Uma coisa que eu sempre admirei muito nos blogs e sites gringos é como eles escrevem as coisas sabendo que serão lidos por quem importa. Quando a gente escreve um post falando sobre como um jogo é feio ou ruim, a gente faz pela tiração de sarro, pra desabafar etc, mas o pessoal do primeiro mundo, quando faz isso, faz porque tem a chance real de dar um toque nas pessoas que são responsáveis pelas cagadas.
Agora, com o Zeebo sendo feito aqui no Brasil, a gente tem essa chance. Então lá vai:
Dona Tectoy, vá com calma nos textos do site do consolinho. A gente sabe que vocês estão empolgados com a criança e que, naturalmente, querem vender o peixe, mas não, ele não é “o melhor sistema de jogos de todos os tempos”, nem tem games “com os gráficos mais incríveis já criados”. Menos, menos. Texto publicitário não precisa aumentar as qualidades do produto além da realidade.
Só pra não dizer que a gente só critica e não ajuda, que tal “o melhor sistema de jogos já criado no Brasil” e “games com gráficos matadores”? Honestidade com o cliente é a melhor política.
Depois de ter jogado a maravilhosa demo de B-K:N&B do começo ao fim quatro vezes eu não encontrei mais do que um ou dois probleminhas, dentre os quais o maior é certamente o menor: o texto é bem pequeno. O tipo de texto pequeno que, embora não tenha sido um problema na minha TV de 32” em 720p, é praticamente impossível de ler em TVs de definição padrão.
A Rare já declarou que, apesar de não faltar vontade, não vai ser possível do ponto de vista técnico/financeiro corrigir isso, aumentando os textos para ficarem legíveis em TVs SD. O que é uma pena por vários motivos.
Primeiro porque o roteiro foi, sem dúvida, a parte que eu mais gostei da demo. Todos os diálogos são hilários. Depois porque Banjo é um jogo com nenhuma fala e muito texto. Todos os tutoriais e instruções são passados por meio dos diálogos.
Mas sobretudo porque é triste ver uma produtora tão talentosa quanto a Rare repetir a mesma cagada que a Capcom cometeu, dois anos atrás, com Dead Rising. Ainda mais sendo um erro tão facilmente evitável, em um jogo tão esperado (e bom) quanto esse. Mancada feia.
[via CVG]
Deve ser dureza a vida de dono de PS3. Embora alguns desenvolvedores digam o contrário, não faltam frases na internet falando como é desconfortável o desenvolvimento para o console da Sony. Como resultado desse fato/mito, vemos vários jogos que, em comparação com o PC ou o 360, não se saem tão bem na “grotesca lápide” (como diria o Prandoni).
O último foi Fallout 3. Os fórums da Bethesda estão em polvorosa com usuários reclamando de slowdowns, texturas que não carregam, travadas aleatórias e coisas mais graves, como congelamento completo durante o “GOAT test” no início do jogo e pausas não intencionais sempre que uma notificação de sistema aparece no console – sendo que estes dois problemas já foram “solucionados” pela Bethesda, que aconselhou a salvar e recarregar o jogo no caso do primeiro bug e desabilitar as notificações para resolver o segundo.
Você, dono de PS3, já experimentou algum jogo que não se saiu como deveria no PS3, enquanto jogadores em outras plataformas não tinha nada a reclamar? Ou esse é mais um caso da famosa “minoria barulhenta” da internet?

Depois de serem a sensação durante o lançamento do Wii (lembra?), as maravilhosas ilustrações de segurança dos manuais de instrução da Nintendo estão de volta! Não deixe o polvo triste e veja todas na galeria do Kotaku.
[via Nintenerds]

Eu tenho uma teoria sobre a Sega. Muito tempo atrás, quando eu era criança, eu não tinha um Master System ou um Megadrive. Eu jogava no outro time, aquele do Mario e do Link. Mas quando a Tectoy lançou o Megadrive no Brasil, babei muito nos comerciais da televisão e nas fotos dos jogos que saiam na Ação Games. Lembro bem que Castle of Ilusions e Shapes & Collumns eram dois que me chamavam muito a atenção. Sim, eu queria um console “next gen” pra jogar um clone de Tetris!
Na época o Nintendinho ainda ficaria um bom tempo lá em casa, e eu me limitava a jogar no Megadrive de um amigo e de curtir os jogos mais poderosos no fliperama. Entre eles, alguns clássicos da Sega, como Golden Axe, Shadow Dancer e outras pérolas. Detonar os soldados do Death Adder na companhia dos amigos, apertar o botão de magia na hora errada… bons tempos!
Mas voltando a minha teoria sobre a Sega: alguém que trabalha lá não tinha um Megadrive quando era criança, e não tinha amigos legais. Provavelmente, foi excluido pelos outros japonesinhos no colégio, ficou de fora das festinhas, nenhuma menina deu bola pra ele. Esse cara cresceu traumatizado e decidiu se vingar das outras crianças que não foram suas amigas. Ele foi trabalhar na Sega e cresceu dentro da organização. E lá dentro esse cara maldoso e sacana se dedica a destruir com requintes de crueldade as lembranças felizes da infância de quem curtia o 16-bits da Sega e os seus jogos mais clássicos.
A primeira vítima foi o Sonic. Até hoje o ouriço velocista é difamado por esse funcionário maligno. Outras também sofreram, como Altered Beast. E agora chegou a vez de Golden Axe. Tive o desprazer de jogar o recém-lançado Golden Axe: Beast Rider e em pouco mais de uma hora e meia de jogo, eu já odiava aquele título que um dia me fez tão feliz. Genérico, mal feito, chato, sem graça. Com um sistema de combate enfadonho e uma defesa que não funciona. Junto com a câmera, a sua defesa é a maior arma dos vilões. Todas as vezes que morri foi por causa desse combo: dois inimigos “dentro um do outro” com ataques que exigiam defesas diferentes, preso num canto onde a câmera não me deixava ver nada.
E nem multiplayer essa porcaria tem! Indecente, lixo mesmo. Deixo aqui o aviso: se você gosta de Golden Axe, jogue o original. Tem na Live Arcade, tem no Virtual Console e até em cartucho, se o seu Mega, assim como o meu, ainda funciona. Não deixe que o funcionário maligno da Sega destrua as suas lembranças!

Prometer mais do que se pode cumprir está sendo a especialidade da Microsoft em relação à tal da New Xbox Experience. Primeiro eles adiantaram que o lance da integração com a Netflix não estaria pronto logo de cara. Até aí tudo bem, não é algo que os brasileiros sequer vão aproveitar quando for lançado.
Depois foi a opção de assistir vídeos durante o Party Mode, podendo conversar com os amigos durante a exibição. Mesmo caso.
E agora mandaram avisar que o Xbox Live Primetime, aquele promissor canal com game shows que você pode jogar online usando o seu avatar, também só sairá algum tempo depois.
Alguém quer fazer um bolão sobre qual vai ser a próxima função a ser cortada?
[via Forbes]

Ou deveria dizer “motivo estúpido”?
Algum desocupado, que não tinha nada melhor pra fazer e que deve ter problemas de relacionamento sérios, estava jogando o beta de LittleBigPlanet e ouviu duas frases em uma das músicas do jogo que lhe pareceram familiares. Acontece que o desocupado falava árabe e as frases eram em árabe.
Acontece que as frases eram duas citações do Corão, o livro sagrado da fé Islâmica.
Acontece que o desocupado supracitado resolveu escrever no fórum da Sony que considerava ofensivo o fato de seu livro sagrado ser citado em uma música.
Acontece que a Sony agora vai retirar a música do jogo, e com isso o lançamento do jogo foi atrasado em uma semana.
É… eu vejo tudo e não morro.
Um dia o Continue estará em Tóquio cobrindo a TGS do jeito certo, mas enquanto esse dia não vem a gente se limita a reportar as descobertas de quem está lá. E o Kotaku descobriu que Dead Rising: Chop Till You Drop, para Wii, é uma porcaria bem fedorenta.
A opinião do Luke Plunkett se resume naquilo que eu disse logo quando o jogo foi anunciado: a graça de Dead Rising era o número insano de zumbis para matar/fugir. No Wii esse número teve que ser drasticamente reduzido (Luke disse que o máximo de zumbis que ele viu na tela ao mesmo tempo foi SEIS), tornando o jogo chato e sem sentido.
Mesmo os gráficos sendo bons (especialmente nas cutscenes, segundo ele), todo o resto é sem graça e a jogabilidade “simplesmente não funciona [do jeito que deveria]”.
Alguém aí tinha vontade de pegar o jogo e se decepcionou?
Revelado timidamente há alguns meses e rapidamente jogado para baixo do tapete da memória dos gamers (o lugar onde vai tudo aquilo com que a gente prefere não ter que lidar no momento), Sonic and The Black Knight finalmente ganhou um trailer por ocasião da TGS 2008. Tem Sonic, correndo, espada na mão e um vilão menos carismático que o Master Chief disfarçado de Didi Mocó.
E sabe mesmo assim não parece tão ruim? A música, principalmente, está bem bacana aos meus ouvidos.
Mas daí ao jogo ser bom é outro Spin Dash, né…
O que você vê acima é o AirG, o periférico para o joguinho de guitarra PopStar Guitar, que ninguém vai jogar mas que já se mostrou mais inteligente que Guitar Rock Hero Band.
Sim, só tem quatro botões e ninguém aqui está dizendo que é mais legal jogar com isso do que com uma guitarra (ainda que seja uma de plástico com cara de brinquedo), mas certamente a Harmonix/Activision conseguiria pensar num jeito de fazer isso com cinco botões e oferecer como uma opção em um “pacote econômico” dos seus jogos.
Além do mais, nada nesse mundo pode ser pior do que jogar GH só com o Wii Remote. Nem os mais safados pirateadores deveriam ser obrigados a suportar aquilo.
[via Gizmodo Brasil]