
Gamers pobres atrasados, como eu, que embarcarem na festa que é Rock Band já na sua segunda versão, sem ter passado pela primeira, terão que se contentar com um fato não muito rock ‘n roll: as músicas do primeiro jogo não serão, nunca, nunquinha mesmo, disponibilizadas por download. Isso porque o Rock Band 1 não vai parar de ser produzido. Será “publicado indefinidamente”, como colocou o executivo nada rock ‘n roll da MTV.
Se eu quiser uma ou duas músicas de RB1 — digamos, “Here It Goes Again”, do OK GO, e “Say It Ain’t So, do Weezer, que eu definitivamente vou querer — eu preciso comprar o disco do primeiro Rock Band. Ou, como espertamente apontou o esperto Kotaku, pegar emprestado e fazer o lance de importar as músicas indidivualmente — processo que custa 5 dólares, mas pelo menos não custa o preço de um Rock Band novo.
Pilantragem dos caras, hein? Tô achando que eles tão mais pra emo do que pra rock…
P.S.: Se você é o emo da foto acima e não tem senso de humor, me avise que eu troco para a foto de algum outro emo qualquer.
[via Variety (The Cutscene)]

Perto de 9 bilhões de dólares, pra ser mais claro, lá em 2013, de acordo com dados da Parks Associates e do gráfico sem-graça acima.
Mas não no Brasil, é claro.
Engraçado eu cair nessa notícia justamente hoje, algumas horas depois de tentar — em vão — comprar o maldito Mega Man 9 na PSN.
Nunca havia tentado comprar nada por lá, apesar de já ter considerado seriamente o PixelJunk Eden. Ontem à noite, enquanto aguardava a atualização da PSN que disponibilizaria o Mega Man 9, resolvi dar uma olhada em como funciona esse esquema de compra online de conteúdo baixável.
Entrei na minha conta da PSN, e lembrei que ela está cadastrada como canadense. “Sem problemas” — pensei. “O que importa é a grana, dinheiro, bufunfa, tutu, os dados do cartão de crédito”. Ledo engano. Os dados do endereço do cartão de crédito devem bater com os dados da conta do PSN. Ou seja: preciso ter um cartão de crédito que esteja cadastrado com um endereço canadense.
“Bom, então vou mudar minha conta pro Brasil”. Ahan, sei. Obviamente que na lista de países do cadastro da PSN não existe Brasil. Eu já sabia disso desde quando havia feito a conta, mas nunca achei que fosse ter alguma importância.
Na minha cabeça não tem sentido algum essa história de venda de conteúdo baixável se você não pode usar de qualquer lugar do mundo. É a Sony invertendo e destruindo toda a lógica da facilidade da internet e do e-commerce.
Se alguém souber como dar uma volta nessa história, por favor avise nos comentários. Mas uma coisa: Entropay não funciona mais, tá?
[via videogame247]

Com a realidade do nosso maltratado mercado de games (que mercado?), é fácil achar que no resto do mundo é tudo uma maravilha. Em resumo: não é. Na Austrália e na Alemanha, por exemplo, eles estão toda hora banindo jogos por serem violentos demais — e jogos que a galera quer, como Crysis e Fallout 3, não velharias inúteis como Counter-Strike e EverQuest. Na Europa como um todo o pessoal sofre com datas de lançamento ridículas (Smash Bros Brawl só chegou lá vários meses depois que a gente aqui já tinha até enjoado, por exemplo, sem contar Chrono Trigger, que nunca foi lançado lá em versão alguma) entre outros percalços, um dentre eles bem conhecido nosso: preços altos.
Sim, na Europa o pessoal também é explorado nos preços de games! Especialmente daqueles bem caros, como Rock Band 2. A diferença é que, diferente do Brasil, o mundo pelo menos sabe que a Europa existe e se solidariza com o problema. Nem que seja fazendo piada com ele, como fez a Harmonix.
A imagem acima mostra a descrição de um item no Rock Band 2 que simboliza o Reino Unido, um dos maiores mercados europeus. O preço da bandana é $366, que é o altíssimo preço do jogo por lá, e a descrição faz piada com o fato: “Este preço pode parecer injustamente alto, mas nós temos que levar em conta as taxas VAT, o preço sugerido no varejo, os custos de transporte… você não está sendo roubado”.
Agora eu não sei… o que é pior? Ser ignorado ou ser ridicularizado?
[via Kotaku]

Quem não quer ter um produto da Apple? Como se não bastasse ter o computador mais estiloso de todos os tempos, ela também criou o notebook, o MP3, o MP4 e o celular mais estilosos de todos os tempos. E, ao que tudo indica, pode ter em mãos também o videogame portátil mais estiloso.
Em um evento promovido esta semana para a imprensa, a empresa anunciou (além de novos modelos do iPod, é claro) que o seu novo canal de aplicativos promoveu, menos de um mês depois do lançamento, mais de 60 milhões de downloads — sendo 300 mil destes apenas do jogo Super Monkey Ball. E dando grande destaque aos videogames em sua conferência, com direito a montagem em vídeo de featured titles e tudo mais, o chefão Steve Jobs declarou que considera o iPod Touch como “o melhor dispositivo portátil para games”.
E não é só a Apple: várias produtoras estão apostando no sucesso do pequeno aparelho como plataforma de games, inclusive a EA — que além de ter lançado Spore Origins junto com a versão de PC, anunciou semana passada o desenvolvimento de mais nove jogos para o aparelho, incluindo versões de The Sims 3, Need for Speed: Undercover, Monopoly e Tiger Woods.
Então queremos saber de você, leitor: devemos apostar no sucesso da Apple nessa nova empreitada? Acha que podemos chegar a ver grandes lançamentos exclusivos para os iPods? A interface do iPhone, com uma única touch screen, lhe parece apropriada para jogos? O Continue deve dar mais atenção aos jogos anunciados para o iPod? E, mais importante: você compraria um portátil da Apple para jogar?

Coitada da Microsoft. Já não sabe o que fazer para fazer o Xbox 360 vender no Japão. Depois de gastar milhões em RPGs exclusivos e campanha publicitária agressiva, a empresa decidiu partir para a ignorância: anunciou, anteontem, um preço no corte de todos os modelos do console vendidos no país.
O Arcade, que vem sem HD, será vendido a 19.800 ienes — que dá algo em cerca de US$ 183, deixando o console verde quase 50 dólares mais barato que o Wii nipônico, vendido por 25.000 ienes (US$ 230). Já a versão com HD (que ainda sofreu um upgrade de 20 para 60 GB, igual ao nosso) custará 29.000 moedas japonesas, contra os antigos 34.800 ienes (US$ 320) do modelo anterior. Finalmente, o Elite teve uma diminuição de 80 dólares, custando agora US$ 367 (ou 39.800 ienes).
Com o iminente lançamento de Infinity Undiscovery, RPG da Square Enix e Tri Ace, chegou a hora do ou vai ou racha para o Xbox 360. Se depois dessa o povo japonês continuar ignorando o simpático aparelho das três luzes vermelhas, acho que a estratégia mais inteligente da Microsoft vai ser erguer a bandeira branca.
[via Wired]

Bola dentro da Microsoft! O nosso Kit Nacional do Xbox 360, que antes custava R$2.300,00, a partir da última quarta-feira passou a sair por quase-módicos R$1.900,00 — pouco, bem pouco mais do que eu paguei pelo meu no mercado cinza livre.
Além da mais que bem-vinda redução de preço, o pacote também foi atualizado. O HD, que antes era de 20GB, agora triplicou de tamanho, e a seleção de jogos se modernizou: PGR 4 e Too Human agora fazem parte do pacote. A notícia do UOL Jogos não deixa claro se os jogos que vinham antes foram retirados da caixa, mas parece-me que sim.
Como seria de se esperar, o modelo novo é o da placa-mãe atualizada (Falcon), ou seja, corre substancialmente menos riscos de dar 3RL. Além disso, o novo Kit Nacional vem com conexão e cabo HDMI.
Por um lado é triste saber que demorou praticamente dois anos para termos o videogame a um preço não abusivo (ainda que continue sendo exponencialmente maior do que o praticado nos mercados maiores), mas por outro… ei, vamos ver o copo meio cheio, né? Agora o preço está competitivo e eu vou começar a recomendar pela primeira vez o oficial para quem for comprar e me pedir opinião.

Quando você se esmerilha em um jogo, tentando melhorar a sua habilidade e perícia até os limites da sua própria humanidade, o pensamento corriqueiro é sempre algo do tipo “agora eu vou pwnar aqueles n00bs!” e nunca “agora é que eu faturo aquele Peugeot 207!”.
Isso até você participar da Promoção 207 Racer da Peugeot. Não há nada mais simples, na teoria: você se cadastra, instala um plugin que possibilita jogos em 3D rodarem direto do navegador de sua preferência Firefox e começa a jogar. Quem fizer o menor tempo na soma das três voltas leva um Peugeot 207 novinho, zero bala. Bah, como eu queria.
Apesar da teoria ser simples, na prática a coisa complica bastante. A jogabilidade é dura que só e muitas curvas são fechadíssimas. Mas, também, tá valendo um carro! Você queria mamão com a açúcar?
Você vai jogar no mínimo uma hora antes de conseguir decorar a pista e se acostumar com o uso do freio nas curvas, e só então poder ser competitivo. O mais legal é que a cada corrida que você completa, o sistema salva o seu ghost e você pode correr contra si mesmo para tentar se superar. E clicando no ícone da lista no canto superior direito, você pode correr contra os ghosts dos primeiros colocados.
Eu estou por volta da posição 1700. À noite tento mais. Aliás, veja só: eu SEI que não vou vencer, e mesmo assim vou continuar jogando. Isso diz alguma coisa sobre a qualidade do jogo em si, independente do fato de estar rolando um prêmio.
Acho que eu tô com síndrome de TrackMania… “Só mais uma corrida, deixa eu melhorar esse tempo, só mais um segundo a menos…” *baba no teclado*
[valeu pela dica, Badawi!]
Muitos rumores circularam antes da Games Convention sobre uma possível redução no preço do PlayStation 3. Agora que a feira européia começou, já sabemos que não haverá corte nem na Europa nem nos Estados Unidos. No Brasil? Yes, I know Brazil.
Em contrapartida, a Sony anunciou um novo modelo do seu console da nova geração. Trata-se do PlayStation 3 com HD de 160GB. Na versão européia, o console dá direito à 70 euros em downloads na PS Store, que ainda serão anunciados. Nos Estados Unidos, o novo pacote acompanha o jogo Uncharted: Drake’s Fortune, um controle Dual Shock 3 e um voucher para baixar o jogo Pain pela PSN. O preço? Os mesmos 500 dólares de sempre.

A Sony é a única fabricante de consoles da atualidade a promover uma conferência na Games Convention, feira alemã que compete com a Tokyo Game Show pelo título de maior evento da indústria gamer, agora que a E3 encolheu e perdeu a graça. Aproveitando a ocasião, a empresa anunciou lá o lançamento do novo modelo de seu portátil, o PSP-3.000.
Numa primeira olhada, você vai achar ele idêntico ao PSP-2.000, o nosso conhecido PSP Slim. As diferenças são que o novo modelo terá uma melhor iluminação na tela, um microfone embutido e o botão PS, similar ao do seu irmão maior, o PlayStation 3.
O portátil estará nas lojas dos Estados Unidos no dia 14 de Outubro, em duas versões: uma é um bundle com o game Ratchet & Clanck: Size Matters, o filme A Lenda do Tesouro Perdido 2: O Livro dos Segredos em UMD e um código para baixar Echocrome da PS Store. A outra é o novo Core Pack e acompanha um Memory Stick PRO Duo de 4 GB e um código para baixar o jogo Everyday Shooter na PSN. Qualquer uma das duas versões do novo PSP vai custar 200 dólares.
[via Joystiq]

Postzinho nada a ver, só pra deixar uma coisa bem clara. Clique neste link e veja o cúmulo da mendicância na internet. O Gizmodo britânico, mesmo sendo um blog grande, com um nome reconhecido, apela para a única coisa que eu me recuso terminantemente a fazer, agora e sempre: tacar publicidade dentro do template do post. Já vi isso em vários outros blogs e nunca achei digno de falar porque normalmente são blogs pequenos e anúncios pequenos. Mas nesse caso não. É um blog de alto escalão, e é um anúncio gigantesco, composto de dois blocos, que interrompe completamente o fluxo de leitura!
A gente nunca pode dizer “dessa água não beberei”, eu sei, mas mesmo que um dia o Continue venha a ter três ou quatro vezes mais propaganda do que tem hoje (e isso é bem possível), eu asseguro a você que você nunca vai ver nenhuma propaganda intrusiva no espaço que se inicia na primeira letra do título do post e vai até a última letra do conteúdo do mesmo. Esse é o meu compromisso com você, que vem aqui pra se informar, passar o tempo, e não pra ter que desviar de propagandas.
Acho isso um desrespeito.