
Vocês já devem ter lido por aí sobre um novo jogo dos Caça-Fantasmas. Previsto para outubro desse ano e com o roteiro assinado por Dan Arkroid e Harold Ramins, que também foram roteiristas e atuaram nos dois filmes da série, Ghostbusters pretende ser a sequência direta dos longa-metragens.
O game na verdade não é um só, são dois. Um para PlayStation 2 e Wii, com visual mais cartunesco, e outro para o PS3, Xbox 360 e PC, que será mais “realista”. Inclusive, a produção do jogo está focada na plataforma da Sony por motivos técnicos. Os produtores alegam que é mais fácil programar no PlayStation 3 com seus núcleos de processamento independente e depois “portar” para o 360 e para os computadores. Não entendo o suficiente disso e vocês pegariam no sono antes de completar a explicação técnica, que certamente envolve processadores e receptáculos ectoplasmáticos.
O que eu me pergunto é porque não fazer todo o jogo num visual cartunesco, similar ao desenho animado? Porque a necessidade de se apoiar em gráficos foto-realistas? E o quão realista o Geléia e o Monstro de Marshmallow podem ser? Com tantos jogos novos indo na contra-mão do realismo visual, como o belo Valkyrie of the Battlefield ou o novo titulo de boxe da EA, Facebreaker, será mesmo uma boa idéia Ghostbusters ser mais um game que copia a realidade?

Confesso que estou mais curioso para ver a versão do Wii e do PlayStation 2 do que a dos consoles mais poderosos… justamente por partirem para o surrealismo dos desenhos. Se for bem feito, o jogo pode explorar muito mais animações e movimentos que ficariam fora de lugar num game dito realista. E você, leitor do Continue, o que acha?
Em uma manobra digna de Jaca Paladium, os caras do ShackNews alegaram na semana passada já terem jogado uma versão de Duke Nukem Forever Never! Rolou até um esquema de terem duvidado dos caras, que então fizeram questão de confirmar que foram mesmo, jogaram mesmo etc e tal.
Sabe o que é? Eu não quero que ele seja lançado. Mesmo se ele acabar sendo melhor do que o melhor jogo do mundo, ainda não vai ser tão divertido quanto ficar tirando barato de um vaporware de onze anos de idade.
[Atualização: Para saber mais sobre a série Jake Hunter, que, afinal, não é uma imitação de Phoenix Wright, leia o comentário do nosso leitor GladiadorBR ali abaixo. Sério, vale a pena!]
Gente, saca só que cara de pau dos caras da Arc System Works (quem?) em fazerem esse jogo. Phoenix Wright deve estar se remexendo na cova no tribunal! Esse lance de um jogo bem sucedido dar origem a vários clones não é nenhuma novidade (basta ver no que as prateleiras de jogos de DS se transformaram depois de Nintendogs), mas eu sempre fico meio pasmo. The nerve of you people!
Em sua defesa, o jogo mostra lá pela metade do trailer que tem uma novidade em relação à série Ace Attorney: combates. E que combates! “O inimigo está na sua frente!”, aí você escolhe “Murro”, “Chute” ou “Correr”. É um RPG sem pontos de luta, armadura, HP, tudo. Quer dizer, nada.
E esse protagonista? Ou melhor, e esse CABELO do protagonista?!
Sem contar o cigarro. Cara, eu odeio personagens que fumam só pra parecerem cool, blasé, moderninho, essas coisas. Odeio pessoas que fazem isso também, mas aí já não vem ao caso.
Aff, chega. Deixa eu curtir meu feriado.
Só pra constar: Jake Hunter: Detective Chronicles é para Nintendo DS e tem lançamento previsto para 10 de Junho.
[Adivinha só de quem é este texto? Do AyPyCy, o nosso já quase redator-honorário! Agora sério: eu sei que muitos de vocês já viram a cara ao se depararem com "mais um texto sobre pirataria", mas este vale muito a pena ser lido. Eu fiquei realmente muito surpreso e impressionado com a qualidade do trabalho do nosso leitor dos três "y", e considero este o melhor dos textos que ele já me mandou. Ajeite-se na cadeira, porque o texto é longo, e vamos nessa.]
Antes de iniciar o texto gostaria de deixar bem claro que o objetivo dele não é criar polêmica, acusar alguém, nem discutir o preço das coisas. O objetivo é explicar o que é a pirataria (principalmente em conteúdo digital - games, música e filmes) e como ela nos afeta, diretamente ou indiretamente. Você pode concordar com o texto ou discordar dele, mas quero reforçar que o que está escrito abaixo não é simplesmente minha opinião, mas fatos provenientes de estudos e leituras.

[Parece que o AyPyCy gostou da brincadeira de ter texto publicado no Continue. Depois do mão-na-roda Guia de Importações, ele resolveu discutir os finais dos jogos com a gente. Spoiler alert: esse texto não contém nenhum spoiler.]
Quando li a notícia de que o Fallout 3 teria cerca de 200 finais diferentes a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “preferia que fosse um só, mas bem feito.”
Não sei se todos têm esta percepção, mas sinto que não é mais tão divertido chegar ao final de um jogo. Claro que jogar o jogo todo, na maioria das vezes, é divertido, mas quando se passa a última fase você normalmente acaba vendo… Créditos! No máximo um gancho para uma possível continuação.
Voltando no tempo, na época do Telejogo e Atari, normalmente os jogos não tinham finais, você lutava por pontos no placar, na tentativa de fazê-lo zerar e começar a contar de novo (alguns jogos congelavam com pontuação 1,000,000). Missile Command, Enduro, River Raid, Pitfall, eram praticamente infinitos, apesar de na época existirem muitos boatos do tipo “meu primo conseguiu terminar River Raid, o avião pousa em um aeroporto”. (!)

Que o Wii não tem recebido muitos jogos hardcore é uma verdade. Os hiatos entre grandes jogos como Zelda: Twilight Princess, Super Mario Galaxy, Metroid Prime 3: Corruption e Super Smash Bros. Brawl (não por coincidência, todos da Nintendo) podem estar diminuindo, mas ainda não são suficientes para satisfazer todos os jogadores. Principalmente Mike Capps, o chefão da Epic Games.
O cara comprou um Wii e, pelo jeito, não está lá muito satisfeito. Em uma entrevista ao IGN, onde supostamente deveria falar sobre o próximo projeto de sua desenvolvedora, Gears of War 2, o Wii acabou roubando espaço - de uma forma ou de outra.
Depois do continue, leia as respostas de Mike, que, compiladas, ficaram mais parecendo uma carta de indignação do que qualquer outra coisa (daquelas dignas de separação de banda, sabe? =P).

Ou ao menos é o que parece, com o anúncio oficial de que o bundle do PlayStation 3 e GTA IV será lançado… só na Europa.
Rumores apontam que o pacote que chega às lojas no dia 29 de Abril e contém um PS3 com HD de 40GB, um SIXAXIS e o jogo Grand Theft Auto IV, também vai ser vendido na Austrália.
Faz sentido. São mercados onde o PS3 tem levado vantagem sobre o concorrente Xbox 360. E com essa jogada, a Sony procura ampliar ainda mais a sua liderança. Enquanto isso, nos EUA (e Brasil, por consequência), quem pensa em adquirir o console da Sony por causa de GTA IV, terá de se contentar em comprá-los separadamente.
Deixar o mercado americano de fora desse lançamento não é uma ação tão estúpida quanto parece à primeira vista. O PS3 não vende tão bem na América quanto na Europa ou na Austrália, e a rival Microsoft conta com conteúdo exclusivo para o tão aguardado jogo, o que é mais atraente do que uma caixa bacana. Por mais bonita que ela seja.
[via Kotaku]

A comunidade virtual prometida pela Sony como uma resposta do PlayStation 3 ao sucesso da Xbox Live encontra-se em estado de “closed beta”, ou seja, um teste fechado, só para convidados. O beta teste aberto ao público estava previsto para começar no verão desse ano nos EUA – ou seja, para os próximos meses. Porém a Sony divulgou hoje que a Home só será aberta para a galera no segundo semestre de 2008, durante o outono do hemisfério norte.
O lançamento original da PlayStation Home seria entre setembro e outubro de 2007. Depois passou para o começo do ano e agora ao que parece, a “casa” da Sony só abrira as portas no final de 2008. Posto que é um serviço online, por que não começar de uma vez e ir incrementando aos poucos?
[via Kotaku]

Em mais um dos prováveis últimos suspiros do mercado de revistas de games como o conhecemos hoje, a Official Xbox Magazine teve a brilhante idéia de vender a capa inteira para publicidade. Sim, as páginas de publicidade em uma revista são geralmente as mais importantes para quem faz a revista, mas e o leitores? Ninguém pensa neles?
Quem vê a revista na banca não enxerga as chamadas de capa, não sabe o conteúdo, não sabe nem qual é o jogo em destaque da edição. Tudo que vê é o que você acima: o logo da revista e uma mega-propaganda do Rainbow Six: Vegas 2.
Sim, depois de comprar a revista você pode arrancar o anúncio e jogá-lo no seu devido lugar (o lixo), e então verá que existe, sim, uma capa real por baixo, mostrando o muito mais interessante Fallout 3. Mas aí já virou notícia na internet.
Opiniões?
[via Kotaku]

Ou quase isso. Conforme reportado aqui no Continue, a versão de Wii para Rock Band vai ser tão escrota quanto a versão de PS2: não vai ter gráficos legalzões, nem possibilidades infinitas de personalização e simulação, muito menos sistema de som muito avançado. (De fato, deveríamos ficar felizes caso o jogo venha em estéreo…)
Mas a ausência mais sentida é, definitivamente, a dos modos online. Um dos recursos mais legais nos demais consoles é justamente ter disponível para baixar músicas novas toda semana, o que simplesmente eleva ao infinito (ou pelo menos até o lançamento de Rock Band 2) o fator replay do jogo da plataforma musical. E parece que tem gente “do lado de lá” que concorda comigo.
Vamos lá, Nintendo, precisamos de um hard drive! É o que queremos [sobre a possibilidade de conteúdo adicional], mas não há nenhum lugar para armazená-lo. É algo que dissemos a Nintendo, que era algo que gostaríamos de fazer. Quem sabe o que vai acontecer no futuro? Nem eu sei o que vai acontecer no futuro, mas esse é o porquê de não haver músicas para download de Rock Band do Wii.
Palavras de Rob Kay, diretor de design da Harmonix. Ou seja: espero REALMENTE que a Nintendo esteja neste exato momento mexendo os pauzinhos para adicionar esse recurso o mais rápido possível. Porque uma coisa é perder armaduras extras ou atualizações para correção de jogos de aventura, a outra é perder uma das idéias mais bem sacadas para um dos jogos que mais têm a ver com a proposta do Wii.
Isso só não explica uma coisa: o que diabos isso tem a ver com a ausência do multiplayer online?
[via CVG]