
Não, você não entrou no site errado. É que os hobbies do Miyamoto — em casos que vão desde cuidar de seu jardim, dando origem a Pikmin, ou resolver fazer uma dieta, dando a idéia para Wii Fit — têm realmente mais relevância na sua vida do que o casamento de Alexandre Pires ou o novo corte de cabelo do Justin Timberlake. Ou pelo menos deveriam…
Enfim, o importante é que o pessoal do último andar do prédio da Nintendo pode estar mandando o tio Shiggy maneirar suas palavras. Não que ele tenha a boca suja, mas ao falar de seus novos passatempos o game designer poderia estar vazando informações sobre os novos games da Nintendo e, consequentemente, dando corda para a concorrência passar a perna na Big N. Para não parecer tão injusta, a política parece ser aplicada a todos os designers da empresa.
[via TimesOnline]
Na semana passada o Ministério da Saúde da Tailândia divulgou uma relação com os seus 10 jogos preferidos jogos mais perigosos. O ministro responsável pela infame lista ficou mundialmente conhecido pelo gosto exótico e por conhecer títulos hardcore, como “Killer7” do produtor Suda 51.
Mas minha avó já dizia: mentira tem perna curta! O ministro hardcore é fake! O top 10 tailândes é plágio de uma lista do mesmo teor feita em dezembro por um incauto promotor de justiça de Detroit, nos Estados Unidos, que na época culpava os mesmos jogos pelos crimes que assolavam sua cidade, quando todo mundo sabe que a culpa era da OCP. Confira a lista do ministro e a do promotor, e tire suas próprias conclusões.
Parecem idênticas pra você tambem? Então. Em um golpe que deixaria M.Bison orgulhoso, o governo da Tailândia encontrou a relação na Internet, copiou, modificou a grafia de dois títulos (”Grand Theft Auto” virou GTA e “Hitman Blood Money” foi encurtado para “Hitman”) e pronto, publicou sua própria lista. Belo exemplo para as criancinhas tailandesas, Sagat!
[via gamepolitics]
“One love, rasta!” “C’mom! Test me! I’m so pumped!” “That’s how we roll!” “Wassap mai breda?” Se nenhuma dessas expressões fez o menor sentido, talvez você não tenha jogado GTA IV ainda. Esperando uma versão para PC, talvez? Sim? Então, sua hora chegou. Quer dizer… não ainda, mas quase.
Como era de se esperar, o arrasa-quarteirão Grand Theft Auto IV vai ganhar uma versão para PC. A Rockstar confirmou a informação e já deu a data do lançamento: 18 de Novembro nos Estados Unidos e 21 de Novembro na Europa.
Sam Houser, fundador da Rockstar Games disse em press release exatamente aquilo que esperaríamos ler em um press release: que toda a equipe está excitada com a nova versão e que o jogo está rodando muito bem no PC e que é ainda mais bonito e yada yada. Espero que isso signifique “com menos bugs do que nos consoles”. Ao que parece o jogo será produzido pela Rockstar North. Não há ainda informações sobre o preço e nem a configuração necessária para rodar GTA IV no PC.
[via Kotaku] - PS: Não entendeu a legenda? Clique na imagem!

A premiação anual que junta uma galera de críticos — grupo no qual o Continue está sem sombra de dúvidas incluído, conforme prova cabalisticamente a imagem acima — para escolher o melhor jogo de cada ano da E3 em várias categorias já tem os seus indicados. A única regra para um jogo ser escolhido é ter sido apresentado de forma jogável na feira. Eles foram escolhidos por votação pelos próprios críticos que vão escolher os vencedores, o que me deixa com a pulga atrás da orelha: os mais votados para uma indicação não acabarão sendo os vencedores depois? Ou isso ou eu não entendi como a coisa toda acontece.
Bom, o importante é que o Estadão funciona é que saiu a lista com esses indicados para cada categoria. Ela se encontra logo ali depois do continue. E o meu grande amigo e parceiro de churrasco Brian Crecente, que é um dos tais críticos-juízes, adiantou no blog dele — que, por sinal, tem futuro; eu boto fé — que o campeão de votos para se indicado a melhor jogo da feira foi LittlBigPlanet. Fato que, segundo os meus cálculos do primeiro parágrafo, já o torna o mega-favorito só-perde-por-milagre ao título. Esperemos.
Enquanto isso, responda: pra quem você vai torcer?

Pra quem ainda não sabia, a Nintendo juntou-se a mais 54 empresas de software — entre as quais figuram Arc System Works, SNK, Capcom, Koei, Jaleco, Square Enix, Sega, Taito, Tecmo, Hudson, Bandai Namco Games, The Pokémon Company e Level Five — em uma ação legal contra empresas que importam o famoso R4 Revolution, equipamento que possibilita o uso de jogos baixados pela internet no Nintendo DS, sem necessidade de desbloquear o aparelho. Como se você já não conhecesse.
As empresas alegam competição desleal e requisitam a interrupção das vendas, marketing e importação do acessório. Com razão.
O problema é que uma ação dessas causa duas impressões: a de se estar assistindo a uma batalha perdida (tipo Cicarelli versus YouTube) e, paradoxalmente ao mesmo tempo, um senso de urgência em quem queria comprar um R4 e ainda não o havia feito. O resultado, obviamente, foi um estrondoso aumento na procura pelo treco.
Tudo isso no apenas Japão, claro, ou você achou que o Brasil tem alguma importância pra esse monte de gente?
Embora a Nintendo e as suas colegas de auditório estejam completamente em seus direitos legais de lutar contra esse tipo de coisa, todo mundo sabe que não adianta: cada vez que a Nintendo anuncia que X unidades foram apreendidas, como se isso fosse grande coisa, o mundo pensa por dois segundos e chega à conclusão de que ainda existem 10.000.000X unidades de R4 à solta pelas lojas de todo o planeta Terra.
As únicas maneiras realmente efeitivas que as fabricantes de consoles têm para lutar contra a pirataria são 1) investir muito mais em métodos de validação de software, ou então usar mídias estranhas como os discos proprietários do antigo GameCube, ou 2) fazer como a Microsoft fez com a Xbox Live: desenvolver uma série de serviços bacanas que envolvam autenticação de hardware no servidor, bloqueando o acesso a quem for pego usando equipamento modificado para rodar pirata.
É igual treinar gato. Não adianta dizer “NÃO!!” toda vez que ele fizer algo que você não quer. A única coisa que funciona é mostrar pra ele como ele vai ter mais vantagens ou diversão sempre que fazer a coisa certa. Funciona.

Este é só um trechinho do texto genial que me foi passado ontem pelo meu grande amigo Julio Bassi (que também atende pela alcunha de Imperial°Spirit):
Sempre que você vir ‘jogos casuais’ nas notícias, simplesmente troque a palavra ‘casuais’ por ‘retardados’ e você verá como ela realmente é percebida pela indústria. “Há uma explosão de jogos casuais!” deve ser traduzido para “Há uma explosão de jogos retardados!”. “EA Casual Games Division” realmente é traduzido para “EA Retard Games Division”. “Por que você está chamando jogadores casuais de retardados!?” rosna um leitor.
Eu não estou. Estou dizendo que a indústria hardcore é quem pensa assim. Para eles, ‘casual’ é apenas uma forma de dizer ‘bobo’.
O texto foi escrito (muito bem escrito, diga-se de passagem) por um cidadão chamado Sean Malstrom em seu site/blog pessoal e comenta sobre a estratégia da Nintendo para conquistar novos jogadores e como suas atitudes vêm sido erroneamente interpretadas pelos analistas, third parties, jornalistas, a indústria como um todo e até VOCÊ, gamer hardcore.
Não poderia ter vindo em momento mais oportuno, já que todos ainda estamos perplexos com a falta de atenção aos games “não-casuais” na conferência da Nintendo para a imprensa na E3. Recomendado pra todo mundo que se pergunta quais serão os próximos passos tomados pela Nintendo e àqueles que acham que nunca mais terão um Zelda ou um Metroid de verdade.
Depois de clicar no continue, você vai descobrir porquê os jogos de empresas como a Big N e a Blizzard reúnem mais fãs que as demais, a verdade por trás da estratégia do blue ocean da Nintendo, a causa do fracasso nas tentativas de outras produtoras de embarcar no sucesso do Wii e, principalmente, porquê o Zelda mais hardcore de todos os tempos pode ser só uma questão de tempo.
Antes de prosseguir, apenas um aviso: o texto a seguir é um dos mais geniais já publicados no Continue. Mas também é um dos maiores, senão o maior.
A Bethesda, produtora de The Elder Scrolls IV: Oblivion e do iminente Fallout 3 fechou uma parceria com o bacaníssimo site Penny Arcade para publicar uma série de tiras exclusivas inspiradas no universo de Fallout. A primeira você confere aí em cima. Gostou? Clique para ver em tamanho natural, no próprio site. E fique de olho no Vault, site oficial do jogo, para acompanhar as próximas.
Isso é o que eu chamo de uma jogada de marketing sensacional! Associar a tirinha de games com maior audiência do mundo ao seu jogo? Não tem preço.

Dia desses eu estava conversando com o Fabão e eu resolvi mostrar para ele aquele gif resumindo a conferência da Nintendo nessa E3. Talvez você já tenha visto (se não viu, vai ver daqui a pouco). Ele já conhecia, aí me mostrou outro, e eu mostrei outro e assim foi. De tanta risada que eu dei naquele papo, resolvi procurar mais alguns e montar esse Top 8 inusitado, com direito até a títulos infames. Talvez você dê tanta risada quanto eu dei.
E não, não estou copiando o Judão e o seu simbolismo com o numero “OITÔ”. É que eu só achei oito gifs bacanões de verdade.
Há males que vêm para o bem, já diz o ditado. E é verdade! Quando o polêmico e adorado Jeff Gerstmann foi sumariamente dispensado de seu emprego no GameSpot, não demorou muito para surgir o blog Giant Bomb. Era um blog simples, até mais simples do que o Continue em termos de layout. Tinha um podcast e reviews muito bem feitos (marca registrada de Jeff). E os posts ultrapassavam 500 comentários com facilidade.
Só que o blog era só fachada, só um lance provisório até que eles lançassem o verdadeiro Giant Bomb. E isso aconteceu ontem.
É um site que eu só consigo caracterizar como “muito foda”. Continua tendo os posts do blog — e muitos mais virão –, mas agora é um site completo. Muito mais que um site, é um imenso banco de dados colaborativo. Todas as séries (ex: Final Fantasy), jogos (ex: Final Fantasy XIII), plataformas (ex: Xbox 360), personagens (ex: Cloud Strife), lugares (ex: Midgar), objetos (ex: Sword) pessoas (ex: Hironobu Sakaguchi) e conceitos (ex: Pontos de Experiência) têm suas próprias páginas, interligadas entre si. Também há páginas para vídeos, screenshots, box arts, empresas, publishers, designers e até para a entidade onipresente conhecida como hambúrger.
Sabe qual a única coisa mais old-school que o visual, o som e a dificuldade dos primeiros Mega Man para NES? As boxarts deles. Figurinha fácil em qualquer lista de boxarts mais ridículas do mundo, a arte da caixa do primeiro Mega Man é um ícone trash dos anos 80 tanto quanto Cindy Lauper ou o palhaço Bozo.
Sendo um jogo distrubuído digitalmente, o futuro Mega Man 9 não tem uma boxart e, portanto, nunca chegará aos pés dos primeiros jogos da série no quesito retrozidade. Certo? Não!
A imagem acima é uma foto da estampa da camiseta que alguns funcionários da Capcom estão usando no estande onde está sendo demonstrado Mega Man 9. Eu não consigo nem começar a descrever o quanto ela é cool e trash ao mesmo tempo. Existe FAIL, existe WIN e existe essa estampa de camiseta. Parabéns, Capcom!
[via Jeremy Parish's 1UP Page -- dica do 350ml]