
Impensável! Ultrajante! Anormal! Anomalia! Xbox vende mais do que PS3 no Japão!
E não é qualquer mais, é praticamente o triplo. O motivo, claro, é um JRPG, o que me faz questionar:
Tipo, putaquepariu! Tem tanta coisa boa no mundo pra se jogar, e os japoneses só compram os malditos RPGs! Monster Hunter, Phantasy Star Universe Portable, Fire Emblem, Dragon Quest V, qualquer remake de qualquer Final Fantasy para qualquer plataforma… É de se admirar que inclusive jogos de outros gêneros sejam sequer lançados por lá. Pra quê? Todo mundo vai estar matando o mesmo monstrinho da semana passada, aumentando level cegamente pra matar um chefão apelão cujo objetivo é justamente fazer os jogadores terem que passar uma semana matando o mesmo monstrinho pra fazer level.
E o pior é que os caras, além de só jogarem RPG, só jogam os mesmos!! Quando sai um diferentão, por mais legal que seja (meu exemplo é The World Ends With You), encalha nas malditas prateleiras! Fico puto!
Fiquem com os números da NPD enquanto eu vou lá tomar um chá de camomila:
» HARDWARE
01. DS Lite 60,434
02. PSP 58,501
03. Wii 38,506
04. Xbox 360 24,962
05. PS3 9,673
06. PS2 8,503
» SOFTWARE
01. [PSP] Phantasy Star Universe Prtbl. (SEGA) 148,000 / 490,000
02. [NDS] Fire Emblem: New Drk Drgn &…(Nintendo) 145,000 / NEW
03. [NDS] Rythem Tengoku Gold (Nintendo) 130,000 / 343,000
04. [360] Tales of Vesperia (Namco Bandai) 108,000 / NEW
05. [NDS] Dragon Quest V (Square Enix) 73,000 / 1,019,000
06. [NDS] Sangokushi Taisen Ten (SEGA) 33,000 / NEW
07. [NDS] Summon Night 2 (Namco Bandai) 30,000 / NEW
08. [WII] Wii Fit (Nintendo) 27,000 / 2,470,000
09. [WII] Mario Kart Wii (Nintendo) 23,000 / 1,656,000
10. [PS3] Soul Calibur 4 (Namco Bandai) 23,000 / 97,000

Não vi uma pessoa sequer elogiando Pro Evolution Soccer 2008. Por que será? Não sei, o que eu sei é que eu joguei algumas partidas com parentes e foi o primeiro Winning Eleven que eu falei “bah, não quero mais jogar esta merda”. Acho que isso diz alguma coisa sobre o jogo (como se os gráficos, a piora do modo de edição e o online quebrado não dissessem o suficiente).
A Konami sabe disso (provavelmente). Por isso mandou avisar que a versão 2009 será diferente. Como? Segundo o Kotaku, já podemos esperar quatro novidades:
» Modo “Become a Legend”: um modo para que você escolha um jogador e fique no comando deste mesmo cara pela Master League inteira, ou coisa assim. Sim, exatamente o que FIFA já vem fazendo, com o modo BE A PRO.
» Jogadas especiais: não entendi exatamente essa aqui, mas parece ser alguma coisa a ver com colocar o analógico direito para uma direção certa, na velocidade certa e no momento certo, para fazer algum drible fantástico. Hein?
» “Melhorias estéticas radicais”: é exatamente isto que a Konami está prometendo em relação aos gráficos, embora muita gente acredite que a única saída seria usar uma engine nova. No menu de melhorias estão efeitos diversos nos gráficos dos estádios e novos detalhes e animações faciais e corporais.
» Reedição do modo de edição: o tão amado (é?) modo de edição estará de volta aos velhos tempos, com todas as opções intactas.
É, eu acho que deveria ter dado este post para algum entusiasta da série escrever. ![]()
Na semana passada o Ministério da Saúde da Tailândia divulgou uma relação com os seus 10 jogos preferidos jogos mais perigosos. O ministro responsável pela infame lista ficou mundialmente conhecido pelo gosto exótico e por conhecer títulos hardcore, como “Killer7” do produtor Suda 51.
Mas minha avó já dizia: mentira tem perna curta! O ministro hardcore é fake! O top 10 tailândes é plágio de uma lista do mesmo teor feita em dezembro por um incauto promotor de justiça de Detroit, nos Estados Unidos, que na época culpava os mesmos jogos pelos crimes que assolavam sua cidade, quando todo mundo sabe que a culpa era da OCP. Confira a lista do ministro e a do promotor, e tire suas próprias conclusões.
Parecem idênticas pra você tambem? Então. Em um golpe que deixaria M.Bison orgulhoso, o governo da Tailândia encontrou a relação na Internet, copiou, modificou a grafia de dois títulos (”Grand Theft Auto” virou GTA e “Hitman Blood Money” foi encurtado para “Hitman”) e pronto, publicou sua própria lista. Belo exemplo para as criancinhas tailandesas, Sagat!
[via gamepolitics]
Lembram da rivalidade entre Street Fighter 2 e Mortal Kombat nos anos 90? Parece que com novos jogos de ambas as séries vindo aí, a rixa também será revivida. Muita gente comenta o design dos personagens de Street Fighter IV, com pés exagerados e a mão bizarra e masculina da Chun Li em algumas ilustrações.
Para mostrar que não vai ficar por fora da disputa, a sempre foto-realista franquia Mortal Kombat adotou traços exagerados e de gosto (ainda mais) duvidoso em seus personagens. Confiram a imagem acima e vocês vão entender o que eu quero dizer. E não venha me dizer que isso aí é kriptonita!
[via Destructoid]

No começo da semana a Tailândia, terra conhecida dos gamers por seus habitantes ilustres como Sagat, Adon e M. Bison, foi palco de um crime estúpido e revoltante que colocou mais polêmica no currículo da série GTA. Um jovem de lá assassinou um taxista “para ver se era tão fácil quanto em Grand Theft Auto IV”. Como a culpa é CLARAMENTE do jogo em questão, e não da cabeça cheia de merda do jovem sociopata, o jogo foi banido das lojas pelo governo local. O rapaz descobriu que fugir da polícia não é tão fácil quando no GTA e foi preso.
Agora o Ministro da Saúde da Tailândia divulgou a super necessária lista com os 10 jogos mais perigosos. Confira:
01 » Grand Theft Auto (série)
02 » Manhunt
03 » Scarface: The World is Yours
04 » 50 Cent: Bulletproof
05 » 300: The Game (March to Glory)
06 » The Godfather
07 » Killer 7
08 » Resident Evil 4
09 » God of War
10 » Hitman: Blood Money
Repetindo: estes jogos são PERIGOSOS. Os jogos são PERIGOSOS! Não as pessoas, os jogos! Se você encontrar qualquer um deles na rua (especialmente o número 4), saia correndo, tranque-se em casa com seu kit de sobrevivência e chame uma autoridade.
Toda lista é polêmica, mas, embora algumas escolhas do ministro tailândes sejam óbvias, me espantei com a presença de dois jogos aí: o primeiro é “300: March to Glory“, adaptação tosca do filme 300, para o PSP. Acho que é a primeira vez que vejo uma notícia relacionada ao jogo desde que ele foi lançado e em seguida rapidamente esquecido.
O outro jogo que me chamou a atenção é Killer 7, jogo do mesmo criador de No More Heroes, Suda 51. Sensacional! O ministro deve jogar muito! Queria que um dia um político brasileiro conseguisse citar um jogo desse naipe e não “Pac Man”, “Doom” e “Counter Strike”. Ou não.
[via Hardgamer]
Antes de começar a escrever esse post, eu fiquei batendo com a cabeça na parede numa tentativa de entender o que leva uma desenvolvedora a lançar um trailer/vídeo que não mostra absolutamente momento algum do jogo do jeito que a gente vai jogá-lo? Deixem as animações pré-renderizadas pro pessoal da Pixar!
O último exemplo é esse vídeo do Pro Evolution Soccer 2009 que saiu há uns dias. O que dá pra concluir sobre o jogo ao assistí-lo? NADA! A não ser, talvez, que o Lionel Messi ganhou um puta cachê. Aliás, ele vai ser capa do jogo.
Mas aí me veio a palavrinha mágica na cabeça: hype. É só pra isso que esse vídeo serve. Criar expectativas, entusiasmar os fãs. Aí beleza, até parei de bater com a cabeça na parede. Mas ainda estaria mais entusiasmado se tivessem mostrado o jogo em si.

Pra quem ainda não sabia, a Nintendo juntou-se a mais 54 empresas de software — entre as quais figuram Arc System Works, SNK, Capcom, Koei, Jaleco, Square Enix, Sega, Taito, Tecmo, Hudson, Bandai Namco Games, The Pokémon Company e Level Five — em uma ação legal contra empresas que importam o famoso R4 Revolution, equipamento que possibilita o uso de jogos baixados pela internet no Nintendo DS, sem necessidade de desbloquear o aparelho. Como se você já não conhecesse.
As empresas alegam competição desleal e requisitam a interrupção das vendas, marketing e importação do acessório. Com razão.
O problema é que uma ação dessas causa duas impressões: a de se estar assistindo a uma batalha perdida (tipo Cicarelli versus YouTube) e, paradoxalmente ao mesmo tempo, um senso de urgência em quem queria comprar um R4 e ainda não o havia feito. O resultado, obviamente, foi um estrondoso aumento na procura pelo treco.
Tudo isso no apenas Japão, claro, ou você achou que o Brasil tem alguma importância pra esse monte de gente?
Embora a Nintendo e as suas colegas de auditório estejam completamente em seus direitos legais de lutar contra esse tipo de coisa, todo mundo sabe que não adianta: cada vez que a Nintendo anuncia que X unidades foram apreendidas, como se isso fosse grande coisa, o mundo pensa por dois segundos e chega à conclusão de que ainda existem 10.000.000X unidades de R4 à solta pelas lojas de todo o planeta Terra.
As únicas maneiras realmente efeitivas que as fabricantes de consoles têm para lutar contra a pirataria são 1) investir muito mais em métodos de validação de software, ou então usar mídias estranhas como os discos proprietários do antigo GameCube, ou 2) fazer como a Microsoft fez com a Xbox Live: desenvolver uma série de serviços bacanas que envolvam autenticação de hardware no servidor, bloqueando o acesso a quem for pego usando equipamento modificado para rodar pirata.
É igual treinar gato. Não adianta dizer “NÃO!!” toda vez que ele fizer algo que você não quer. A única coisa que funciona é mostrar pra ele como ele vai ter mais vantagens ou diversão sempre que fazer a coisa certa. Funciona.
Alguém aí conhece o Beettlejuice, aquela assombração bizarra do longa metragem “Os Fantasmas se Divertem“? Lembram que para ele aparecer, bastava repetir o nome do coisa-ruim três vezes? Começo a acreditar que o mesmo vale para outras assombrações, como por exemplo, Mortal Kombat.
Eu falava do jogo com o Fábio ontem a tarde e quando vou dar uma olhada nas notícias no fim do dia, eis que me aparece esse “lançamento” da Midway. Mortal Kombat: Kollection - não devia ser Kollektion? - é um box com três jogos da franquia para o PlayStation 2. São eles: Mortal Kombat: Deception (2004), Mortal Kombat: Shaolin Monks (2005) e Mortal Kombat: Armageddon (2006). Dos jogos lançados originalmente no PS2, o único que nem a Midway teve coragem de incluir aí foi MK: Deadly Alliance (2002).
Dos três jogos, eu acho que Deception é inútil nessa coletânea, uma vez que todos seus personagens e boa parte de seus cenários também aparecem em Armageddon. Bastava incluir os minigames Chess e Puzzle Kombat que acompanham o jogo e pronto. Dava na mesma. Shaolin Monks é o melhorzinho: por um lado é uma aventura estilo Double Dragon com Liu Kang e seu amigo de chapéu, Kung Lao, o que é legal, para quem gosta desse tipo de jogo. Mas na moral, só vale a pena por ter Mortal Kombat 2 como extra.
MK: Kollection é um caça-níqueis da Midway para financiar o desenvolvimento de Mortal Kombat VS DC Universe e deve chegar às lojas norte-americanas em setembro.
[via UOL Jogos]
Tenho que admitir que por algum tempo The Conduit passou desapercebido por mim. A arte não era lá muito original e, bem, não tinha nenhum número no final do nome, então me parecia mais um daqueles tiros no escuro que as produtoras têm dado pra ver quando vão finalmente acertar o alvo no Wii. Felizmente, parece que eu me enganei. The Conduit é o shooter em primeira pessoa mais promissor do Wii desde… bem, desde Red Steel. Mas isso não vem ao caso!
O que importa é que o jogo dá uma aula de como fazer uso do console revolucionário, em vários aspectos. Para começar, no acabamento visual. O pessoal do IGN dizia estar jogando em uma TV de alta definição quando várias pessoas passava e perguntavam: “é de Xbox 360, esse?” tamanha era a beleza dos cenários e personagens apresentados na tela. E como você pode conferir nos vídeos, é tudo bem definido, com texturas extravagantes e cenários bem abertos, como em poucas outras aventuras de third parties em terras nintendisticas.
Mas não é só isso. Se você ligar agora The Conduit também conta com a jogabilidade mais fantástica que alguém já poderia ter imaginado no Wii simplesmente por um motivo: você pode customizar praticamente todas as opções de acordo com seu gosto! Dá pra controlar a velocidade que o personagem corre, o tamanho do ‘quadrado limitador’ que define até que ponto a partir do centro da tela a sua retícula pode estar mirando sem a câmera se mexer (mais ou menos o que muda em Metroid Prime 3 ao mudar a dificuldade dos controles) e uma penca de outras opções. E o melhor: tudo isso em tempo real! Ou seja, dá para testar imediatamente cada pequena mudança que você faz para deixar tudo nos trinques e sair destruindo monstrões.
O jogo também é promissor em outros aspectos, como no enredo e no visual sci-fi à la Metroid. Mas pouquíssimos detalhes foram revelados, então vamos nos ater ao que sabemos. Infelizmente, o jogo não tem data de lançamento definida porque, pasme, ele não tem distribuidora! Onde já se viu isso? Tem um monte de empresa publicando centenas de jogos bobíssimos para Wii e nenhuma se interessa em pegar um jogaço desses!
[via IGN]

Este é só um trechinho do texto genial que me foi passado ontem pelo meu grande amigo Julio Bassi (que também atende pela alcunha de Imperial°Spirit):
Sempre que você vir ‘jogos casuais’ nas notícias, simplesmente troque a palavra ‘casuais’ por ‘retardados’ e você verá como ela realmente é percebida pela indústria. “Há uma explosão de jogos casuais!” deve ser traduzido para “Há uma explosão de jogos retardados!”. “EA Casual Games Division” realmente é traduzido para “EA Retard Games Division”. “Por que você está chamando jogadores casuais de retardados!?” rosna um leitor.
Eu não estou. Estou dizendo que a indústria hardcore é quem pensa assim. Para eles, ‘casual’ é apenas uma forma de dizer ‘bobo’.
O texto foi escrito (muito bem escrito, diga-se de passagem) por um cidadão chamado Sean Malstrom em seu site/blog pessoal e comenta sobre a estratégia da Nintendo para conquistar novos jogadores e como suas atitudes vêm sido erroneamente interpretadas pelos analistas, third parties, jornalistas, a indústria como um todo e até VOCÊ, gamer hardcore.
Não poderia ter vindo em momento mais oportuno, já que todos ainda estamos perplexos com a falta de atenção aos games “não-casuais” na conferência da Nintendo para a imprensa na E3. Recomendado pra todo mundo que se pergunta quais serão os próximos passos tomados pela Nintendo e àqueles que acham que nunca mais terão um Zelda ou um Metroid de verdade.
Depois de clicar no continue, você vai descobrir porquê os jogos de empresas como a Big N e a Blizzard reúnem mais fãs que as demais, a verdade por trás da estratégia do blue ocean da Nintendo, a causa do fracasso nas tentativas de outras produtoras de embarcar no sucesso do Wii e, principalmente, porquê o Zelda mais hardcore de todos os tempos pode ser só uma questão de tempo.
Antes de prosseguir, apenas um aviso: o texto a seguir é um dos mais geniais já publicados no Continue. Mas também é um dos maiores, senão o maior.