Má notícia pra quem gosta de Breath of Fire: melhor parar de gostar, porque aparentemente a série meio que morreu. Tipo, pra sempre.
O tio Keiji Inafune, manda-chuva do setor de desenvolvimento da Capcom, falou em alto e bom som que “não há planos atuais de se fazer um novo Breath of Fire”. Depois de pisar, cuspiu: “além do mais, no que diz respeito a RPGs, eles são muito populares no Japão, mas apenas alguns títulos vendem. Então a Capcom não chega nem a considerar a hipótese de [trabalhar nisso]”.
Ouch. Agradeçam à Square-Enix.

Algumas semanas atrás eu lancei a proposta: uma Eleição Social Blogueira para escolher os melhores do ano no mundo dos games em três categorias. Tivemos um número relativamente baixo de participações, mas, por outro lado, ainda tem alguns dias até o fim do ano – que é a data limite. Ou, por ainda um outro lado, pode ser que a iniciativa não tenha feito mesmo muito sucesso. Acontece.
No post em que eu propus a coisa toda, vocês começaram a deixar as suas opiniões nos comentários, aí eu interferi e disse para guardarem elas para um post que eu faria especialmente para isso. Bom, este post é o que eu estava falando na ocasião!
Depois do continue, a equipe atualmente ativa deste blog deixará seus votos para a eleição e, mais importante, o leitor do Continue estará convidado a dar os seus votos nos comentários. Eles não contam para a votação (afinal, é uma eleição blogueira, então só valem os votos dos blogs de games do Brasil), mas com certeza podem render uma daquelas boas discussões que a gente de vez em quando tem aqui.

Eu não sei vocês, mas estou achando que, apesar de ter lançado alguns jogos originais e interessantes, a EA foi a empresa que mais pisou na bola na indústria de games em 2008. E, para aumentar a lista de FAILS da produtora, eles tentaram enganar o povão na Inglaterra.
Aconteceu que fizeram uma propaganda do novo jogo do multi-milionário jogador de golf e modelo Tiger Woods, onde aparecia o próprio Tigre Madeiras jogando seu joguinho novo com um controle de Wii na mão. Porém, as imagens que estavam sendo mostradas enquanto ele jogava eram da versão do 360. Como ainda não fizeram um mod pro Wii Remote funcionar no 360, tem algo errado…
Salafrários!
Como a Inglaterra tem um órgão do governo que fiscaliza de verdade as propagandas e tenta sempre proteger os consumidores (igual aqui no Brasil), a EA levou uma chamada. A alegação é que o consumidor pode ser levado à confusão. Já que o dono de um Wii nunca vai conseguir ver imagens daquela qualidade, o órgão considerou que a propaganda era enganosa (sem ofensa aos donos de Wii, claro).
Mas o pior de tudo, mesmo, foi a desculpa da Electronic Arts: “eles explicaram que as imagens do Wii não seriam de qualidade suficiente para ser transmitida, e a agência [de publicidade] achou melhor usar as imagens do Xbox, por ser mais próxima da definição requerida para transmissão, ao invés de simplesmente aumentar a resolução das imagens do Wii” — afirmou o órgão inglês.
Resultado disso tudo: a propaganda não pode ser veiculada do jeito que está. Viu como as coisas funcionam num país sério? Mesmo com a última cena mostrando os dizeres “Disponível em múltiplos formatos”, os caras se deram mal. Se fosse por aqui eles colocavam um “imagens meramente ilustrativas” em tamanho tão pequeno escrito em um canto que nem em TV de alta definição ia dar pra ler e foi.

As pré-vendas de videogames costumam ser uma boa pedida para os fãs mais entusiasmados e colecionadores, pois sempre têm algum extra bacana, seja um art-book, um boneco ou algo mais épico.
Bem, nem sempre. A rede de lojas Gamestop começou a pré-venda de GTA: Chinatown Wars com uma promoção no mínimo inusitada. Você compra o game e, quando ele chegar, já vem com dois cheats habilitados: 10.000 dólares in-game e todas as armas do jogo disponíveis desde o começo.
Eu achei muito idiota, não tanto por serem trapaças, mas por não acrescentar nada ao jogo. A Rockstar tem a tradição de liberar listas enormes de “manhas” para os jogos Grand Theft Auto logo depois que eles alcançam as lojas e duvido que vá ser diferente no dia 17 de março, quando Chinatown Wars chegar ao Nintendo DS.
Se você não ficar com raiva do tanto de grana que o cara gastou para fazer essa “360 room”, pelo menos você VAI ficar com raiva do jeito que o cara fala. Ele não quer acordar o videogame, será?
Faltou um sensor na porta que ligasse o 360 quando alguém entrasse na sala.
E, arquitetonicamente falando, essas luzes verdes devem dar nos nervos depois de um tempo. Uma “PS3 room” seria mais interessante no sentido de ambiente mais propício para a prática do videogame: preta com detalhes em prata. Eu, pelo menos, prefiro jogar no escuro.
Uma “Wii room” também seria interessante: branca, ampla, bem iluminada, um grande espaço no meio, cadeiras (ou sofás) em volta, pelo menos quatro Wii Remotes…
Fanboy é isso aí.
[dica do meu amigo Xandele]

Parece que a Austrália realmente decretou guerra à indústria de video games. Depois de proibir vários jogos nos últimos tempos, principalmente por seu conteúdo violento, autoridades do país resolveram meio que associar jogos de corrida com o aumento do número de carteiras de motoristas canceladas no país.
O superintendente da polícia de New South Wales, Dave Evans, afirmou que jovens que jogam video games de corrida sentem-se invencíveis no trânsito real, e que tomam mais riscos. Em uma declaração altamente desprovida de obviedade, ele disse que:
Nos jogos você corre, bate e é só questão de apertar botões e lá vai você de volta. Na vida real não funciona assim, você pode ser morto.
Puxa, vivendo e aprendendo. Dessa eu não sabia.
O limite de idade para dirigir pode passar de 16 para 18 anos por lá, já que milhares de adolescentes australianos tiveram suas carteiras canceladas por dirigirem bêbados ou ultrapassarem o limite de velocidade. São 104 licenças canceladas por dia na região. Culpa dos videogames, sem sombra de dúvida.
Não do fato de venderem bebida alcoólica para adolescente, nem do fato de não se fazer uma avaliação psicológica decente no momento de fazer os exames para tirar a carteira. É tudo culpa de Need for Speed e Burnout. Por favor…
[via Arstechnica]

Você já deve ter lido que nossos queridos representantes (os sempre atenciosos deputados) aprovaram, na chamada comissão especial de aumento reforma tributária, o (adivinhem!) aumento dos impostos sobre software. Se não sabe, leia este revoltante post do MeioBit Games.
Você já deve saber o que isso significa para nós e porquê diabos essa notícia está aqui no Continue: nosso hobby preferido vai ficar ainda mais caro. Sim, monstrinhos e monstrinhas. Se você achava caro um PS3 por R$1800,00 no Carrefour, pode esperar que vai ficar mais caro ainda. Se você esperava que com a instalação da Sony no Brasil poderia comprar jogos originais de PS2 a um preço razoável, ESQUEÇA!
O Rodrigo Flausino que deu a letra: “Estamos ferrados”.
Se esse não fosse um blog de família, eu estamparia aqui uma série de palavrões e impropérios contra esses caras que ganham uma fortuna por mês só para fornicar com o povo brasileiro.
Antes de partirmos para a nossa discussão de fim de semana propriamente dita, leia outros posts sobre o assunto aqui e aqui.
Demorou, mas este dia chegou. Foi lançado um PC mais rápido que o top de linha da Alienware: Falcon Northwest Mach V, o PC mais rápido do mundo segundo testes da Cnet. Quão rápido ele é, você se pergunta? Rápido o suficiente pra rodar Crysis a 60FPS no Very High num monitor de alta resolução! Inacreditável, não? Crysis é tão impressionante que demoraram quase dois anos para poder lançar um hardware potente o suficiente para poder aproveitá-lo em todos os seus ínfimos detalhes de sombra de grama.
Especificações da criança:
Sim, ele tem até um disco rígido menor de altíssima performance para se colocar o sistema operacional e um maior mas mais lento pra guardar tralha. Foda é o precinho, que consegue ser maior ainda do que um Alienware: 8000 dólares. Sim, dá pra comprar um Ford Ka ano 2007 com essa grana!
Com todo esse processamento, quando formos invadidos pelos Decepticons ele com certeza vai virar um Transformer fodástico!
Mas 8 mil dólares não são suficientes para essa belezura não. A pintura Vermelho-Ferrari custa 500 dólares adicionais. É, um desses, só se eu ganhasse na loteria. Deve rodar qualquer outro jogo na velocidade da luz.
Mas honestamente? Ainda prefiro o HP Blackbird 002. Só porque é mais bonito.
[via Gizmodo]

Eu não tenho um iPhone (ainda), então nem sabia dessa: para aproveitar a enorme variedade de games para o telefoninho bacana da Apple, o indivíduo precisa ter uma conta na iTunes Store americana. Pode não parecer nada demais para nós, brasileiros velhos de guerra, acostumados a ter contas americanas na Xbox Live, mas aqui rola uma diferença: ao contrário da Live, temos iTunes Store oficialmente no Brasil. Ela só não tem os jogos.
“Por quê?”, você pergunta, com mais do que genuíno interesse. A resposta é a mesma de sempre: culpe a legislação brasileira. A lei do nosso país exige que todo e qualquer jogo seja avaliado e devidamente classificado quanto à sua faixa etária pelo órgão DJCTQ. Uma lei nada absurda em teoria, mas, como muuuuitas outras neste país, torna-se impraticável frente a uma situação criada pelo avanço tecnológico.
Na App Store, desenvolvedores independentes têm liberdade de incluir seus jogos feitos em casa, e seria simplesmente impossível avaliar todos eles. De modo que a Apple prefere simplesmente não lançá-los em verde e amarelo. Com razão.
A descoberta foi feita pelo ótimo Blog do iPhone (vale a pena ler o post lá se você quer saber mais detalhes sobre essa história toda). Bom trabalho, caras!
Quando a Ubisoft lançou aquele jogo baseado em Lost, eu nem dei bola. Não acompanhava a série e já sabia que o jogo não prestaria nem para fazer jangada. [Nota do Bracht: Eu joguei a demo no 360 e atesto esse fato. O jogo fede imensamente.] Mas estava esperançoso com uma informação que costumava circular em paralelo às prévias do adventure Lost: Via Domus: que depois dele, a Ubisoft produziria um jogo inspirado na série Heroes. Fazia todo sentido do mundo. Os franceses já haviam produzido games de CSI, estavam lançando Lost, Heroes estava no auge de sua inigualável primeira temporada. E eu queria muito viajar no tempo com o Hiro Nakamura. Ok, é mentira. Eu queria jogar com o Sylar e passar o dia todo rasgando a Claire só pra ver ela se regenerar.
O fato é que eu, como fã doente, queria jogar Heroes, mesmo se fosse ruim… e nas mãos certas daria um bom game de ação-aventura ou até mesmo um RPGzinho. Droga, eu jogaria até mesmo um Heroes nos moldes de Ultimate Alliance, com o Nathan no lugar do Homem de Ferro e a Niki em vez do Capitão América.
Mas o tempo passou, Lost e CSI afundaram nas críticas e nas vendas. Somando isso com a queda de qualidade da crônica dos superseres da NBC (não confundir com a da Record) e o baixo interesse do público pela terceira temporada, a Ubisoft declarou ao blog MTV Multiplayer que não vai mais produzir o jogo de Heroes e os direitos de produção voltaram para o estúdio de televisão NBC. A Ubi largou de mão, mas algum outro produtor pode licenciar a marca e criar o jogo de Heroes. Alguém se habilita? Alguém?