
Você também achou a participação da Square Enix na E3 2008 meio chata? Ok, eles comentaram sobre os jogos que todo mundo já conhecia e foram responsáveis pelo ponto alto do evento… na conferência da Microsoft. Mas na hora de falar dos seus jogos, na sua própria keynote, a coisa se resumiu a comentar sobre a versão multiplataforma que nem existe ainda de Final Fantasy XIII.
E Kingdom Hearts? E Parasite Eve? E os outros 131.976.474.900.182.321,56 jogos de Final Fantasy que eles estão fazendo? E o bambu? Tudo isso eles guardaram para o seu próprio evento fechado que rolou em Tóquio nesse fim de semana, o DKS3713. E nós reunimos tudo o que foi dito por lá aqui, depois do Continue.
Ou pelo menos essa é a impressão que eu tive ao ler as declarações do veterano John Carmack, criador da série Doom e co-fundador da id Software, na QuakeCon desse ano. A festa organizada pela id e seus parceiros é o palco onde Carmack e outros executivos e desenvolvedores apresentaram ao mundo as novidades de seus jogos em desenvolvimento e títulos futuros. Tipo um stand da E3, mas bem maior e mais legal.
Logo na abertura do evento o chefão da Id, Todd Hollenshead anunciou oficialmente o já “informalmente anunciado” Doom IV. O jogo está num estágio bem inicial de desenvolvimento e ao que parece ninguém lá na Id tem uma idéia clara de qual será o enredo. Mas Todd garantiu que os fãs não vão se desapontar pois o jogo preservará os elementos clássicos da série: “armas grandes, demônios, muito sangue e vísceras”.
A logomarca do jogo foi mostrada no evento e por enquanto não tem um número quatro de nenhum tipo nem um subtítulo. Segundo Hollenshead, a equipe ainda está pensando no assunto. Na verdade, o presidente da Id Software não tinha muito o que revelar sobre o novo Doom, exceto o que já se sabe, que o game de tiro utiliza a engine proprietária Id Tech 5. A mesma de outro projeto da empresa, o FPS Rage.
E é aí que entra John Carmack na história. O criador de Doom e diretor técnico da Id falou abertamente sobre as diferenças entre Rage e o novo Doom. De acordo com ele, mesmo que os dois jogos estejam em desenvolvimento paralelo e vão chegar às lojas na mesma época, quando as pessoas virem o quarto Doom rodando, vão pensar que é um jogo construído numa outra engine. O jogo vai exigir três vezes mais desempenho de máquina do que Rage, afirmou Carmack. Tanto é que ele vai rodar a 30 frames por segundo, contra os 60 de Rage.
John Carmack já avisou também que assim como Rage, o jogo será multiplataforma, mas diferente deste, Doom terá diferenças entre a versão de PC e a dos videogames. Carmack ressaltou: “quando o próximo Doom chegar aos consoles, o PC estará anos-luz à frente. O novo Doom vai ser desenvolvido com a próxima geração de tecnologia gráfica”.
Embora a Id Software tenha aproveitado a QuakeCon para deixar claro que não levará outro ciclo de quatro anos para produzir o próximo Doom, quando questionado sobre a data de lançamento, Carmack disse apenas que o jogo só sai quando estiver pronto.

A premiação anual que junta uma galera de críticos — grupo no qual o Continue está sem sombra de dúvidas incluído, conforme prova cabalisticamente a imagem acima — para escolher o melhor jogo de cada ano da E3 em várias categorias já tem os seus indicados. A única regra para um jogo ser escolhido é ter sido apresentado de forma jogável na feira. Eles foram escolhidos por votação pelos próprios críticos que vão escolher os vencedores, o que me deixa com a pulga atrás da orelha: os mais votados para uma indicação não acabarão sendo os vencedores depois? Ou isso ou eu não entendi como a coisa toda acontece.
Bom, o importante é que o Estadão funciona é que saiu a lista com esses indicados para cada categoria. Ela se encontra logo ali depois do continue. E o meu grande amigo e parceiro de churrasco Brian Crecente, que é um dos tais críticos-juízes, adiantou no blog dele — que, por sinal, tem futuro; eu boto fé — que o campeão de votos para se indicado a melhor jogo da feira foi LittlBigPlanet. Fato que, segundo os meus cálculos do primeiro parágrafo, já o torna o mega-favorito só-perde-por-milagre ao título. Esperemos.
Enquanto isso, responda: pra quem você vai torcer?
No meio de todas aquelas novidades bombásticas da E3, acabamos cometendo um erro fatal: não demos muita atenção ao anúncio de que Dead Rising, popular game do gênero matança de zumbis para Xbox 360
, ganhará uma versão para o Wii. Depois da apresentação “puppies are cute blah blah blah” da Nintendo, podemos concluir que este foi um dos poucos anúncios interessantes para os gamers hardcore possuidores do Wii e sedentos por mais carnificina títulos “M-rated”, e temos a obrigação de nos redimir.
A adaptação ganhará o subtítulo de Chop Till You Drop (
) e, segundo a Capcom, fará uso da mesma tecnologia de Resident Evil 4. Como não poderia deixar de ser, o principal destaque da nova versão será as novas formas de interatividade com o Wii Remote, já que, assim como no game original, você poderá usar praticamente qualquer utensílio à mão como arma — lembrando, é claro, que o principal cenário do jogo é um shopping center.
Por outro lado, o jogo obviamente sofrerá perdas na transição do 360 para o Wii. O número de zumbis na tela, que era impressionante no 360, deverá diminuir consideravelmente, e é muito provável que o número de objetos utilizáveis como arma caia na mesma proporção. Mas a maior perda para alguns dos fãs do primeiro será a possibilidade de tirar fotos. Isso mesmo: Frank West deixará sua câmera fotográfica no console da Microsoft.
Mesmo assim o jogo tem bastante potencial. Infelizmente, uma data de lançamento ocidental não foi anunciada, mas os nipônicos deverão receber Dead Rising: Chop Till You Drop no quarto trimestre.
Grande parte da população mundial parece concordar em uma coisa: a E3 2008 foi medíocre, na melhor das hipóteses, quando falamos apenas das três grandes conferências. Porém, muitos jogos legais foram mostrados. Alguns pela primeira vez, outros apenas com trailers novos. Se olharmos apenas por esse ângulo, até que a semana não foi tão ruim.
Durante a semana passada, entre um post e outro, eu tentei assistir o maior número possível de trailers e vídeos, e fui colocando-os, um a um, no Plurk do Continue. Agora dei uma segunda olhada em todos os que postei e resolvi fazer esta pequena coletânea. São 28 trailers e vídeos de alguns dos jogos em destaque (ou não tanto) da feira.
Talvez você veja a lista e note a ausência de um ou alguns jogos que poderiam estar aqui. Normal, eu não vi todos os vídeos, nem teria como. Se você viu algum que não está aqui, gostou e gostaria de compartilhar, poste o link (ou mesmo o código de embed — ele funciona) nos comentários.
Agora pegue a sua pipoca (vai dizer que a imagem acima não está te dando vontade?) e prepare-se. A partir daqui, tem um monte de “play” para você clicar.
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Alguns executivos da Microsoft podem pensar que a consolidação da Xbox Live foi a coisa mais importante dessa geração de consoles, mas para mim, a maior contribuição do Xbox ao mundo dos videogames são as famigeradas Conquistas.
A busca por mais uns pontinhos, por superar algum desafio insano em troca de um novo ícone no perfil do jogador é uma atividade viciante e sensacional — em parte por ser tão simples. E até que demorou para ser copiada. É justamente pela cópia que você mede a importância das inovações nessa indústria dos jogos eletrônicos. Controle com botões nos ombros? Todo mundo copia. Vibração no controle? Quem tirou se arrependeu e pôs de volta. Bonequinhos para representar o jogador? Demorou, mas os consoles que não têm já estão trabalhando nisso. Copiar as inovações é algo natural num ambiente tecnológico. É um sinal claro de que aquela novidade deu certo.
Primeiro foram os Trophies do PlayStation 3, recém-lançados e ainda engatinhando. Agora é a vez do portátil PSP e do MMORPG World of Warcraft desbloquearem suas próprias Conquistas!
Não é de hoje que se fala em um novo RPG online ambientado no universo de Star Wars. Mas um jogo bom mesmo, que honre o nome que carrega, e não outro Star Wars Galaxies.
E hoje, para a alegria dos fãs da saga espacial de George Lucas, John Riccitielo, o Imperador Palpatine o presidente da Eletronic Arts, confirmou que a BioWare está desenvolvendo um jogo massivo multiplayer online com sabres de luz, Jedis, Siths, andróides e wookies.
E o melhor, trata-se de uma sequência para a série Knights of the Old Republic. O primeiro da série é um dos melhores RPGs que já joguei e foi um grande sucesso de público e crítica, no Xbox e nos PCs. Não se sabe ainda para quais plataformas o novo MMORPG de Star Wars será lançado. Mas é da BioWare, então coisas boas vêm por aí.
[via UOL Jogos]
Eu já sei como vou passar as noites de fim de sexta e sábado a partir de novembro: com mais quatro amigos, enfrentando a Horda de inimigos que vai estar me esperando em Gears of War 2. Chris Kohler, do Game|Life, jogou na E3 e, pelo que ele escreveu depois, no blog dele, eu concluo que essa pode vir a ser simplesmente a melhor experiência online do Xbox 360.
O modo (que vai ser chamado de “Horde”) é simples. Forme um time de cinco com os seus amigos e enfrente ondas infinitas de inimigos em mapas não muito grandes. As ondas (”swarms”) têm dificuldade progressiva e há 50 delas. A primeira é composta de nem meia-dúzia de inimigos que mal vão dar para o cheiro, mas na última eu imagino que apareçam cinco inimigos fortíssimos por metro quadrado do mapa. Segundo Kohler, o time da Epic só consegue ir, normalmente, até a 27ª onda.
Outra coisa que o gringo descobriu conversando com os representantes da Epic no estande é uma das melhores estratégias para se dar bem nesse modo: achar uma construção com muitas portas, se tocaiar lá dentro com o time todo e ficar matando os inimigos à medida que eles tentam entrar. Na minha época de GoldenEye 007 isso se chamava “guardar caixão” e era terminantemente proibido pelas regras informais da turminha!
Se você é do tipo que sempre come mosca e acaba tomando tiro demais, não se preocupe: em vez de morrer, você fica simplesmente rastejando de maneira humilhante pela fase, até que um inimigo venha pessoalmente pisar na sua cabeça. É claro que um dos seus colegas de time pode chegar até você e te reviver antes que o espaço entre o chão onde a sua cabeça deita e a bota de um inimigo seja de menos de três centímetros.
E mesmo que você realmente morra, ainda há uma chance. Se o resto do seu time conseguir derrotar todos os inimigos daquela onda, você volta vivo para enfrentar a próxima. É claro que isso não significa que você vai escapar de ser zoado pela galera. Se alguém jogar comigo e morrer antes das 25ª onda, o apelido vai ser “Noobus Fenix”, já tô avisando.
Imagine como vai ser lindo jogar isso. Ah, mal posso esperar!
Sabe qual a única coisa mais old-school que o visual, o som e a dificuldade dos primeiros Mega Man para NES? As boxarts deles. Figurinha fácil em qualquer lista de boxarts mais ridículas do mundo, a arte da caixa do primeiro Mega Man é um ícone trash dos anos 80 tanto quanto Cindy Lauper ou o palhaço Bozo.
Sendo um jogo distrubuído digitalmente, o futuro Mega Man 9 não tem uma boxart e, portanto, nunca chegará aos pés dos primeiros jogos da série no quesito retrozidade. Certo? Não!
A imagem acima é uma foto da estampa da camiseta que alguns funcionários da Capcom estão usando no estande onde está sendo demonstrado Mega Man 9. Eu não consigo nem começar a descrever o quanto ela é cool e trash ao mesmo tempo. Existe FAIL, existe WIN e existe essa estampa de camiseta. Parabéns, Capcom!
[via Jeremy Parish's 1UP Page -- dica do 350ml]

Fique à vontade para roer as unhas com God of War 3, Resistance 2, MAG ou qualquer outro jogo de PS3. Para mim, nenhum jogo do console chega sequer perto da expectativa que LittleBigPlanet causa. Qualquer coisinha nova que alguém tenha a dizer sobre o jogo, para mim é como uma garrafa de Guaraná Kuat com Laranja no deserto (não recebi nada pra escrever isso, mas, pessoal do marketing, entre em contato que a gente conversa
).
E o Kotaku, que deu uma jogadinha em LBP lá na E3, trouxe mais algumas gotículas de informação:
Sede saciada! Por enquanto.