Se a EasyPlay é voltada para o futuro, a Game em Casa ainda não acha que está na hora de deixar o passado. Com jogos que vão de GBA à PS3 em seu catálogo (e passando por GC, Xbox, DS, PSP e os consoles de nova geração), é possível que a segunda esteja preparada para atender a um número maior de jogadores, pelo menos em curto prazo.
Mandamos as mesmas perguntas que a EasyPlay já respondeu para a Gamemcasa, que nos replicou quase que imediatamente. As respostas, apesar de sucintas, foram bem diretas. O resultado, como você bem sabe, está a um clique de distância.
Das três concorrentes ao posto de melhor “locadora de nova geração”, a EasyPlay parece ser a mais voltada para o futuro. Em seu catálogo, nada de PS2 ou DS: só há jogos para consoles de nova geração. E a biblioteca, diga-se de passagem, é bastante diversificada. Desde os últimos lançamentos até os maiores clássicos do lançamento de cada console, são poucos os “grandes furos” na lineup obrigatória de títulos AAA.
Mas é claro que isso não os exime de nossa duríssima e impiedosa sessão de perguntas e respostas, a qual submetemos as maiores oponentes nesta briga de titãs. Você está a um clique de saber toda a verdade sobre o serviço: como funciona, o que ainda não funciona, quais são as vantagens, como tem sido o feedback e muito mais é revelado na primeira das três entrevistas que preparamos para este especial, realizada no dia 30 de janeiro.

O mercado japonês de games é bem estranho. Muitos jogos excelentes acabam com vendas ridículas por lá, e eles conseguem idolatrar várias coisas que são simplesmente passáveis para mim - sendo Final Fantasy uma delas. Mas como excentricidade é algo que muitas vezes cai bem, a Famitsu teve a idéia peculiar de convocar Jade Raymond, a famigerada produtora de Assassin’s Creed, para fazer uma entrevista com Hideo Kojima, o gênio por trás da série Metal Gear.
Jade começou perguntando sobre as diferenças na cultura e na jogabilidade e como ele cria jogos que fazem sucesso tanto no oriente quanto no ocidente. Kojima discorreu sobre vários fundamentos do game design e, como bom criador, citou algum dos recursos que pretende implementar em Guns of Patriots.
Os fundamentos do design e como o jogo é controlado vêm do meu instinto, então estes aspectos são estabelecidos primeiro. O resto nós ajustamos dependendo da região. Por exemplo, o novo sistema onde você pode ler livros para restaurar o seu espírito está em todas as versões do jogo, mas coisas como a velocidade da recuperação são alteradas de região para região.
Bacana. Mas, com caras chatos como Jack Thompson tanta polêmica e discussões sobre como jogos violentos afetam o mundo contemporâneo, como Kojima lida com tudo isso? O pai de Snake quer mesmo que os jogadores entendam o verdadeiro significado da violência.
Eu não acho que haja muitos jogos que combatam a violência. Quando você atinge alguém ou infringe dor, os rostos ficam desfigurados, por exemplo. Quero criar jogos que mostrem este tipo de coisa. Se você não percebe a dor, você não é capaz de entender o que você fez, e vai simplesmente passar pelas batalhas sem tomar responsabilidade pelas suas ações. Eu não quero que isso seja ignorado, mas sim que os jogadores pensem, mesmo que só um pouco, sobre o que é a violência e o que é a guerra.
E isso não é da boca pra fora. Quem jogou Metal Gear Solid 3 até o final sabe que Kojima é mestre em manipular o sentimento dos jogadores e nos fazer sentir responsáveis pelos “nossos” atos.
Por fim, houve aquela rasgação de seda clichê. Depois de Raymond ter admitido que MGS influenciou bastante Assassin’s Creed, Kojima decidiu elogiar o polêmico jogo da Ubisoft.
Preciso escolher minhas palavras com cuidado para que não me entendam mal, mas eu penso que atualmente há menos desenvolvedores que pensam em fazer um bom jogo. Como criador, isso me entristece, mas quando vejo equipes como a de Assassin’s Creed fico mais confiante. Eu quero que Assassin’s Creed venda bastante.
[via GameDaily]
Depois do caso Street Fighter IV e das repercussões que ele desencadeou, o Blogeek, blog-irmão do Continue que tinha acabado de começar as atividades, tomou um baque forte e teve que sair do ar. Tem um anúncio na página inicial — e agora única — explicando o status da coisa, mas como ela não foi atualizada desde o ocorrido, o Continue foi atrás do Douglas Pereira para descobrir realmente o que se passa. E o que a gente descobriu?
Em primeiro lugar, o blog volta mesmo em janeiro de 2008, seu Douglas?
“Sim, o site volta. Sim, em janeiro… A não ser que algo bem difícil de acontecer aconteça depois do que deveria acontecer. É, soou estranho.”
Estranho, de fato. Quando o site voltar, ele voltará maior, melhor, mais armado e mais perigoso?
“Depende. Mais armado e mais perigoso, com certeza. Melhor, talvez. Maior, é difícil dizer, mas de repente role uma mudança no design. Tomara!”
É, devo concordar como esse tomara.
Quanto aos colaboradores. O anúncio no site convida as pessoas a se oferecerem para escrever no Blogeek quando ele voltar. Tem recebido muitos emails de candidatos? Já tem alguns listados?
“Ainda estou recebendo emails. Se existe mais algum louco por aí que está lendo isso, tem até o dia 31/12 para mandar email com os quesitos escritos lá no blog. Não precisa mandar amostras por enquanto.”
A fama meteórica e momentânea do Blogeek fez mais bem ou mais mal para o site? E pra ti, como pessoa?
“Hum… 50-50? Bom, pro site acho que não fez tanta diferença, ele inda é um ‘tiny Brazilian blog‘ qualquer. E com esse shutdown temporário muita gente nem se lembra mais dele (embora eu saiba que vários que não conheciam vão passar a frequentá-lo… ou não). Mas pra mim foi ótimo. Deu vontade de investir mais pesado nele, botar umas idéias novas… enfim, crescer. É claro que na parte financeira a coisa foi bem ruim, afinal não escrevo mais para a EGM Brasil e a diretoria engrupiu uns 400 contos meus, mas a vida segue e, pensando bem, acho que estou menos quebrado que eles. Woops.”
Valeu pelas palavras, Douglas!