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I’m sorry, but your princess is in another castle

Archive for the ‘Especiais’ Category

Saturday
Jul 12,2008

(psp) [bb]

A E3 é o evento não-competitivo mais competitivo do mundo. Assim que termina a última das três maiores conferências do ano, todo mundo (imprensa inclusive) se põe a apontar o “vencedor”, aquele que mostrou mais e mostrou melhor. Aquele que empolgou mais. Na E3 2004 este vencedor não ficou muito claro.

Boa parte das pessoas declarou como vencedora a Sony, a exemplo do ano anterior. O PSP, já previamente anunciado, foi finalmente demonstrado no palco por Kaz Hirai, e impressionou o mundo. Com uma tela daquele tamanho e gráficos como aqueles, era literalmente como ter um PS2 na palma da mão. Além do mais, a Sony já era a líder mesmo, então estava mais cotada para ser vencedora da E3.

A Nintendo mostrou aquilo que todo mundo queria ver: Miyamoto empunhando ridiculamente uma espada e um escudo de brinquedo o primeiro trailer daquele Zelda “adulto” que todo mundo esperava desde 2001, e mais ainda depois do anúncio do Zelda cartunizado para GameCube. A empresa também deixou todo mundo de boca aberta com o anúncio do seu contra-ataque ao PSP — um portátil bem feio e com cara de brinquedo, mas lotado de idéias diferentes (sensores de toque, microfone, canetinha stylus, duas telas) que que poderiam torná-lo um sucesso ou o novo Virtual Boy. O nome “Revolution” foi citado pela primeira vez, mas ninguém teria a mínima idéia do que ele significaria pelos próximos vários meses.

A Microsoft teve a apresentação mais previsível das três, mas também mostrou — e mostrou bem — o que se esperava: vários minutos in-game de Halo 2. Só isso já foi suficiente para acalmar os fãs, que pela primeira vez tiveram certeza absoluta que a série que salvou o Xbox da irrelevância estava evoluindo a contento.

O PC, depois de alguns anos de bolas dentro, teve alguns jogos interessantes mas ficou mesmo em segundo plano.

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Friday
Jul 11,2008

(Half Life 2) [bb]

Se eu não gostasse tanto da E3, acho que lançaria a eguinte idéia: que se faça a feira somente em anos de anúncio ou demonstração de consoles novos. Os períodos de entressafra costumam (ou costumavam) ser bastante chatos, e, assim como 2002, 2003 não fugiu à regra.

Enquanto Sony e principalmente Microsoft levantavam a bandeira do online e abraçavam este novo “modo de jogo” como um dos principais pilares do futuro dos games, a Nintendo veio à festa com sua venda e seus tapa-ouvidos, falando sozinha sobre “conectividade” — o que pra eles significava empurrar mais um cabo para os jogadores, com o único propósito de realizar a “maravilhosa” ligação entre o GBA e o LameCube. Lindo, Nintendo. Aliás, sei que isso é algo que eu deveria ter feito há cinco anos, mas queria propôr uma salva de palmas para esse brilhante momento da sua história.


(Eu SEMPRE quis achar um pretexto pra publicar essa imagem.)

No lado verde da Força as novidades eram poucas, mas boas. Novas funções para a Xbox Live (coisas que hoje são padrão ou nem existem mais) e alguns ótimos jogos novos fizeram parte do menu, que saciou muita gente.

Mas banquete quem deu mesmo foi a Sony. A guerra já estava ganha, mas isso não a impediu de carregar um pente novinho, cheio de munição. Chutar cachorro morto foi com ela mesmo em 2003.

E ainda teve o N-Gage. (risos)

Saiba mais detalhes sobre tudo isso e mais um pouco, como sempre, depois do continue.

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Thursday
Jul 10,2008

Com todos os consoles na praça e o Dreamcast já morto e enterrado, na E3 2002 o foco das empresas foi em consolidar suas máquinas. Portanto, há de se admitir que foi um ano meio sem graça para a E3, ainda mais se comparado com os dois anos anteriores. Não tem jeito: os melhores anos da feira são sempre aqueles em que algum console novo é revelado.

Seguindo esta intenção de fortalecer seus consoles, Nintendo, Sony e Microsoft tentaram ir além do básico e não se limitaram a mostrar apenas jogos. O 2002 foi o ano dos acessórios na E3. A Sony introduziu a sua EyeToy, a Nintendo mostrou o e-Reader e a conexão GBA/GameCube, enquanto a Microsoft mostrava visão de futuro e apostava na Xbox Live.

No entanto, a feira foi boa mesmo para quem tinha acabado de (ou estava pensando em) fazer aquele upgrade bacana no PC. Entre os muitos jogos bacanas para a plataforma, um se destacou e acabou sendo o grande nome da E3 naquele ano: DOOM 3.

Saiba mais sobre os principais jogos anunciados depois do continue.

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Wednesday
Jul 9,2008

[Apenas um avisinho antes de começarmos a nossa segunda viagem pelo passado da feira cujo futuro estaremos presenciando na semana que vem. Algumas pessoas perguntaram "Por que começar por 2000, se a primeira E3 aconteceu bem antes disso?". A resposta é: porque nós queríamos fechar uma semana -- não mais, não menos -- e queríamos terminar essa semana no ano de 2007, pra entrar 2008 com tudo fresquinho na memória!]

Dois mil e um foi um ano estranho. Em janeiro daquele ano a SEGA fez o histórico anúncio de que abandonaria o mercado dos consoles. O Dreamcast, que tinha muitos fãs e nem sequer parecia estar com um desempenho tão fraco assim, subitamente não teria mais um sucessor. Ele ainda receberia jogos e suporte por algum tempo, mas estava oficialmente respirando por aparelhos. Milhões de fãs pelo mundo todo estavam inconsoláveis. Enquanto isso, a Microsoft preparava o seu Xbox, que, apesar de ter sido anunciado no ano anterior, ainda não havia sido mostrado ao mundo. Uma empresa querida e veterana “falira”, enquanto outra, que não gozava da simpatia da maior parte do mundo, entrava no jogo. Sabe quando aquele ator carismático e tradicional sai de uma série de TV depois de várias temporadas, sendo substituído por outro que não tem nada a ver? Era assim que o mundo dos games se sentia no início de 2001.

Mas para boa parte dos gamers, essa sensação de vazio só duraria até maio, mês em que ocorreu uma das mais memoráveis E3 da década. Não apenas pela revelação da Caixa X da empresinha do tio Bill, mas também — e mais ainda! — pela revelação do Dolphin. Dolphin? Sim, o sucessor do Nintendo 64, que era aguardado com ansiedade por turbas de Nintendistas sedentos pela reparação dos erros cometidos pela Nintendo com o seu console de 64 bits. É claro que, assim como o Revolution mudou de nome para Wii, o Dolphin chegou sob outra alcunha: GameCube.

No outro canto da arena, a gigante Sony nunca fora tão grande. Descansando sobre os louros do próprio sucesso merecido, mas não dormindo no ponto (como faz hoje em dia, se me permitem a justa alfinetada), a dona do PS2 mostrou um grande arsenal de pesos pesados, que garantiriam que todo gamer que tivesse um mínimo de respeito próprio acabasse adquirindo um dos seus consoles.

Após o continue você embarca com a gente em mais uma viagem pelo passado. Quais jogos foram mostrados pela Sony? Como foi a recepção do GameCube? Duke Nukem Forever apareceu de novo? As Booth Babes foram mais gostosas que as do ano anterior? Essas respostas e outras estão a um clique de distância (ou uma linha, caso você esteja lendo no feed).

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Tuesday
Jul 8,2008

[Você já está sentindo, no ar, essa vibração característica? Estamos a exatamente uma semana do início da E3 2008! Segredos revelados! Novidades divulgadas! Overdose de informação! Ah, eu adoro. Eu e toda a equipe do Continue, que se juntou para fazer uma aquecimento barra restrospectiva dessa feira que é a cara da indústria mundial de games. O texto abaixo é de Pablo Raphael, e os fatos após o continue são da equipe como um todo. E amanhã tem mais.]

Los Angeles, maio de 2000. A última Electronic Entertainment Expo do século XX começou no dia 11 e se estendeu até o dia 13, deixando um rastro de números impressionantes. Mais de 62 mil pessoas estiveram lá para conferir aproximadamente 2500 games expostos em 450 estandes. Na prática, boa parte desses jogos jamais chegariam aos jogadores. Mas quem se importa?

É a E3, o paraíso dos gamers, uma espécie de Woodstock nerd. Todos conhecemos, todos amamos, todos acompanhamos a cada ano. Os semideuses da indústria estão logo ali, virando o corredor. A festa é comandada pelos estandes com performances de DJs e performances como a de Space Channel 5, da Sega. Há jornalistas do mundo todo, cuja presença massiva no evento é um bom lembrete do quanto os videogames se tornaram uma cultura globalizada. E do lado de fora, claro, estão também os jogadores, acompanhando tudo à distância de alguns cliques (hoje em dia, porque no início da feira o negócio era esperar ansiosamente a revista favorita do mês seguinte).

Em 2000 boa parte das atenções estava voltada para os jogos de PC - quanta diferença para os dias atuais! Warcraft 3, Commandos 2, Black & White (que merecidamente ganhou alguns prêmios de “Best of the Show”), Baldurs Gate 2: Shadows of Ann, Neverwinter Nights, Dungeon Siege… os PCs estavam com tudo. Até retornaríamos ao Castelo Wolfenstein depois daquela E3!

Mas não pense que os consoles ficaram de fora da festa, muito pelo contrário. Na E3 2000 tivemos o anúncio fantástico de uma nova máquina: o Xbox da Microsoft, empresa que até então nunca havia dado pistas de querer entrar no mercado de games além-PC. Ele foi recebido com desprezo e piadas sobre “tela azul da morte”, mas hoje em dia… bom, você sabe. O 2000 foi também o ano em que Max Payne e, principalmente, Halo deram as caras. Quem poderia imaginar que os soldadinhos do jogo da Bungie fariam tanto sucesso no futuro?

A SEGA ainda era uma competidora na arena dos consoles e tentava vender o seu Dreamcast como máquina para se jogar online, apostando as fichas em Phantasy Star Online. Mal sabiam os gamers que menos de um ano depois a empresa soltaria um dos mais importantes comunicados à imprensa da história desta indústria: seu afastamento do mercado de consoles.

E isso é só o início! Saiba mais sobre o que rolou nessa E3 tão, tão distante depois do continue.

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Thursday
Jun 19,2008

[O texto que você lê a seguir é um dos mais geniais, inusitados e engraçados que eu li nos últimos tempos. Foi publicado originalmente ontem, dia 18/06/2008, no Destructoid pelo "Reverend" Anthony Burch. Eu entrei em contato com ele a fim de traduzir o texto e publicar aqui, e ele autorizou numa boa, acrescentando a seguinte mensagem à comunidade gamer brasileira: "Hello, Brazilian gaming community. I know at least one of your members. His name is Ulisses Gurgel. If you see him, please cause him bodily harm". Simpático. :) ]

Como publicada originalmente no Destructoid

Você acha que eu estou brincando.

Você acha que eu estou sendo convencido ou irônico quando digo que Mr. Resetti, a toupeira do Animal Crossing representada na figura acima, é o mais heróico personagem de videogame da história. Você riu das suas fanfarronices quando ele gritou com você, o jogador, por ter resetado o jogo sem salvar. Você esbravejou contra ele quando ele apareceu como um Assist Trophy em Brawl. Você acha que eu estou tirando um barato.

A verdade é que você não tem idéia do quão heróico é o Mr. Resetti. Você já parou para pensar que ele é a única pessoa — a única pessoa — protegendo o universo inteiro de Animal Crossing da destruição? Que ele é o auto-nomeado defensor da vila inteira, frequentemente desafiando um poder (que seria você, jogador) que ele não pode nem sequer ter esperanças de um dia verdadeiramente dominar? Que esta simples e pequena toupeira luta eternamente em uma batalha perdida contra o próprio Deus a fim de proteger as vidas dos seus amigos?

Depois do continue eu explicarei melhor.

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Thursday
May 15,2008

CS_Italy

[Daniel Trezub é O CARA. Depois desse texto você vai concordar comigo.]

“Por que você tem que ser sempre pobre? Com essa grana mal dá pra comprar uma Desert Eagle com munição e alguma proteção decente! Ah, mas isso vai mudar, com certeza! Me vê uma Desert Eagle, munição, um capacete e, se sobrar troco, pode ser em granada mesmo. Aceita essa USP como parte do pagamento? Ah tá, sempre achei essa arma uma porcaria mesmo, então vai pro lixo”.

À sua frente, apenas uma bifurcação em Y, em um lugar que, pelo briefing, você sabe ser a Itália. Uma vila simpática, não fosse por esses seqüestradores malditos!

“Go, go, go!” - grita um de seus companheiros.

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Friday
May 9,2008

Starcraft

[Acho que não precisamos mais de apresentações, né? Com vocês... Daniel Trezub, o homem dos jogos Incansáveis!]

Esse já é o quarto artigo sobre os nossos queridos jogos antigos. Estou há um mês escrevendo sobre eles. Depois de Transport Tycoon, Tetris e Age of Empires 2: The Age of Kings, creio que a escolha natural para hoje seja Starcraft.

No texto da semana passada, escrevi que existem vários bons jogos RTS, mas Age2 continua tendo seu charme. Agora, escrevendo sobre Starcraft, entendo porque não mencionei o RTS espacial da Blizzard semana passada. Starcraft é outra coisa.

Age é RTS. Starcraft é RTS. Mas qualquer um que já tenha jogado os dois vai concordar comigo que são coisas completamente diferentes. A experiência de jogar Age of Empires e de jogar Starcraft é diversa, apesar do gênero ser o mesmo. A atmosfera é diferente, sei lá. Na minha cabeça, Starcraft e Age não cabem na mesma caixa.

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Thursday
Apr 24,2008

Tetris!

[Em mais uma edição da sua série extraordinária de posts sobre jogos que resistiram à maldição do tempo, Daniel Trezub nos fala um pouco mais sobre este que é, provavelmente, o maior clássico da história dos games.]

Diferente do jogo anterior (Transport Tycoon Deluxe), o dessa semana pode ser encontrado em qualquer lugar. Para você ter uma idéia, até a minha TV da sala tem uma versão dele instalada de fábrica. Mesmo se você achar que não tem versão alguma por perto que possa jogar, é só dar uma procurada no seu computador que é bem provável que encontre. No uTorrent, por exemplo, se você teclar T enquanto olha para a tela de About, ele aparece para comer preciosos minutos do seu dia enquanto você espera seus downloads terminarem.

Eu arriscaria dizer que Tetris (1988) é um dos maiores sucessos do mundo dos games até hoje. Meu pai tinha um daqueles aparelhinhos do Paraguai com mais de não sei quantas variações do jogo. Praticamente todos os videogames do universo têm um port de Tetris para seus sistemas. Celulares, televisões, agendas eletrônicas, geladeiras e qualquer outra coisa que tenha uma tela, teve, tem ou terá uma versão de Tetris. Isso é uma lei imutável do universo dos jogos eletrônicos.

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Wednesday
Apr 16,2008

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Esses dias eu recebi um email do André Sirangelo, meu camarada e colega do Prandoni no Hadouken, contando sobre o novo blog dele no site da SuperInteressante, o Ultra (que, aliás, está incrível como tudo que eu já vi o Sira fazer). Eu dei os parabéns e, no interesse da expansão deste pequeno blog, soltei um “vê se dá um link pro Continue lá, qualquer hora!”. A resposta dele foi esta: “Claro, e você também. Os leitores de alto nível de Continue são sempre bem-vindos”. Viram? Leitores de alto nível. Ele elogiou vocês, e foi merecido.

Por que eu digo isso agora? Não é puxação de saco gratuita, não, é que eu quero apresentar a nova série do Continue, idealizada e escrita pelo leitor Daniel Trezub, do blog Cabide. Vou deixar ele explicar melhor depois do continue, mas em resumo trata-se de uma série sobre os jogos antigos que se recusam a morrer, e continuam com uma comunidade grande e ativa de jogadores. O Daniel já tem uma lista de jogos que se encaixam nesta descrição, e vai abordar um deles por semana; se Deus quiser. :P

E por que eu chamo isso de série, e não de coluna como todos os outros posts temáticos que entram uma vez por semana? Porque este tem hora pra acabar (assim que acabarem os jogos na lista do cara), enquanto as colunas duram pelo tempo em que o autor estiver interessado em escrevê-las. Então vamos lá!

Ah! Aguardem mais textos enviados pelos nossos leitores de alto nível para breve. Provavelmente, ainda esta semana. Se bobear, ainda hoje.

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