A notícia mais interessante que já publicamos em muito tempo aqui no Continue, sem dúvidas, foi quando ficamos sabendo sobre o Pier Solar, um jogo completamente novo e inédito às portas do lançamento, 20 anos depois da estréia do velho console da SEGA (que também calha de ser o videogame que mais causa nostalgia a este blogueiro).
Como o jogo está sendo capitaneado por um brasileiro, corri atrás de tentar um contato com ele para que respondesse algumas perguntas. Muito simpático, o Tulio Adriano respondeu com detalhes todas as minhas perguntas. E o resultado do bate-papo você confere agora.
Há sete anos eu frequento um site chamado Eidolon’s Inn, que conheci no tempo onde achar emuladores e ROMs era extremamente difícil. Este site é frequentado por grandes mentes da emulação, especialmente relacionado à Sega. Em 2004 surgiu um tópico no fórum deste site, chamado The Tavern, onde alguns membros propunham juntar os conhecimentos e fazer um jogo para Mega Drive ou Sega CD. Eu tomei frente e escrevi um roteiro como se fosse um trailer do jogo… o pessoal adorou este roteiro (embora a história atual do jogo já não tenha mais nada a ver com este trailer) e me encorajaram a escrever a trama do jogo. Então algumas pessoas começaram a oferecer ajuda, dentre eles o Fonzie, um francês com excepcional habilidade para programar para Mega Drive… e ele começou a escrever a engine enquanto eu escrevia a história. Nomeamos o projeto Tavern RPG, por ter surgido no fórum do Eidolon’s Inn.

O IGN divulgou há pouco um vídeo com uma entrevista exclusiva com o homem, o mito, a lenda: Shigeru Miyamoto. E a verdade é que não importa quão tosco seja o mais novo brinquedinho musical da Nintendo ou o tamanho de constrangimento gerado em sua conferência de imprensa, quando Miyamoto fala, você tem que PARAR O QUE ESTÁ FAZENDO e começar a anotar. Se ele diz que jogar iô-iô é a nova revolução da indústria, você acredita. Se ele anuncia o novo Zelda para daqui a três anos, você senta pacientemente e torce para ele não ser adiado. E se ele estiver gripado, pode esperar o mais divertido simulador de espirros que há.
Tá bom, não é pra tanto. Mas mesmo assim, fizemos um resuminho para aqueles infelizes que não têm banda larga ou não têm fluência em inglês para assistir a entrevista (irei desconsiderar a possibilidade de você estar sem paciência de baixar o vídeo).
Você já deve ter lido por aí. Mega Man 9, o novo jogo da série principal de um dos mais tradicionais e adorados personagens de videogame de todos os tempos, só terá de “novo” o número, porque os gráficos… serão ao estilo Nintendinho de ser. Sim, um jogo de 8 bits será lançado em 2008! As scans da Nintendo Power (que deu o furo e deve ter adorado) e mais algumas screenshots estão no site Rockman Perfect Memories.
Em uma jogada surpreendente, a Capcom resolveu apostar no retrô (e no moderno ao mesmo tempo: o jogo vai ser vendido exclusivamente por meio de distribuição digital, no WiiWare). Em um primeiro momento, fiquei estupefato com a ousadia da empresa de fazer isso. Um jogo com cheiro de mofo em plena era da High Definition?! Mas depois de pensar um pouco, a suposta ousadia foi ficando mais e mais com jeito de preguiça ou falta de criatividade.
Mas o que eu estou falando? Eu nem joguei algum Mega Man anterior ao X na época certa! Definitivamente, não tenho propriedade para opinar sobre isso. Mas conheço quem tem, e fiz uma pesquisa de opinião com o pessoal mais oldschool que eu conheço. Perguntei o que eles acharam dessa surpreendente decisão, e as opiniões foram as mais diversas e surpreendentes possíveis. Tudo o que me disseram está a um clique de distância. Depois do continue, como sempre.

Como você talvez já saiba, tem um projeto de lei circulando pelo organismo legislativo brasileiro que, se aprovado, vai realizar o sonho do mercado de games no nosso país: normalizar os impostos abusivos que são aplicados aos jogos e consoles, efetivamente baixando o preço de tudo.
Só que eu e muita gente não sabe exatamente que projeto de lei é esse, como ele funciona, quando pode ser aprovado, que caminho já tomou… enfim, sabemos que ele existe e não muito mais do que isso.
Esse é um assunto que não pode morrer. Eu sou um hipócrita por falar isso, visto que não tenho (e nem sinto vontade de ter) um pingo de interesse por política neste país tão zoneado, mas a verdade é que nós, gamers, não podemos deixar de saber esse tipo de coisa. Nós temos que entender o que acontece, acompanhar e cobrar. Esse projeto de lei é mais importante para o nosso mercado do que a entrada de qualquer Sony, Nintendo ou Microsoft. Se ele for aprovado, os nossos jogos vão finalmente custar o quanto valem. Esse absurdo de jogos de Wii custando 249,00 vai acabar.
Mas para isso nós precisamos de conhecimento.
Bom, esses dias eu encontrei, na lista de discussão Games Por Um Preço Justo (que, a propósito, é livre para quem quiser entrar), um cara que manja do assunto. O nome dele é Marco Túlio da Silva Lima. Resolvi fazer algumas perguntas para ele, a fim de me esclarecer. O legal é que, como eu tenho esta poderosa ferramente chamada blog às minhas mãos, agora posso também ajudar a esclarecer a você, leitor que merece estar bem informado e engajado. Depois do continue, você vai ficar sabendo de tudo sobre o projeto de lei 300/2007.

Que o Wii não tem recebido muitos jogos hardcore é uma verdade. Os hiatos entre grandes jogos como Zelda: Twilight Princess, Super Mario Galaxy, Metroid Prime 3: Corruption e Super Smash Bros. Brawl (não por coincidência, todos da Nintendo) podem estar diminuindo, mas ainda não são suficientes para satisfazer todos os jogadores. Principalmente Mike Capps, o chefão da Epic Games.
O cara comprou um Wii e, pelo jeito, não está lá muito satisfeito. Em uma entrevista ao IGN, onde supostamente deveria falar sobre o próximo projeto de sua desenvolvedora, Gears of War 2, o Wii acabou roubando espaço - de uma forma ou de outra.
Depois do continue, leia as respostas de Mike, que, compiladas, ficaram mais parecendo uma carta de indignação do que qualquer outra coisa (daquelas dignas de separação de banda, sabe? =P).

Ou quase isso. Conforme reportado aqui no Continue, a versão de Wii para Rock Band vai ser tão escrota quanto a versão de PS2: não vai ter gráficos legalzões, nem possibilidades infinitas de personalização e simulação, muito menos sistema de som muito avançado. (De fato, deveríamos ficar felizes caso o jogo venha em estéreo…)
Mas a ausência mais sentida é, definitivamente, a dos modos online. Um dos recursos mais legais nos demais consoles é justamente ter disponível para baixar músicas novas toda semana, o que simplesmente eleva ao infinito (ou pelo menos até o lançamento de Rock Band 2) o fator replay do jogo da plataforma musical. E parece que tem gente “do lado de lá” que concorda comigo.
Vamos lá, Nintendo, precisamos de um hard drive! É o que queremos [sobre a possibilidade de conteúdo adicional], mas não há nenhum lugar para armazená-lo. É algo que dissemos a Nintendo, que era algo que gostaríamos de fazer. Quem sabe o que vai acontecer no futuro? Nem eu sei o que vai acontecer no futuro, mas esse é o porquê de não haver músicas para download de Rock Band do Wii.
Palavras de Rob Kay, diretor de design da Harmonix. Ou seja: espero REALMENTE que a Nintendo esteja neste exato momento mexendo os pauzinhos para adicionar esse recurso o mais rápido possível. Porque uma coisa é perder armaduras extras ou atualizações para correção de jogos de aventura, a outra é perder uma das idéias mais bem sacadas para um dos jogos que mais têm a ver com a proposta do Wii.
Isso só não explica uma coisa: o que diabos isso tem a ver com a ausência do multiplayer online?
[via CVG]

Se tem uma coisa que eu admiro na Nintendo, é a capacidade de fazer doce. Eles conseguem, mais que qualquer outra empresa na indústria, enrolar os seus fãs até eles não agüentarem mais e aumentar exponencialmente a expectativa sobre qualquer produto seu - e isso sem gastar um tostão. É a velha técnica do strip tease: para aumentar o hype, você tem que ir revelando aos poucos.
E para praticar suas técnicas de strip tease (tente NÃO imaginar a cena), Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America, cedeu uma pequena entrevista ao Game Trailers TV, na qual revelou que… bem, que tem muitas coisas a revelar — mais precisamente na E3 2008.
Eu vou te dizer isso: nós teremos excelente conteúdo, maximizando todas as nossas franquias importantes. Será uma boa segunda metade [de 2008]. Haverá um grande jogo no fim do ano que os jogadores irão querer. (…)
Tudo o que posso te dizer é que o que nós anunciaremos durante a E3 será fantástico. O gamer ficará empolgado, assim como a audiência expandida.
Muito se especula sobre o que diabos o Fils-Aime estava falando. Seria um novo Zelda? Uma franquia completamente nova? A volta de Kid Icarus? Enfim alguma coisa sobre Disaster: Day of Crisis? Pois eu e o nosso amigo Bracht, confabulando no MSN, concordamos em nossas apostas: nossas fichas estão cuidadosamente colocadas sobre Animal Crossing Wii. E, se bobear, tem tudo a ver com aquele “Wii Pay-and-Play” que foi anunciado há pouco tempo.
E você, aposta em quê?
O Hadouken não é apenas um “blog amigo”. Ele é um blog de amigos meus, amigos de verdade, por quem eu tenho o mais profundo carinho/admiração/babação de ovo. Os caras são foda. E a última estripulia deles, mais especificamente do Mestre Prandoni, foi entrevistar alguém da própria Capcom sobre o novo jogo da série Ace Attorney, do qual o Pranda é fã de carteirinha e de mandar cartas quilométricas escrito apenas “eu te amo!” 893 vezes com caneta cor-de-rosa aromatizada (de morango).
Não é um conteúdo do Continue, mas é um conteúdo que a gente orgulhosamente apresenta para os nossos leitores que ainda não conhecem este blog de qualidade tão acentuada (rá!). Quanto mais blogs com conteúdo bacana sobre games no Brasil, melhor.
Só não pense, caro Prandoni, que essa minha admiração por ti vai te livrar de ter a sua bunda severamente chutada pela dobradinha Sonic/Kirby agora em março.
Então você já leu as nossas três entrevistas, conheceu os concorrentes deste campo de batalha que tanto interessa a nós, gamers assolados pela dificuldade em consumir originais, e possivelmente ficou interessados nos serviços. Talvez tenha ido até os sites, analisado os planos e imaginado uma simpática van buzinando na frente da sua casa, trazendo consigo um jogo com o qual você vai poder ficar o tempo que quiser. Eu sei porque eu também fiquei assim.
Mas na hora de decidir de fato investir o seu dinheiro nisso, é sempre bom pesquisar a opinião de quem já usa. Quem melhor pode lhe falar sobre uma empresa ou um serviço é sempre o seu cliente. Pensando nisso, pedimos ao nosso amigo Gustavo Lanzetta (alguns de vocês devem conhecê-lo do Audiogame) para responder algumas perguntinhas. Ele não se aprofundou muito nas respostas, mas dá pra ter uma idéia do nível de “satisfação do cliente” que o serviço atinge.
Só não diremos qual das três locadoras foi a escolhida por ele, pois não queremos fazer publicidade gratuita para uma das três em detrimento das outras duas. Se quiserem realmente saber, terão que perguntar direto pra o garoto. Eu dei o link, o resto é com vocês.
As perguntas e respostas, depois do continue.
Antes tarde do que nunca. Já tínhamos perdido as esperanças de receber qualquer resposta da GameX a tempo de entrar no especial, então decidimos publicar só mesmo as entrevistas da EasyPlay e da Gamemcasa. Felizmente, depois de um segundo e-mail enviado para a locadora com o link para a matéria aqui no Continue, as respostas chegaram sãs e salvas em nossa caixa de entrada.
Agora é só correr pro abraço e clicar no continue. E não pense que acabou: amanhã, a derradeira parte final do nosso especial. Até!