dono do parque temático nazista’ supera facilmente Ben Kingsley em A Lista de Schindler.
O médico mandou não contrariar.

Senhoras, senhores e crianças de todas as idades, sejam bem-vindos à mais uma edição do Duelo de Cretinos, orgulhosamente apresentado pelo Continue!
Hoje temos dois competidores de peso na nossa arena, ambos mestres da filhadaputagem excessiva, impávidos mestres do sofrimento alheio, ambos lutando pela opoturtunidade de, após a morte, viajarem direto ao inferno, de primeira classe, num vôo sem escalas.
Temos aqui a pura escória da humanidade, para o seu entretenimento.
» No canto esquerdo… Os pais sádicos do pequeno Jonathan!
Eles são maus, eles são cruéis, eles maltratam criancinhas e ainda colocam o vídeo na internet. Esta cruel família, conforme noticiado pelo Engadget, colocou sob a árvore de natal do pequeno Jonathan uma caixa. A caixa de um Xbox 360, novinho em folha, conforme o garoto — capturado em vídeo — ia descobrindo, incrédulo de júbilo, a cada centímetro de papel de presente rasgado.
Ao abrir a caixa, porém, começam as risadas da família: a caixa continha apenas um punhado de camisas! Roupas, para uma criança, no natal! Uma criança que acreditava estar abrindo a caixa de um maravilhoso video game, e então passa a criar lágrimas nos olhos enquanto a família sangue-frio se acabava de dar risada da maravilhosa pegadinha recém-executada. É cretino ou não é, pessoal?
» E no canto direito… O serviço de reparos de 3RL da Microsoft!
Como se já não fosse cruel o suficiente a empresa fabricar e vender um videogame que deixa os seus donos na mão, rindo sadicamente por trás de um sorriso de três luzes vermelhas, o departamento da Microsoft que recebe os consoles defeitusos e os conserta atinge requintes inimagináveis de cretinice. Como pode nos atestar o jovem Nathaniel, que enviou o seu Xbox 360 para a empresa para que o ser funcionamento fosse restaurado.
Nathaniel, que comprou seu console no lançamento e era um dos maiores fãs e apoiadores da plataforma, tinha o costume de levar o aparelho, mesmo que ele fosse de tal maneira pesado, para todas as feiras e eventos em que comparecesse, coletando autógrafos e assinaturas dos mais diversos desenvolvedores e pessoas da indústria. Havia nele, inclusive, uma arte do Master Chief desenhada de próprio punho — e ao vivo — pelo desenhista Luke McKay, da série de webcomics Rooster Teeth.
Ao enviar o seu console para o reparo técnico, Nathaniel tomou a precaução de ligar antes para se informar se ele não teria o seu videogame substituído por um novo, e também escreveu uma carta contendo o aviso de que aquele videogame era muito especial para ele. Nathaniel mandou a carta junto ao videogame para o conserto, só para garantir. Mas, conforme nos conta o Kotaku, alguns dias depois ele recebeu o seu 360 lindo, arrumado… e limpo. Completamente limpo, salvo por umas manchinhas quase invisíveis de tinta permanente onde costumavam estar os seus autógrafos e o desenho de Master Chief. É cretino ou não é, pessoal??
Quem vence o Duelo dos Cretinos de hoje? Isso é você quem vai decidir! Vote!
A indústria dos games é mesmo cruel. Sabe por quê? Primeiro, a revista britânica Xbox World 360 faz um mega preview sobre a bombástica suposta versão de Goldeneye 007 para a Xbox Live, nos deixando com muita água na boca, cheios de vontade de jogar aquele que é considerado um dos maiores clássicos do gênero… em alta definição! E online!!! OMG!!!
Aí, a bomba. A Microsoft diz que esse preview não foi baseado em nada mais do que pura especulação, e que o jogo nunca existiu. Estranho? Talvez nem tanto. É possível que seja apenas uma afirmação diplomática para um pequeno conflito “por baixo dos panos”.
Segundo reportado pelo GoNintendo, a conversão estava praticamente pronta para ser lançada no meio desse ano. Tudo estava bem legal, aprovado pela Nintendo of America e tudo mais, até que o big boss Iwata, que é japonês e, como tal, não faz questão de entender bulhufas sobre FPS, vetou o lançamento.
“Como assim!?!?/11″, você pergunta. “Não é a Rare que tem os direitos sobre o código do jogo? A Nintendo nada tem a ver com a marca 007!”. Está certo, caro padawan. Mas nem sempre as coisas são tão preto no branco. Segundo fontes obscuras do mundo gamístico, parece que a Nintendo pôs pressão em cima da Activision, detentora dos direitos da série, ameaçando não trabalhar mais com ela, para que não autorizasse o lançamento na Live.
Será verdade mesmo? Até que faz um pouco de sentido, mas não deixa de ser uma decisão egoísta… afinal, eles já mamaram tudo o que podiam mamar de dinheiro em cima de remakes da Rare, não? Bem, eu sempre achei que aquele Iwata tinha cara de imperador malígno mesmo…

Então eis que o UOL Jogos noticia o fato mais risível do dia. Metal Gear Solid 4, aquele MEGATON que vai agraciar o desagraciado* PlayStation 3 em junho próximo só falará uma língua de cada vez. A versão americana só terá diálogos e legendas em inglês, enquanto a versão japonesa só terá diálogos e legendas em japonês, e por aí vai.
Isso, em si, não é nada absurdo. O que realmente pega nesse papo todo é o motivo alegado pela Konami: falta de espaço em disco. Detalhe: falta de espaço em disco no todo-poderoso Blu-ray, o Senhor dos Discos Gigantescamente Enormes, com seus nada modestos 50GB de capacidade de armazenamento.
Mano, 50GB… Vamos parar pra pensar.
Uma das maiores pavoneadas a que a Sony recorria para cantar as superioridades da mídia escolhida para o PS3 era justamente o fato de que, com tanto espaço em disco, os desenvolvedores teriam espaço de sobra colocar muito conteúdo extra, gráficos e texturas em máxima definição e… múltiplas faixas de áudio. E agora, no primeiro grande jogo da máquina, uma produtora grande e respeitada como a Konami fala uma coisa dessas?
Eu não compro essa história nem por um segundo. Espaço em disco meu ovo, os caras estão é com preguiça. Sabem que vai vender que nem broche de brócolis em convenção de vegetariano e não estão nem aí pra essas trivialidades, por mais que alguns gamers achem isso importante. É o mesmo raciocínio por trás da decisão da Rockstar de não fazer um demo para GTA IV. Vai vender de qualquer jeito… Why Bother?
Ou isso ou MGS4 tem mais diálogo do que um episódio de Gilmore Girls. Eu não achei que isso fosse possível, mas pra encher 50GB…
*Sim, eu tenho consciência de que essa palavra provavelmente não existe.

Você já deve ter visto aqueles ambientes gamer “pimpados” para oferecer a melhor experiência possível ao usuário, né? Claro que sim, tem aquela central de World of Warcraft com trocentos computadores, aqueles aglomerados de monitores pra jogar Flight Simulator enquanto curte uma brisa (rá!), e até as caixas de som boladonas no quarto daquele seu vizinho, filho do médico. Mas esse cara aqui quis levar a sério o termo home theater, e exagerou.
De acordo com o sujeito que postou as fotos no fórum PlayStation.com, a brincadeira custou nada menos que seis milhões de dólares. O conjunto inclui 35 amplificadores, 37 alto-falantes e, pasme, um PlayStation 3. Veja a lista completa dos equipamentos:
Picture Elements:
Sony SRX-S110 Professional Video Projector
Stewart 18-by-10-foot Snowmatte 1.0 Gain Laboratory-Grade Motion Picture ScreenPlayers and Sources:
Sony BDP-S1 Blu-ray Player
Sony PlayStation 3 Gaming Console
Toshiba HD-XA1 HD DVD Player
JVC HMDH-5U D-VHS Recorder
SATA Drive (72 HDTV Hours Total)
Mark Levinson N° 51 DVD/CD Media Player
Pioneer HLD-X0 Hi-Vision HDTV MUSE Laserdisc PlayerSurround Processing and Decoding:
Theta Digital Generation VIII 32-bit 8x Oversampling Dual Processors (13)Amplification:
Mark Levinson N° 33h Amplifiers (2)
McIntosh MC-2102 Amplifiers (30)
Crown Macro Reference Gold Amplifiers (3)Speakers:
Snell 1800 THX Music & Cinema Reference Subwoofers (16)
Snell THX Music & Cinema Reference Towers (8)
MuRata ES103A Super Tweeters (10)
Snell THX Music & Cinema Reference LCR-2800 Center-Channel Speakers (3)
Aquele “Sony PlayStation 3 Gaming Console” não foi grifado por mim, e sim pelo cara que postou as fotos e as especificações - talvez o dono da parafernália. Para mim, as letras em vermelho gritam “Sim meu, eu gastei 6 milhões pra jogar essa merda, LOL!“, mas talvez não fosse bem isso o que ele queria dizer. Pelo menos eles ganharam do HD-DVD, né!
Opiniões pessoais à parte, note que na primeira foto o telão está rodando Ratatouille, e em outra delas quem está sentado no sofá é o cachorro, provavelmente jogando Motorstorm enquanto seu dono espera por Devil May Cry 4 e gasta dinheiro pra passar o tempo. Desgraçado, com seis milhões eu comprava um GameCube com Prince of Persia: Sands of Time para cada amigo meu e um para cada orfanato na África, e ainda sobrava pra comprar um fone de ouvido legal… (Nota do Bracht: com seis milhões, eu faria um remake de Chrono Trigger)
Parece que não é só no Brasil que temos jornalistas tendenciosos e muita ignorância sobre os videogames. A diferença é que os gringos estão um pouco mais atualizados. Foi ao ar alguns dias atrás uma reportagem no canal americano FOX NEWS em que vários “especialistas” discutiam sobre as cenas de sexo que aparecem em Mass Effect. Primeiro, eles chamam Geoff Keighley, da SpikeTV, para defender o lado dos gamers, ao mesmo tempo em que uma psicóloga “super entendida” mete o pau no jogo. Depois, para eliminar amenizar a discussão, a apresentadora decide simplesmente encerrar o debate e falar com os demais “super entendidos” que estão no estúdio.
O pior é que a tal psicóloga e apresentadora disparam absurdos do naipe de “as mulheres são simplesmente cultuadas pelos seus corpos, vistas como objetos de desejo” e “infelizmente, você ainda precisa estar envolvido com o que seus filhos estão olhando… o trabalho dos pais está cada vez mais difícil!”. Pois é… tudo culpa dos videogames. Eu até teceria alguns comentários irônicos agora, mas prefiro deixá-los para os comentários.
E a EA (mais nova dona da BioWare) se pronunciou a respeito, mandando uma carta para o canal pedindo por uma correção e explicando que muita coisa foi deturpada na reportagem. Depois de negar que o jogo possua nudez frontal ou esteja sendo vendido para crianças ou adolescentes, a EA faz uma comparação assaz interessante.
Vocês assistem o canal Fox? Vocês assistem Family Guy? Vocês já viram The OC? Vocês acham que as situações de sexo em Mass Effect são mais explícitas do que as cenas freqüentemente exibidas nesses programas? Vocês honestamente acreditam que jovens são mais expostos em Mass Effect do que nesses programas de horário nobre?
Isto não é uma ameaça legal; é um apelo para o seu senso se justiça. Pedimos ao FNC para corrigir a reportagem sobre Mass Effect.
O canal, é claro, respondeu dizendo que já convidou representantes da EA para aparecem no programa, mas até agora não recebeu resposta. Independente disso, seria interessante ter uma instituição mais presente e potente aqui no Brasil para tomar atitudes como esta naquele caso do banimento, não? É possível que tudo tivesse se desenrolado de forma diferente…
[via Kotaku]
Você vê alguma coisa funcionando nesse país? Você vê alguma coisa dando certo? Hoje em dia nem mesmo as “nossas especialidades” estão salvas: o carnaval está com problemas e o futebol, que eu saiba, já foi muito melhor. Eu posso ter apenas 22 anos, mas já me sinto calejado com esse país.
Sou extremamente otimista com relação a quase tudo, inclusive com relação às pessoas — eu sempre espero o melhor delas, correndo o risco de me desapontar –, mas esse Brasilzão não me inspira a menor das confianças. Por isso eu disse que não acreditava que qualquer tipo de reação fosse nos ajudar no caso da ridícula proibição do Counter Strike e do EverQuest. E mantenho a opinião.
Mas GUS e o Douglas Pereira (ambos do recém-criado blog Liberdade Gamer) não pensam assim e estão organizando um protesto em plena Avenida Paulista, no coração de São Paulo.
Se você gosta de jogos, mesmo que não desses dois em especial, venha participar desse movimento para evitar ações arbitrárias como essa, que visam tirar a sua liberdade de escolha. Se o Ministério da Justiça já classifica os jogos, por que, então, proibir a venda de um produto que já é regulamentado pelo Estado? Não é suficiente a Classificação Indicativa? Onde fica a democracia? A liberdade de escolha?
Alegam que esses jogos são nefastos e podem causar danos a crianças e adolescentes, mas atroz mesmo é tirar dos pais o poder de decidir o que é melhor para os seus filhos e quando. Alegam que os jogos fazem mal e, portanto, devem ser retirados do mercado.
E quanto ao cigarro? E quanto à bebida? E quanto à venda de armas de fogo, não pudemos votar em plebiscito se teríamos ou não esse direito? Armas matam pessoas, no entanto, uma pessoa tem o direito de comprá-las. E querem proibir a venda de jogos.
Mesmo cético em relação aos resultados que isso pode alcançar, eu pretendo dar um pulo lá, me fazer presente. Como eu disse: eu não boto fé no Brasil, mas boto fé nas pessoas.
O protesto está marcado para sábado, dia 2 de fevereiro, às 11 horas, sob o vão do MASP. Sim, em pleno feriadão de carnaval. Eu conversei com o GUS sobre isso ontem, e ele me afirmou que fazer uma semana antes (amanhã, no caso) seria “muito em cima”, e uma semana depois o caso já teria esfriado.
De qualquer modo, a data ainda pode mudar. Qualquer coisa a gente te avisa.