
Esses dias eu recebi um email do André Sirangelo, meu camarada e colega do Prandoni no Hadouken, contando sobre o novo blog dele no site da SuperInteressante, o Ultra (que, aliás, está incrível como tudo que eu já vi o Sira fazer). Eu dei os parabéns e, no interesse da expansão deste pequeno blog, soltei um “vê se dá um link pro Continue lá, qualquer hora!”. A resposta dele foi esta: “Claro, e você também. Os leitores de alto nível de Continue são sempre bem-vindos”. Viram? Leitores de alto nível. Ele elogiou vocês, e foi merecido.
Por que eu digo isso agora? Não é puxação de saco gratuita, não, é que eu quero apresentar a nova série do Continue, idealizada e escrita pelo leitor Daniel Trezub, do blog Cabide. Vou deixar ele explicar melhor depois do continue, mas em resumo trata-se de uma série sobre os jogos antigos que se recusam a morrer, e continuam com uma comunidade grande e ativa de jogadores. O Daniel já tem uma lista de jogos que se encaixam nesta descrição, e vai abordar um deles por semana; se Deus quiser.
E por que eu chamo isso de série, e não de coluna como todos os outros posts temáticos que entram uma vez por semana? Porque este tem hora pra acabar (assim que acabarem os jogos na lista do cara), enquanto as colunas duram pelo tempo em que o autor estiver interessado em escrevê-las. Então vamos lá!
Ah! Aguardem mais textos enviados pelos nossos leitores de alto nível para breve. Provavelmente, ainda esta semana. Se bobear, ainda hoje.

Hoje é sexta-feira, dia 21 de março. Não é dia de quarta-feira indie, por isso os mais desavisados talvez estranhem essa coluna por aqui. Mas eu achei que colocar este artigo em qualquer outro dia talvez não fosse o mais apropriado.
Há oito anos, uma pessoa que começava a fazer alguma diferença no mundo dos jogos indie partiu deste mundo. Seu nome? Seumas McNally, o rapaz que passou a dar o nome ao grande prêmio do IGF. Muitos fãs de jogos independentes já se acostumaram a ver esse nome na lista de premiações do IGF, e a verem a explicação do porquê do nome como “o nome de alguém que havia ganhado o prêmio e morrera logo depois”. E o conhecimento da maioria das pessoas acaba por aí, e a impressão que fica é de que “ah, ele fazia jogos, morreu, e colocaram nome dele no prêmio por pena/consideração”.
Não é bem assim.
Então você já leu as nossas três entrevistas, conheceu os concorrentes deste campo de batalha que tanto interessa a nós, gamers assolados pela dificuldade em consumir originais, e possivelmente ficou interessados nos serviços. Talvez tenha ido até os sites, analisado os planos e imaginado uma simpática van buzinando na frente da sua casa, trazendo consigo um jogo com o qual você vai poder ficar o tempo que quiser. Eu sei porque eu também fiquei assim.
Mas na hora de decidir de fato investir o seu dinheiro nisso, é sempre bom pesquisar a opinião de quem já usa. Quem melhor pode lhe falar sobre uma empresa ou um serviço é sempre o seu cliente. Pensando nisso, pedimos ao nosso amigo Gustavo Lanzetta (alguns de vocês devem conhecê-lo do Audiogame) para responder algumas perguntinhas. Ele não se aprofundou muito nas respostas, mas dá pra ter uma idéia do nível de “satisfação do cliente” que o serviço atinge.
Só não diremos qual das três locadoras foi a escolhida por ele, pois não queremos fazer publicidade gratuita para uma das três em detrimento das outras duas. Se quiserem realmente saber, terão que perguntar direto pra o garoto. Eu dei o link, o resto é com vocês.
As perguntas e respostas, depois do continue.
Antes tarde do que nunca. Já tínhamos perdido as esperanças de receber qualquer resposta da GameX a tempo de entrar no especial, então decidimos publicar só mesmo as entrevistas da EasyPlay e da Gamemcasa. Felizmente, depois de um segundo e-mail enviado para a locadora com o link para a matéria aqui no Continue, as respostas chegaram sãs e salvas em nossa caixa de entrada.
Agora é só correr pro abraço e clicar no continue. E não pense que acabou: amanhã, a derradeira parte final do nosso especial. Até!
Se a EasyPlay é voltada para o futuro, a Game em Casa ainda não acha que está na hora de deixar o passado. Com jogos que vão de GBA à PS3 em seu catálogo (e passando por GC, Xbox, DS, PSP e os consoles de nova geração), é possível que a segunda esteja preparada para atender a um número maior de jogadores, pelo menos em curto prazo.
Mandamos as mesmas perguntas que a EasyPlay já respondeu para a Gamemcasa, que nos replicou quase que imediatamente. As respostas, apesar de sucintas, foram bem diretas. O resultado, como você bem sabe, está a um clique de distância.
Das três concorrentes ao posto de melhor “locadora de nova geração”, a EasyPlay parece ser a mais voltada para o futuro. Em seu catálogo, nada de PS2 ou DS: só há jogos para consoles de nova geração. E a biblioteca, diga-se de passagem, é bastante diversificada. Desde os últimos lançamentos até os maiores clássicos do lançamento de cada console, são poucos os “grandes furos” na lineup obrigatória de títulos AAA.
Mas é claro que isso não os exime de nossa duríssima e impiedosa sessão de perguntas e respostas, a qual submetemos as maiores oponentes nesta briga de titãs. Você está a um clique de saber toda a verdade sobre o serviço: como funciona, o que ainda não funciona, quais são as vantagens, como tem sido o feedback e muito mais é revelado na primeira das três entrevistas que preparamos para este especial, realizada no dia 30 de janeiro.

Na época em que tudo era mais simples, os videogames tinham apenas duas dimensões e ver Mario e Sonic dividindo um jogo era algo inconcebível, as locadoras de jogos eram mania entre a juventude. Mais do que simples mania, eram quase uma necessidade — afinal, videogames sempre foram artigo de luxo aqui no Brasil. Não que fosse algo ruim: além de ser melhor do que os métodos encontrados hoje em dia, as locadoras serviam como ponto de encontro entre jogadores e promoviam a socialização entre os gamers.
Mas os tempos mudaram. Hoje em dia, os jogos estão se tornando mais bonitos que a própria realidade, Mario e Sonic não só estrelam um título juntos, mas também caem de porrada um no outro e o máximo de socialização entre jogadores que você vai ouvir falar é em fóruns da internet multiplayers com voice chat. E com isso as pobres locadoras foram de desintegrando uma a uma…
Mas é possível que uma nova era tenha chegado para elas. Saiba mais depois do continue.
[Texto enviado pelo leitor -- e meu amigão -- Thiago Duarte]
NPCs, do inglês Non-Player Characters, são personagens de jogos do gênero RPG que não são controlados por jogadores, mas que também não são inimigos. São criaturas neutras. Não cheiram, não fedem. Foram criados, basicamente, para preencher as cidades dos “joguinhos” para que os jogadores se sintam menos sozinhos.
Estaremos considerando aqui apenas os NPCs de RPGs eletrônicos, ou seja, jogos de videogame. Há pouco mais o que dizer sobre estes pobres amontoados de bits:
Bastante informativo, não? É exatamente neste ponto que você deve estar se perguntando onde diabos eu quero chegar com isso. Uma pessoa mais esperta poderia deduzir, pelo título do texto, a idéia central da discussão. A seguir, ela provavelmente concluiria que o autor deste texto tem sérios problemas mentais. Mas como você provavelmente não é tão esperto assim, vou dizer do que se trata. Mas certifique-se antes de estar sentado para não se machucar com o possível desmaio. Um, dois, três:
Você é um NPC.
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Estava eu assistindo ao último Zero Puntuation quando me voltou à mente uma das “questões existenciais” que mais me ocupam nos últimos tempos. Sabe aquele tipo de coisa que você pensa, pensa, chega a várias hipóteses e vertentes de pensamento, mas todas elas parecem ser igualmente boas/ruins/inúteis e no fim é como se você não tivesse pensado porra alguma e ainda continuasse na estaca zero? Exatamente desse tipo de questão que eu estou falando. A questão dos reviews.
Mais especificamente, a questão de como levar os reviews para a próxima fase.
» Whatchamacallit?
Começando pela parte menos relevante do problema: como chamá-los? “Review” é um nome familiar para todo mundo, já foi amplamente usado pela maioria dos veículos… mas, tecnicamente, é errado. Eu não sou o cara mais técnico do mundo quando o assunto é linguagem — pra mim, o importante é que a mensagem seja passada ao leitor com eficácia e todo o resto é pura pirotecnia –, mas “review” é uma palavra em inglês e parece errado usar usá-la quando a língua portuguesa tem tantas palavras que podem substituí-la tão bem. Como “análise” e “resenha”. Qual a sua preferida? A minha é “análise” (mas vou usar “review” neste texto, porque já usei no título).
Mas a questão principal nem é o nome. Como eu disse, ela é a menos relevante. O que mais me preocupa é o sistema de avaliação em si.
É provável que você já saiba, mas é bom deixar claro: Guitar Hero é um jogo animal. Animal mesmo, a ponto de te viciar e não sair do driver do seu console por uns bons tempos. E se for com o controle guitarra, dê adeus a sua vida social (ou junte grana para um Rock Band), coloque o som no talo e jogue até seus dedos caírem. Guitar Hero é mais que um jogo: é um estilo de vida!
Tá bom, menos. Mas tudo isso foi só para fazer uma constatação: Guitar Hero não precisa mudar. Já é foda do jeito que está. É tão viciante que, fazendo uso do famoso ditado popular, podemos dizer que “se melhorar, estraga”. Não tem discussão. Fim de parágrafo.
Pois este sitezinho se atreveu a sugerir que Guitar Hero não é perfeito. Onde este mundo foi parar? Eles fizeram uma lista com cinco coisas que o jogo pode fazer para se manter atualizado em sua próxima versão, e inclui um pedal de distorção, solos opcionais e uma guitarra de dois braços. Pff…
Como tem que ser muito tr00 para fazer uma lista que preste, convoquei para o serviço a pessoa mais digna que eu conheço — eu mesmo — para criar coisas que poderiam deixar Guitar Hero em um grau ainda mais elevado de perfeição. Quer saber? Só depois do continue. Continue lendo!