Videogame: a coisa mais importante entre as menos importantes
por Daniel Rodisanski
Essa é a história de como perdi o evento de lançamento do Final Fantasy XIII em Londres. Quando games enormes como BioShock ou Modern Warfare 2 são lançados aqui, a publicidade não se limita aos sites especializados. No caso do Final Fantasy, por exemplo, a loja Game tratou de estampar nos tradicionais ônibus vermelhinhos a capa do jogo, a rede de super mercados Tesco anunciou no jornal o lançamento à meia-noite e a HMV, junto com a Square-Enix, anunciaram um evento de lançamento na loja da Oxford St.
Dizia o anúncio: “Special guests will include Yoshinori Kitase, the producer of the game, and Isamu Kamikokuryo, the game’s art director, who will be available to sign games and answer questions. Also attending will be DJ and TV presenter Alex Zane who will be entertaining fans as the MC for the event.The first 50 fans to attend the signing dressed in Final Fantasy costumes will be given a free Final Fantasy XIII soundtrack and everyone who attends the launch will have the chance to win prizes.” Era impossível ignorar que o que iria acontecer no dia 9.
Às vezes é difícil não se perguntar como pensam alguns executivos de grandes empresas de games. Um desses casos foi o anúncio da versão americana da capa de Heavy Rain, que, por absolutamente nenhum motivo óbvio, foi alterada arruinada em relação à linda capa europeia.
Qualquer que tenha sido o motivo de tal alteração, não foi por preocupações estéticas. O público, no entanto, gosta muito de capinhas bonitas e colocou a boca no trombone de tal maneira que a Sony tomou nota.
Foi anunciado nos comentários do PlayStation Blog que um arquivo em PDF com a versão alternativa da capa, usando a simplista artwork europeia, será disponibilizado por lá mesmo perto do lançamento do jogo, para quem preferir tiver noção estética.
Ou será que algum de vocês prefere a versão americana que ilustra este post?
[Nota do Bracht: Eu ia deixar esse post "na geladeira" até que entrassem outros posts diferentes, pro blog não ficar tão puxado pro PC por tanto tempo. Mas o post é muito bom, então aturem só mais esse postzinho sobre TF2! ;P]
E, após um genial post do amigo Allec e um do chefe Bracht, trago a vocês mais um texto sobre Team Fortress 2. Sim, eu sei que aliena parte dos leitores, mas é tudo o que eu sei fazer. Isso e resenhas, enfim. Só que não é sobre atualizações, desta vez! Quero dizer, até é.
O último update, o WAR, introduziu o tão esperado sistema de criação de itens. “Finalmente”, pensei, “conseguirei ao menos UM chapéu para o meu Spy ou o meu Pyro”. Desde a atualização do Spy e do Sniper temos um sistema de “drop” aleatório no jogo, incluindo os super raros e procurados chapéus que poucos têm a sorte de conseguir. E que são legais pra caramba, diga-se de passagem. Por esse e outros motivos, um sistema de criação seria mais que bem-vindo! Ou pelo menos era o que pensávamos.
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A Activision fez cu doce pra mandar uma cópia para review de Tony Hawk RIDE para alguns sites e blogs americanos, mas o GiantBomb foi lá e comprou na loja, como todo mundo faz. Na volta, gravaram um vídeo de quase 30 minutos mostrando como o jogo é, e… bem… é uma caca. Ok, não posso dizer que é uma caca se eu não joguei ainda, mas você há de concordar comigo que certamente parece.
Incrível como uma produtora é capaz de projetar um jogo baseado em hardware especial, hardware caro, e lançá-lo sem ter certeza de que o software é bom o suficiente. Ninguém vai comprar esse jogo pra colocar o skatezinho de plástico numa moldura na sala de estar. As pessoas querem um bom jogo, não um jogo com um acessório diferente e interessante. Será isso fruto da mentalidade dessa era de três ou quatro Guitar Heroes por ano? Será que os desenvolvedores acham mesmo que a fórmula mágica para um jogo vender bem é incluir na caixa um controle de plástico no formato de um objeto qualquer que as pessoas queiram ter?
RIP franquia Tony Hawk. Vida longa à franquia Skate.

Há alguns dias a Microsoft começou a mandar emails para alguns assinantes da Xbox Live, perguntando de maneira vaga se eles gostariam de entrar em um programa exclusivo de recompensas para ganhar “coisas legais”. Um esquema que, aparentemente, em muito lembra o Club Nintendo. É claro que todo mundo quer ganhar coisas legais, então muita gente que teve a oportunidade, se inscreveu.
Mas só agora estão sendo reveladas que coisas tão legais são essas — e, por enquanto, não é nada tão legal assim. Em vez de possíveis brindes raros e exclusivos como os do Clube da Nintendo, os “prêmios” são só Microsoft Points que você recebe de volta quando completa algumas ações. Por exemplo: renovar a sua assinatura Gold da Live pode te dar 200 MS Points, enquanto comprar algo pela primeira vez no Marketplace pode te render 100 MS Points. Francamente, são recompensas muito pequenas para ações muito grandes e infrequentes. Ainda mais considerando que, com a exceção de músicas avulsas para Rock Band/Guitar Hero, dificilmente você vai querer comprar algo que custe menos do que 400 MS Points.
Como se não bastasse isso, há três grupos de membros desse programa: Orange, Green e Grey. Como especificado nessas tabelas que o Destructoid postou, os grupos Green e Grey não têm direito a todos os “enormes benefícios” do grupo Orange. Isso sem contar que aparentemente ninguém sabe qual é o critério para pertencer a um dos três grupos, e que tem muita gente que nem foi convidada para nenhum deles.
Tudo bem que “de graça, até ônibus errado”, mas será que a Microsoft vai conseguir executar tão mal uma ideia tão boa?

Alguém duvidava disso? Depois de Street Fighter II e suas variações Super, Turbo, Alpha, Zero e ad infinitum, era um tanto óbvio que Street Fighter IV passaria pela mesma ladainha que obriga os gamers a comprarem novos jogos para estarem na crista da onda dos jogos de lutinha. Super Street Fighter IV contará com 8 personagens adicionais e ajustes de balanceamento baseados no feedback da comunidade.
E como os seus irmãos mais velhos, esse Super Street Fighter é um jogo por si só. Não, ele não é um DLC , uma expansão ou algo do tipo. Ele é um disco novo, inteiro! Segundo o produtor Yoshinori Ono, as modificações feitas foram tão profundas que era impossível simplesmente pendurar algo no jogo original. Diz-se que ele vai ter um custo final menor pro consumidor (leia-se: vai custar uns 30 ou 40 dólares em vez de 60), mas convenhamos… desculpa esfarrapada, né? Hoje em dia é só se ter um bom planejamento que você consegue fazer um jogo todo modular onde você pendura coisas, é impossível que eles não tenham pensado nisso. Mas aí lembramos dos Street Fighters mais antigos e sacamos qualé. É a Capcom.
Ainda quero comprar o Street Fighter IV, pois aposto que agora o preço dele cairá vertiginosamente e as lojas dos EUA vão receber diversas cópias usadas. Mas e você, gamer da moda mas pobre, como fica? Fica a dica: melhor esperar. Vai que daqui uns meses eles anunciam o Turbo Hyper Fighting?
A previsão de lançamento é na primavera de 2010 (pouco antes do meio do ano) para PS3 e Xbox 360; a garotada do PC vai ficar na espectativa por hora.
[via Select Game e Kotaku]

Foram mais de oito mil cem comentários no post da promoção, sendo grande parte deles do leitor que se identifica apenas como “bruno”. Dizem que ele tem um “play 2″ e não gostou da versão de Spiderman Web of Shadows para o console.
Enfim, após um sórdido processo de seleção (ler as respostas e separar as menos estúpidas, e em seguida escolher com calma), eu e o Fabio escolhemos os dois ganhadores.
Eu escolhi o Jester:
1º Retiraria todo meu dinheiro do banco.
2º Deixaria em cima da mesa daqui de casa.
3º Iria comprar algum jogo.
4º Jogaria esse jogo a exaustão. (o que poderia leva alguns dias)
5º Voltaria no tempo para 2º passo.Bem vindo ao loop temporal =) Porque ganhar na loteria não é importante. Jogar é!
De fato, ninguém pode negar que isso seria o ideal. Tanto jogo legal e tão pouco tempo e dinheiro… acabaria com a pirataria e melhoraria notas/desempenho no trabalho, hein? Bacana. Jester, tu já deve estar com o teu jogo. Verifique o Steam.
O segundo ganhador foi o Tomás Almeida, escolhido pelo Bracht:
Faria o tempo passar rápido só pra ver a barrinha de loading acima do logo do Continue completar 100% e ver o que aconteceria.
Isso seria interessante, não é? Aposto que ninguém nunca adivinha o que aconteceria se a barrinha se completasse.
A propósito, Tomás, estou com problemas para enviar o seu jogo. O Fabio descobriu o teu e-mail, mas eu o perdi em seguida. Sim, sou burro, me xinguem no Twitter. Olha, se tu puder me adicionar lá no Steam ou deixar o e-mail nos comentários o quanto antes, eu agradeço. A não ser que não queria o jogo, né.
Bom, é isso. Parabéns aos ganhadores e sinto a todos que não ganharam. E, caramba, que fixação era aquela contra o Bill Gates, seu bando de linuxfags?

“[Nota do Editor: o leitor Rodrigo trouxe hoje à nossa atenção que este post é "uma pura tradução" de um post do blog The Consumerist, "com as mesmas piadinhas, os mesmos comentários ácidos", todos nos mesmos pontos do texto. O Continue sempre se esforçou para ter um conteúdo original, diferenciado, assim como para manter uma transparência com o leitor, e este post não condiz com esta postura. Fica esta edição como pedido de desculpas em nome da equipe, juntamente com os nossos agradecimentos e um abraço ao Rodrigo pela prestatividade.]“
O Xbox 360 estraga 5 vezes mais que seu concorrente na disputa por quebras, o Playstation 3, de acordo com uma pesquisa publicada na edição impressa da Game Informer.
O console mal-fabricado, propenso aos 3RL, tem uma taxa de falha (failure rate) de 54.2%, comparado a 10.6% para o PS3 e 6.8% para o Wii.
A revista pesquisou aproximadamente 5000 leitores para conseguir os dados. E enquanto a taxa do 360 é alarmantemente mais alta que as demais, ainda é espantosamente baixa, porque é impressionante que 45,8% dos consoles ainda não estragaram. Além disso, os números da Microsoft são inflacionados porque o 360 é o mais usado dos três consoles. Os resultados falam que 40,3% dos donos de 360 usam o console de três a cinco horas por dia, comparado à 37% dos donos do PS3. A maioria dos donos do Wii (41,4%) joga menos de uma hora por dia.
A Microsoft também ganhou a medalha de ouro no quesito SIAC (Serviço Inútil de Atendimento ao Consumidor), levando aproximadamente um mês para trocar um console, enquanto a Sony e a Nintendo levam próximo de uma semana. Apenas 37,7% dos consumidores da Microsoft acharam que o serviço de atendimento foi “muito útil”, comparado com 51,1% para a Sony e 56,1% para a Nintendo.
O número mais chocante da pesquisa — e assustador do ponto de vista do consumidor — é que apenas 3,8% dos donos de 360 disseram que nunca comprariam outro Xbox por causa de falha de hardware.
Vai entender esse povo…
[via FayerWayer Brasil]