
Demorou, mas saiu!
Uns dias atrás eu, Argus, Pablo Raphael e Daniel Trezub juntamos nossas conexões do Skype para gravar algo… que veio a ser isto. Foi logo depois da GDC 2009, de modo que este foi o principal assunto, mas também falamos sobre muitas outras coisas – nenhuma delas minimamente importante.
Ah, e tem também um destaque muito importante no final! Veja bem vocês, este não é um podcast apenas do Continue. Ao final do nosso papo, entra um segmento interessantíssimo sobre game music, produzido pelos nossos camaradas experts lá do Hadouken! Êêêê! No segmento, você vai dar uma ouvida e conhecer um pouco mais da trilha sonora de um dos meus jogos favoritos do último ano.
Observações importantes:
» A gente sabe que não ficou bom, mas se quiser falar de novo, pode ficar à vontade!
» Sim, ficou bastante longo. A intenção era cortar algumas bobagens na edição, mas por algum motivo – talvez para sacanear a gente – o nosso editor de áudio Cláudio Prandoni resolveu deixar tudo na íntegra. Valeu aí, hein, Prandz! =D
» Guia de vozes: a minha é que está mais alta, a do Daniel Trezub é a do interior, a do Argus é a de piá (segundo ele próprio) e a do Pablo Raphael a que não é nenhuma dessas três.
» O segmento de Game Music do Hadouken vai ficar maior, e eu espero poder integrá-lo melhor com o segmento principal.
» Todas as sugestões serão muitíssimo bem vindas.
» Apesar de tudo que eu acabei de falar, este podcast uma mera experiência, que esperamos mas não podemos garantir que se repita. Lembre-se, é beta!
Apesar da Game Developers Conference ser um evento de e para desenvolvedores, de lá sempre saem notícias boas para os gamers. E trailers, muitos trailers. E vídeos, muitos vídeos.
Nós compilamos alguns dos melhores neste post para você. Provavelmente você já viu alguns, mas não todos.

E hoje rolou a aguardada palestra de Hideo Kojima na GDC 2009. Pela primeira vez o designer japonês dirigiu-se aos desenvolvedores e compartilhou com eles a experiência adquirida em todos esses anos produzindo os jogos Metal Gear. A palestra chamava-se “Solid Game Design: Making the Impossible Possible”. E não, não era sobre MGS4 no Xbox 360.
Kojima contou sobre a produção de todos os Metal Gear e como a evolução do jogo sempre foi norteada pelas limitações técnicas das plataformas, desde o MSX 2 até o PS3, que ele comparava com paredes que Snake precisava atravessar. O próprio conceito de “ação furtiva” veio da limitação do MSX 2 para a produção de um jogo “tipo Rambo” normal.
Depois de apresentar as inovações e possibilidades oferecidas a cada novo Metal Gear, Kojima finalmente chegou ao ponto que muitos esperavam: o futuro. A próxima missão. O próximo Metal Gear Solid. Nas palavras dele:
A tendência no Ocidente é o design de jogos baseado na tecnologia. Um mundo aberto, onde você pode ir a qualquer lugar, andar em qualquer veículo. Eu quero juntar isso com a minha filosofia de fazer jogos. Essa é a minha imagem do próximo Metal Gear. Quero desafiar essa parede de impossibilidade com todo mundo.
E foi isso. Também houve piadinhas sobre cutscenes e falta de habilidade com o Power Point. Kojima anunciou que vai anunciar o jogo de forma mais oficial na E3 desse ano.
Mundo aberto, algo presente em jogos ocidentais de todo o tipo — GTA, Far Cry, World of Warcraft são só alguns exemplos rápidos – e a ação furtiva e cinematográfica de Hideo Kojima. Dá pra imaginar?
Olhando a imagem acima, por um segundo imaginei que poderia ser The Boss lá no alto. Mas a figurinha andrógina com espada não deixou dúvidas de sua identidade e os fãs já imaginam que o protagonista será o garotão Raiden. Não aquele de MGS 2 mas o Raiden do qual aprendemos a gostar em Guns of the Patriots. Aos caixistas, um detalhe animador: o designer não citou nenhuma plataforma para o novo jogo.
Pra variar, Kojima-san vai nos deixar esperando.
Entre workshops sobre sequestros de funcionários e demonstrações de engines do futuro, sobra um tempinho na GDC para anúncios de jogos, desde continuações pouco criativas até títulos inéditos e por que não, ports caça-niqueis sem vergonha como o recém-anunciado Guitar Hero: World Tour para PC.
A produtora Aspyr, que já fez a versão de Guitar Hero 3: Legends of Rock para os PCs é a responsável por essa nova edição. Seria legal, se não fossem alguns detalhes, ou melhor, a ausência deles: o jogo será vendido acompanhado apenas pela guitarrinha. De acordo com os produtores, o jogador de World Tour no PC é livre para escolher o microfone USB de sua preferência. Quem quiser tocar bateria, vai ter que arrumar uma de PS3.
Não satisfeitos com esse anúncio meia-boca, eles prosseguiram: o jogo terá todas as faixas da versão PS3/X360 e o editor de músicas, mas não será possível compartilhar o conteúdo criado com outros usuários. Suuuuper legal. Não foi confirmado se a compra de músicas por download estará disponível. É bom lembrar que em GH3 para PC não há essa opção.
Por último, os requisitos mínimos de sistema serão bem próximos do exigido por Guitar Hero 3… e que na prática, resultam em lag e performance tão vergonhosa quanto a desse anúncio.
[via Joystiq]

Amiguinhos, faz pouquíssimo tempo que terminou-se a keynote do nosso amigo Iwata na GDC 2009. Uma das coisas que o enriquecido oriental revelou foi a solução para o problema de armazenamento do Wii, que o nosso amigo Argus correu para escrever a respeito antes que eu tivesse a chance de impedir.
Mas o que mais rolou?
Não muita coisa empolgante.
E sim, é o sistema óbvio que muitos de nós esperavam.
Pois então, uma atualização no Wii Menu, para a quarta versão, permite que o Wii leia cartões SD de até 32 Gigabytes. O sistema também permitira baixar jogos de WiiWare diretamente para o cartão SD e, o melhor, rodá-los direto de lá também. Acho que soluciona bem o problema, até certo ponto, e de repente agora possamos ver títulos grandes como Braid na plataforma de downloads do Wii.
Ah, eu falei que a atualização já está disponível? Poisé. Vai lá baixar.
Quando a Tecmo reuniu os jornalistas na segunda tarde da GDC 2009, todos sabiam o que vinha pela frente: uma prévia de Ninja Gaiden Sigma 2, versão exclusiva para PlayStation 3 do game de ação que fez bastante sucesso no ano passado no Xbox 360, Ninja Gaiden 2.
O jogo foi revelado na última edição da revista japonesa Famitsu mas até aí pensavamos que seria um portzinho daqueles que tem um chefe a mais, uns gráficos mais lustrosos, esse tipo de coisa. O Team Ninja fez mais que isso e acrescentou novos personagens controláveis e um modo de jogo cooperativo. E claro, alguns chefes gigantes adicionais.
As novas heroínas são conhecidas dos fãs do Team Ninja: uma delas é a ninja de shortinho e cabelo roxo Ayane, da série Dead or Alive e a outra é a jovem Momiji, do destruidor de touch screen Ninja Gaiden Dragon Sword, do portátil Nintendo DS.
As gurias aparecerão em partes específicas da história e não acompanham Ryu durante toda a aventura. O modo co-op, infelizmente, é separado da campanha principal e consiste em 30 estágios cheios de desafios e inimigos cujo propósito nessa vida é ser feito em pedaços por ninjas, ou morrer tentando. São quatro níveis de dificuldade para ocupar um bom tempo dos jogadores mais masoquistas.
Ninja Gaiden Sigma 2 será lançado no segundo semestre. Uma demonstração jogável deve aparecer antes na PSN, mas a Tecmo já avisou que não colocaremos as mãos (ui!) nas moçoilas na demo.

Aconteceu bem assim:
10:04 – Um amigo me manda por MSN um link do IDG|Now, falando sobre um sistema que roda games remotamente para o usuário, de modo que ele não precise de fato possuir uma máquina capaz de jogar aqueles jogos. Eu penso: “meh, já vi esse filme”. Alguém lembra do Phantom? Pois é.
10:15 – Lendo meus feeds, vi no Kotaku um post sobre a coisa, chamada OnLive. E, para minha surpresa, o post é esperançoso e positivo, muito pouco desconfiado. O Kotaku pode inclusive testar o troço em funcionamento na GDC e disse que funciona (apesar de que é fácil funcionar em um ambiente controlado, totalmente diferente da situação de com milhões de jogadores acessando no mundo todo). Dando um pouco mais de crédito para a notícia, perguntei no email interno do Continue se alguém podia escrever a respeito.
10:21 – Dando mais uma navegada, encontro dois vídeos sobre o troço, com o CEO da empresa explicando como tudo funciona – ou como deverá funcionar, se tudo der certo. Solto no email interno do Continue: “Me empolguei, vou escrever sobre o OnLive”.
10:26 – Estou aqui escrevendo.
Explicando agora didaticamente, o OnLive é um negócio que, se funcionar, tem tudo para revolucionar a indústria dos games.

A Game Developers Convention, lá em São Francisco, ainda está aquecendo os motores mas as primeiras coisinhas bacanas já começam a surgir.
A produtora Crytek apresentou ontem uma demonstração técnica de sua nova engine, a CryEngine 3. Confira o vídeo nesse link aqui.
É uma versão aprimorada do motor gráfico utilizado em Crysis e em sua expansão, Warhead. Mais importante, a CryEngine 3 é multiplataforma e pode ser usada no desenvolvimento de jogos para PC, PlayStation 3 e Xbox 360.
De acordo com Cevat Yerli, chefão da Crytek, a engine pode ser usada para todo tipo de jogos, desta e da próxima geração. Brutal, cara.