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Archive for the ‘É foda!’ Category

Wednesday
Aug 13,2008

CaptionPreciso confessar: não sou um nerd autêntico — tr00, como dizem por aí. Já tentei jogar alguns adventures de texto, e, embora tenha achado absolutamente geniais, não consegui terminár nenhum. Tanto por falta de paciência quanto de capacidade, admito. Eles exigem muita criatividade e poder de abstração, coisas que são difíceis de conseguir quando se tem inúmeras janelas e notificações piscando a cada minuto.

Porém, isso não é problema em um celular, certo? Você pode pegar o aparelhinho e ir para um lugar bem sossegado, aí teria toda a memória RAM* do cérebro para lembrar que a saída do apartamento fica ao sul e a entrada do banheiro fica a oeste. E que você não pode “take a shower” antes de “take off clothes”.

Com o novo aplicativo gratuito Frotz, para o iPhone[bb] (e iPod Touch[bb], acredito), isso agora é possível. Basicamente um SCUMMVM para adventures de texto, com ele você poderá jogar Zork, Trinity ou The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy (meu favorito) com apenas alguns poucos dias de trainamento intensivo no uso do teclado virtual do aparelhinho da Apple que eu tanto quero.

Se você tiver acesso à iTunes Store americana, basta clicar aqui para baixar o Frotz.

* Explicando a desatenção em relação ao blog nos últimos dois dias: troquei de PC e passei o maior trabalho da minha vida instalando o Vista e um zilhão de drivers. Sério, não desejo pra ninguém. Nem tá redondo ainda, mas a gente vai levando. =)

[via Kotaku]

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  • Tuesday
    Aug 12,2008

    Aos 49 do segundo tempo, um post para a sua terça-feira não passar em branco. Pedimos desculpas pelo sumiço, amanhã voltamos a programação normal - Pablo Raphael

    Jonathan Blow, criador do clássico instântaneo Braid, em entrevista ao site Game Focus, comentou sobre as possibilidades do jogo sair para outras plataformas além do Xbox 360, onde é vendido pela rede Xbox Live Arcade.

    “É uma exclusividade limitada, então se eu quiser fazer uma versão para PlayStation 3 ou Wii Ware, terei que esperar um pouco. (A versão para) PlayStation 3 vai acontecer no futuro. O que vai acontecer com certeza esse ano é um lançamento para PC.”

    A razão pela qual o jogo ainda não foi lançado ainda é que, segundo Blow, ele quer trabalhar uma plataforma de cada vez. Questionado sobre o Nintendo Wii, o designer disse o seguinte:

    “Esse jogo não vai acontecer no Wii Ware. Braid é muito grande para ser baixado pelo Wii Ware e ser armazenado no Wii de alguém. O jogo consumiria 140 dos 512 MB disponíveis no console da Nintendo.”

    Uma pena, pois Braid com seu estilo de jogo e traços artísticos, assim como as várias referências a clássicos da Big N, cairía muito bem no Nintendo Wii.

    [via UOL Jogos]

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  • Friday
    Aug 8,2008

    Esse post é meio nada a ver, já admito, mas eu simplesmente fiquei com vontade de passar adiante a dica. ClubHouse Games é um jogo de Nintendo DS que é simplesmente muito legal. O portátil dá Nintendo está com ótimos jogos anunciados, prestes a sair, mas nesse exato momento, se você, como eu, não curte remakes de Final Fantasy, deve estar sem muito o que jogar. ClubHouse Games é a solução. Ele foi inclusive lançado oficialmente no Brasil (daquele jeito Nintendo de lançar as coisas oficialmente por aqui), e era o jogo mais barato de todos. Se não me engano, custava R$79,00. Pena que hoje está super difícil de encontrar o maldito nas grandes lojas e sites.

    Apesar de ser muito legal, o jogo não é muito conhecido, e quem já ouviu falar costuma ter um pequeno preconceito no primeiro momento. E não é sem motivo, já que se trata de uma coletânea de minigames (”argh!”), que ainda por cima são jogos de tabuleiro (”yuck!”) e cartas (”gnah!”). Mas, correndo o risco de soar repetitivo, eu repito: é muito legal!

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  • [Resenha] Braid

    Thursday
    Aug 7,2008

    Desde Pong vemos isso acontecer. Quando um jogo faz sucesso estrondoso e é aclamado por público e crítica como o melhor no seu gênero — isso se não inaugurar ele mesmo um novo gênero –, torna-se inevitável o aparecimento de cópias e mais cópias.

    Porém, como um messias escolhido, às vezes surge um jogo que, apesar de se “inspirar” nas mecânicas difundidas ou instauradas por predecessores, vai além, tornando-se ele próprio algo a ser copiado e imitado à exaustão.

    Ontem, quarta-feira, dia 6 de Agosto de 2008, marcou o surgimento de um desses jogos.

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  • Wednesday
    Aug 6,2008

    (Metal Gear Solid 4) [bb]

    [Nosso amigo e colaborador eventual Claudio Prandoni, do excelentíssimo Hadouken, nos presenteia com sua análise daquele é provavelmente o jogo mais importante de 2008.]

    Certas vezes somos agraciados com a possibilidade de contemplar momentos únicos. Não necessariamente o ápice de um movimento, o pináculo de um ideal, o supra-sumo de uma idéia, mas ainda assim pontualidades marcantes e únicas. Fatos que se afirmam pela grandeza inerente e personalidade forte que carregam.

    A analogia mais peremptória que me vem à mente é a semifinal da Copa do Mundo de 1970. Um eletrizante embate entre Alemanha Ocidental e Itália, vencida pelos carcamanos na prorrogação, por 4 a 3 (sendo 3 a 2 no tempo extra). Durante mais de metade do jogo o capitão alemão Franz Beckenbauer atuou com uma tala no braço esquerdo, o qual quebrou durante o jogo. Foi assim até o final (na época não havia substituições), exibindo rara garra, determinação e liderança. Um gigante em campo que acabou sendo penalizado com a derrota.

    As Olimpíadas se aproximam e com elas vem uma torrente de momentos similares os quais poderíamos discorrer por horas a fio. Tudo isso é para elucidar a magnitude de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots. Um jogo que homenageia não apenas todo o trabalho de uma série, mas sim do próprio criador. Um recanto de nostalgia ao mesmo tempo em que se afirma como referência absoluta para os títulos de primeira linha da atua geração. Uma obra memorável, à qual pegamos de jeito com nossos golpes de CQC e destrinchamos logo após o continue.

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  • Wednesday
    Aug 6,2008

    Não é bug, é estilo.

    Que o visual de Mega Man 9 é no mesmo estilo dos jogos do rôbozinho azul no Nintendinho, você já sabe. Que a “capa do jogo” é tão ridiculamente retrô que é legal, você também já sabe. Realmente, você já sabe coisas demais sobre esse jogo. A novidade agora é que a nova aventura de Mega Man terá os mesmos bugs e limitações de programação dos jogos do 8-bits da Nintendo.

    O produtor do jogo, Hironobu Takeshita, em entrevista ao site Gamasutra, contou sobre algumas dessas limitações. Não haverá mais do que três inimigos na tela ao mesmo tempo, por exemplo. Um dos bugs presentes no jogo é na tela do dragão, onde os objetos ficarão piscando durante o combate.

    Mas tudo isso é opcional, explicou Takeshita. Literalmente, os bugs podem ser desativados no menu “Options” do jogo e foram incluídos pela equipe de desenvolvimento para dar ainda mais fidelidade à aventura retrô de Mega Man. Esse jogo fica melhor a cada dia.

    [vie Gamasutra]

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  • Sunday
    Aug 3,2008

    O tema da discussão do fim dessa semana (ou início, já que já é domingo…) não poderia ser mais simples. Portanto, vou direto ao ponto: quero perguntar a todos qual foi o momento — ou um dos momentos — mais catártico da sua história gamer?

    Falo daquele momento em que você literalmente largou o controle, levantou do sofá e comemorou como se fosse o último gol marcado em uma disputa de pênaltis de final de copa do mundo. Aquele momento em que você fez algo que deixou de ser apenas mais um objetivo cumprido para se tornar uma espécie de realização pessoal, tão importante quanto ter passado de ano depois de um último semestre completamente pendurado nas notas.

    Eu tenho dois ou três desses momentos para compartilhar, e depois é com vocês. ;)

    [Spoiler Alert!] Pequenos spoilers de Gears of War e grandes spoilers de Call of Duty 4 à frente.

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  • Tuesday
    Jul 29,2008

    Tenho que admitir que por algum tempo The Conduit passou desapercebido por mim. A arte não era lá muito original e, bem, não tinha nenhum número no final do nome, então me parecia mais um daqueles tiros no escuro que as produtoras têm dado pra ver quando vão finalmente acertar o alvo no Wii. Felizmente, parece que eu me enganei. The Conduit é o shooter em primeira pessoa mais promissor do Wii desde… bem, desde Red Steel. Mas isso não vem ao caso!

    O que importa é que o jogo dá uma aula de como fazer uso do console revolucionário, em vários aspectos. Para começar, no acabamento visual. O pessoal do IGN dizia estar jogando em uma TV de alta definição quando várias pessoas passava e perguntavam: “é de Xbox 360, esse?” tamanha era a beleza dos cenários e personagens apresentados na tela. E como você pode conferir nos vídeos, é tudo bem definido, com texturas extravagantes e cenários bem abertos, como em poucas outras aventuras de third parties em terras nintendisticas.

    Mas não é só isso. Se você ligar agora The Conduit também conta com a jogabilidade mais fantástica que alguém já poderia ter imaginado no Wii simplesmente por um motivo: você pode customizar praticamente todas as opções de acordo com seu gosto! Dá pra controlar a velocidade que o personagem corre, o tamanho do ‘quadrado limitador’ que define até que ponto a partir do centro da tela a sua retícula pode estar mirando sem a câmera se mexer (mais ou menos o que muda em Metroid Prime 3 ao mudar a dificuldade dos controles) e uma penca de outras opções. E o melhor: tudo isso em tempo real! Ou seja, dá para testar imediatamente cada pequena mudança que você faz para deixar tudo nos trinques e sair destruindo monstrões.

    O jogo também é promissor em outros aspectos, como no enredo e no visual sci-fi à la Metroid. Mas pouquíssimos detalhes foram revelados, então vamos nos ater ao que sabemos. Infelizmente, o jogo não tem data de lançamento definida porque, pasme, ele não tem distribuidora! Onde já se viu isso? Tem um monte de empresa publicando centenas de jogos bobíssimos para Wii e nenhuma se interessa em pegar um jogaço desses!

    [via IGN]

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  • Friday
    Jul 25,2008

    Prevejo problemas. Peggle no PC tem um grau de vício semelhante a BIS de nicotina, mas você eventualmente precisa parar de jogar. Para ir ao banheiro, para comer, para ver se o sol já saiu. Enfim, há coisas que você simplesmente não consegue fazer em frente a um PC — logo, há coisas que você não pode fazer sem parar de jogar Peggle.

    Mas a mente humana é maligna. Em um ato que claramente visa a extinção da humanidade, a PopCap Games anunciou que planeja uma versão do insalubre joguinho para o portátil da Nintendo. E mais do que isso: sabe quem está a cargo dessa nova versão? A Q Entertainment, empresa do superbacana Tetsuya Mizuguchi. Como eles não fazem serviço pela metade, já anunciaram que o jogo terá características que Peggle nunca teve. E sabendo que a Q já fez outras coisas ridiculamente viciantes nos portáteis (Lumines no PSP e, o meu favorito, Meteos no DS), é suficiente para termos quase certeza que esse Peggle não vai prestar. No bom sentido, é claro.

    Mas sério, gente, isso vai dar merda. Preparem-se para ver pessoas com seus DS Lite[bb] abertos em todos os lugares. Comendo, dormindo, vendo se o sol já nasceu, sim, mas também comprando caldo de cana na feira, saindo de cueca do provador da C&A, atrás do balcão do Burger King, descarregando caminhões de mudança, fazendo apresentações de slides em reuniões de negócios e escrevendo posts. Principalmente escrevendo posts. Para o Continue.

    Terceiro trimestre de 2008.

    [via Kotaku]

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  • Friday
    Jul 25,2008

    Este é só um trechinho do texto genial que me foi passado ontem pelo meu grande amigo Julio Bassi (que também atende pela alcunha de Imperial°Spirit):

    Sempre que você vir ‘jogos casuais’ nas notícias, simplesmente troque a palavra ‘casuais’ por ‘retardados’ e você verá como ela realmente é percebida pela indústria. “Há uma explosão de jogos casuais!” deve ser traduzido para “Há uma explosão de jogos retardados!”. “EA Casual Games Division” realmente é traduzido para “EA Retard Games Division”. “Por que você está chamando jogadores casuais de retardados!?” rosna um leitor.

    Eu não estou. Estou dizendo que a indústria hardcore é quem pensa assim. Para eles, ‘casual’ é apenas uma forma de dizer ‘bobo’.

    O texto foi escrito (muito bem escrito, diga-se de passagem) por um cidadão chamado Sean Malstrom em seu site/blog pessoal e comenta sobre a estratégia da Nintendo para conquistar novos jogadores e como suas atitudes vêm sido erroneamente interpretadas pelos analistas, third parties, jornalistas, a indústria como um todo e até VOCÊ, gamer hardcore.

    Não poderia ter vindo em momento mais oportuno, já que todos ainda estamos perplexos com a falta de atenção aos games “não-casuais” na conferência da Nintendo para a imprensa na E3. Recomendado pra todo mundo que se pergunta quais serão os próximos passos tomados pela Nintendo e àqueles que acham que nunca mais terão um Zelda ou um Metroid de verdade.

    Depois de clicar no continue, você vai descobrir porquê os jogos de empresas como a Big N e a Blizzard reúnem mais fãs que as demais, a verdade por trás da estratégia do blue ocean da Nintendo, a causa do fracasso nas tentativas de outras produtoras de embarcar no sucesso do Wii e, principalmente, porquê o Zelda mais hardcore de todos os tempos pode ser só uma questão de tempo.

    Antes de prosseguir, apenas um aviso: o texto a seguir é um dos mais geniais já publicados no Continue. Mas também é um dos maiores, senão o maior.

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