Grande parte da população mundial parece concordar em uma coisa: a E3 2008 foi medíocre, na melhor das hipóteses, quando falamos apenas das três grandes conferências. Porém, muitos jogos legais foram mostrados. Alguns pela primeira vez, outros apenas com trailers novos. Se olharmos apenas por esse ângulo, até que a semana não foi tão ruim.
Durante a semana passada, entre um post e outro, eu tentei assistir o maior número possível de trailers e vídeos, e fui colocando-os, um a um, no Plurk do Continue. Agora dei uma segunda olhada em todos os que postei e resolvi fazer esta pequena coletânea. São 28 trailers e vídeos de alguns dos jogos em destaque (ou não tanto) da feira.
Talvez você veja a lista e note a ausência de um ou alguns jogos que poderiam estar aqui. Normal, eu não vi todos os vídeos, nem teria como. Se você viu algum que não está aqui, gostou e gostaria de compartilhar, poste o link (ou mesmo o código de embed — ele funciona) nos comentários.
Agora pegue a sua pipoca (vai dizer que a imagem acima não está te dando vontade?) e prepare-se. A partir daqui, tem um monte de “play” para você clicar.
Eu já sei como vou passar as noites de fim de sexta e sábado a partir de novembro: com mais quatro amigos, enfrentando a Horda de inimigos que vai estar me esperando em Gears of War 2. Chris Kohler, do Game|Life, jogou na E3 e, pelo que ele escreveu depois, no blog dele, eu concluo que essa pode vir a ser simplesmente a melhor experiência online do Xbox 360.
O modo (que vai ser chamado de “Horde”) é simples. Forme um time de cinco com os seus amigos e enfrente ondas infinitas de inimigos em mapas não muito grandes. As ondas (”swarms”) têm dificuldade progressiva e há 50 delas. A primeira é composta de nem meia-dúzia de inimigos que mal vão dar para o cheiro, mas na última eu imagino que apareçam cinco inimigos fortíssimos por metro quadrado do mapa. Segundo Kohler, o time da Epic só consegue ir, normalmente, até a 27ª onda.
Outra coisa que o gringo descobriu conversando com os representantes da Epic no estande é uma das melhores estratégias para se dar bem nesse modo: achar uma construção com muitas portas, se tocaiar lá dentro com o time todo e ficar matando os inimigos à medida que eles tentam entrar. Na minha época de GoldenEye 007 isso se chamava “guardar caixão” e era terminantemente proibido pelas regras informais da turminha!
Se você é do tipo que sempre come mosca e acaba tomando tiro demais, não se preocupe: em vez de morrer, você fica simplesmente rastejando de maneira humilhante pela fase, até que um inimigo venha pessoalmente pisar na sua cabeça. É claro que um dos seus colegas de time pode chegar até você e te reviver antes que o espaço entre o chão onde a sua cabeça deita e a bota de um inimigo seja de menos de três centímetros.
E mesmo que você realmente morra, ainda há uma chance. Se o resto do seu time conseguir derrotar todos os inimigos daquela onda, você volta vivo para enfrentar a próxima. É claro que isso não significa que você vai escapar de ser zoado pela galera. Se alguém jogar comigo e morrer antes das 25ª onda, o apelido vai ser “Noobus Fenix”, já tô avisando.
Imagine como vai ser lindo jogar isso. Ah, mal posso esperar!
Sabe qual a única coisa mais old-school que o visual, o som e a dificuldade dos primeiros Mega Man para NES? As boxarts deles. Figurinha fácil em qualquer lista de boxarts mais ridículas do mundo, a arte da caixa do primeiro Mega Man é um ícone trash dos anos 80 tanto quanto Cindy Lauper ou o palhaço Bozo.
Sendo um jogo distrubuído digitalmente, o futuro Mega Man 9 não tem uma boxart e, portanto, nunca chegará aos pés dos primeiros jogos da série no quesito retrozidade. Certo? Não!
A imagem acima é uma foto da estampa da camiseta que alguns funcionários da Capcom estão usando no estande onde está sendo demonstrado Mega Man 9. Eu não consigo nem começar a descrever o quanto ela é cool e trash ao mesmo tempo. Existe FAIL, existe WIN e existe essa estampa de camiseta. Parabéns, Capcom!
[via Jeremy Parish's 1UP Page -- dica do 350ml]

Fique à vontade para roer as unhas com God of War 3, Resistance 2, MAG ou qualquer outro jogo de PS3. Para mim, nenhum jogo do console chega sequer perto da expectativa que LittleBigPlanet causa. Qualquer coisinha nova que alguém tenha a dizer sobre o jogo, para mim é como uma garrafa de Guaraná Kuat com Laranja no deserto (não recebi nada pra escrever isso, mas, pessoal do marketing, entre em contato que a gente conversa
).
E o Kotaku, que deu uma jogadinha em LBP lá na E3, trouxe mais algumas gotículas de informação:
Sede saciada! Por enquanto.
Notícias são importantes, mas as estrelas da E3 são os jogos, certo? Por isso eu tirei um bom tempinho agora para assistir a vários trailers e postar os melhores (quase todos, na verdade) no Plurk. Mesmo que você não tenha cadastro no site, pode acompanhar por esta página (ou, claro, pelo painel na parte superior do próprio blog).
Acima eu coloquei o trailer que eu mais gostei, do Sonic Unleashed. É o primeiro trailer real do jogo, e também a primeira vez que podemos ver o “lobouriço” em ação. Com certeza vai ter muita gente que não vai gostar do trailer, seja pela música ou pelas partes “diferentes”, mas eu, depois de pensar um pouco, preciso falar: este trailer, pra mim, rivaliza até com a famosa abertura em desenho animado de Sonic CD. Não que seja melhor, nem acho que o trailer em si seja uma garantia de que o Unleashed vai ser realmente bom, eu só achei simplesmente foda demais, do começo ao fim.
E continue ligado, porque provavelmente eu vou postar bem mais trailers durante o dia. E amanhã.
Que o jogo estava bonito, todo mundo já sabia. Era só olhar as fotos e as primeiras imagens.
Mas esse trailer, liberado hoje pela Ubisoft, está matador. A jogabilidade lembra os Prince of Persia antigos… e Ico. E sei lá, Shadow of the Colossus
, com esses cenários enormes, precipícios e essa música sensacional. O mais bonito jogo em cell shading que eu já vi.
E chega esse ano! Vamos jogar Prince of Persia no Xbox 360 e no PS3 no Natal.
O final da conferência da Microsoft nessa tarde foi arrepiante, ao menos para mim. Quando o presidente da Square Enix, Yoishi Wada apareceu, pensei que ele iria falar de jogos como Last Remnant, Infinite Undiscovery e no máximo, do novo Star Ocean. Como vocês sabem, ele falou desses jogos. Saiu de cena. E o apresentador e eu estavamos dando por encerrada a conferência, quando o Wada retorna, interrompe o sujeito com um sorriso maluco no rosto e fala no seu sotaque muito engraçado: “Só mais uma coisa. Por favor, assistam esse vídeo”.
E aí começou o minuto e meio mais derrubador de queixo da E3 2008 até agora. Pra mim e acho que também pra muita gente. No começo, admito que fiquei pensando que alguma coisa ia aparecer. Ou Final Fantasy VII Remake ou Final Fantasy XIII. Logo apareceram os soldados amarelos e tive certeza de que era o novo jogo, aquele que desde sempre fora uma das grandes jóias do PlayStation 3. Tive medo por um segundo só, de que o tiozinho soltasse a fatídica frase “Exclusive for…”. Seria um baque muito forte para a Sony, como foi durante o anúncio de Final Fantasy VII para o PSX, para a Nintendo. Não chegamos a tanto hoje, mas não há como negar que a bomba foi de um efeito moral devastador.
Eu estava cobrindo a conferência para o site Hardgamer. E quando a Lightining apareceu no fim do vídeo e em seguida o nome do jogo na tela, era só ir lá e escrever: Square Enix anuncia Final Fantasy XIII para o Xbox 360! Mas na moral, meus dedos estavam errando as teclas. Não conseguia digitar.
Agora a pouco rolou a conferência da Square Enix. O assunto principal, claro, era a revelação que seu presidente fizera momentos antes. Ainda não se sabe quantos discos a versão do Xbox 360 ocupará. A Square Enix disse que está pronta para começar o desenvolvimento do jogo e que o mesmos será feito em paralelo com a localização do FF XIII para o PS3. O jogo será lançado primeiro no Japão no console da Sony mas as versões americanas e européias terão lançamento simultâneo em ambas as plataformas.
Não acho que o objetivo da Microsoft fosse ganhar mercado no Japão. Mesmo que lançassem simultâneo com a versão do PS3 por lá, não venderia muito mais consoles do Tio Bill por isso. Acredito que o objetivo deles com essa conquista é diminuir as vendas do PlayStation 3 no ocidente. Tirar mais uma exclusividade.
Independente de qual seja a estratégia planejada pela Microsoft, admito que foi a notícia mais mega-blaster do dia. E sei que muitos proprietários do Xbox 360 devem estar com o mesmo sorriso que eu estou até agora.
[fanboy] A Nintendo é foda. [/fanboy]
A conferência da Big N é amanhã, daqui a basicamente 24 horas. Mas quem disse que ela deixaria a Microsoft fazer os seus grandes anúncios antes? Com um simples press release, foi anunciada uma grande novidade que ninguém esperava, o Wii Motion Plus!
Trata-se de um add-on a ser conectado naquela entrada na base do Wii Remote (o próprio acessório, ao que parece pela imagem acima, terá entrada para o Nunchuck). Ele serve para aumentar a capacidade do controle reconhecer a sua posição e movimentação no espaço em 3D. Segundo o press release, podemos esperar movimentos 1:1 reais. Do jeito que você mexer na sua sala, o movimento será transmitido fielmente para o jogo.
Em outras palavras, Red Steel 2 poderá ter lutas de espada realistas! E o novo jogo do Star Wars (the Clone Wars) também terá o potencial de trazer batalhas de sabre de luz com movimentos perfeitos!
Aí me ponho a pensar: (1) se a Nintendo deixou um treco awesome desses de fora da sua apresentação, o que diabos ela considera importante o suficiente para apresentar? E (2), qual jogo a Nintendo fará para “ensinar como se usa” (e trazer incluso na caixa) esse acessório tão potencialmente incrível?
[via Kotaku]

Quantos clones de GTA você conhece, leitor? Sem pensar muito me vêm ao menos cinco na cabeça, mas se eu parar para pensar um pouco, acredito que a lista é bem extensa. E nenhum deles têm o carisma do jogo que copiam. Alguns até são legais, mas a maioria fracassa vergonhosamente. Talvez por isso sempre que vejo as expressões “mundo aberto” e “liberdade de ação” nos press-releases que os produtores soltam por aí, fico com receio de que seja mais um clonezinho mixuruca da franquia da Rockstar.
Felizmente, não parece ser o caso de Ride to Hell, jogo recém-anunciado pela produtora inglesa Deep Silver, que tem elementos novos o suficiente para ser muito interessante sem precisar ser comparado a nada. O jogo explora o universo dos motociclistas dos anos 60 e 70. Pense em filmes como “Easy Rider - Sem Destino”: choppers estilosas, jaquetas de couro, bares de beira de estrada e claro, Steppenwolf tocando “Born to be Wild” ao fundo. Melhor ainda: para entrar no clima, assista a abertura do filme aqui embaixo
Basicamente, em Ride to Hell você e sua gangue viajarão de moto pelo oeste norte-americano, encarando outras gangues de motoqueiros. Simples, né? Claro que tem mais, afinal, os caras prometem uma história épica e cheia de ação, mas de uma forma muito resumida a premissa é essa. Se a minha opinião vale alguma coisa, é uma premissa muito foda!
Como sempre, o jogo promete muita liberdade de ação desde o princípio e, segundo o press-release dos desenvolvedores, é bastante imersivo, colocando o jogador dentro da cultura das gangues de motoclicistas da época: espere por bebedeiras, sexo, drogas, rock’n'roll, hippies, brigas violentas e muita ação. A Deep Silver está cuidando para que todo o projeto visual, cenários e também a trilha sonora do jogo se encaixe no estilo artístico do fim dos anos 60.
A Deep Silver é uma produtora européia com bastante tempo na estrada mas pouco conhecida nos Estados Unidos. Agora, a empresa aposta em Ride to Hell para acelerar de vez no mercado norte-americano.
E eu espero que Ride to Hell seja um jogo tão bom quanto GTA ou Máfia, capaz de se destacar dos outros tantos games parecidos que pululam por aí, porque o mercado está carente de boas idéias originais. Desde Full Throttle que não vejo um jogo de motoqueiros decente, já está na hora de alguém fazer isso. Se Ride to Hell vai ser bem-sucedido em sua proposta ou vai para a vala dos comuns, só saberemos com certeza no final de 2009. Se tudo der certo.
Um detalhe interessante: o press release comunica apenas que o jogo será lançado para “os consoles da nova geração e para o PC”. Xbox 360 e PlayStation 3
são escolhas óbvias, mas será que as gangues de motoqueiros invadirão também o pequeno Wii
?
[via Kotaku]

A Imagine Cup é uma competição anual de tecnologia realizada pela Microsoft. A empresa do Bill Gates anunciou os vencedores da edição 2008 e não é que uma equipe brasileira ganhou na categoria “Desenvolvimento de Jogos”?
Trata-se da Mother Gaia Studios, que levou o caneco com o game City Rain, uma criativa combinação de puzzles clássicos com simuladores de cidade estilo Sim City.
O jogo para PC foi desenvolvido em XNA (esse é o pré-requisito para participar da Imagine Cup) e seu diferencial está no foco da educação ambiental: é preciso desenvolver a cidade de forma ecologicamente correta e resolver os problemas ambientais que surgem durante a partida. A Mother Gaia fez um jogo educativo que não é chato. Pelo contrário, é criativo e capaz de ensinar enquanto entretém. Quer experimentar? Faça o download de City Rain no site oficial do jogo.
O estúdio brasileiro é formado por estudantes da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) de Bauru. São eles: Guilherme Oliveira Campos, Túlio Marques Soria, Helena Van Kampen e Rafael Fantini da Costa. Além do reconhecimento e do troféu, a Mother Gaia também recebeu um prêmio em dinheiro no valor de vinte cinco mil dólares que, segundo eles, será usado para desenvolver um segundo jogo ainda melhor.
[via Kotaku]