O final da conferência da Microsoft nessa tarde foi arrepiante, ao menos para mim. Quando o presidente da Square Enix, Yoishi Wada apareceu, pensei que ele iria falar de jogos como Last Remnant, Infinite Undiscovery e no máximo, do novo Star Ocean. Como vocês sabem, ele falou desses jogos. Saiu de cena. E o apresentador e eu estavamos dando por encerrada a conferência, quando o Wada retorna, interrompe o sujeito com um sorriso maluco no rosto e fala no seu sotaque muito engraçado: “Só mais uma coisa. Por favor, assistam esse vídeo”.
E aí começou o minuto e meio mais derrubador de queixo da E3 2008 até agora. Pra mim e acho que também pra muita gente. No começo, admito que fiquei pensando que alguma coisa ia aparecer. Ou Final Fantasy VII Remake ou Final Fantasy XIII. Logo apareceram os soldados amarelos e tive certeza de que era o novo jogo, aquele que desde sempre fora uma das grandes jóias do PlayStation 3. Tive medo por um segundo só, de que o tiozinho soltasse a fatídica frase “Exclusive for…”. Seria um baque muito forte para a Sony, como foi durante o anúncio de Final Fantasy VII para o PSX, para a Nintendo. Não chegamos a tanto hoje, mas não há como negar que a bomba foi de um efeito moral devastador.
Eu estava cobrindo a conferência para o site Hardgamer. E quando a Lightining apareceu no fim do vídeo e em seguida o nome do jogo na tela, era só ir lá e escrever: Square Enix anuncia Final Fantasy XIII para o Xbox 360! Mas na moral, meus dedos estavam errando as teclas. Não conseguia digitar.
Agora a pouco rolou a conferência da Square Enix. O assunto principal, claro, era a revelação que seu presidente fizera momentos antes. Ainda não se sabe quantos discos a versão do Xbox 360 ocupará. A Square Enix disse que está pronta para começar o desenvolvimento do jogo e que o mesmos será feito em paralelo com a localização do FF XIII para o PS3. O jogo será lançado primeiro no Japão no console da Sony mas as versões americanas e européias terão lançamento simultâneo em ambas as plataformas.
Não acho que o objetivo da Microsoft fosse ganhar mercado no Japão. Mesmo que lançassem simultâneo com a versão do PS3 por lá, não venderia muito mais consoles do Tio Bill por isso. Acredito que o objetivo deles com essa conquista é diminuir as vendas do PlayStation 3 no ocidente. Tirar mais uma exclusividade.
Independente de qual seja a estratégia planejada pela Microsoft, admito que foi a notícia mais mega-blaster do dia. E sei que muitos proprietários do Xbox 360 devem estar com o mesmo sorriso que eu estou até agora.
[fanboy] A Nintendo é foda. [/fanboy]
A conferência da Big N é amanhã, daqui a basicamente 24 horas. Mas quem disse que ela deixaria a Microsoft fazer os seus grandes anúncios antes? Com um simples press release, foi anunciada uma grande novidade que ninguém esperava, o Wii Motion Plus!
Trata-se de um add-on a ser conectado naquela entrada na base do Wii Remote (o próprio acessório, ao que parece pela imagem acima, terá entrada para o Nunchuck). Ele serve para aumentar a capacidade do controle reconhecer a sua posição e movimentação no espaço em 3D. Segundo o press release, podemos esperar movimentos 1:1 reais. Do jeito que você mexer na sua sala, o movimento será transmitido fielmente para o jogo.
Em outras palavras, Red Steel 2 poderá ter lutas de espada realistas! E o novo jogo do Star Wars (the Clone Wars) também terá o potencial de trazer batalhas de sabre de luz com movimentos perfeitos!
Aí me ponho a pensar: (1) se a Nintendo deixou um treco awesome desses de fora da sua apresentação, o que diabos ela considera importante o suficiente para apresentar? E (2), qual jogo a Nintendo fará para “ensinar como se usa” (e trazer incluso na caixa) esse acessório tão potencialmente incrível?
[via Kotaku]
Eu invejo pessoas com boas idéias. Não, eu invejo pessoas que executam as boas idéias que têm, porque eu já tive algumas boas idéias que não pude tive determinação para colocar em prática. Mas nenhuma das supostas boas idéias que eu tive se compara a essa do vídeo acima.
Sério, tem idéia melhor do que fazer um GPS com voz de GLaDOS?
Melhor que isso, só desse pra colocar umas frases extras. Tipo, você pede o endereço de um lugar, aí ela fala:
– Siga 100 metros em frente.
– Vire à direita.
– Vire à esquerda.
– Tem uma padaria aqui nesta rua, você não quer um Bolo?
Just awesome. Mais informações aqui.

Wooooohooooo!!! \o/
Hoje a Square-Enix deixou o mundo mais feliz.
Imagine você um marmanjo de 22 anos, batendo histericamente na mesa do computador, o olhar como o de alguém que acha uma mala cheia de barras de ouro acompanhada de um bilhete que diz “é seu!”, gritando para si mesmo exatamente a seguinte frase repetidas vezes: “Oh shit, oh boy, oh crap, oh man, OH YEAH!!!”
Oi, meu nome é Fabio Bracht, e eu sou um fanboy de Chrono Trigger.
No único dia que eu resolvo ir dormir cedo, o leitor Platy me avisa que saiu um rumor no Kotaku. Chrono Trigger poderia estar chegando ao DS. “Mesmo sendo apenas um rumor, acho que é uma boa para um post”. Só fui ver agora de manhã, no exato momento em que o também leitor Neto manda a mesma sugestão, só que apontando para o site da Square-Enix! É oficial!!!
Quem já me viu numa rodinha de conversa sobre Final Fantasy sabe: eu sempre trago à tona o valor excessivo que a Square dá para essa única série — especialmente o capítulo VII, como vocês bem sabem — em detrimento de outros jogos no mínimo tão bons quanto. E aí eu sempre cito Chrono Trigger. “Um dia a Square ainda vai explorar tanto CT quanto FFVII. Vão fazer remakes, ports, quem sabe até um filme ou uma sequência!” É claro não é isso que está acontecendo. É só um remake/port para DS, nada mais que isso. E é claro também que um revival exagerado como esse provavelmente nem seria bom, já e que tudo que é demais, enjoa. Mas, ainda assim, eu sempre preferi Chrono Trigger a qualquer Final Fantasy. Então, por mim, seria ótimo.
No campo dos fatos concretos, tudo que se sabe é que a Square-Enix colocou um site no ar. O título da página é “SQUARE ENIX PRESENTS”. Nela temos um relógio que faz exatamente o mesmo tick-tick-tick que a tela de abertura de Chrono Trigger. O endereço da página termina com /ctds/, que seguramente significa Chrono Trigger DS. O lado esquerdo do relógio tem um “C”, e, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, o relógio não faz uma contagem regressiva. Ele está sincronizado com o relógio do seu sistema operacional, ou seja, é só um relógio. Alguns fuçadores encontraram alguma coisa no site que dá a entender que a data 07 de Julho é importante. Talvez seja o dia do anúncio oficial, o dia que enfim sairão as primeiras screenshots e talvez vídeos.
Muito provavelmente será um remake e não uma sequência; isso não está confirmado, mas seria besteira pensar que a Square faria um jogo novo da série sem lançar um remake antes. O que ninguém sabe, e talvez seja a questão mais importante, é se o jogo será em 2D ou 3D. Eu não acho que nenhuma das duas possibilidades seja mais provável que a outra, mas sinceramente eu espero que seja 2D, exatamente igual ao original, só com melhorias gráficas menores. E, claro, algum conteúdo original. Se a Square der o mesmo tratamento a esse jogo que deu ao remake do Final Fantasy VI para o GBA, eu não poderia ficar mais feliz.
Mas, fanboy que sou, comprarei qualquer coisa que eles lançarem. Qualquer coisa que tenha as palavras “Chrono” e “Trigger” na capa. E que tenha o Frog dentro do jogo.
Por falar em comprar, vai um recadinho para os donos de R4: se vocês também estão cansados de tanto remake e spin-off de Final Fantasy e querem que a Square dê mais atenção a outros clássicos, façam o favor de comprar pelo menos esse original! Se esse jogo vender muito (e eu acho que vai), provavelmente não será o único. Quem sabe depois não vem ou sequência? Quem sabe depois não vem a série Mana?
Tô emocionado.

Adoro Mortal Kombat. Acho que é o único jogo de luta que eu conseguia jogar com certa perícia e decorar movimentos apropriadamente sem ter que me preocupar com o que é um soco triplo.
Eu gosto de jogar com a Sindel. Curto o visual gótico, acho legal poder paralisar pessoas, jogar bolas de - bem, luz/laser/cuspe? - nos meus inimigos e no final poder gritar até sobrar só sangue e osso da vítima (L, R, R, L+R!).
Mas até agora, as screenshots de Mortal Kombat vs. DC Universe me deixaram triste. Tudo o que vi foi o Scorpion! Pelo amor de deus, nem um Liu Kang, nem um Shang Tsungzinho? Nem peitos pulantes rolou, mas pelo menos tem pernas e traseiros malhadinhos de super heróis. Yummy.
Descontando a tristeza pela falta de screenshots mostrando mais personagens desse jogo que consegue ser muito mais bizarro que Solid Snake lutando contra Kirby ou Sonic apostando corrida com o Mario (ok, essa eu ainda não engoli também), a Gamespot fez esses dias uma entrevista bacana com Ed Boon, representante da Midway, onde ele falou muito sobre o desenvolvimento e já disse que na E3 veremos quatro personagens lutando em duas arenas, os quais poderemos muito provavelmente conferir no Youtube algumas horas depois de exibidos.
Vale a pena conferir a entrevista, e se os quatro personagens que eles mostrarem na E3 forem esses mesmos quatro que estão sendo mostrados na Gamespot eu vou ficar ainda mais decepcionada. Mas logo, logo, passa, pois descer sopapo no Super Homem é sempre divertido.
[via Gamespot]
A caveira flamejante cartunizada acima serviu de estampa para uma camiseta que eu usei de maneira quase ininterrupta por uns três anos na minha adolescência. Sério, o pessoal cumprimentava a minha camiseta primeiro, depois a mim. Um dos meus melhores amigos eu só fiz por causa da tal camiseta. Sem contar que o Offspring foi a primeira banda de rock que eu virei fã quando moleque.
Com o tempo eu fui conhecendo coisas novas, expandindo os horizontes, e hoje a banda nem mais figuraria em um possível Top 3 ou Top 5 Melhores Bandas que eu fosse fazer, mas quem virar pra mim e disser que The Kids Aren’t Alright ou All I Want não são dois puta rockões fudidos e nervosos não merece o meu respeito.
Pois esses dois puta rockões fudidos e nervosos são apenas parte das seis faixas dessa gloriosa banda do meu passado (e preferida do nosso amigo Prandoni também) a figurar em uma atualização futura do fenomenal Rock Band — que acaba de se tornar, mais do que nunca, um jogo a ser comprado por mim com urgência máxima.
Acompanhando as duas faixas já citadas, teremos os hinos Come Out and Play (Keep’em Separated), Self Esteem e Gone Away, além da divertida, mas não tão legal, Pretty Fly (For a White Guy). Tudo isso sem contar a absolutamente excelente Hammerhead (quer ouvir?), melhor música do CD novo (lançado ontem mesmo, na verdade), que ficou recentemente disponível. As faixas novas não têm data, constam apenas como “Coming Soon” no site oficial da banda.
Hoje eu vou sonhar que estou cantando Gone Away no Rock Band. E no sonho eu vou ter uma voz tão foda quanto a do Dexter Holland.

O Destructoid, sempre ele, publicou no mês passado mais uma série de posts muito interessante, chamada “If you love it, change it”. Nela, eles discutiram como melhorar grandes franquias, dando idéias de coisas que podiam ser incluídas em jogos novos e tal. Um exercício de fanboyismo, até. Mas um exercício produtivo.
Em um post recente dessa série (o último, na verdade), Jonathan Holmes sugere uma simples mudança na série GTA. Até agora, todos os GTA foram estrelados por homens, sociopatas e sem muito a perder. Eu não conheço muito CJ, Tony Vercetti e o outro cara, mas Niko Bellic, que todos afirmam ser o protagonista mais profundo e convincente da série, nada mais é do que alguém sem limites e que só se interessa por dinheiro. Ele tem um passado, tem desejos, tem sonhos, mas em nenhum momento ele é simplesmente obrigado a entrar no mundo do crime. Entra porque é um sociopata, e parece gostar. Tudo que ele tem é um primo distante, afinal. O que está em risco?
A idéia do redator é mudar algo simples, mas que alteraria completamente o peso narrativo e a importância cultural do jogo. Ele sugeriu que fosse mudado apenas um detalhe: o sexo do protagonista.

Quem não se lembra da apresentação da Nintendo na E3 2006, hein? Foi o ano em que ela mostrou o Wii jogável pela primeira vez, causando o subsequente aparecimento de vários vídeos mostrando hordas de jornalistas descontrolados passando reto pelos estande da concorrência, em direção às cabines de teste do novo console. Foi o ano em que Miyamoto abriu a conferência regendo uma orquestra de Miis com o Wii Remote. Foi o ano em que todo mundo estava empolgado com Red Steel, sem saber que acabaria sendo uma grande decepção. Eu lembro muito bem de tudo isso porque naquela época eu era ainda mais fanboy da Nintendo do que sou hoje.
Enfim, tudo isso aconteceu no ano em que a conferência da Nintendo foi no grandioso Kodak Theatre, em Los Angeles, um dos maiores espaços para conferências e apresentações dos EUA. É lá que ocorre a cerimônia de entrega do Oscar, inclusive. Depois de uma E3 2007 totalmente sem sal e sem espetáculo, a Nintendo anunciou essa semana que voltará a realizar a sua conferência neste espaço em 2008. Grandes lugares pedem grandes anúncios, certo?
Definitivamente, só nos resta esperar. Dia 15 de Julho saberemos.
[via GoNintendo]
O DS não demorou nada pra ganhar uma revisão completa de design, ficando muito mais estiloso — e, por que não não dizer, mais “Applezístico”. O PSP, por outro lado, apesar de já ter nascido anos-luz à frente do primeiro modelo do DS em termos de beleza, só teve uma revisãozinha que visualmente nem se nota. Talvez você não ache que isso seja necessário, mas um maluco chamado Mat Brady acha. E já que a Sony não faz a mão pro cara, ele abriu o Photoshop e fez essa obra de arte sozinho.
Dois analógicos, tela deslizável (provavelmente de toque) com um teclado de smartphone por trás, máquina fotográfica Cybershot, tudo numa cor cinza bacanuda. Você compraria um PSP assim? Eu não tenho certeza… se pensaria duas vezes.
[via Meiobit Games]

[A coluna Brawleando está definitivamente se tornando um negócio bem colaborativo. Inicialmente era pra ser só eu e o mestre Prandoni atualizando, mas aí o pessoal começou a mostrar interesse em mandar seus próprios textos falando sobre os seus personagens favoritos... e deu nisso! Hoje a coluna é do Marcus Oliveira (exceto a parte da Arena lá no fim), e semana que vem, quem se habilita? Escrevendo bem, é só mandar!]
Ela é uma caçadora de recompensas que já lutou contra piratas espaciais, gelatinas sanguessugas, substâncias radiotivas, vírus-mímicos, cérebros em conserva e mais uma infinidade de bizarrices. Ela sabe se contorcer até virar uma bolinha pouco maior do que a própria cabeça, pular infinitamente e explodir os inimigos no ar. Ela foi a primeira grande personagem feminina do mundo dos games e com certeza te fez proferir um sonoro “OMFGWTF?!” quando você jogou Metroid pela primeira vez e descobriu que por trás daquela pesada armadura que foi fonte de cópia inspiração para o Master Chief não havia um macho parrudo fedendo a suor, mas uma legítima ‘femme fatale’…
Sim, ‘femme fatale’ é um termo adequado para definir Samus Aran, personagem mais do que veterana na série Super Smash Brothers. E agora, que podemos escolher usar sua versão sem armadura, é que realmente descobrimos o quão fatal ela pode ser.
Jogar com Zero Suit Samus (ou ZSS, como iremos chamá-la) não é fácil, pois para utilizar seus golpes com maestria é preciso muito treinamento e paciência. Mas o sacrifício é bem recompensado pois, quando bem utilizada, ela é sem sombra de dúvidas uma das personagens mais cheias de recursos e cartas nas mangas. O que eu vou fazer aqui é explorar de modo geral esse imenso leque de possibilidades.